Cassiopéia, estonteante rainha
Vaidosa pela beleza que tinha
Comparou-se superior às ninfas formosas
Que com ela ficaram furiosas.
Indignadas, enviaram um monstro horrendo
Para devastar o litoral em caos tremendo...
E nada apaziguava as divindades
Até que Cefeu, o rei, pediu ao oráculo a verdade.
Para terminar o terrestre sofrimento
Ele enviou sua filha, com lamento
Para ser devorado pela fera sem piedade
E assim , perdeu Andrômeda sua liberdade.
Perseu, herói que vinha de inúmeras batalhas
Apaixonou-se pela jovem amarrada à muralha
E pedindo a seu pai a mão da donzela amada
Preparou-se para enfrentar a fera desalmada.
Tirando de seu mando troféu de sua última vitória
Ergue a cabeça da Medusa, arrancada por ele, como conta a história
Tranformando a besta em pedra, pela eternidade
Libertando assim, a cativa de tão vil maldade.
Casaram-se e felizes foram até o dia
Em que Andrômeda elevou-se aos céus como constelação
Brilhando para sempre, provando que o amor
Supera todo obstáculo, tirania e dor.
Cassiopéia teve final merecido
Pois embora também fosse transformada em estrelas
Castigada foi pelas ninfas, não esquecidas de seu feito
Ao negar-lhes a beleza, como era seu direito.
Pediram as moças que sua inimiga
Fosse colocada, no céu, perto do pólo
Assim, toda noite, como forma de humilhação
Cassiopéia abaixa a cabeça, e suas estrelas pouco brilharão.
Ana Quevedo
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