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( Astronomia ) Grupo de Apoio em Eventos Astronômicos
23/05/2013
Pesquisador da NASA Ministra Palestra em Workshop de Genética
Ivan Lima estuda o comportamento de micro-organismos em condições extremas
(UNESP/Brazilian Space) Pesquisador vinculado à NASA, agência espacial norte-americana, Ivan Gláucio Paulino Lima, abordou, dia 16 de maio, os conceitos da busca por organismos no espaço durante a abertura da 13ª edição do Workshop de Genética do Instituto de Biociências (IB) da UNESP, câmpus de Botucatu. O evento, que ocorre no Câmpus da UNESP de Rubião Júnior, tem contextualizado avanços da genética e suas aplicações em diversas áreas do conhecimento e reúne estudantes de graduação, pós-graduação, além de professores e pesquisadores.
Ivan frisou, em suas considerações, os principais conceitos da astrobiologia, empreendimento científico que visa compreender questões como origem, distribuição e futuro da vida no universo. O palestrante integra um dos centros de pesquisa da agência espacial norte-americana há mais de um ano e seus estudos buscam vida em outros planetas por meio da descoberta de vida de micro-organismos, além da adaptação dos mesmos em lugares inóspitos e com condições adversas de sobrevivência.
Ainda durante a palestra foi abordado o papel da astrobiologia na compreensão de questões como a origem, distribuição e futuro da vida no universo. Ivan reforçou a participação brasileira nas pesquisas sobre a sobrevivência de organismos em diferentes situações. “O Brasil tem contribuído com pesquisa na composição química dos corpos interplanetários e na observação de micro-organismos extremófilos, com as ações na Antártida (em específico na Base de Alcântara, instalada naquele continente)”, ressalta.
Ele citou as contribuições atuais da genética e mais recentemente da biotecnologia e da biologia sintética e fez um paralelo com as descobertas obtidas pela NASA. “A comunidade científica, em suas análises, tem apontado para a existência de micro-organismos como conhecemos na Terra, em outros planetas. É uma questão de tempo para se confirmar tal possibilidade, e um dos focos é Marte, principalmente por existir evidência de água em seu subsolo”, resume.
Abertura Oficial Centra a Oportunidade de Debater Avanços Científicos
A abertura do workshop ocorreu na noite de 16 de maio, no salão nobre da Faculdade de Medicina (FM) da UNESP de Botucatu e teve a presença da diretora do IB, Maria Dalva Cesario; além de Sony Dias Bicudo, na ocasião representando o pró-reitor de Pós-Graduação da Unesp, Ricardo Kokubun. Integraram a mesa, ainda, os professores Celso Luís Marino, vice-coordenador do programa de Pós-Graduação em Genética do IBB; e Marcelo Razera Baruffi, representante da regional paulista da Sociedade Brasileira de Genética.
Os presentes ressaltaram a oportunidade do debate e aprimoramento dos conhecimentos. “Este é um evento idealizado para troca de experiência e geração de novas ideias. Todas as discussões propostas neste workshop se tornam oportunas para o desenvolvimento científico”, frisou profª Maria Dalva.
Workshop Prossegue Com Aplicação Econômica da Genética
A 13ª edição do workshop de Genética do Instituto de Biociências prossegue nesta sexta-feira, dia 17, com foco na preservação ambiental e os impactos econômicos das pesquisas em genética. Os marcadores moleculares na produção animal serão debatidos por Yuri Tani Utsunomiya, da UNESP de Araçatuba. O uso forense da genética e a aplicação na conservação das espécies serão abordados em palestra do prof. José Eduardo Garcia, da Universidade Federal de Pernambuco.
Três temas terão destaque na realização de mesa-redonda com mediação do professor do IBB, César Martins. Pontos como elementos transponíveis, evolução do genoma e aspectos no RNA ribossômicos. Nestes debates estarão presentes os professores Thomas H. Eickbush, da Universidade de Rochester (EUA) e Claudia Marcia Aparecida Carareto, da UNESP de São José do Rio Preto.
Ainda terá destaque a produção cafeeira com considerações, a partir das 13h30, do professor Douglas Silva Domingues da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Na oportunidade o acadêmico irá mostrar pontos sobre estratégias biotecnológicas no melhoramento do café e o consequente impacto na economia. Em seguida, o controle epigenético- características de diversos organismos que são estáveis ao longo de divisões celulares- do desenvolvimento embrionário e seu efeito das biotécnicas de reprodução, é o foco da palestra de Lawrence Smith, da UNESP de Jaboticabal. Ao final do workshop, o professor da Universidade de Lisboa (Portugal), Francisco Enguita, irá expor conceitos sobre a transcriptoma da não codificação no envelhecimento celular humano.
As palestras do workshop serão no Salão Nobre da Faculdade de Medicina (FM) de Botucatu, Câmpus de Rubião Júnior da UNESP.
Minicursos
Além das palestras, o 13º Workshop de Genética também promoverá minicursos para os interessados. As vagas também são limitadas, conforme tema escolhido e disponibilidade do local, e terão acréscimo de R$ 5 no valor de inscrição ao evento.
Os temas, que concentrarão atividades práticas e teóricas, programados são: Epigenética do Câncer; Estilo de vida: influências genômicas e epigenômicas; Sequenciamento de DNA: De Sanger à “Nova Geração”; Evolução molecular e a origem das espécies; Fundamentos de Biologia Sistêmica; Introdução à filogeografia; DNA lixo; Aplicações do DNA Recombinante; MicroRNA: reinventando a expressão gênica e Técnicas moleculares: Alvo para descobrimentos de terapias anti-parasitárias e diagnóstico.
(UNESP/Brazilian Space) Pesquisador vinculado à NASA, agência espacial norte-americana, Ivan Gláucio Paulino Lima, abordou, dia 16 de maio, os conceitos da busca por organismos no espaço durante a abertura da 13ª edição do Workshop de Genética do Instituto de Biociências (IB) da UNESP, câmpus de Botucatu. O evento, que ocorre no Câmpus da UNESP de Rubião Júnior, tem contextualizado avanços da genética e suas aplicações em diversas áreas do conhecimento e reúne estudantes de graduação, pós-graduação, além de professores e pesquisadores.
Ivan frisou, em suas considerações, os principais conceitos da astrobiologia, empreendimento científico que visa compreender questões como origem, distribuição e futuro da vida no universo. O palestrante integra um dos centros de pesquisa da agência espacial norte-americana há mais de um ano e seus estudos buscam vida em outros planetas por meio da descoberta de vida de micro-organismos, além da adaptação dos mesmos em lugares inóspitos e com condições adversas de sobrevivência.
Ainda durante a palestra foi abordado o papel da astrobiologia na compreensão de questões como a origem, distribuição e futuro da vida no universo. Ivan reforçou a participação brasileira nas pesquisas sobre a sobrevivência de organismos em diferentes situações. “O Brasil tem contribuído com pesquisa na composição química dos corpos interplanetários e na observação de micro-organismos extremófilos, com as ações na Antártida (em específico na Base de Alcântara, instalada naquele continente)”, ressalta.
Ele citou as contribuições atuais da genética e mais recentemente da biotecnologia e da biologia sintética e fez um paralelo com as descobertas obtidas pela NASA. “A comunidade científica, em suas análises, tem apontado para a existência de micro-organismos como conhecemos na Terra, em outros planetas. É uma questão de tempo para se confirmar tal possibilidade, e um dos focos é Marte, principalmente por existir evidência de água em seu subsolo”, resume.
Abertura Oficial Centra a Oportunidade de Debater Avanços Científicos
A abertura do workshop ocorreu na noite de 16 de maio, no salão nobre da Faculdade de Medicina (FM) da UNESP de Botucatu e teve a presença da diretora do IB, Maria Dalva Cesario; além de Sony Dias Bicudo, na ocasião representando o pró-reitor de Pós-Graduação da Unesp, Ricardo Kokubun. Integraram a mesa, ainda, os professores Celso Luís Marino, vice-coordenador do programa de Pós-Graduação em Genética do IBB; e Marcelo Razera Baruffi, representante da regional paulista da Sociedade Brasileira de Genética.
Os presentes ressaltaram a oportunidade do debate e aprimoramento dos conhecimentos. “Este é um evento idealizado para troca de experiência e geração de novas ideias. Todas as discussões propostas neste workshop se tornam oportunas para o desenvolvimento científico”, frisou profª Maria Dalva.
Workshop Prossegue Com Aplicação Econômica da Genética
A 13ª edição do workshop de Genética do Instituto de Biociências prossegue nesta sexta-feira, dia 17, com foco na preservação ambiental e os impactos econômicos das pesquisas em genética. Os marcadores moleculares na produção animal serão debatidos por Yuri Tani Utsunomiya, da UNESP de Araçatuba. O uso forense da genética e a aplicação na conservação das espécies serão abordados em palestra do prof. José Eduardo Garcia, da Universidade Federal de Pernambuco.
Três temas terão destaque na realização de mesa-redonda com mediação do professor do IBB, César Martins. Pontos como elementos transponíveis, evolução do genoma e aspectos no RNA ribossômicos. Nestes debates estarão presentes os professores Thomas H. Eickbush, da Universidade de Rochester (EUA) e Claudia Marcia Aparecida Carareto, da UNESP de São José do Rio Preto.
Ainda terá destaque a produção cafeeira com considerações, a partir das 13h30, do professor Douglas Silva Domingues da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Na oportunidade o acadêmico irá mostrar pontos sobre estratégias biotecnológicas no melhoramento do café e o consequente impacto na economia. Em seguida, o controle epigenético- características de diversos organismos que são estáveis ao longo de divisões celulares- do desenvolvimento embrionário e seu efeito das biotécnicas de reprodução, é o foco da palestra de Lawrence Smith, da UNESP de Jaboticabal. Ao final do workshop, o professor da Universidade de Lisboa (Portugal), Francisco Enguita, irá expor conceitos sobre a transcriptoma da não codificação no envelhecimento celular humano.
As palestras do workshop serão no Salão Nobre da Faculdade de Medicina (FM) de Botucatu, Câmpus de Rubião Júnior da UNESP.
Minicursos
Além das palestras, o 13º Workshop de Genética também promoverá minicursos para os interessados. As vagas também são limitadas, conforme tema escolhido e disponibilidade do local, e terão acréscimo de R$ 5 no valor de inscrição ao evento.
Os temas, que concentrarão atividades práticas e teóricas, programados são: Epigenética do Câncer; Estilo de vida: influências genômicas e epigenômicas; Sequenciamento de DNA: De Sanger à “Nova Geração”; Evolução molecular e a origem das espécies; Fundamentos de Biologia Sistêmica; Introdução à filogeografia; DNA lixo; Aplicações do DNA Recombinante; MicroRNA: reinventando a expressão gênica e Técnicas moleculares: Alvo para descobrimentos de terapias anti-parasitárias e diagnóstico.
Astrônomos querem sua ajuda para encontrar galáxias densas
(Galileu) Você pode ser um voluntário do projeto Space Warps, que analisa imagens do espaço em busca das chamadas “Warp Galaxys”, galáxias tão densas que fazem com que a luz se distorça ao redor dela e gere um efeito semelhante ao de uma lente.
O projeto, lançado nesta quarta, tem como objetivo entender melhor a matéria escura espalhada pelo universo, entre outros fenômenos do universo que ainda permanecem misteriosos. “Os space warps não só funcionam como lentes, aumentando as galáxias por trás deles, como também podemos usá-los para medir a massa deles e entender quanto dela é matéria escura e como está distribuída”, explica Phil Marshall, um físico da Universidade de Oxford que é um dos líderes do projeto.
Da sua poltrona, após um pequeno treinamento no site do projeto, você pode aprender a reconhecer essas galáxias que deformam o espaço ao redor delas e identificá-las dentre as fotos. De acordo com os astrônomos do projeto, o cérebro humano é muito mais eficaz no reconhecimento de padrões do que os computadores.
“Mesmo se cada pessoa analisar só por alguns minutos cerca de 40 imagens, isso será muito valioso pra nossa pesquisa – nós só precisamos de meia dúzia de pessoas apontando que uma imagem tem algo interessante para que nós decidamos investigá-la”, disse outro astrônomo do projeto.
Para participar do projeto, basta acessar www.spacewarps.org.
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E mais:
Caçando distorções (Ciência Hoje)
6o Encontro USP Escola
Já estão abertas as inscrições para o 6o Encontro USP-Escola. Para ver os cursos oferecidos e sua programação, acesse http://web.if.usp.br/extensao/node/164
A Ocultação de rho Sagittari pela Lua em 28 maio 2013!
(Sky and Observers) Em 28 de maio próximo, a Lua - 87% iluminada e com uma elongação de 137°, ocultará a estrela rho Sagittarii de magnitude 3.9 (Figura 1). Proporcionando um belo espetáculo aos observadores munidos com pequenos instrumentos óticos como: binóculos, lunetas e telescópios, esse evento poderá ser observado numa grande extensão dos continentes americano, europeu e africano.
22/05/2013
Pergunta inevitável?
(Marcelo Gleiser - Folha) Nesta semana estive no Brasil dando uma palestra em um evento corporativo. Havia umas 200 pessoas, de várias regiões do Brasil, executivos e administradores.
Minha missão era iniciar uma reflexão macro, tirando as pessoas de sua área de conforto, colocando questões que, na correria da vida, tendemos a deixar de lado.
Como pediram para que eu falasse sobre o homem, o tempo e o espaço, embarquei numa discussão de como a ciência moderna vê a questão da existência humana: suas origens, seu significado, sua incumbência enquanto espécie, seu destino. Nada mais estimulante do que dividir minhas reflexões sobre esses temas tão fundamentais.
Comecei falando de como somos criaturas limitadas pelo tempo, com uma história que começa e acaba; mostrei que, tal como nós, assim são também as estrelas e o próprio Universo, cada qual com a sua história.
A passagem do tempo e o fato de que nós, como espécie, temos consciência dela são, talvez, a condição que mais nos define: a consciência que temos da nossa existência e da sua finitude.
Argumentei que muito do esforço criativo humano, nossos poemas e nossas sinfonias, a literatura, as ciências e a filosofia, enfim, a soma total da produção cultural da nossa história coletiva podem ser vistos como uma resposta a esses anseios, como uma tentativa de compreender a razão de nossas vidas.
Amor, reprodução, poder e relacionamentos, são manifestações de quem somos e de como escolhemos viver nossas vidas.
Passei para a questão das origens: do Cosmo, das estrelas, da vida, mostrando que todas as culturas de que temos registro oferecem uma narrativa da criação, um esforço de explicar de onde veio tudo.
Olhar para o céu e ver milhares de estrelas nos remete, inevitavelmente, à questão da existência de outros mundos, da possibilidade de que não estamos sós no Universo. Mais ainda quando aprendemos que apenas em nossa galáxia, a Via Láctea, existem em torno de 200 bilhões de estrelas, o Sol sendo apenas uma delas.
Mostrei imagens belíssimas tiradas por sondas espaciais, como o telescópio espacial Hubble, explicando como essas máquinas maravilhosas são um depoimento da criatividade humana: esses pequenos robôs atravessam milhões de quilômetros pelo espaço sideral, visitando outros mundos controlados aqui da Terra por pessoas como nós.
Sugeri que devemos celebrar esses feitos tecnológicos como celebramos outras grandes obras da humanidade, das pirâmides às catedrais medievais, da arquitetura de Brasília à Mona Lisa e às sinfonias de Beethoven.
Mostrei que, diferentemente do que a maioria pensa, e como explico no livro "Criação Imperfeita", quanto mais aprendemos sobre o Cosmo, mais relevantes ficamos: aglomerados moleculares de poeira estelar capazes de refletir sobre quem somos, de construir máquinas que nos permitem ver além da nossa percepção tão limitada do real.
Tentei, com palavras e imagens, celebrar a condição humana e a beleza austera do Cosmo.
E, ao fim de tudo isso, tão inexorável quanto a passagem do tempo, veio a pergunta inevitável: "O senhor acredita em Deus?"
Minha missão era iniciar uma reflexão macro, tirando as pessoas de sua área de conforto, colocando questões que, na correria da vida, tendemos a deixar de lado.
Como pediram para que eu falasse sobre o homem, o tempo e o espaço, embarquei numa discussão de como a ciência moderna vê a questão da existência humana: suas origens, seu significado, sua incumbência enquanto espécie, seu destino. Nada mais estimulante do que dividir minhas reflexões sobre esses temas tão fundamentais.
Comecei falando de como somos criaturas limitadas pelo tempo, com uma história que começa e acaba; mostrei que, tal como nós, assim são também as estrelas e o próprio Universo, cada qual com a sua história.
A passagem do tempo e o fato de que nós, como espécie, temos consciência dela são, talvez, a condição que mais nos define: a consciência que temos da nossa existência e da sua finitude.
Argumentei que muito do esforço criativo humano, nossos poemas e nossas sinfonias, a literatura, as ciências e a filosofia, enfim, a soma total da produção cultural da nossa história coletiva podem ser vistos como uma resposta a esses anseios, como uma tentativa de compreender a razão de nossas vidas.
Amor, reprodução, poder e relacionamentos, são manifestações de quem somos e de como escolhemos viver nossas vidas.
Passei para a questão das origens: do Cosmo, das estrelas, da vida, mostrando que todas as culturas de que temos registro oferecem uma narrativa da criação, um esforço de explicar de onde veio tudo.
Olhar para o céu e ver milhares de estrelas nos remete, inevitavelmente, à questão da existência de outros mundos, da possibilidade de que não estamos sós no Universo. Mais ainda quando aprendemos que apenas em nossa galáxia, a Via Láctea, existem em torno de 200 bilhões de estrelas, o Sol sendo apenas uma delas.
Mostrei imagens belíssimas tiradas por sondas espaciais, como o telescópio espacial Hubble, explicando como essas máquinas maravilhosas são um depoimento da criatividade humana: esses pequenos robôs atravessam milhões de quilômetros pelo espaço sideral, visitando outros mundos controlados aqui da Terra por pessoas como nós.
Sugeri que devemos celebrar esses feitos tecnológicos como celebramos outras grandes obras da humanidade, das pirâmides às catedrais medievais, da arquitetura de Brasília à Mona Lisa e às sinfonias de Beethoven.
Mostrei que, diferentemente do que a maioria pensa, e como explico no livro "Criação Imperfeita", quanto mais aprendemos sobre o Cosmo, mais relevantes ficamos: aglomerados moleculares de poeira estelar capazes de refletir sobre quem somos, de construir máquinas que nos permitem ver além da nossa percepção tão limitada do real.
Tentei, com palavras e imagens, celebrar a condição humana e a beleza austera do Cosmo.
E, ao fim de tudo isso, tão inexorável quanto a passagem do tempo, veio a pergunta inevitável: "O senhor acredita em Deus?"
Pesquisador de Marília estuda vida em outros planetas na Nasa
Quando se trata de pesquisar o espaço, a região de Bauru não é a terra natal apenas do astronauta Marcos Pontes. O biólogo Ivan Paulino Lima, de 34 anos, está há quase dois anos na Nasa, a Agência Espacial Norte-americana. Lá, ele pesquisa sobre a possibilidade de vida em outros planetas, ainda que seja apenas na forma de uma bactéria. A repórter Katiuscia Reis aproveitor a visita mais recente de ao Brasil, no câmpus da Unesp em Botucatu, e conversou sobre astrobiologia e a pesquisa atualmente em desenvolvimento nos Estados Unidos.
Estudo Dirigido - Guia Zahar de Astronomia (SC)
(NEOA-JBS) É com satisfação que o NEOA/JBS, vinculado ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina, Campus Florianópolis, promove um estudo dirigido em Astronomia que terá início no dia 28 de maio de 2013 às 18 horas e 30 minutos na sala 9, ala norte do IF-SC (Mauro Ramos, Centro). A atividade faz parte do Projeto de Extensão “Ora (direis) ouvir estrelas!” desenvolvido pelo NEOA/JBS e mantido pelo Programa Institucional de Apoio a Projetos de Extensão (APROEX 01/2013/PROEX) do Ministério da Educação.
A metodologia para o estudo é bastante simples, consiste em perguntas, que serão feitas pelo dirigente e os presentes poderão voluntariamente responder conforme informações contidas na seguinte bibliografia consultada:
RIDPATH, Ian. Guia ilustrado Zahar astronomia. Tradução de Maria Luiza X. Borges. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007. 300 p.
Outras fontes bibliográficas poderão ser consultadas para o enriquecimento do estudo.
O livro deve ser adquirido pelo participante em livrarias, contudo o NEOA/JBS possui a versão em inglês e português do livro na forma digitalizada, que poderá ser obtida com o dirigente de estudo no primeiro dia de encontro. Há também uma forma ampliada do livro que estará disponível na quarta feira, dia 22 de maio de 2013, na pasta do professor de Física Marcos Aurélio Neves, no Xerox, juntamente com as perguntas previamente elaboradas.
O estudo está programado para acontecer no espaço de 1 hora.
No primeiro dia consultaremos a assistência para saber da necessidade de mudanças no horário e posteriormente comunicaremos a decisão tomada.
Em anexo estão as perguntas elaboradas para os dias programados.
Programação:
1º) 28 de maio de 2013: páginas 1 a 21
2º) 4 de junho de 2013: páginas 22 a 33.
3º) 11 de junho de 2013: páginas 34 a 41
4º) 18 de junho de 2013: páginas 45 a 57
5º) 2 de julho de 2013: páginas 59 a 67
6º) 9 de julho de 2013: páginas 70 a 79
7º) 16 de julho de 2013: páginas 81 a 93
8º) 13 de agosto de 2013: páginas 94 a 105
9º) 27 de agosto de 2013: páginas 108 a 119
10º) 10 de setembro de 2013: páginas 120 a 129
11º) 24 de setembro de 2013: páginas 130 a 145
Outras informações aqui
“Bilhar espacial” proposto por cientistas russos
(Voz da Rússia) Cientistas russos propõem “abater” o asteroide 1999 RQ 36, considerado hoje o mais perigoso dos objetos do gênero. Segundo os cálculos de alguns especialistas, este asteroide, em resultado do aquecimento de um dos seus lados pelo Sol, pode alterar a órbita e cair na Terra em 2182.
Pesquisadores do Instituto de Investigações Espaciais (IIE) da Academia de Ciências da Rússia propuseram fazer deslocar da trajetória este asteroide com a ajuda de um outro asteroide. Em geral, os asteroides perigosos para o nosso planeta podem ser deslocados de sua órbita como no bilhar comum: o taco é um aparelho espacial, a bola branca é um pequeno asteroide e a bola colorida é um corpo espacial perigoso para a Terra. A ideia surgiu em resultado da análise da chamada manobra de gravitação, utilizada para alterar a velocidade de aparelhos espaciais, diz o colaborador científico do IIE, Natan Eismont:
“Se houver um aparelho espacial e a vontade de alterar a sua velocidade sem perdas de combustível, então, voando ao lado de um planeta, a Terra ou a Lua, é possível fazê-lo, dirigindo o aparelho para onde quiser. Substituindo este aparelho por um asteroide, podemos enviar este corpo de uma tonelada e meia para onde for necessário”.
Inicialmente, cientistas russos estudavam o problema do asteroide Apophis. Em 2004, quando foi descoberto este asteroide, as observações iniciais indicavam uma probabilidade pequena de que ele iria atingir a Terra em 2036. Agora, especialistas excluem esta probabilidade. Foi revelado, contudo, que é possível esperar desgraças de um outro congénere do Apophis – o asteroide 1999 RQ36. Cientistas do IIE começaram a procurar para ele uma “bola branca” conveniente e concluíram que o Apophis poderá desempenhar melhor este papel. Como se diz, “ajudará aquele que impede”. Um aparelho espacial poderia ser lançado da Terra para Apophis, ao qual seria comunicado um impulso com a ajuda da manobra de gravitação. Passando ao lado da Terra, o corpo espacial iria alterar sua órbita, atingindo finalmente o asteroide 1999 RQ36. Entretanto, para fazer desloca-lo da trajetória perigosa, é possível, na opinião de Natan Eismont, utilizar uma parte de um outro asteroide, como propõem alguns cientistas estrangeiros.
Na Rússia está sendo desenvolvida uma ideia de formar um “destacamento espacial de asteroides”. Propõe-se distribuir pequenos asteroides atacantes de modo que seja possível escolher o mais adequado e dirigi-lo exatamente contra o “inimigo” celeste. Este método, embora seja fora do comum, é real nas condições tecnológicas de hoje e não exige, nas palavras de especialistas, quaisquer avanços técnicos e científicos.
O asteroide 1999 RQ36 próximo da Terra entra no grupo Apolo e terá o diâmetro de 510 metros. Sua queda na Terra equivale a uma explosão de 2700 megatoneladas de TNT.
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E mais:
Video: NASA enviará espaçonave para um asteroide (Baboo)
Noites no Observatório – 360º Ciência Descoberta (Portugal)
(Nautica Press) No próximo dia 25 de Maio de 2013, será realizada a última de 3 sessões nas quais o Observatório Astronómico de Lisboa se associa à Exposição 360º Ciência Descoberta enquadrando a temática desta exposição na sua actividade mensal de as “Noites no Observatório”.
360º Ciência Descoberta é uma exposição da Fundação Calouste Gulbenkian sobre a ciência de portugueses e espanhóis na época dos descobrimentos. Apresenta os desenvolvimentos científicos e técnicos associados às grandes viagens oceânicas nos séculos XV e XVI, e o impacto que causaram na ciência europeia.
A sessão de dia 25 de Maio terá início às 20:00 com a visita guiada ao OAL, seguida da palestra às 21:30. As observações decorrerão em contínuo ao longo da noite.
A palestra estará subordinada ao tema “Da carta-portulano à carta de latitudes: navegação astronómica e cartografia náutica em 1500“, proferida pelo Doutor Joaquim Alves Gaspar (CIUHCT).
A atividade requer uma inscrição prévia que se efetua em: http://oal.ul.pt/inscricoes/
360º Ciência Descoberta é uma exposição da Fundação Calouste Gulbenkian sobre a ciência de portugueses e espanhóis na época dos descobrimentos. Apresenta os desenvolvimentos científicos e técnicos associados às grandes viagens oceânicas nos séculos XV e XVI, e o impacto que causaram na ciência europeia.
A sessão de dia 25 de Maio terá início às 20:00 com a visita guiada ao OAL, seguida da palestra às 21:30. As observações decorrerão em contínuo ao longo da noite.
A palestra estará subordinada ao tema “Da carta-portulano à carta de latitudes: navegação astronómica e cartografia náutica em 1500“, proferida pelo Doutor Joaquim Alves Gaspar (CIUHCT).
A atividade requer uma inscrição prévia que se efetua em: http://oal.ul.pt/inscricoes/
Brasil sedia pela primeira vez conferência sobre comunicação pública da ciência
(Agência FAPESP) A cidade de Salvador, na Bahia, sediará entre 5 e 8 de maio de 2014 a 13ª Conferência Internacional sobre Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia (PCST, na sigla em inglês). É a primeira vez que o evento ocorrerá em um país da América Latina.
Organizada pela Rede Internacional PCST, pelo Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pelo Museu da Vida, ligado à Casa de Oswaldo Cruz/Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a conferência PCST 2014 tem como tema central “Divulgação da Ciência para a inclusão social e o engajamento político”.
“Ter o Brasil como sede do congresso PCST será uma grande oportunidade para dar foco e dividir experiências, desafios e diversidade sobre o crescente tema comunicação e ciência na América Latina, motivando a participação de estudantes e pesquisadores que, de outra forma, não teriam a oportunidade de participar desse evento internacional”, destacam os organizadores do evento.
“Considerando o crescimento da importância do papel do Brasil no cenário mundial da ciência e os incentivos governamentais de apoio à divulgação da ciência, é o momento certo para a que a conferência PCST seja realizada pela primeira vez na América Latina”, dizem.
Além do tema central, os organizadores estão especialmente interessados em propostas nas áreas de divulgação científica para o empoderamento de cientistas e do público; comunicando a ciência para os tomadores de decisão; crenças, valores e cidadania científica; conhecimento da comunidade local e contexto global; novas tecnologias e novas práticas em divulgação da ciência; temas emergentes em ciência e sociedade. O prazo para o envio de propostas é 1º de setembro de 2013, até o meio-dia.
A Rede PCST inclui jornalistas de ciência, profissionais de museus e centros de ciência, diretores de teatro científico, pesquisadores que estudam comunicação pública de ciência e tecnologia, cientistas que lidam com o público, relações-públicas e assessores de imprensa de instituições científicas e outros profissionais interessados nessas questões.
Cada participante da conferência pode apresentar até três propostas, em seu nome ou em nome de um grupo. Haverá sessões de painéis, mesas-redondas, apresentações orais individuais, apresentação de pôsteres, workshops, sessão de vídeos, performances e demonstrações e descrições de práticas de divulgação científica. O idioma oficial do evento é o inglês. Por isso, todas as propostas devem ser submetidas nessa língua.
Mais informações: www.pcst-2014.org/index.php/pt-BR
Unesp sedia encontro de astronomia a partir de quinta-feira
Evento trará palestrantes de diversas instituições do país. Professores da rede pública e alunos de graduação poderão participar
(IFronteira) A Unesp de Presidente Prudente sediará entre a partir da próxima quinta-feira (23) até a sexta (25) o 39° Encontro Regional de Astronomia (Erea). O evento, que é voltado para professores dos anos iniciais e finais do ensino médio e alunos de graduação, tem o objetivo de capacitar essas pessoas, além de apresentar métodos de ensino de astronomia.
O encontro terá início às 8h30, no Anfiteatro I da Unesp. Ministrarão palestras nos três dias de evento, profissionais e professores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade de Campinas (Unicamp), representantes da Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA) e do Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast).
Os participantes que garantirem no mínimo 70% de presença durante os três dias de atividades terão direito a certificado.
Todo o material para as oficinas serão oferecidos gratuitamente. Cada escola que tiver seus professores inscritos receberá uma luneta (galileoscópio).
Para se inscrever, basta enviar e-mail para mafrafm@hotmail.com. Mais informações através do endereço eletrônico do evento.
(IFronteira) A Unesp de Presidente Prudente sediará entre a partir da próxima quinta-feira (23) até a sexta (25) o 39° Encontro Regional de Astronomia (Erea). O evento, que é voltado para professores dos anos iniciais e finais do ensino médio e alunos de graduação, tem o objetivo de capacitar essas pessoas, além de apresentar métodos de ensino de astronomia.
O encontro terá início às 8h30, no Anfiteatro I da Unesp. Ministrarão palestras nos três dias de evento, profissionais e professores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade de Campinas (Unicamp), representantes da Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA) e do Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast).
Os participantes que garantirem no mínimo 70% de presença durante os três dias de atividades terão direito a certificado.
Todo o material para as oficinas serão oferecidos gratuitamente. Cada escola que tiver seus professores inscritos receberá uma luneta (galileoscópio).
Para se inscrever, basta enviar e-mail para mafrafm@hotmail.com. Mais informações através do endereço eletrônico do evento.
21/05/2013
Junte-se às forças rebeldes e venha comemorar o Dia do Orgulho Nerd no Planetário (RJ)
O Conselho Jedi Rio de Janeiro e a Fundação Planetário apresentam mais um marcante clássico sci-fi cultuado por milhares em todo o mundo. “STAR WARS – Episódio IV: Uma Nova Esperança” será exibido no dia do 36º aniversário do filme, apresentado na versão em blu-ray na Cúpula Carl Sagan. Em seguida à projeção o público participa de um debate sobre o filme com o astrônomo Alexandre Cherman e com o radialista, crítico de cinema, psicólogo e palestrante do CJRJ desde 2002 Eduardo Miranda.
Esteja presente neste momento único do universo da ficção científica e do cinema! Aproveite e visite o Espaço Jedi com itens nerd e de cinema próximo à entrada da Cúpula. E não perca a oportunidade de conhecer o mais celebrado e adorado droide da saga: R2-D2, o oficial e equipado Astromech pronto para fotos e entrevistas!
Local: Planetário do Rio - Cúpula Carl Sagan.
Endereço: Rua Vice-Governador Rubens Berardo, 100 - Gávea.
Telefone: (21) 2274-0046
Informações: www.planetariodorio.com.br - www.jedirio.com.br - https://www.facebook.com/events/379186252199111/
Ingresso e contribuição social: itens de higiene (pasta e escova de dente) ou alimentos não perecíveis (arroz, feijão ou leite em pó) com senhas gratuitas distribuídas somente no local e dia do evento.
Senhas: na bilheteria, a partir das 17h.
Acesso ao Museu do Universo: a partir das 17h.
Entrada na Cúpula: às 17:50h.
Capacidade: lotação máxima controlada para 240 pessoas.
Lugares: assentos livres, por ordem de chegada em fila.
STAR WARS – Episódio IV: Uma Nova Esperança (1977) [121 min.]
Classificação etária: livre
Sábado, 25 de maio de 2013, das 18 às 22h
Direção: George Lucas
Elenco: Mark Hamill, Harrison Ford, Carrie Fisher, Alec Guinness, David Prowse, Anthony Daniels, Kenny Baker, Peter Cushing, Peter Mayhew, James Earl Jones.
SOBRE O CINECLUBE SCI-FI
O Cineclube Sci-Fi, uma realização do Conselho Jedi Rio de Janeiro e da Fundação Planetário, é mais uma iniciativa que visa trazer atividades educativas, culturais e recreacionais ao público, a exemplo do reconhecido sucesso que foi a JEDICON 2012. É a oportunidade para que o público reveja filmes consagrados deste gênero que tanto atrai fãs da sétima arte em todo o mundo. Apresentados dentro da cúpula Carl Sagan com som original e legendas, os espectadores ainda participam de debates após o filme, com convidados especiais que expõem impressões sobre avanços científicos, filosofia, literatura, tecnologia e outros temas que ultrapassam os conceitos cinematográficos sobre o filme exibido. Um concurso cultural no fim do evento presenteia a plateia com brindes do mundo do cinema.
Esteja presente neste momento único do universo da ficção científica e do cinema! Aproveite e visite o Espaço Jedi com itens nerd e de cinema próximo à entrada da Cúpula. E não perca a oportunidade de conhecer o mais celebrado e adorado droide da saga: R2-D2, o oficial e equipado Astromech pronto para fotos e entrevistas!
Local: Planetário do Rio - Cúpula Carl Sagan.
Endereço: Rua Vice-Governador Rubens Berardo, 100 - Gávea.
Telefone: (21) 2274-0046
Informações: www.planetariodorio.com.br - www.jedirio.com.br - https://www.facebook.com/events/379186252199111/
Ingresso e contribuição social: itens de higiene (pasta e escova de dente) ou alimentos não perecíveis (arroz, feijão ou leite em pó) com senhas gratuitas distribuídas somente no local e dia do evento.
Senhas: na bilheteria, a partir das 17h.
Acesso ao Museu do Universo: a partir das 17h.
Entrada na Cúpula: às 17:50h.
Capacidade: lotação máxima controlada para 240 pessoas.
Lugares: assentos livres, por ordem de chegada em fila.
STAR WARS – Episódio IV: Uma Nova Esperança (1977) [121 min.]
Classificação etária: livre
Sábado, 25 de maio de 2013, das 18 às 22h
Direção: George Lucas
Elenco: Mark Hamill, Harrison Ford, Carrie Fisher, Alec Guinness, David Prowse, Anthony Daniels, Kenny Baker, Peter Cushing, Peter Mayhew, James Earl Jones.
SOBRE O CINECLUBE SCI-FI
O Cineclube Sci-Fi, uma realização do Conselho Jedi Rio de Janeiro e da Fundação Planetário, é mais uma iniciativa que visa trazer atividades educativas, culturais e recreacionais ao público, a exemplo do reconhecido sucesso que foi a JEDICON 2012. É a oportunidade para que o público reveja filmes consagrados deste gênero que tanto atrai fãs da sétima arte em todo o mundo. Apresentados dentro da cúpula Carl Sagan com som original e legendas, os espectadores ainda participam de debates após o filme, com convidados especiais que expõem impressões sobre avanços científicos, filosofia, literatura, tecnologia e outros temas que ultrapassam os conceitos cinematográficos sobre o filme exibido. Um concurso cultural no fim do evento presenteia a plateia com brindes do mundo do cinema.
Observatório investe em educação espacial
(O Serrano) Alunos da E.M. Prof. Manoel Rodrigues Lourenço e participantes da 8ª edição dos Jogos Infantis de Piracicaba, cientes de que não existe futuro para um país que não investir em educação e ciência espacial, uma nova atividade desenvolvida pelo Observatório Astronômico de Piracicaba – Secretaria de Educação, SP, está suscitando inusitado interesse e entusiasmo nas visitas escolares.
Trata-se do lançamento de um foguete artesanal , segundo um modelo desenvolvido pela Agência Espacial Brasileira e publicado no Boletim Espaço, novembro/2012 através do programa AEB Escola. O lançamento é antecedido por uma palestra em que é ensinado desde o primeiro uso com sucesso de foguetes em 1232 pelos chineses na cidade de Kai-fung-fu ao repelir um ataque dos mongóis com “flechas de fogo voadoras”, até os dias atuais mostrando os benefícios gerados através de novas tecnologias desenvolvidas pelos programas espaciais. É mostrado que elas constituem atualmente um dos elos mais importantes para o desenvolvimento e o aprimoramento de praticamente todos os ramos da atividade humana.
A introdução da nova atividade do Observatório deveu-se à colaboração recebida da Agência Espacial Brasileira, AEB, em forma de amplo material de ensino e divulgação. Além da conscientização sobre a importância do Programa Espacial Brasileiro, é também transmitido aos alunos conhecimentos gerais sobre pesquisas envolvendo o estado da atmosfera terrestre realizada por foguetes e balões.
Após a atividade os alunos complementam o assunto pela internet no programa AEB Escola (www.aeb.gov.br), como também a escola é convidada a participar da ‘Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica’, OBAA, já em sua 16ª edição. Em 2012 a OBAA contabilizou 800 mil participantes e estima-se que em 2013 este numero atinja um milhão ! O sucesso da nova atividade desenvolvida pelo Observatório pode ser medida pelo numero das visitas escolares: estão totalmente preenchidas até o final do ano!
Curso a Distância do Observatório Nacional – 2013
Tema: Astrofísica Geral
(ON) A popularização da ciência e a difusão do conhecimento científico são fatores fundamentais para a construção de uma sociedade justa e participativa. Uma sociedade justa é aquela em que todos tenham a possibilidade de interagir ativamente na discussão de temas ligados a ciência e à melhoria da qualidade de vida. Neste sentido, é errôneo pensar que as questões científicas só interessam a um círculo restrito de pesquisadores. Elas interessam a toda população, pois significam desenvolvimento do País. A compreensão da ciência se constitui em um elemento fundamental na construção da cultura de um povo, na medida em que atua na informação ao público sobre os grandes temas científicos e suas implicações.
A educação científica, que deve ser iniciada nos bancos escolares, também deve ser mantida acessível a todos os níveis da sociedade e a todo instante. Assim, o Observatório Nacional está disponibilizando mais um curso a distância de Astrofísica Geral e espera contribuir para a socialização do conhecimento científico, no esforço nacional de inclusão social.
Tratando-se de um curso em nível de divulgação científica, não é necessário qualquer conhecimento prévio para acompanhá-lo a distância, uma vez que ele está voltado para um público não especializado em ciências exatas.
Os cursos a distância, oferecidos pelo Observatório Nacional, são inteiramente grátis. Nenhuma taxa é cobrada aos participantes. O material produzido, disponibilizado no site, pode ser copiado (download) e impresso, desde que não seja publicado em outros meios.
O curso faz uma viagem pela história da ciência, pelo Universo e sua composição:
Cronograma do Curso
Período de Inscrição : de 03 de Junho a 30 de Agosto de 2013
Período do Curso: de 15 de Julho a 29 de Novembro de 2013
Tópicos:
- História da Ciência: Astronomia
- A estrutura do átomo
- As forças fundamentais da natureza
- A radiação térmica
- O espectro eletromagnético
- Como observamos as estrelas
- Os espectros estelares e a classificação espectral de Harvard
- O que existe entre as estrelas
- O diagrama Hertzsprung-Russell
- As estrelas
- Nebulosas planetárias
- Supernovas
- Galáxias
- Galáxias Ativas
- Grupos, aglomerados e superaglomerados de galáxias
(ON) A popularização da ciência e a difusão do conhecimento científico são fatores fundamentais para a construção de uma sociedade justa e participativa. Uma sociedade justa é aquela em que todos tenham a possibilidade de interagir ativamente na discussão de temas ligados a ciência e à melhoria da qualidade de vida. Neste sentido, é errôneo pensar que as questões científicas só interessam a um círculo restrito de pesquisadores. Elas interessam a toda população, pois significam desenvolvimento do País. A compreensão da ciência se constitui em um elemento fundamental na construção da cultura de um povo, na medida em que atua na informação ao público sobre os grandes temas científicos e suas implicações.
A educação científica, que deve ser iniciada nos bancos escolares, também deve ser mantida acessível a todos os níveis da sociedade e a todo instante. Assim, o Observatório Nacional está disponibilizando mais um curso a distância de Astrofísica Geral e espera contribuir para a socialização do conhecimento científico, no esforço nacional de inclusão social.
Tratando-se de um curso em nível de divulgação científica, não é necessário qualquer conhecimento prévio para acompanhá-lo a distância, uma vez que ele está voltado para um público não especializado em ciências exatas.
Os cursos a distância, oferecidos pelo Observatório Nacional, são inteiramente grátis. Nenhuma taxa é cobrada aos participantes. O material produzido, disponibilizado no site, pode ser copiado (download) e impresso, desde que não seja publicado em outros meios.
O curso faz uma viagem pela história da ciência, pelo Universo e sua composição:
Cronograma do Curso
Período de Inscrição : de 03 de Junho a 30 de Agosto de 2013
Período do Curso: de 15 de Julho a 29 de Novembro de 2013
Tópicos:
- História da Ciência: Astronomia
- A estrutura do átomo
- As forças fundamentais da natureza
- A radiação térmica
- O espectro eletromagnético
- Como observamos as estrelas
- Os espectros estelares e a classificação espectral de Harvard
- O que existe entre as estrelas
- O diagrama Hertzsprung-Russell
- As estrelas
- Nebulosas planetárias
- Supernovas
- Galáxias
- Galáxias Ativas
- Grupos, aglomerados e superaglomerados de galáxias
Google e Nasa compram computador quântico
Novo equipamento será usado para resolver problemas que estão além da capacidade de computadores normais
O Google anunciou na última quinta-feira que irá abrir um Laboratório Quântico de Inteligência Artificial em parceria com a Nasa e com a Universities Space Research Association (USRA - Associação de Universidades com Pesquisas Espaciais dos Estados Unidos). Para tanto, as organizações adquiriram um computador da D-Wave Systems — a primeira empresa do mundo a comercializar computadores quânticos — que será instalado no centro Ames da Nasa, na Califórnia. Em teoria, esses computadores permitirão avanços em inteligência artificial e na resolução de uma série de problemas da ciência da computação com os quais as máquinas atuais não conseguem lidar. O laboratório deve ser aberto aos pesquisadores no segundo semestre.
Os computadores quânticos não se baseiam nos fundamentos da física clássica, mas sim nos da física quântica, que descreve o comportamento das partículas menores do que os átomos. Enquanto na mecânica clássica uma partícula só pode assumir um estado de cada vez, na quântica ela pode assumir dois ao mesmo tempo — é o que os físicos chamam de sobreposição. A menor informação que um computador normal pode entender é um bit: um dígito binário, que pode ser 0 ou 1. Já no computador quântico, os pesquisadores podem usar os qubits, que podem valer 0 ou 1, como o bit, mas também 0 e 1 ao mesmo tempo. Esta característica permite aos computadores quânticos realizar milhões de cálculos simultaneamente. A máquina comprada para equipar o laboratório se chama D-Wave Two, possui 512 qubits e faz parte da segunda geração de computadores produzidos pela empresa. Segundo uma reportagem da BBC, o equipamento custou 15 milhões de dólares.
Inteligência artificial — Segundo o Google, a máquina deve ajudar na resolução de um dos mais desafiantes problemas da ciência da computação: o aprendizado das máquinas. Ao fazer os computadores selecionarem e analisarem dados com base em experiências anteriores, os pesquisadores esperam poder aprimorar a inteligência artificial para o reconhecimento da fala, tradução e busca por imagens.
Além disso, os cientistas esperam poder usar o computador para um grande número de aplicações, que vai da busca por planetas fora do Sistema Solar ao planejamento e agendamento de atividades. Como a USRA está envolvida nos projetos, um grande número de pesquisadores de universidades americanas poderá usar a máquina em suas pesquisas.
Esse é apenas o segundo computador quântico vendido pela D-Wave. O primeiro foi comercializado para a empresa aeroespacial Lockheed Martin, em 2011. Segundo uma reportagem veiculada na página da revista Nature na internet, a maioria das pesquisas com esse primeiro computador serviram para entender como ele funcionava e como poderia ser usado, em vez de resolver algum problema inédito.
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E mais:
A subjetividade na mecânica quântica (Ulisses Capozzoli - Scientific American Brasil)
O Google anunciou na última quinta-feira que irá abrir um Laboratório Quântico de Inteligência Artificial em parceria com a Nasa e com a Universities Space Research Association (USRA - Associação de Universidades com Pesquisas Espaciais dos Estados Unidos). Para tanto, as organizações adquiriram um computador da D-Wave Systems — a primeira empresa do mundo a comercializar computadores quânticos — que será instalado no centro Ames da Nasa, na Califórnia. Em teoria, esses computadores permitirão avanços em inteligência artificial e na resolução de uma série de problemas da ciência da computação com os quais as máquinas atuais não conseguem lidar. O laboratório deve ser aberto aos pesquisadores no segundo semestre.
Os computadores quânticos não se baseiam nos fundamentos da física clássica, mas sim nos da física quântica, que descreve o comportamento das partículas menores do que os átomos. Enquanto na mecânica clássica uma partícula só pode assumir um estado de cada vez, na quântica ela pode assumir dois ao mesmo tempo — é o que os físicos chamam de sobreposição. A menor informação que um computador normal pode entender é um bit: um dígito binário, que pode ser 0 ou 1. Já no computador quântico, os pesquisadores podem usar os qubits, que podem valer 0 ou 1, como o bit, mas também 0 e 1 ao mesmo tempo. Esta característica permite aos computadores quânticos realizar milhões de cálculos simultaneamente. A máquina comprada para equipar o laboratório se chama D-Wave Two, possui 512 qubits e faz parte da segunda geração de computadores produzidos pela empresa. Segundo uma reportagem da BBC, o equipamento custou 15 milhões de dólares.
Inteligência artificial — Segundo o Google, a máquina deve ajudar na resolução de um dos mais desafiantes problemas da ciência da computação: o aprendizado das máquinas. Ao fazer os computadores selecionarem e analisarem dados com base em experiências anteriores, os pesquisadores esperam poder aprimorar a inteligência artificial para o reconhecimento da fala, tradução e busca por imagens.
Além disso, os cientistas esperam poder usar o computador para um grande número de aplicações, que vai da busca por planetas fora do Sistema Solar ao planejamento e agendamento de atividades. Como a USRA está envolvida nos projetos, um grande número de pesquisadores de universidades americanas poderá usar a máquina em suas pesquisas.
Esse é apenas o segundo computador quântico vendido pela D-Wave. O primeiro foi comercializado para a empresa aeroespacial Lockheed Martin, em 2011. Segundo uma reportagem veiculada na página da revista Nature na internet, a maioria das pesquisas com esse primeiro computador serviram para entender como ele funcionava e como poderia ser usado, em vez de resolver algum problema inédito.
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E mais:
A subjetividade na mecânica quântica (Ulisses Capozzoli - Scientific American Brasil)
NASA prepara radares para estudar asteroide de 2 km de diâmetro
(Voz da Rússia) O asteroide 1998 QE2, de 2,7 km de diâmetro, passará em 1 de junho a uma distância de 5,8 milhões de km da Terra.
A NASA espera sondar com radares este grande “alvo”, para obter numerosos dados sobre as propriedades de sua superfície, forma e órbita, informou hoje o Laboratório do Movimento Reativo, da NASA.
Novos dados permitirão aos cientistas descobrir a origem deste asteroide e, além do mais, calcular com exatidão sua órbita para saber como o corpo celeste comportará no futuro.
----
E mais:
Asteroide de 2,7 km passa perto da Terra neste mês (Terra), com matérias similares no R7, UOL, Apolo11, Correio Braziliense e DN - Portugal
.
Un asteroide de 3 kilómetros se acercará a la Tierra el día 31 sin peligro de impacto (20 minutos - em espanhol)
A NASA espera sondar com radares este grande “alvo”, para obter numerosos dados sobre as propriedades de sua superfície, forma e órbita, informou hoje o Laboratório do Movimento Reativo, da NASA.
Novos dados permitirão aos cientistas descobrir a origem deste asteroide e, além do mais, calcular com exatidão sua órbita para saber como o corpo celeste comportará no futuro.
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E mais:
Asteroide de 2,7 km passa perto da Terra neste mês (Terra), com matérias similares no R7, UOL, Apolo11, Correio Braziliense e DN - Portugal
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Un asteroide de 3 kilómetros se acercará a la Tierra el día 31 sin peligro de impacto (20 minutos - em espanhol)
Aulas de astronomia e astrofotografia (SP)
(Urânia) Fabio "Plocos" Carvalho estará ministrando aulas de Astronomia e Astrofotografia nos dias 25 e 26 de Maio (sábado e domingo) no hotel Transamerica Executive, em São Paulo - Capital. As aulas serão divididas em 6 áreas, a saber
Sabado, 25/05
Aula 1 - Das 09:00 as 11:00h - Asteróides, Cometas e Meteoritos - aula, exposição de meteoritos e como confeccionar seu próprio cometa!
Aula 2 - Das 13:00 as 15:00h - Planetas extrasolares e vida extraterrestre - Ultimas descobertas!
Aula 3 - Das 16:00 as 18:00h - Instrumentação astronomica - tudo para se comprar um bom telescopio!
Domingo, 26/05
Aula 4 - Das 09:00h as 11:00h - Introdução a astrofotografia - Do básico ao avançado!
Aula 5 - Das 13:00h as 15:00h - Astrofotografia Lunar, Planetária e de Céu Profundo - equipamentos e técnicas para se conseguir ótimas imagens!
Aula 6 - Das 16:00h as 18:00h - Processamento de imagens astronômicas - como potencializar seus resultados usando softwares comuns de processamento de imagens e como podemos usa-los para fins científicos!
As aulas serão no Sábado como no Domingo com número maximo de 15 pessoas por aula!
Para maiores informações sobre inscrição, valores, entre outros, por favor entrem em contato em privado:
cyberplocos@yahoo.com
VIII Simpósio de Lasers e suas Aplicações
Data: de 24 a 27 de setembro de 2013
Local: Dept° de Física da UFPE
Site: http://www.osachapter-recife.com.br/viiisimposio
O Simpósio de Lasers e Suas Aplicações é um evento científico anual na área de Óptica e Fotônica, organizado pelo OSA Student Chapter – Recife, destinado principalmente a estudantes de graduação e pós graduação dos cursos de Física e ciências afins. Durante quatro dias, temas envolvendo o uso do laser e suas aplicações nos campos da Física, Medicina, Comunicação e Tecnologia serão abordados em palestras proferidas por pesquisadores, professores e profissionais que atuam na indústria.
Datas importantes:
06/05 - início das inscrições
05/07 - encerramento das solicitações de auxílio
05/07 - encerramento do prazo para submissão de resumos
02/08 - encerramento das inscrições
05/08 - divulgação da lista dos contemplados com o auxílio
05/08 - resultado da avaliação dos resumos submetidos
09/08 - data limite para o pagamento da taxa de inscrição
12/08 - divulgação da lista de remanejados para recebimento do auxílio
24/09 - abertura do evento
27/09 - encerramento do evento
Neutrinos de fontes cósmicas detectados pela primeira vez
Observatório IceCube registou os neutrinos de alta energia entre Maio de 2010 e Maio de 2012.
(Ciência Hoje - Portugal) O IceCube, detector de neutrinos do Pólo Sul enterrado a 1400 metros de profundidade, detectou 28 neutrinos de alta energia que podem ter tido origem em fontes cósmicas, como supernovas ou buracos negros. O observatório IceCube Neutrino, dirigido por uma equipa internacional e sediado no Wisconsin IceCube Particle Astrophysics Center, Universidade de Wisconsin–Madison, identificou os neutrinos e descreveu-os ontem numa conferência.
Devido ao seu tamanho, estas partículas subatómicas são muito difíceis de detectar. No entanto, o tamanho deste detector, que demorou dez anos a ser construído, conseguiu fazê-lo. “Estamos a ver pela primeira vez neutrinos de alta energia que não vêm da atmosfera. E era disto que estávamos à procura”, afirma Francis Halzen, investigador principal do IceCube.
“As propriedades destes neutrinos são incompatíveis com o que se pode esperar de fontes atmosféricas, e são exactamente o que se espera de uma fonte astrofísica”, esclarece o investigador Nathan Whitehorn. Pelo facto de raramente interagirem com a matéria e a gravidade, os neutrinos podem “carregar” informações sobre o funcionamento dos fenómenos de maior energia e mais distantes do Universo.
A grande maioria dos neutrinos que atravessa a Terra provém do Sol ou da atmosfera. Muito mais raros são os de alta energia provocados por explosões de raios-gama, buracos negros ou formações de estrelas. Os investigadores admitem que é ainda prematuro especular de onde vieram estes neutrinos, mas continuam a investigar.
O IceCube é uma máquina composta por mais de 5 mil módulos ópticos digitais suspensos num quilómetro cúbico de gelo no Pólo Sul. Detecta os neutrinos através de um clarão azul, a chamada «radiação de Cherenkov», que se produz quando os neutrinos chocam contra átomos de gelo.
(Ciência Hoje - Portugal) O IceCube, detector de neutrinos do Pólo Sul enterrado a 1400 metros de profundidade, detectou 28 neutrinos de alta energia que podem ter tido origem em fontes cósmicas, como supernovas ou buracos negros. O observatório IceCube Neutrino, dirigido por uma equipa internacional e sediado no Wisconsin IceCube Particle Astrophysics Center, Universidade de Wisconsin–Madison, identificou os neutrinos e descreveu-os ontem numa conferência.
Devido ao seu tamanho, estas partículas subatómicas são muito difíceis de detectar. No entanto, o tamanho deste detector, que demorou dez anos a ser construído, conseguiu fazê-lo. “Estamos a ver pela primeira vez neutrinos de alta energia que não vêm da atmosfera. E era disto que estávamos à procura”, afirma Francis Halzen, investigador principal do IceCube.
“As propriedades destes neutrinos são incompatíveis com o que se pode esperar de fontes atmosféricas, e são exactamente o que se espera de uma fonte astrofísica”, esclarece o investigador Nathan Whitehorn. Pelo facto de raramente interagirem com a matéria e a gravidade, os neutrinos podem “carregar” informações sobre o funcionamento dos fenómenos de maior energia e mais distantes do Universo.
A grande maioria dos neutrinos que atravessa a Terra provém do Sol ou da atmosfera. Muito mais raros são os de alta energia provocados por explosões de raios-gama, buracos negros ou formações de estrelas. Os investigadores admitem que é ainda prematuro especular de onde vieram estes neutrinos, mas continuam a investigar.
O IceCube é uma máquina composta por mais de 5 mil módulos ópticos digitais suspensos num quilómetro cúbico de gelo no Pólo Sul. Detecta os neutrinos através de um clarão azul, a chamada «radiação de Cherenkov», que se produz quando os neutrinos chocam contra átomos de gelo.
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