17 de jul de 2018

Videocast "Céu da Semana" - 16 a 22 de julho de 2018

12 de jul de 2018

Educar e ensinar a felicidade

(Nelson Travnik - Sky and Observers) O nascimento do pensamento é igual ao nascimento do ser humano. Tudo começa com um ato de amor, uma semente depositada no ventre vazio. É a semente do sonho, da esperança e do amor. Os educadores antes de especialistas em ferramentas do saber, são artífices em atos de amor e intérpretes de sonhos. Moldam hoje o amanhã.

Ensinar é um exercício de imortalidade, alguma forma de continuarmos a viver e ser sempre lembrados naqueles cujos olhos aprenderam a sentir o seu mundo, cônscios de estar vagando na imensidão cósmica a bordo de um pequeno e frágil planeta azul entre miríades de estrelas da nossa Via Láctea, comparável a um grão de poeira do deserto.

Mas é a nossa casa da qual devemos cuidar. Do contrário estaremos apressando a exaustão completa da natureza. Educar é pois ensinar a felicidade, formando mentalidades para o mundo do amanhã. Infelizmente a sala de aula vem dando lugar a “chupeta eletrônica” e o professor outrora, dono do saber, vê-se constantemente questionado pelos alunos face a rapidez das descobertas vinculadas nos meios de comunicação. É o ônus do progresso nem sempre salutar. Por isso os professores necessitam sempre reciclar conhecimentos e se atualizar participando de seminários e cursos.

Vivemos sob o feitiço do tempo. A vida é como uma sonata que começa e deve terminar. Tempo sem fim é insuportável. Tudo que é belo um dia termina. Nascimento, vida e morte é lei no universo. Beleza e morte andam sempre de mãos dadas. Não é possível sentir o perfume de flores que ainda não nasceram. Só é possível sentir o perfume das flores que estão abertas hoje. Viver intensamente o momento presente porque ele é tudo que temos. “Tempus fugit, Carpe diem”, o tempo foge, colha e aproveita o dia. Inteligência e beleza devem coexistir sempre.

Neste Século Espacial em que quase toda nossa tecnologia é gerada no espaço proporcionando o progresso que desfrutamos, observatórios e planetários são catedrais da fé cósmica, locais de aprendizado constante e reflexão sempre com métodos diferentes e inovadores, visando o crescimento do ser humano. Onde se enfatiza a questão do Meio Ambiente como única forma de preservação do planeta azul. Os professores são os mestres das nossas vidas. Ensinam que é possível alcançar a felicidade oferecendo um sentido a nossa efêmera existência.

Nelson Travnik é astrônomo, diretor do Observatório Astronômico de Piracicaba e Membro Titular da Sociedade Astronômica da França.

11 de jul de 2018

Astrônomos da USP precisam de apoio para ir aos observatórios ESO e Gemini

Alunos de 'Astrofísica Observacional' na pós-graduação em Astronomia do IAG/USP, receberam a excelente notícia da aprovação de uma visita técnica ao 'European Southern Observatory' (ESO), o maior consórcio astronômico do mundo, com telescópios de 8 metros e instrumentação de ponta no Deserto de Atacama (Chile). Eles visitarão os Observatórios La Silla e Paranal do ESO, com auxílio do próprio ESO para o transporte local, alojamento e alimentação nos observatórios. Mais recentemente o grupo também recebeu autorização para visitar o Observatório Gemini Sul. Agora só falta conseguirem as passagens aéreas, e para isso contamos muito com o seu apoio, através de doação ou divulgação da vaquinha:

https://www.vakinha.com.br/vaquinha/astronomos-da-usp-precisam-de-apoio-para-ir-ao-observatorio-eso

A vaquinha encerra em 08/08/2018, e já foi atingida o 48% da meta.

Maiores informações nas matérias do Jornal da USP e da Revista Galileu, ou via os contatos das alunas Lilianne Nakazono e Stephane Almeida, que estão disponíveis para entrevistas:

https://jornal.usp.br/universidade/astronomos-da-usp-promovem-vaquinha-para-ida-a-observatorio/

https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2018/06/astronomos-fazem-vaquinha-para-conhecer-telescopio-do-eso.html

Contatos para entrevistas (pós-graduandas em Astronomia do IAG/USP):

- Lilianne Nakazono:
lilianne.nakazono@usp.br - (11) 98663-9154

- Stephane Vaz Werner de Almeida:
stephanevazwerner@gmail.com - (11) 99898-5670

Luiz Eduardo da Silva Machado


(Nelson Travnik - Sky and Observers) Há vinte anos, em 13 de julho de 1992, às 19h00, Urânia abriu os braços para acolher um de seus mais diletos filhos: Dr. Luiz Eduardo da Silva Machado, nascido no Rio de Janeiro em 11 de outubro de 1927. Sentiu-se mal em plena sala de aula sendo levado às pressas para o hospital, vítima de um derrame cerebral. Passados 20 anos, sua ausência deixa uma grande lacuna em todos nós que o admirávamos como colega, amigo e profissional competente. Sua presença sempre jovial e alegre, permanece como um traço marcante de sua personalidade. É toda uma geração que pouco a pouco se dilui na marcha irreversível do tempo. Machado estampava um dinamismo invejável e só mesmo uma fatalidade poderia interromper sua vida material. Da Terra para o céu, seu nome está imortalizado no asteroide 2.543 descoberto no Observatório Europeu Austral no Chile em 1º/06/1980 pelo astrônomo belga H. Debehogne.

10 de jul de 2018

Palestra "Possibilidades do lúdico no Ensino de Astronomia" - Chapecó/SC


Observações de nuvens no Planeta Marte



(Frederico Luiz Funari - Sky and Observers)

Na atmosfera marciana, existem três tipos de nuvens, que são classificadas:

Tipo I – Nuvens “azuis”
Assim chamadas por serem visíveis com o auxílio de filtros de curto comprimento de onda (violeta ou azul-anil). Os filtros geralmente empregados são os série Wratten da Kodak, o de num. 35 (violeta) e o 47 (anil), este último é o mais recomendado para a observação das nuvens “azuis” e do fenômeno de Blue Clearing . Quando se observa Marte através destes filtros, todo o disco planetário fica com a cor do filtro (violeta ou azul), menos as regiões onde se localizam as nuvens que ficam da cor branca. O fenômeno do Blue Clearing, é detectado quando da observação com o W.47, alguns detalhes da superfície marciana são visíveis, mesmo através do citado filtro; isto ocorre por motivo de excepcional transparência da chamada “camada violeta” da atmosfera marciana.