18/04/2014

Veja vídeos ao vivo, direto da Estação Espacial Internacional


(Super) Agora você pode entrar para o mundo dos exploradores. Com o Live From Space, a National Geographic proporcionou a oportunidade de todos conhecerem a visão que a NASA tem da Estação Espacial Internacional.

A estação orbita a Terra a mais de 27 mil quilômetros por hora. Basta acessar o site e ver o que está acontecendo agora pela perspectiva dos astronautas. Ao clicar em “Explore Earth”, você viajará pelo mundo movendo o cursor e verá pequenos satélites, que são os locais de onde cada país explora a Via Láctea.

No canto inferior esquerdo da tela, dá para sincronizar o cursor e ver como é o planeta de noite. Já no canto superior, é possível ver o vídeo ao vivo da ISS, mesmo quando a tripulação estiver trabalhando. Também dá para ouvir, mas o áudio só funciona quando a Estação Espacial está em contato com o solo. Durante as oscilações de sinal, pode ser que você veja apenas uma tela azul. Mas aguarde alguns minutos, pois vale muito a pena.

Veja como é fácil explorar o mundo: http://livefromspace.com/

Observação astronômica em Maringá (PR)


Caminhos para a gravidade quântica

Partindo de questões como “o que são o espaço e o tempo?”, autor aproxima leitores dos bastidores das pesquisas por uma teoria “definitiva” da física.


(Cristiane Delfina - Com Ciência) Escritas para o “leigo inteligente” – nas palavras do autor Lee Smolin – as 233 páginas de Três caminhos para a gravidade quântica propõem-se a trazer para o público o ambiente das pesquisas que levaram à busca de uma teoria que unifique os princípios da Relatividade e da Teoria Quântica. A finalidade é responder à pergunta “o que são o espaço e o tempo?”, além de compreender as estruturas de formação do mundo, desde as menores partículas até os maiores planetas.

Até hoje, as teorias da física que conseguem explicar os movimentos e forças planetárias encontram obstáculos ao lidar com átomos e partículas, e as que lidam com estes menores formadores da matéria não conseguem explicar as estruturas planetárias. Smolin se propõe a explicar e contextualizar as três principais linhas de pesquisa que buscam a unificação das teorias existentes (até o momento da publicação da primeira edição do livro em 2001): a Termodinâmica dos buracos negros, a gravidade quântica com loops e a teoria das cordas. O autor levanta, de forma não linear, as controvérsias e paralelos entre trabalhos herdeiros da descoberta da órbita em movimentos elípticos de Johannes Kepler, da aceleração constante de Galileu Galilei, da Lei da Gravidade de Newton, da Relatividade de Einstein até chegar à Quântica em si, com Werner Heisenberg, Niels Bohr, Erwin Schrödinger além de físicos e matemáticos das últimas décadas, como Chris Isham, Fotini Markopoulou-Kalamara, Richard Feynman e outros nomes famosos e respeitados entre seus pares.

O livro faz parte da série intitulada Os mestres da ciência, criada pelo editor e autor John Brockman e distribuída no mundo todo, trazendo questões complexas das ciências exatas, biológicas e humanas, explicadas por grandes cientistas ao público geral. Traduzida no Brasil pela editora Rocco, a série é voltada a estudantes do ensino médio e superior e tem a intenção de aproximar os leitores de diferentes áreas do universo científico de pesquisas, descobertas, invenções e desafios.

Lee Smolin é físico teórico, pesquisador das diversas teorias que "orbitam" a gravidade quântica. Atualmente é professor de cursos de física da Universidade de Waterloo, Universidade de Toronto e fundador do Perimeter Institute for Theoretical Physics, todos no Canadá. Foi um dos precursores dos estudos sobre Gravidade Quântica com loops, mas posteriormente resolveu dedicar-se à Teoria das Cordas.

"Não é difícil explicar por que é complicado juntar a Relatividade com a Teoria Quântica. Uma teoria física deve ser algo mais do que um simples catálogo de todas as partículas e forças que existem. (…) a Teoria Quântica foi inventada para explicar a razão pela qual os átomos são estáveis, não se desmanchando instantaneamente como era previsto por todas as tentativas de descrever a estrutura atômica usando a física newtoniana. A Teoria Quântica também é capaz de explicar muitas das propriedades observadas da matéria e da radiação. Em contraposição, a Teoria da Relatividade Geral é uma teoria do espaço, do tempo e da cosmologia" explica o autor.

Discutindo o senso comum sobre a genialidade de Albert Einstein, no capítulo 8 Smolin relata que teve a oportunidade de analisar o material de estudo do cientista, e respaldado pelo que viu nessas anotações, defende que não existem gênios, pois é grande a necessidade do trabalho em grupo, das trocas e da complementariedade entre os trabalhos (mesmo que involuntária), embora as relações acadêmicas revelem comportamentos competitivos, vaidosos e embates inférteis.

"Uma lição que aprendemos a partir dessa experiência foi como a ciência progride mais rapidamente quando pessoas com experiência e formação diferentes se unem para fazer avançar um campo de pesquisa. A relação entre os físicos teóricos e os físicos matemáticos não é sempre tranquila (…) se conseguimos fazer um progresso verdadeiro foi porque descobrimos que as pessoas podem trabalhar juntas."

Em seu texto Smolin nos faz compreender que na física os erros são parte dos processos de desenvolvimento de teorias, e bons trabalhos se fazem a partir de pontos onde outros pararam ou encontraram problemas. Processo, aliás, é como o autor resume as conclusões atuais sobre tudo que a física estuda. O espaço não é um fundo fixo por onde toda a matéria transita, tudo é relativo e processual. O verbo ser, inclusive, é questionado por ele, que frequentemente circula pela filosofia em seu discurso e intercala pensamentos, casos vividos e explicações conceituais.

Em tentativas de simplificar os conceitos usando analogias com gatos e ratos (inspirados, talvez, em um famoso experimento hipotético de Erwin Schrödinger conhecido como o Gato de Schrödinger) ou construções gramaticais, Smolin muitas vezes confunde o leitor justamente por propor situações pelas quais animais não passariam "naturalmente" ou que somadas às regras gramaticais tornam-se ainda mais complexas. Pode-se perder mais tempo tentando esvaziar todas as memórias e entendimentos sobre os gatos para visualizá-los no espaço, do que seria gasto para pensar realmente em um planeta. Por outro lado, os gráficos podem ser abstratos demais para algumas explicações. Talvez não seja uma questão do leitor ser ou não inteligente, mas sim da proximidade que ele pode ter com fórmulas, cálculos e abstrações típicas do universo das exatas, que não se tornam mais compreensíveis somente substituindo-se os atores. Este é o caso da explicação a seguir.

"o espaço, então, é mais ou menos como uma frase. Seria um absurdo falar de uma frase que não contenha palavras. Cada frase tem uma estrutura gramatical definida pelas relações entre as palavras que fazem parte dela, relações como sujeito-objeto ou substantivo-adjetivo. Se eliminarmos todas as palavras de uma frase não ficaremos com uma "frase vazia", pois nada restará. Além disso, existem muitas relações gramaticais diferentes, adequadas aos diferentes arranjos de palavras e às várias relações entre elas. Não existe nenhuma estrutura absoluta que seja válida para todas as frases ou independente das palavras e sentidos que contenham.”

O livro, contudo, faz-se interessante para pessoas de diferentes áreas justamente por intercalar os conceitos com casos e discussões que o autor traz sobre a comunidade científica e a física como conhecimento sobre o mundo. Um trecho considerável do epílogo é reservado a justificar sua opção por escrever um livro para leigos e levantar a importância da divulgação científica não só como combustível para a motivação do trabalho (ao aproximar pessoas interessadas e curiosas e até atrair novos estudantes para a área), mas como importante ferramenta para o levantamento de investimentos e interesse de tomadores de decisão de governos e instituições públicas ou privadas para compreenderem a importância de cada trabalho e, com isso, fornecerem os subsídios necessários para a produção de experimentos.

O grande obstáculo para as pesquisas em gravidade quântica é a dificuldade em se realizar experimentos e testes das hipóteses levantadas, pois os cálculos lidam com partículas mínimas e gastos de energia imensos, mas o autor – que já nas primeiras páginas se diz otimista – faz algumas inferências no livro. Segundo ele "alguma versão da Teoria das Cordas subsistirá como a descrição correta que não será semelhante a nenhuma das Teorias das Cordas existentes". Ele também apontou que dez anos depois dessa descoberta, novos tipos de experimentos capazes de testá-la seriam inventados. E, como estamos no futuro de quando o livro foi publicado, podemos afirmar que ainda hoje muitas questões não foram respondidas.

As últimas páginas de Três caminhos para a gravidade quântica contam com um glossário e sugestões de leitura para aprofundamento nos temas tratados. Ao todo, o livro é dividido em três partes e subdividido em capítulos que não seguem necessariamente um desenvolvimento linear, apontam e retomam as discussões conforme os assuntos se desenvolvem. Para o tema que se propõe a tratar, o livro é uma leitura agradável e rápida. Traz informações interessantes sobre o trabalho e os desafios que os físicos enfrentam em suas pesquisas. Podemos dizer, talvez, que humaniza um trabalho que o leitor de outra área imagina ser extremamente específico, racional e sistemático, nos faz crer que a física pertence a todos nós. Porém, se a intenção de um leitor muito distante do tema for compreender um mínimo da dinâmica técnica da gravidade quântica, outras leituras serão necessárias. Compreende-se que tudo é processo: na vida e na física.

Três caminhos para a gravidade quântica
Autor: Lee Smolin
Editora Rocco
Ano: 2002
233 p.

Sarau Astropoético é atração na Casa das Rosas (SP)



(Catraca Livre) No sábado, 19 de abril, às 19h, a Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura convida os amantes da poesia e das estrelas para um sarau estelar.

O Sarau Astropoético, realizado pelo astrônomo João Paulo Delicato e pela física Ana Carolina Pimentel, promete um momento para a contemplação das estrelas. Enquanto imagens de constelações forem projetadas no teto da Casa das Rosas, os organizadores do sarau contarão seus segredos, desde suas histórias até recentes descobertas científicas e astros fantásticos que se escondem no firmamento.

O sarau será uma oportunidade única para a compreensão dos movimentos da Terra e do universo e, também, para ouvir lendas como a de Perseu e Andrômeda, lendas russas e chinesas e aprender mais sobre mitologia.

Se a previsão do tempo permitir, os participantes poderão observar o céu de São Paulo num telescópio que será instalado no jardim da Casa das Rosas. Nos intervalos, serão declamadas poesias relacionadas aos astros e os convidados poderão aprender a encontrar as constelações com uma carta celeste que cada participante receberá ao chegar ao sarau.

João Paulo Delicato trabalhou em inúmeras instituições de Ensino de Astronomia: foi Diretor Geral dos Planetários de São Paulo, Diretor de Projetos no Planetário Municipal de Campinas e atualmente pós-graduando em Ensino de Astronomia pela USP.

Ana Carolina Pimentel é formada em Física pela USP e foi Chefe da Escola Municipal de Astrofísica durante os anos de 2011 a 2012, membro da Sociedade Brasileira para o Ensino da Astronomia.

Sarau Astropoético
QUANDO:
19/04 das 19:00 às 21:00
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ONDE
Casa das Rosas
http://casadasrosas.org.br/
Avenida Paulista, 37
Bela Vista - Centro - São Paulo/SP
(11) 3285-6986 / (11) 3288-9447
Estação Brigadeiro (Metrô – Linha 2 Verde)

Dia Internacional da Mãe Terra é celebrado em 22 de abril


(SEGS) Para comemorar, visitas guiadas do Museu Catavento mostram desde como surgiu o planeta até como e vida aqui é possível.

A comemoração do Dia Internacional da Mãe Terra, no Museu Catavento, vai se estender por uma semana. De 22 a 26 de abril, uma programação especial levará os visitantes a conhecerem um pouco mais sobre esse planeta tão instigante, sobre o seu surgimento, a formação de planícies e paisagens e sobre a diversidade de seres que o habitam.

O Roteiro Dia da Terra do Catavento cultural e Educacional, museu de ciência e tecnologia da Secretaria de Estado da cultura de São Paulo, percorre diversas seções, iniciando pela Seção Astronomia, com explicações sobre a formação do Universo, com destaque para o surgimento do Sistema Solar e, é claro, do planeta Terra. “Por que é possível a existência de vida no planeta Terra?” e “Será que é possível existência de vida fora da Terra?” são algumas das questões que serão colocadas aos visitantes.

O próximo passo é uma visita à Seção Terra, com abordagem das transformações pelas quais o planeta vem passando há bilhões de anos, transformações estas que demarcam períodos geológicos caracterizados por paisagens e pela vida no planeta. Serão tratados temas relacionados à composição e funcionamento do interior do planeta Terra, suas estruturas físicas e geológicas.

Nada mais natural do que, saindo dali, a visita se dirija à Seção Vida, para ressaltar como Natureza e Terra se harmonizam, com abordagem de temas como a diversidade das espécies e os diferentes ambientes em que vive cada uma, além da importância dos fósseis para obtenção de informações sobre todos os seres e suas interações com o planeta Terra.

Roteiro “Dia da Terra”

Data: de 22 a 26/04/2014

Horário: nos dias 22, 23, 24 e 25/04 (terça a sexta-feira), visitas agendadas, durante o horário de funcionamento do Museu; no dia 23/04 (sábado), às 11h e às 14h, com retirada de senha na bilheteria.

Sobre o Catavento
Fruto de parceria entre as Secretarias Estaduais da cultura e da Educação, o espaço foi inaugurado em março de 2009. São mais de 250 instalações, em oito mil metros quadrados, divididas em quatro seções (Universo, Vida, Engenho e Sociedade), cada uma delas elaborada com iluminação e sons diferentes, que contribuem para criar atmosferas únicas e envolventes. Atrações como aquários de água salgada, anêmonas e peixes carnívoros e venenosos, uma maquete do sol e uma parede de escaladas onde é possível ouvir histórias de personalidades como Gengis Khan, Júlio César e Gandhi, são apenas alguns exemplos de como o visitante pode aprender e se divertir ao mesmo tempo. No local também é possível conferir as atrações da Fundação Museu da Tecnologia de São Paulo, que teve seu acervo transferido para o Catavento no início de 2011. Entre os principais equipamentos estão a locomotiva Dübs (fabricada em 1888 na Inglaterra que pertenceu à Cia. Paulista de Estradas de Ferro e foi usada brevemente para o transporte de carga) e o avião DC-3 (1936), que foi utilizado como cargueiro militar na Segunda Guerra Mundial.

Serviço
Catavento cultural e Educacional
Onde: Palácio das Indústrias - Praça Cívica Ulisses Guimarães, s/no (Av. Mercúrio), Parque Dom Pedro II, Centro – São Paulo/SP.
Telefone: 11 3315-0051
Quando: terça a domingo, das 9h às 17h (bilheteria fecha às 16h).
Quanto: R$ 6 e meia-entrada para estudantes, idosos e portadores de deficiência. Entrada gratuita aos sábados.
Idade mínima para visitação: recomendado para crianças a partir de seis anos.
Como chegar: www.cataventocultural.org.br/mapas.asp
Acesso por transporte público: estação de metrô Pedro II e terminal de ônibus do Parque Dom Pedro II.
Estacionamento: R$ 10 até 4 horas (para visitantes do museu). Adicional por hora: R$ 2,00 (capacidade para 200 carros). Ônibus e vans: R$20,00.
Infraestrutura: acesso para pessoas com deficiência locomotora.

Blog de ensino de Astronomia


Blog criado pela primeira turma do Mestrado Profissional em Ensino de Astronomia - MPEA do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas - IAG da Universidade de São Paulo - USP como parte do programa da Disciplina "Instrumentação para o Ensino de Astronomia" ministrada pela Profª Drª Elysandra Figueredo.

Clique aqui para acessar

17/04/2014

Projeto de universidade integra ensino e pesquisa científica

(O Documento) Projeto de divulgação científica do Departamento de Ciências Exatas da Universidade Federal de Lavras (Ufla), em Minas Gerais, A Magia da Física e do Universo desenvolve diversas atividades destinadas a despertar a curiosidade e o interesse das pessoas pelo funcionamento do universo. Criado em janeiro de 2009, o projeto integra ensino e pesquisa científica e inclui atividades dirigidas a escolas da região e à população em geral.

A apresentação de experimentos que demonstram diferentes conceitos científicos, elaborados com materiais de fácil acesso e baixo custo, é uma das atividades oferecidas. Durante as exibições, o público pode interagir com os experimentos, sob a orientação de monitores, estudantes da Ufla. Atualmente, 20 alunos participam do projeto. “Os experimentos são escolhidos de forma que contrariem o que as pessoas entendem como normal”, destaca o professor José Alberto Casto Nogales Vera, que coordena o projeto com a professora Karen Luz Burgoa Rosso.

Segundo Nogales Vera, que tem graduação, mestrado e doutorado em física, durante as apresentações não há explicações, somente orientações para que cada um construa a própria ideia sobre o que ocorre nos experimentos. O propósito é incentivar a pessoa a buscar e construir o próprio conhecimento. “Espera-se que o indivíduo desenvolva independência para descobrir o mundo”, ressalta.

Outra atividade é a Festa das Estrelas, realizada aos sábados. Ela se caracteriza como oficina, com ciclos de documentários e palestras. Convidados especiais tratam de temas como constelações, galáxias, estrelas, planetas, universo e cosmologia. Já foram realizadas 64 edições. “Após o documentário ou palestra, apresentamos as oficinas sobre observação do céu a olho nu ou com lunetas e telescópios”, esclarece o professor. No fim de cada oficina são feitas observações astronômicas. Para isso, quatro telescópios estão disponíveis.

Apoio — Por meio de oficinas teóricas e práticas, o projeto também oferece apoio a participantes das olimpíadas de robótica, física, astronomia e astronáutica e da Mostra Brasileira de Foguetes. As oficinas ocorrem duas vezes por semana, durante dois meses, de forma contínua. “A programação é enviada às escolas, e os interessados — professores, estudantes e familiares — entram em contato conosco para fazer as inscrições”, explica Nogales.

Uma vez por semana, há exibição de documentários e filmes no Museu de História Natural da Ufla. Desde o início do projeto, já foram realizados sete ciclos de filmes e três de documentários, com um total de 90 filmes ou documentários científicos. “No fim da exibição de cada ciclo, os filmes são comentados sob uma perspectiva científica e social”, esclarece o professor.

O projeto é procurado também por escolas de municípios vizinhos, interessadas em exibições itinerantes. Os integrantes do projeto vão até as escolas, e os estudantes, ao museu, onde ocorre a exposição dos experimentos. As visitas devem ser marcadas pelo telefone (35) 3829-1206 ou no endereço eletrônico magiadafisica@gmail.com.

Grande Colisor de Hádrons confirma existência de hádrons exóticos

O LHC, no Cern, detectou partículas que não podem ser classificadas pelo modelo tradicional de quarks


(Galileu) O LHCb (experimento realizado no Grande Colisor de Hádrons) confirmou a existência de hádrons exóticos - um estado da matéria que não pode ser classificado dentro do modelo tradicional de quarks.

Uma explicação rápida: os hádrons são partículas subatômicas que participam de algo que os físicos chamam de “Força Forte”. A redundância serve para caracterizar a força que prende os prótons dentro do núcleo de átomos. E, desde 1960, acredita-se que os hádrons são feitos de quarks e anti-quarks, que determinam suas propriedades. Um tipo de hádrons, os mésons, são feitos de pares de quarks e anti-quarks, por exemplo, enquanto bárions são feitos de três quarks.

Mas desde que essas construções foram propostas, suspeita-se que existam partículas que não se encaixem nessas definições. Agora, o LHC comprovou a existência de uma dessas partículas exóticas, a Z(4430).

As primeiras evidências da Z(4430) surgiram em 2008, quando cientistas encontraram um grande pico na distribuição de massas que surgem do enfraquecimento de mésons. Depois a certeza da descoberta foi caracterizada como 5.2 sigma (medida que os físicos usam para contar a probabilidade de que suas descobertas estão corretas).

Desde então, foram analisados mais de 25 mil enfraquecimentos de mésons B e mais de 180 trilhões de colisões que comprovaram a existência da Z(4430) com uma certeza de 13.9 sigma, provando que é uma partícula real e não um erro de análise de dados.

Isso significa que, provavelmente, o modelo de quarks precisará criar uma nova classificação para a Z(4430). Será considerada um tetraquark, um novo tipo de hádron feito de quatro quarks? Ou um tipo de fusão entre dois mésons? Ainda não se sabe: a certeza é que se trata de um novo objeto, inexistente na natureza.
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Matérias similares no Inovação TecnológicaPúblico - Portugal e Terra

Construa seu próprio sistema planetário

Jogo on-line desafia internautas a montar estrutura estável com o máximo de planetas habitáveis e variações de tamanho


(O Globo) Para poder abrigar vida como conhecemos, um planeta deve ter, entre outros fatores, distância suficiente de sua estrela - nem muito perto, nem muito longe -, de forma a poder ter água líquida correndo em sua superfície. É a chamada “zona habitável”, na qual a Terra está justo dentro das fronteiras em nosso Sistema Solar. A posição de um planeta em um sistema, no entanto, depende de um complexo processo de dinâmica orbital, com as interações gravitacionais entre os corpos presentes ao longo de milhões de anos podendo fazer com que colidam ou lançando-os para longe. E este complicado processo agora é “brincadeira de criança” em um jogo on-line.

Lançado nesta segunda-feira, o Super Planet Crash desafia os internautas a construir seu próprio sistema planetário em torno de uma estrela com o máximo de planetas possível em uma posição estável ao longo de sua zona habitável, com bônus em pontos para maiores variações nos tamanhos dos corpos. Desenvolvido pela Universidade da Califórnia em Santa Cruz, EUA, o jogo segue a última versão do Systemic Console, programa científico usado para ajudar na descoberta de planetas extrassolares em dados obtidos por instrumentos como o Automated Planet Finder (buscador automático de planetas, numa tradução livre, instalado no Observatório Lick, em um dos telescópios da instituição.

Por não emitirem luz própria, é muito difícil ver um planeta extrassolar diretamente. Assim, para descobrir a maior parte dos mais de 2 mil hoje conhecidos, os cientistas usaram basicamente dois métodos. O primeiro pela chamada velocidade radial, que mede as pequenas oscilações na posição da estrela produzidas pela atração gravitacional de um planeta em sua órbita, o que dá uma boa estimativa de sua massa. Já o segundo, conhecido como de trânsito, aproveita a passagem de um planeta em frente de sua estrela do ponto de vista da Terra para ver as ínfimas variações que isso provoca em seu brilho, e é muito útil para conhecer o raio e a órbita do corpo planetário.

Ambos métodos, porém, dependem de repetidas observações das variações no brilho da estrela, e ficam ainda mais complicados quando há múltiplos planetas em sua órbita. Assim, o Systemic Console foi desenvolvido para ajudar os cientistas a explorar e mergulhar nestes dados em busca de sinais de planetas extrassolares. O programa pode, por exemplo, combinar dados de diferentes telescópios e mesmo de medidas de velocidade radial e trânsito quando disponíveis para a mesma estrela, com ferramentas que permitem ainda derivar suas órbitas e a estabilidade delas.

Professor do Colégio Estadual Helena Kolody integra projeto de Astronomia


(Secretaria de Educação - Paraná) O Professor de Física Wilson Guerra, do Colégio Estadual Helena Kolody de Sarandi, é um dos colaboradores e editores da revista eletrônica AstroNova. Ele coordena grupos de astronomia amadora em Maringá desde 2006. A partir do ano de 2012 vem realizando atividades ligadas à observação Astronômica com alunos do Colégio por meio do GEAHK - Grupo de Estudos Astronômico do Helena Kolody e tem promovido na escola vários momentos de observação com a Comunidade Escolar.

No mês de março foi lançada a primeira edição da revista eletrônica AstroNova. A ação é de grupos de astronomia amadora da região (CAEH/Marialva e GCAA/Maringá). A proposta reúne textos e artigos de estudantes universitários, professores e astrônomos amadores, sobre astronomia e ciências da natureza. A revista é direcionada para iniciantes, iniciados, estudantes, professores, aspirantes e interessados nos estudos do universo e da ciência em geral.

CONTEÚDO AMPLO
Nesta primeira edição a revista AstroNova traz artigos sobre a formação de estrelas, a origem da luz solar, as estações no ano em nosso planeta, além de agenda sobre os principais lançamentos de foguetes espaciais neste e nos próximos meses, e resumo de atividades efetuadas recentemente na Estação Espacial Internacional (EEI). Traz ainda dicas de materiais e bibliografias sobre ensino de astronomia para professores, também dois artigos de autoria do Professor Wilson Guerra sobre Planetas Extrassolares e Eclipses Lunares. O Professor lembra que estão previstos dois eclipses lunares neste ano, nos meses de abril e novembro, e que poderão ser vistos do Brasil.

A revista AstroNova é totalmente gratuita e pode ser acessada pelo link: http://caeh.com.br/AN2014ED1.pdf

Exposição "De Yuri Gagarin a Marcos Pontes" (SP)


A União de Moradores e do Comércio de Paraisópolis, Agência Federal de Assuntos da Comunidade dos Estados Independentes, de Compatriotas no Exterior e de Cooperação Internacional Humanitária da Rússia (Rossotrudnichestvo) em São Paulo e o Consulado Geral da Rússia em São Paulo têm a honra de convidar para a abertura da exposição: "De Yuri Gagarin a Marcos Pontes"

Esta coleção de fotos e textos chegam a comunidade, com o objetivo de homenagear os 80 anos do primeiro cosmonauta russo, e também os 53 anos do primeiro voo do homem ao cosmos.

A exposição começou em 12 de abril (aniversário do voo de Gagarin) e vai até 12 de maio, no CEU Paraisópolis, na Rua Dr. José Augusto de Souza e Silva, na capital paulista.

Cinco curiosidades sobre o Universo


(O Globo) Você sabe qual é a idade do espaço? Ou a sua população? Conheça mais sobre galáxias, estrelas e planetas que nos cercam (clique na imagem acima para acessar)

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E mais:
10 objetos espaciais que vão “fundir sua cuca” (Hypescience)

Café com Conhecimento: Astronomia Amadora (MG)


A arte de ser mentor

(Marcelo Gleiser - Folha) Hoje queria homenagear meus mentores, aquelas pessoas que, no decorrer da vida, dedicam o tempo delas a nos ajudar, muitas vezes redefinindo a nossa trajetória profissional ou pessoal. Mentores são pessoas que doam duas coisas essenciais e que poucos têm: sabedoria e tempo.

Quem nunca se viu confuso e perdido entre escolhas possíveis, entre caminhos que levam a futuros diferentes? Muitas vezes, queremos seguir uma trajetória, mas as circunstâncias não permitem.

A vida, ou suas demandas, se metem no meio, criando uma série de obstáculos. São os pais que não querem que você siga determinada carreira, ou você que tem medo de tomar uma decisão mais radical, ou alguém perto precisa de você e retira-lhe a liberdade de seguir seu rumo. Deve ser por isso que se diz que ser livre é poder escolher a aquilo no que você vai se prender.

Eu mesmo passei por uma crise de escolha quando entrei na universidade. Na verdade, já antes, pois queria fazer física, mas meu pai "sugeriu" que engenharia era melhor. Lá fui eu, contrariado, cursar engenharia química na UFRJ. Ficou logo claro que não ia dar certo. Gostava mesmo era de física. Mas não conhecia nenhum físico, só os que me davam aula no ciclo básico. Tomei coragem e bati na sala de um deles, o Ildeu de Castro Moreira.

Talvez ele nem lembre disso, mas me recebeu de braços abertos e sugeriu que eu tentasse uma bolsa de iniciação científica do CNPq.

Foi o que fiz e logo comecei a estudar teoria da relatividade com Arvind Vaidya. O que me impressionou foi o entusiasmo desses profissionais: o Ildeu, incrível professor e, hoje, incansável defensor do ensino de ciências. Vaidya, com sua paixão pela física, que me contagiou.

Quando chegou a hora da decisão, mais uma vez tive sorte. Fazendo a última prova de Física 4, eis que quando entrego a prova, o professor tomando conta me pergunta: "Você é parente do Luiz Gleiser?" "Sim, meu irmão mais velho". Esse professor, Francisco Antonio Doria, virou meu mentor de fato por anos, inclusive na minha tese de mestrado. Seu apoio foi essencial na hora da decisão, quando me transferi de engenharia química para o curso de física da PUC-RJ.

Doria tinha (e tem) uma visão matemática da física e uma cultura geral impressionante. Me recebia em sua casa em Petrópolis, onde passávamos dias inteiros conversando sobre quarks e sistemas dinâmicos, espaços fibrados e teorias de grupo.

Hoje percebo a dimensão da sua generosidade; ele não tinha que fazer nada daquilo; fazia porque queria dividir com seus alunos sua paixão pelo conhecimento.

A coisa continuou quando fui fazer o doutorado na Inglaterra, se bem que não lá. Foram anos solitários, onde usei o que aprendi de meus mentores para não afundar: siga seu caminho mesmo que os obstáculos pareçam insuperáveis.

Quando cheguei nos EUA, tive meu último mentor, Edward (Rocky) Kolb, um grande físico e excelente pessoa. Dele, aprendi muita física e a seguinte lição: faça aquilo que te motiva, que faz teu coração bater mais rápido, e não o que está na moda; só assim você dará o máximo de você. Hoje, tento passar essas lições aos meus alunos, cavando tempo mesmo quando não tenho.

Entrevista - Nathan Berkovits

Especialista na Teoria das Supercordas, uma das mais atuais da física moderna, a explica em detalhes e diz por que ela é considerada a mais promissora para unificar as diferentes forças da natureza.


(Com Ciência) No início do século XX, duas teorias passaram a explicar todos os fenômenos que regem o Universo: a Teoria da Relatividade Geral e a Mecânica Quântica. A partir delas, a física entrou numa nova fase: a chamada física moderna. Essas teorias buscam explicar todos os fenômenos conhecidos, regidos pelas quatro forças fundamentais responsáveis pelas interações entre partículas: a força gravitacional, a força eletromagnética, a força forte e a força fraca. A Teoria da Relatividade Geral descreve a força gravitacional e a Teoria Quântica de Campos descreve as três outras forças não-gravitacionais, mas essas duas teorias parecem ser incompatíveis. Diante disso, os físicos da atualidade têm um desafio: encontrar uma única teoria capaz de explicar todas as quatro forças. Uma forte candidata já existe: a Teoria das Supercordas. No entanto, ainda existem desafios experimentais para que ela seja comprovada e, assim, plenamente aceita pela comunidade científica. Sobre esse assunto, conversamos com o físico Nathan Berkovits, professor e pesquisador no Instituto de Física Teórica da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e diretor do ICTP South American Institute for Fundamental Research. Berkovits trabalha atualmente com o chamado “formalismo de spinores puros”, desenvolvido por ele e seus colaboradores, que simplifica os cálculos feitos na Teoria das Supercordas.

16/04/2014

Ciência e Astronomia - Hangout de Sábado (12/04/14)

Astrônomo voluntário para Sarau Astronômico


Procuramos Astrônomos Voluntários (estudantes, formados e ou amadores) para dar micro-aulas sobre astros, planetas e constelações em Saraus Astronômicos.

- Não é necessário ter experiência anterior, somente vontade de ajudar.
- Somente uma vez por mês, através de intervenções no próprio sarau
- Não temos telescópio, mas disponibilizaremos um pc com projetor para apoiar as explicações

O Sarau Astronômico é uma iniciativa cultural da Casa 40, não tem fins lucrativos e a Entrada é livre e gratuita, com previsão de participação entre 50 a 70 pessoas, entre músicos, poetas e amantes da astronomia.

Inscrições e confirmações com Lúbia ou Jonas -
https://www.facebook.com/events/1447405008829777/

Iniciativa Humanista - Casa40
https://www.facebook.com/casa40

“Será realista o mundo de Avatar ?”

Conferência de Roland Lehoucq no Instituto de Francês em 23 de Abril


(Ciência Hoje - Portugal) Pandora, o mundo onde decorre a acção de Avatar, fez sonhar milhões de espectadores. As qualidades estéticas deste filme são óbvias mas algumas cenas dão-nos uma impressão de “déjà-vu”. O seu exotismo ser pura imaginação ou terá uma sustentabilidade científica? O sistema planetário de Pandora ser exequível? A fauna, a flora, as maravilhas geológicas serão credíveis?

Nesta palestra, serão analisadas todas as curiosidades do filme de James Cameron. Usando as ferramentas da ciência para descodificar algumas cenas do filme, debater-se-ão questões como: qual o tamanho de Pandora? Em que região vive a tribo Na’vis, no centro da intriga? Estas perguntas transformam o espectador num actor muito próximo do astrofísico, que, para interrogar o Universo, possui apenas a luz dos astros captada pelos seus próprios instrumentos. No fim da nossa investigação, o mundo de James Cameron estar transformado.

Roland Lehoucq "agregé" de Física e antigo aluno da Ecole normale supérieure da rua Ulm. Actualmente astrofísico do CEA, especialista em topologia cósmica, d aulas na Ecole Polytechnique, nas disciplinas de relatividade restrita e de física nuclear. Roland Lehoucq publica livros de divulgação científica baseando-se em obras de ficção. Não cessa de se interrogar sobre: ser possível? Como explicar o que é contado? Como responder à contradição óbvia? O que o leva a falar das teorias científicas admitidas pela comunidade. Cronista da revista de ficção cientifica Bifrost publica ocasionalmente artigos de divulgação científica na revista “Pour la Science”. Roland Lehoucq também é administrador da Associação francesa de astronomia.


Planetário da Gávea recebe palestra de Iniciação à Navegação Astronômica

Na quarta-feira, 16 de abril, às 19h30, o Planetário da Gávea vai receber mais uma atração do 4º Equinócio Cultural, a palestra “Iniciação à Navegação Astronômica”. Os participantes conhecerão a história, fundamentos e instrumentos dessa técnica, que permitiu a descoberta de mares nunca antes navegados. Flávio Ramires, membro do Ensino Profissional Marítimo, aquaviário, rádio operador e Capitão Amador, apresentará a aplicação desse método, que transformou a geopolítica com impactos na história, ciências, artes e toda trajetória humana. A participação é gratuita.

Para entender um pouco mais sobre a Navegação Astronômica, os participantes poderão ter a oportunidade de conhecer o céu e suas constelações durante uma Observação do Céu por telescópios, antes do início da palestra, às 18h30. É importante destacar que a atividade depende das condições meteorológicas. Portanto, caso o tempo esteja nublado ou chuvoso, a observação fica impossibilitada e, consequentemente, cancelada.

Embora não seja pré-requisito para participação, recomenda-se que os alunos tragam seu próprio notebook, pois serão compartilhados referências bibliográficas e software de Mapa Celeste (Cartes Du Ciel). O curso, que utilizará como base o livro “A Arte e Ciência da Navegação”, de Altineu Pires Miguenz, e Almanaque Náutico, ambos publicações da Marinha do Brasil, estimulará os participantes darem continuidade no emprego das técnicas de posicionamento pelos astros.

Sobre o Equinócio Cultural
Esta é a quarta edição do Equinócio Cultural, que acontece desde 2012 com a proposta de disseminar a ciência, utilizando as diferentes artes como plataforma. Além de apresentações artísticas, durante a temporada, que vai até 8 de maio, várias apresentações de diferentes tipos irão acontecer, sempre com entrada franca. Os visitantes poderão participar de atividades como, leitura dramatizada, show vocal, exposição, entre outras.

O Planetário fica na Rua Vice-Governador Rubens Berardo, 100 na Gávea. Mais informações pelo telefone (21) 2274-0046.

Asteroides que vão se aproximar da Terra nos próximos 200 anos - INFOGRÁFICO

Astronauta quer criar perímetro de defesa ao redor do planeta contra asteroides

Projeto da fundação B612 quer evitar que um asteroide acabe com o mundo


(R7) O astronauta Ed Lu acredita que um asteroide pode colidir com a Terra e erradicar a vida humana. Tanta preocupação fez com que sua fundação sem fins lucrativos B612 planejasse criar um “perímetro de defesa” ao redor do planeta. A ideia é ficar de olho nas pedras gigantes que estiverem na rota da Terra. A ideia parece ter saído de um filme de ficção científica, mas já existem pessoas importantes bancando o plano de Lu.

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