24/04/2014

Curso "Falando de Física" (RJ)


O curso nasceu de uma vontade dos alunos de se aprofundar em certos mecanismos que dão suporte aos fenômenos astronômicos. Como entender a natureza das estrelas sem falar de Teoria da Relatividade? Como compreender o Big Bang sem o suporte da Mecânica Quântica? Deste modo, ao longo de quatro dias, e sem nenhum conhecimento prévio exigido dos alunos, o curso trará um diálogo sobre estes dois temas: a Teoria da Relatividade e a Mecânica Quântica. A taxa de inscrição é R$20, incluindo certificado e material didático para acompanhar as aulas. As inscrições estão abertas a partir de 12/05.

Outras informações aqui

Vaga para Bolsista - Observatório GOA - UFES



A atuação principal será na diagramação do Informativo Astronômico Observativo e secundariamente auxiliar nas demais atividades do GOA Observatório.

Leilão de objetos espaciais alcança US$ 1 milhão em vendas

Cerca de 300 entusiastas por viagens espaciais e colecionadores fizeram lances em Nova York


(Reuters/Exame) Um emblema que viajou com os astronautas norte-americanos no voo para a lua em 1969 e uma lista de checagem de dados daquela missão histórica foram os principais itens à venda em um leilão de objetos valiosos de viagens ao espaço, informou nesta quarta-feira (09) a casa de leilões Bonhams.

Cerca de 300 entusiastas por viagens espaciais e colecionadores, com idades a partir dos 20 anos, de 17 países em quatro continentes, fizeram lances por telefone, Internet ou pessoalmente em Nova York na terça-feira (08).

O leilão arrecadou 1 milhão de dólares e teve 80 por cento dos 300 itens vendidos.

"Memorabilia do espaço é algo que tem apelo mais amplo e você não precisa ser um especialista para se entusiasmar pela exploração espacial", disse Cassandra Hatton, especialista sênior em espaço na Bonhams, em Nova York.

"É algo com que as pessoas sonham quando crianças. Muitas crianças sonharam em ser astronauta. É uma área de coleção muito pessoal", acrescentou.

O valor da lista de checagem da Apollo 11, com dados registrados pelo tripulante Buzz Aldrin quando estava na lua, disparou, já que a estimativa era de que seria vendida por até 45.000 dólares, mas alcançou 68.700 dólares.

Outro objeto em destaque era um emblema mostrando uma águia com um ramo de oliveira acima da superfície da lua, idêntico aos usados ​​nas roupas espaciais da tripulação. Arrecadou 62.500 dólares, um pouco a mais do que a estimativa, e tinha as assinaturas dos astronautas da missão histórica: Aldrin, Neil Armstrong e Michael Collins.

Uma bandeira dos EUA levada por Aldrin em órbita lunar conseguiu 47.500 dólares, o dobro da estimativa, e uma folha com o plano de voo da Apollo 11 foi vendida por 37.500 dólares.

Cassandra comentou que a memorabilia do espaço tem um apelo nostálgico para colecionadores. Muitas pessoas se lembram quando a Apollo 11 pousou na lua.

"Foi a primeira vez que pusemos os pés na lua. Sempre que fazemos uma coisa pela primeira vez, é um grande negócio", disse.

Outro item popular foi o traje espacial da Era Mercury. Ele foi vendido por 43.750 dólares - cinco vezes a sua baixa estimativa, após um longo leilão. O traje espacial era do início do programa de exploração espacial dos EUA, o Projeto Mercury, que lançou o primeiro norte-americano no espaço. O último voo foi em 1963.

Um raro traje espacial russo Strizh, um dos apenas 27 feitos, tinha preço estimado em 20.000 dólares, mas não conseguiu esse valor. A Bonhams não revelou o preço da venda. Muitos dos trajes dos cosmonautas usados para testes e treinamento de 1981-1991 foram danificados ou destruídos.

Mas um painel de controle da estação espacial Mir, que tinha um valor estimado em 6.000 dólares, foi vendido para o maior lance, de 9.375 dólares.
---
Matéria similar no Estadão

Terceiro Encontro de 2014 - Clube de Astronomia Carl Sagan (MS)

Calendário Série Cosmos


Versão PDF

Versão JPG

23/04/2014

EANE - Organização Indica Hotéis e Pousadas para os Participantes


A Organização do XIV Encontro de Astronomia do Nordeste disponibiliza no site do evento indicações de hotéis e pousadas em João Pessoa para os participantes vindos de outras cidades.

A página com a listagem dos hotéis e pousadas indicados pode ser acessada através do link http://apapb.org/xiv_eane/city/ ou pelo menu Evento-João Pessoa.

Além de algumas informações básicas, o site do XIV EANE disponibiliza também o endereço, site, telefone e email para contato. Além disso, há uma área com a localização do estabelecimento no mapa e botões para traçar as rotas entre o hotel e o local do evento e entre o hotel e sua posição atual.

Vale a pena conferir! http://apapb.org/xiv_eane/city/

Um Universo, uma vida?

(Marcelo Gleiser - Folha) Já que hoje é domingo de Páscoa, nada como um tema que explora se não a Ressurreição, ao menos o que cientificamente chega mais perto: a relação da matéria com o Cosmo e com a vida. Vamos deixar de lado a possibilidade um tanto hipotética de que existem outros universos com outras leis da natureza. Essa é a proposta (ainda um tanto vaga, devo dizer) do chamado multiverso, onde o nosso universo, com suas centenas de bilhões de galáxias e seus quase 14 bilhões de anos, seria apenas um dentro incontáveis outros. Vamos ficar com o que sabemos de concreto, que já é incrivelmente fascinante.

Vivemos num Universo onde as leis da da física são as mesmas em todas as partes. Como sabemos disso, dadas as enormes distâncias entre as estrelas e, mais ainda, entre as galáxias? Sabemos disso porque, para estudar objetos distantes, não precisamos ir até eles: basta coletar a luz e outros tipos de radiação eletromagnética que emitem (ultravioleta, infravermelho, raios x...) e analisá-la do conforto de nossos escritórios aqui na Terra.

E o que aprendemos ao explorarmos as propriedades dessa informação que, em certos casos, viajou por mais de 10 bilhões de anos para chegar até nós, é que as estrelas são todas formadas principalmente de hidrogênio, um pouco de hélio e, dependendo das suas idades, vários metais, dentre outros elementos químicos. Com isso, concluímos algo de extraordinário: os mesmos elementos químicos que existem aqui –ferro, ouro, carbono etc.– existem por todo o cosmo.

Portanto, chegamos a uma profunda unificação dos princípios que regem a dinâmica de todos os objetos que conhecemos: são (e somos) todos feitos da mesma química, obedecendo as mesmas leis naturais. É por isso que eu, e tantos outros, afirmamos que somos poeira das estrelas; somos mesmo, um aglomerado de poeira viva, capaz de refletir sobre nossas origens e nosso destino.

Com essa reflexão, passamos à questão da vida; se existe aqui, por que não por toda a parte? Será que somos únicos nessa vastidão toda? Ou apenas um entre incontáveis planetas e luas com criaturas vivas? A resposta mais imediata baseia-se na lei dos grandes números: se, na nossa galáxia apenas, existem centenas de bilhões de estrelas, a maioria com planetas e ainda luas, seria muito estranho se a Terra fosse a única beneficiada com a vida.

Difícil argumentar contra isso. E se não nesta galáxia, ao menos nas outras centenas de bilhões? Muito provavelmente, algum tipo de vida existe em algum canto (ou, talvez, muitos cantos) dessa galáxia e de outras. Mas que vida? Aí é que entram as diferenças. Temos um exemplo apenas, o nosso. E o que aprendemos da história da vida na Terra, é que a vida complexa é frágil, e depende de uma série de fatores. Aqui, a vida existe há 3,5 bilhões de anos, mas durante três bilhões eram apenas seres unicelulares. O que ocorreu, então, dependeu da oxigenação da atmosfera, da nossa lua ser grande e única, do eixo de inclinação da Terra, de sua posição em relação ao Sol. Temos, também, o enorme silêncio dos nossos vizinhos. O que concluir? Nada de definitivo. Mas, no mínimo, que a vida como aqui é rara, e seres pensantes mais ainda. Nesse domingo, onde a vida é o centro da atenção, voltar nosso olhar ao nosso planeta e ao que existe aqui é, também, uma forma de devoção, e muito necessária.

Escola de Astrofísica UFCG/UEPB/ON


Público Alvo: Alunos de graduação na área de Ciências Exatas,
Portadores de diploma de nível superior na área de Ciências Exatas

Inscrições: de 10/04/2014 a 12/05/2014
Número de Vagas: 150 Vagas
Data: de 09/06/2014 a 11/06/2014
Hora: das 09 h às 17h
Local: Auditório do Centro de Extensão José Farias Nobrega, UFCG
Endereço: Rua Aprígio Veloso, 885, Bairro Universitário, Campina Grande, PB
Palestra de Abertura: Projeto IMPACTON: um observatório astronômico no sertão - (Profa. Teresinha Rodrigues - ON/MCTI)

Campus I - Rua Aprígio Veloso, 882 - Bloco CY-1 - Bodocongó - Campina
Grande - PB, Brasil
Fone: 083-3310-1060 - CEP: 58.109-970 - http://www.df.ufcg.edu.br -
E-Mail: pgfisica@df.ufcg.edu.br

Fim de semana astronômico na Mata do Buçaco (Portugal)


Mais informações aqui

----
E mais:
Fim de semana astronómico na Mata do Buçaco (Local.PT)

Astronomy Education Alliance Meeting 2014 - Cascais - Portugal


08 a 12 de setembro de 2014
Clique na imagem acima para detalhes

Ciência feita por cidadãos nos Açores



(Local.PT) Entre os dias 20 e 29 de Abril, o Observatório Astronómico de Santana – Açores (OASA) irá aderir a uma campanha internacional, entitulada “Globe at Night” (ou “O Globo à Noite”, em português), que promove uma acção de medição da poluição luminosa em todo o mundo, através da participação ativa dos cidadãos (Citizen Science). A participação é muito simples e é feita a partir de casa por todos os que queiram participar.

“O Globo à Noite” é um programa internacional de Ciência feita por cidadãos que procura medir os índices de poluição luminosa em todo o mundo, ao mesmo tempo que informa e sensibiliza para o impacto deste tipo de poluição, promovendo ainda a sua prevenção. Até 2014, este programa já recebeu 105,000 medições de 115 países diferentes.

Aderindo à próxima campanha de 10 dias, inserida no Mês Mundial da Astronomia 2014, o OASA espera que seja feita pela primeira uma medição dos índices de poluição luminosa nos Açores. Os resultados desta medição poderão ajudar a compreender o impacto da iluminação artificial nos céus açorianos e, consequentemente, ajudar a diminuir um possível nível elevado de poluição luminosa ou a prevenir o seu aumento.

Para participar, os interessados devem inscrever-se na página do OASA, em www.oasa.pt, onde poderão encontrar o material necessário para efectuar a medição. A medição é simples, devendo o público olhar para o céu entre os dias 20 e 29 de abril, pelo menos uma hora depois do por-de-sol, procurando a constelação de Leão. Com o auxílio de 7 imagens, os participantes poderão comparar o céu que vêem a estas, submentendo o resultado na página oficial da campanha internacional.

Esta atividade insere-se ainda no Mês Mundial de Astronomia (MMA2014), cujas comemorações decorrem durante todo o mês de Abril. Sob o tema “Um Céu Açoriano”, as actividades propostas para este mês procuram sensibilizar o público para a beleza natural do céu açoriano, na sua conjunção com a paisagem natural, ao mesmo tempo que introduzem o debate da poluição luminosa nos centros urbanos, na procura da informar sobre o seu impacto no céu nocturno e na gestão de recursos energéticos.

O OASA é um Centro de Ciência, pertencente à rede de Centros de Ciência da Secretaria Regional da Educação, Ciência e Cultura, que tem como principal objetivo a divulgação científica no âmbito de temáticas relacionadas com a Astronomia. Com gestão por parte da Fundação para o Desenvolvimento Sócio-Profssional e Cultural da Ribeira Grande, o OASA pretende ser um espaço de diversão e aprendizagem para todas as idades, bem como um espaço privilegiado para a observação dos astros.

Medições Astronómicas (AstroPT)


Clique na imagem acima para acessar a notícia

22/04/2014

XIV EANE Terá Feira de Troca e Revenda de Equipamentos Ópticos


O 14o. EANE inova cedendo um espaço dentro dos quatro coffee-breaks do evento para que, aqueles que queiram, possam participar de uma Feira de Troca e Revenda de Equipamentos Ópticos.

No horário dos coffee-breaks, que acontecerão no meio das manhã e tarde de sexta e sábado, haverá uma sala reservada no IFPB onde os interessados poderão negociar os seus equipamentos.

A Comissão Organizadora informa que apenas irá disponibilizar o espaço para que, aqueles que queiram, possam negociar os seus equipamentos. O evento não se responsabilizará pelas trocas ou revendas feitas, não intermedirá nem dará garantia dos produtos negociados. O mesmo vale para o transporte de ida e volta dos equipamentos aos seus locais de origem que é de inteira responsabilidade de seus proprietários.

E a primeira vez que em um EANE se organiza algo desse tipo! Convidamos todos aqueles que tenham interesse à trazerem os seus equipamentos para a feira.

Há vinte e cinco anos atrás - A oficialização do CEAAL



(Adriano Aubert) Vinte e cinco ano atrás o CEAAL deixava de ser um grupo informal para se tornar uma entidade civil, apartidária e sem fins lucrativos. Saiba como se deu essa importante transição do nosso grupo.

Foi em 1989 que o Centro de Estudos Astronômicos de Alagoas – CEAAL, deixou de ser um grupo informal para passar a ser uma entidade civil apartidária e sem fins lucrativos. Nestas poucas linhas vou relembrar e contar aos que desconhecem a história desse importante momento de nosso grupo.

Em 1988 foi eleita uma diretoria que tinha o único objetivo de oficializar o CEAAL. Tive o prazer e a honra de compor essa diretoria. Na época, estava trabalhando na Secretaria do Trabalho e lá conheci o senhor José Rodrigues, que dentre outras, uma de suas atribuições era a de auxiliar associações em se tornar entidades civis organizadas de direito. Basicamente, o que o senhor José Rodrigues fazia era preparar um estatuto e orientar as associações em como registrar e publicar no diário oficial. A partir daí, a associação estava registrada oficialmente. Na época, passei ao senhor José Rodrigues, informações sobre o CEAAL, que serviram de base para o estatuto, informações como: Endereço, objetivos, composição da diretoria, etc.

Tudo foi definido a partir de reuniões que fazia regularmente com a diretoria e outros membros do grupo. Por volta de março de 1989 tínhamos um estatuto pronto para registro no cartório e publicação no diário oficial. Mas, havia um problema. Para o registro e publicação precisaríamos pagar uma soma relativamente alta de cruzados novos, e simplesmente não tínhamos dinheiro algum. Em 1989 o CEAAL era composto por cerca de uma dezena de membros, na sua grande maioria, estudantes e também, naquela época, os cursos de astronomia eram gratuitos, não gerando renda, ou seja, o grupo não tinha recurso nenhum. Fiz então, uso dos laços familiares e consegui com um tio, o senhor Geraldo Bulhões, que na época era deputado federal e que, sabendo de meu interesse por astronomia e do esforço de nosso incipiente grupo, havia se disposto a nos ajudar na oficialização do CEAAL. Assim foi feito e o CEAAL tornou-se uma entidade civil de direito em abril de 1989.

Agora em abril de 2014, o CEAAL está comemorando um quarto de século de sua oficialização! E em todo este tempo, lembro de muitas histórias e fatos marcantes. Lembro também, das campanhas, das batalhas, dos amigos ausentes, dos novos, das conquistas e de tudo o que foi feito em nome dessa busca por conhecer, ensinar e divulgar mais sobre o universo. Parabéns a todos os que fizeram, que fazem e que farão parte do nosso CEAAL.

Abertas inscrições para Reunião Anual da SBPC em julho no Acre

As inscrições são on line, pelo endereço: www.sbpcnet.org.br/riobranco

(JC) Estão abertas as inscrições para a 66ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) que será realizada no período de 22 a 27 de julho em Rio Branco, no campus da Universidade Federal do Acre (UFAC).

As inscrições são on line, pelo endereço: www.sbpcnet.org.br/riobranco, com valores que variam entre 45 e 120 reais. Os inscritos terão direito ao certificado de participação geral, material do evento e matrícula em um minicurso (cujas vagas serão limitadas).

Conforme dados da SBPC, a programação científica é, geralmente, composta por conferências, simpósios, mesas-redondas, encontros, sessões especiais, minicursos e sessões de pôsteres.

São realizadas também outras atividades, como a SBPC Jovem, uma programação voltada para estudantes do ensino básico; e a Expo T&C, uma mostra de ciência e tecnologia. Há, ainda, a SBPC Cultural - apresentação de atividades artísticas regionais e discussões sobre temas relacionados à cultura.

O acesso é livre e gratuito em todas as atividades (exceto minicursos, cujas vagas são limitadas e requer a inscrição).

Mais informações no site:
www.sbpcnet.org.br/riobranco

Vídeo prova que o som não é invisível

Novo estudo científico comprovou que é possível ver os ruídos e há, inclusive, um vídeo do YouTube que revela como o som se parece


(Info/Exame) A verdade é que nada é invisível, nem mesmo o som. Um novo estudo científico comprovou que é possível ver os ruídos e há, inclusive, um vídeo do YouTube que revela como o som se parece.

O ruído é apenas uma mudança na densidade do ar, ou seja, uma onda sonora. Ao ver uma banda tocar ao vivo, por exemplo, as ondas de som que tocam os tímpanos voltam e batem no ponto de origem (as caixas de som), o que gera uma pressão no ar ao redor do aparelho.

Não é possível ver esse momento a olho nu. Mas já existem tecnologias capazes de tirar fotos, como a Schlieren Flow Visualization (SFV), desenvolvida em meados do século 19 pelo físico alemão August Toepler.

Até agora, essa é uma das melhores maneiras de ver aquilo que passa despercebido ao olho nu. O método é muito usado por cientistas em estudos de epidemiologia, por exemplo, que querem estudar o poder invisível e o alcance de tosses ou espirros.

Além disso, a técnica permite a visualização dessas mudanças de densidade das ondas sonoras. Pesquisadores e engenheiros mecânicos do instituto New Mexico Tech Michael Hargather usaram a técnica para ver sons, como o disparo de uma arma.

Veja abaixo um vídeo que mostra como o som se parece:



Palestra: Propriedades estelares a partir de trânsitos planetários (SP)



Data: 23/04/2014 - 14:00
Local: Auditório IAG, bloco G (Rua do Matão, 1226, Cidade Universitária)

Propriedades estelares a partir de trânsitos planetários
c/ Adriana Válio (CRAAM/Universidade Presbiteriana Mackenzie)

Durante o eclipse de uma estrela pelo seu planeta em órbita, manchas e outros fenômenos na superfície da estrela hospedeira podem ser ocultados. Isto causará pequenas variações na curva de luz da estrela. A análise detalhada destas variações durante os trânsitos planetários oferece uma riqueza de informações sobre as propriedades das manchas como tamanho, posição, temperatura (isto é, intensidade) e campos magnéticos. Quando múltiplos trânsitos são observados, pode ser possível detectar a mesma mancha estelar em diferentes trânsitos e assim determinar a rotação estelar. Supondo um perfil de rotação estelar com a latitude, por exemplo do tipo solar, também é possível estimar a rotação diferencial da estrela. Ao simular a passagem de um planeta (disco escuro) na frente de uma estrela com várias manchas de diferentes tamanhos, intensidades e posições na sua superfície, as propriedades estelares são determinadas. As curvas de luz de planetas detectados pelos satélites CoRoT e Kepler são analisadas e as características físicas das manchas estelares estimadas assim como a rotação e rotação diferencial das estrelas hospedeiras.

Astronomia: aula prática promove inclusão educacional de alunos


(Tribuna de Cianorte) Eles olhavam ansiosos e atentos para o céu estrelado do último dia 08. E não era para menos, o pátio do Colégio Estadual Igléa Grollmann deu lugar a uma aula prática de observações astronômicas com binóculo e telescópios, que envolveu alunos, familiares e demais professores.

A atividade foi desenvolvida em ação conjunta com os professores Marcos Trindade Moreira e Ana Floripes Berbert Gentilin, equipes diretiva e pedagógica. E dentre os participantes, alunos com síndrome de Down e Transtorno do Espectro Autista.

“O momento foi excelente! Foram observados a Lua e os planetas Júpiter e Marte. Estes astros celestes estavam bem visíveis no céu noturno. O planeta Marte esteve em Oposição e isto significa que, nesse momento, esteve próximo da nossa Terra”, explicou Marcos.

Atividades similares a essa vêm sendo realizadas voluntariamente pelo referido professor no Colégio Igléa há mais de 15 anos incluídas no “Projeto Astronomia na Escola”, uma atividade educacional altamente motivadora, de iniciação científica, que proporciona conhecimentos interdisciplinares e contextualizados aos estudantes e professores participantes.

A professora Ana Floripes Berbert Gentilin, especialista em educação especial, vem realizando um trabalho pioneiro de inclusão de alunos com variadas necessidades educacionais especiais junto aos demais alunos, professores, funcionários e familiares no Colégio. Seu trabalho nessa área é “referência” no Estado do Paraná.

FELIZ NA ESCOLA
“Estamos felizes com a receptividade da escola com relação à minha filha. Com a abertura que deram para ela, na sala de aula e nos trabalhos desenvolvidos como esse de observação astronômica. Ela acorda animada para vir à escola. Sente-se acolhida. Eles são muito sensíveis, é muito gratificante, porque quando a trago de manhã percebo que ela realmente gosta daqui”, declarou Jurandir Bernardino da Silva, pai da estudante Maria Clara, que tem síndrome de Down.
----
Mais imagens aqui

Nasa vai criar mosaico de 'selfies' para celebrar Dia da Terra, nesta terça

Fotos de redes sociais com hashtag #GlobalSelfie serão compiladas. Imagem deve ser feita com placa indicando o local de origem.


(Efe/G1) Para celebrar o Dia da Terra, lembrado nesta terça-feira (22), a agência espacial americana (Nasa) reunirá uma série de "selfies" postadas em redes sociais com a hashtag #GlobalSelfie para dar forma a um inédito mosaico mundial. A agência pede que a foto seja feita segurando uma placa que vai indicar o local onde a foto foi tirada.

No comunicado, a Nasa lembra que, apesar de seus cientistas terem identificado milhares de novos planetas no universo no últimos anos, não há nenhum outro planeta que é estudado mais de perto do que a Terra.

"Com 17 missões de observação da Terra orbitando nosso planeta e várias mais que serão lançadas neste ano, a Nasa estuda a atmosfera terrestre, a terra e os oceanos em toda sua complexidade", destacou um comunicado.

Por isso, pensando em celebrar o Dia da Terra, vai montar uma coleção de autorretratos, os chamados "selfies", para criar um mosaico único das pessoas que habitam nosso planeta.
----
E mais:
Nasa criará mosaico de "selfies" para celebrar Dia da Terra (Terra), com matérias similares na Veja e UOL
.
Google cria Doodle para o Dia da Terra (Exame)
.
Olá Nasa, estou na Terra! (DN - Portugal)
----
UPDATE:
Nasa tira 'foto' do planeta para comemorar o Dia da Terra (G1), com matéria similar no UOL

Palestra "CTS-Astro: Astronomia no enfoque da Ciência, Tecnologia e Sociedade" (SP)


Por que a semana tem sete dias?

A resposta você encontra olhando para o céu!


(Ciência Hoje das Crianças) Aposto que você acha a semana longa e o fim de semana, curto. E que já sonhou trocar as bolas para ir à escola só dois dias e brincar por outros cinco! Mas por que os nossos calendários são organizados em semanas de sete dias?

A resposta está no céu. Ao olharem para a Lua, povos antigos notaram que ela mudava de forma em intervalos regulares de tempo: aparecia cheia como uma bola (lua cheia), depois ia diminuindo até ficar pela metade (quarto minguante), continuava a diminuir até virar um aro bem fininho e desaparecer (lua nova) e, em seguida, voltava a crescer até ficar pela metade (quarto crescente). A separação entre cada fase dura sete dias e algumas horas e é resultado do movimento da Terra em torno do Sol.

Talvez só isso já fosse suficiente para que o homem contasse períodos de sete dias, mas houve outro fator importante. Da Terra, observamos sete astros que se movem no céu – o Sol, a Lua e os cinco planetas que podemos avistar a olho nu: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno. Os antigos babilônios (povos que viveram na região onde hoje é o Iraque) acreditavam que cada um dos dias era regido por um desses astros.

Na maioria das línguas latinas – isto é, que têm origem na Roma Antiga –, os dias da semana recebem nomes que homenageiam os deuses romanos simbolizados por esses corpos celestes. Em espanhol, por exemplo, segunda-feira é lunes, ou “dia da Lua”. Terça-feira, em francês, é mardi, que quer dizer “dia de Marte”. E assim por diante.

Depois de saber disso tudo, você ficou convencido de que a semana deve ter sete dias? Pois saiba que nem todo mundo concorda. Ao longo da História, diversos povos adotaram semanas com durações bem diferentes. Alguns antigos habitantes da Europa, como celtas, etruscos e primeiros romanos, tinham semanas de oito dias. Outros, como os povos bálticos, adotavam semanas de nove dias. Há, ainda, registros de semanas de dez dias entre chineses e egípcios antigos. E até hoje, os javaneses – habitantes da ilha de Java, na Indonésia – têm semanas de cinco dias, que eles chamam de ciclo de Pasaran. Mas vamos guardar tudo isso para uma outra conversa!