27/08/2014

Conjunção entre Lua, Marte e Saturno em Curitiba/PR

Fenômeno, que acontece no espaço na noite de 31 de agosto, será mostrado no Planetário Digital FTD Digital Arena, no Câmpus Prado Velho da PUCPR

Que os astros estão sempre em movimento, isso todo mundo já sabe. Mas que, por vezes, eles formam um alinhamento no Universo que pode ser observado a olhos desarmados, pouca gente sabe. E é exatamente a conjunção entre Lua, Marte e Saturno que será mostrada nos dias 30/08 e 06/09, no Planetário Digital FTD Digital Arena, localizado no Câmpus Prado Velho da PUCPR.

“Marte e Saturno já podem ser vistos próximos um do outro no céu. Com o movimento da Terra, a Lua, nosso satélite natural, vai se localizar bem ao lado de Saturno e os três astros formarão, na noite de 31 de agosto, um triângulo no céu, em frente à Constelação de Escorpião permitindo, também, a observação da Estela Antares. A estrela vermelha mais brilhante em Escorpião. Na atividade de Planetário Digital vamos mostrar o alinhamento entre Lua, Marte e Saturno, explicando ao visitante como e por que ele acontece, e sua relação com o movimento dos planetas”, explica o Físico e professor de Astronomia do Planetário Digital, professor João Carlos Oliveira.

A conjunção acontece quando, observados da Terra, dois ou mais astros estão muito próximos uns dos outros no céu. Isso quer dizer que, olhando da perspectiva do nosso Planeta, eles se mostram alinhados. “Os astros estão em movimento no Universo e, em algum momento, eles se apresentam quase em linha reta. Como giram em torno do Sol, aproximadamente no mesmo plano, sabemos que este tipo de fenômeno pode acontecer”, explica o professor.

No Planetário Digital FTD Digital Arena a conjunção será mostrada nos sábados 30/08 e 06/09, às 16h, dentro da sessão “O Céu de Curitiba – Além da Atmosfera”.

Em Curitiba, caso o céu esteja limpo, o alinhamento poderá ser vista a olhos desarmados no dia 31 de agosto, das 18h30 às 23h. Após as 23h Saturno e Marte estarão abaixo da linha do horizonte, e não poderão mais ser observados.

Em alguns estados das regiões Norte e Nordeste do Brasil, além do alinhamento ocorrerá a ocultação diurna de Saturno pela Lua. “Quando há uma conjunção perfeita, acontece a ocultação. Isso significa que, em algum momento, um dos astros fica exatamente em frente ao outro durante a observação. E é isso que irá acontecer com o planeta Saturno, ainda durante o dia, para quem olhar das regiões Norte e Nordeste do País”, explica o professor.

Serviço:
Alinhamento Lua, Marte e Saturno.
Data e Horário: 30/08 | 16h | Atividade de Planetário Digital “O Céu de Curitiba – Além da Atmosfera”
Local: FTD Digital Arena (Rua Imaculada Conceição, 1155, Prado Velho. Câmpus Prado Velho da PUCPR – Portão 1).
Valor: R$ 28,00 (inteira) | R$ 14,00 (meia-entrada) | Condições especiais para pacote família.
Informações: 41 3271 6322 | www.ftddigitalarena.com.br

Palestra "Desvendando o Universo" (MA)



Palestra "Desvendando um Universo"
Dia 30/08 - 10 horas
Parque Botânico da Vale
São Luis - MA

Palestra explicando a origem do universo, conceitos de Astronomia e discutindo o possível futuro do Universo e do Sistema Solar.

O Universo: uma lista de mistérios

(Marcelo Gleiser - Folha) Em pleno século 21, sabemos mais sobre o Universo do que em qualquer momento do passado. Isso pode nos dar um falso senso de confiança de que estamos cada vez mais perto de respostas finais, de verdades absolutas sobre a natureza do Cosmo. Visando manter um senso de humildade perante a grandeza de nossa ignorância, hoje traço uma pequena lista do que não sabemos.

Antes, vale lembrar que é a partir da admissão de nossa ignorância que nos permitimos abrir portas para o novo. Portanto, a lista aqui não é uma crítica à ciência, mas um convite ao que nos espera.

Começando pela receita cósmica, sabemos que 5% do Cosmo é feito de matéria comum, da qual nós somos feitos: elétrons, prótons etc. São as estrelas que emitem luz, os planetas que refletem essa luz e as quantidades gigantescas de gases espalhados pelos vastos espaços interestelares. O mistério, aqui, refere-se aos outros 95% da composição cósmica, que dividimos em duas partes: a matéria escura e a energia escura. O nome já diz, "escura" porque não emite luz visível ou qualquer outro tipo de radiação. A matéria escura, em torno das galáxias, contribui cerca de 25% da matéria total. Acreditamos que seja composta por partículas, mas não sabemos de que tipo. Temos candidatos, mas nada que tenha sido comprovado. A energia escura é ainda mais misteriosa: descoberta em 1998, é responsável por acelerar a expansão cósmica, que medidos pela velocidade com que galáxias distantes se afastam mutuamente. Apesar de a energia escura contribuir com os 70% restantes, pouco sabemos da sua composição: talvez a própria energia do "vácuo"-do espaço vazio-ou um campo que permeia todo o espaço, ou uma falha na teoria de Einstein da gravitação. A natureza da matéria e da energia escura são, talvez, os maiores mistérios da física moderna.

A origem da matéria, os 5% dos quais somos feitos, permanece desconhecida. Segundo as leis da física quântica, cada partícula de matéria deveria ser acompanhada de uma de anti-matéria: um elétron, de carga negativa, de um pósitron, de carga positiva; um próton, de um anti-próton etc. Só que não é o que observamos. Existe uma assimetria essencial na natureza, que, em um determinado momento no passado da história cósmica, favoreceu a matéria sobre a antimatéria. Como essa assimetria surgiu? Sem ela não estaríamos aqui.

A natureza dos buracos negros continua a confundir os físicos. Sabemos que são os restos de estrelas grandes, que colapsam sobre si mesmas ao fim de suas "vidas". Segundo a teoria de Einstein, o espaço encurva de tal forma que é criada uma "singularidade", um ponto onde a gravidade é infinitamente forte. Sabemos que isso não deve ser correto, que a teoria quebra antes de chegarmos lá. Mas o que, de fato, ocorre, permanece em aberto. Quando misturamos a física quântica, que descreve o mundo dos átomos, a coisa complica ainda mais: buracos negros evaporam, perdem aos poucos sua energia até eventualmente desaparecerem. Mas se desaparecem, o que ocorre com a singularidade? E qual a relação entre a matéria da estrela e a radiação que é evaporada?

Nem falei da possível existência de vida em outros cantos da galáxia e do cosmo, do Big Bang, ou do multiverso. Mas fica o convite aos futuros cientistas e curiosos: mistérios não faltam e não hão de faltar.

Inscrições para 5º Equinócio Cultural estão abertas

(Fundação Planetário) As inscrições para a quinta edição do Equinócio Cultural estão abertas. Até o dia 7 de outubro, o edital estará disponível no site da Fundação. Os proponentes selecionados que desejarem expressar suas vertentes artísticas, culturais, educacionais terão a oportunidade de mostrar seus talentos utilizando o Planetário da Gávea como palco de apresentação. As atividades ocorrerão entre 20 de outubro e 20 de novembro. Para participar da iniciativa da Fundação Planetário, basta se inscrever gratuitamente preenchendo o formulário no edital e encaminhá-lo via e-mail para fellipe.leite@planetario.rio.rj.gov.br, ou ainda de forma presencial. Poderão participar pessoas físicas e/ou jurídicas.

Iniciado em 2012, o Equinócio Cultural é desenvolvido próximo ao início das estações outono e primavera, em virtude de tal fenômeno astronômico marcar o início dessas estações. Esta iniciativa visa à democratização dos equipamentos públicos permitindo que pessoas físicas e jurídicas usufruam do espaço. O projeto tem a proposta de promover a popularização da ciência por meio de atividades artísticas, além integrar Astronomia, as ciências afins e cultura por meio de atividades científico-culturais como mostras, exposições, oficinas, saraus, recitais, apresentações musicais e de expressão corporal, entre outras.

Durante o período, os selecionados poderão apresentar suas atividades, que serão contempladas pelo público gratuitamente. Essa programação variada pretende proporcionar a vivência das mais diversas expressões humanas por meio da arte, seja ela popular, erudita, contemporânea, entre outras, além de reforçar o compromisso da Fundação Planetário em oferecer uma programação que integre ciência e cultura para todos.

Qual o nosso papel no universo?

Inspirado pelas noites limpas de inverno, que permitem visão especial do céu, em sua coluna de agosto o físico Adilson de Oliveira reflete sobre como o homem tenta descobrir e entender o mundo em que vivemos.


(Ciência Hoje) No inverno normalmente temos céu limpo e com poucas nuvens. Em noites sem Lua, milhares de estrelas se destacam, proporcionando uma bela visão se estivermos em um lugar onde a poluição luminosa não atrapalhe a observação noturna.

Qualquer um que já parou para olhar a Lua, as estrelas e os planetas se indagou sobre como pode existir toda essa beleza tão distante de nós. Qual seria o nosso papel nesse espetáculo? Seríamos apenas espectadores ou protagonistas? Qual o nosso lugar no universo?

Astronomia ao Meio-Dia: do que são feitas as estrelas de nêutrons (SP)


Revista Espaço Científico Livre - nr. 21

A edição 21 da Revista Espaço Científico Livre já está disponível online:

26/08/2014

Concurso de astronomia para estudantes é tema de informativo

Publicação do Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA) destaca a segunda edição do projeto 'Escolha um Objeto Astronômico para ser Observado com o Telescópio Soar'

(JC) A edição de agosto do informativo LNA em Dia destaca a segunda edição do concurso 'Escolha um Objeto Astronômico para ser Observado com o Telescópio Soar'. Estudantes brasileiros do ensino médio e do 6º ao 9º ano do ensino fundamental podem participar, baseando sua proposta no interesse científico e no apelo visual do objeto.

O concurso premia os estudantes brasileiros autores das melhores propostas com uma imagem digital de alta resolução do objeto astronômico indicado, feita com o Telescópio Soar por astrônomos profissionais.

As escolas dos estudantes vencedores receberão a visita de um astrônomo do Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA/MCTI), que é o escritório do projeto no Brasil. Ele vai proferir uma palestra sobre a instituição, o instrumento e o objeto astronômico escolhido.

Além disso, os estudantes do ensino médio vencedores poderão participar de uma visita ao Soar, localizado nas montanhas do Chile, e os estudantes do ensino fundamental vencedores poderão participar de uma visita às instalações do LNA em Itajubá (MG) e do Observatório do Pico dos Dias, em Brazópolis (MG).

O boletim de agosto conta como foi a visita do ganhador da primeira edição, Danilo Oliveira Imparato, ao observatório chileno. Ainda sobre o projeto, noticia o relatório de avaliação sobre o uso do telescópio no semestre passado.

A publicação também traz as novidades sobre o Observatório Gemini, outra iniciativa internacional com participação da unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Uma das matérias aborda os resultados da primeira fase de comissionamento do instrumento Graces. Outra, o trabalho de pesquisadores que revelou uma das melhores e, possivelmente, uma das mais potentes fontes de ondas gravitacionais conhecidas até hoje, segundo o texto. A atividade vulcânica da lua Io, de Júpiter, também faz parte dos conteúdos.

Quanto ao Telescópio Canadá-França-Havaí (CFHT, na sigla em inglês), o LNA em Dia relata como a espectroscopia de alta resolução tem fornecido novas pistas sobre a formação de planetas gigantes.

O número de agosto também relata o começo do uso do novo telescópio do Observatório no Telhado (OnT), do LNA.

Saiba mais
O Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA) é uma das unidades de pesquisa integrantes da estrutura do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI). Ele foi o primeiro Laboratório Nacional implementado no Brasil em 1985 e, desde então, seu modelo tem sido aperfeiçoado. A sede do LNA está localizada na cidade de Itajubá, no sul do estado de Minas Gerais, onde se encontra instalada sua administração central.

450a. Reunião Mensal do CARJ



VENTOS ESTELARES

A próxima palestra do Clube de Astronomia do RJ, terá a presença do professor Adjunto do Observatório do Valongo, Wagner L.F. Marcolino, que aceitou o convite do Clube. Será a sua primeira palestra no CARJ. A seguir o resumo enviado por ele sobre o que será abordado naquela oportunidade.

“Abordaremos o conceito de ventos estelares, procurando modificar a visão que geralmente se tem acerca das estrelas. Mostraremos evidências que o Sol e a grande maioria das estrelas perdem massa continuamente para o espaço, causando grande impacto ao redor. Discutiremos a física envolvida na produção dos ventos. Além disso, mostraremos que sem incluí-los na teoria de evolução estelar não conseguimos explicar vários fenômenos observados (e.g.raios-X, rotação de estrelas massivas nas Nuvens de Magalhães, abundâncias químicas peculiares) e nem mesmo a existência de certos tipos fascinantes de estrelas (e.g.,estrelas Wolf- Rayet).”

Não deixem de participar da reunião. Estaremos aguardando vocês.

O palestrante é professor adjunto do curso de graduação e pós-graduação em Astronomia da UFRJ (Observatório do Valongo). Obteve seu Doutoramento no Observatório Nacional /MCTI, com estágio na Universidade de Pittsburgh(EUA) e no Laboratoire d’ Astrophysique de Marseille (França/Pós-doutorado). Trabalha na área de Astrofísica Estelar, com ênfase em Estrelas Massivas.

DATA: 27 de agosto de 2014 (quarta-feira)
LOCAL: Rua Alcindo Guanabara 24 - 13º andar- Centro
HORA: 20:00 h

Cientistas planejam detectar novas partículas elementares no LHC a partir de 2015

A avaliação foi feita por pesquisadores participantes do “Going on After the LHC8 (GOAL) Workshop”

(Agência Fapesp/JC) A operação do Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (Cern), na Suíça, poderá contribuir, a partir de 2015, para a descoberta de partículas elementares ainda não observadas experimentalmente e testar teorias que ultrapassam o conhecimento da Física atual.

A avaliação foi feita por pesquisadores participantes do “Going on After the LHC8 (GOAL) Workshop”, realizado entre os dias 11 e 15 de agosto no Instituto de Física Teórica (IFT) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em São Paulo.

Promovido pelo ICTP South American Institute for Fundamental Research (ICTP-SAIFR), e apoiado pela FAPESP, o encontro reuniu 25 físicos teóricos, provenientes da Europa, Estados Unidos, Brasil e outros países da América do Sul.

O objetivo do evento foi analisar e discutir os dados obtidos nos experimentos realizados no LHC nos últimos anos, quando o colisor operou com energia de 8 teraelétrons-volt (TeV) – equivalente a 8 trilhões de elétrons-volt.

Os participantes do encontro também estimaram possíveis descobertas que poderão ser feitas a partir de 2015, quando será aumentada a intensidade dos feixes de prótons e a energia no centro de massa do maior acelerador de partículas do mundo para entre 13 e 14 TeV.

“Pretendemos identificar nos experimentos no LHC sinais de uma nova Física, detectando novas partículas elementares e testando hipóteses não previstas pelo Modelo Padrão [teoria construída nos últimos 50 anos que descreve as interações forte, fraca e eletromagnética das partículas fundamentais que constituem toda a matéria], disse Mariano Quirós, pesquisador do Instituto de Física de Altas Energias (Ifae) da Universitat Autònoma de Barcelona (UAB), à Agência FAPESP.

De acordo com Quirós, as predições do Modelo Padrão da física de partículas foram exaustivamente testadas e comprovadas nas últimas décadas por meio de dados experimentais, como os obtidos no próprio LHC.

O bóson de Higgs (partícula subatômica postulada em 1964 pelo físico britânico Peter Higgs), detectado no LHC em julho de 2012, era o último elemento que faltava para validar completamente a teoria.

Apesar do êxito, o Modelo Padrão apresenta deficiências que levam os físicos teóricos e experimentais a considerar a possibilidade da existência de uma nova Física, apontou Quirós.

“O Modelo Padrão prediz muitos fenômenos e partículas, mas não aponta a origem deles e não responde a uma série de questões. Isso faz com que tenhamos um certo pessimismo em relação a essa teoria e nos leva a acreditar que exista uma nova Física”, avaliou.

Novas partículas
Uma das lacunas do Modelo Padrão, de acordo com os físicos, é não prever a existência de partículas como a matéria escura, responsável por cerca de 25% da densidade de energia do Universo.

A teoria também não aponta qual é a massa dos neutrinos – partículas subatômicas sem carga elétrica que interagem com outras apenas por meio da interação gravitacional e da interação fraca – e não leva em conta a gravidade nas interações entre as partículas.

“O Modelo Padrão nos fornece muito mais predições do que parâmetros que podemos seguir para confirmá-las”, afirmou Quirós.

A fim de tentar solucionar esses problemas, alguns físicos teóricos começaram a propor nas últimas quatro décadas novas teorias, como a da Supersimetria.

Proposta no início da década de 1970, a teoria da Supersimetria prevê que para cada bóson (reponsável por transmitir as forças da natureza) existe um férmion (tal como quarks, elétrons e neutrinos) correspondente, com a mesma massa e números quânticos internos, e vice-versa.

Se comprovada a teoria, o número de partículas elementares conhecidas hoje cresceria significativamente, que é o que pode acontecer com a operação do LHC com maior energia a partir de 2015, quando os feixes de prótons do colisor serão acelerados a mais de 99,99999% da velocidade da luz.

“Pode ser que, com a energia de 8 TeV com que o colisor operou nos últimos anos, não tenha sido possível produzir novas partículas previstas pelas teorias supersimétricas”, disse Eduardo Pontón, pesquisador do ICTP-SAIFR e um dos organizadores do evento no IFT.

“O aumento da energia no centro de massa do LHC pode ajudar a encontrar essas novas partículas, que podem ser similares ao bóson de Higgs. Se confirmada a existência dessas partículas, será possível estender o Modelo Padrão”, avaliou Pontón.

De acordo com o pesquisador, o aumento da energia do LHC também possibilitará medir alguns fenômenos com maior precisão e, com isso, inferir a existência de partículas não detectáveis no colisor.

“É possível que existam partículas muito pesadas para serem produzidas diretamente no LHC, mas que tenham efeito indireto nas medidas feitas a partir de 2015”, explicou Pontón.

“Se realizarmos essas medidas com precisão, pode ser que seja possível inferir a existência dessas partículas e isso motivaria a construção de um acelerador com muito mais energia do que o LHC”, disse.

Um grupo de pesquisadores dos Estados Unidos, Europa, Japão e China já discute a possibilidade de construção de um acelerador de partículas similar ao LHC, porém com energia quase 10 vezes maior, de 100 TeV, por exemplo.

Outra possibilidade em discussão é a construção de um colisor diferente do LHC, projetado não para colisões de prótons, mas de elétrons, que, apesar de ter menor energia, permitiria realizar medidas com maior precisão, disse Pontón.

“Essas duas possibilidades estão sendo discutidas, mas ainda não há nada decidido. Esses projetos levariam muito tempo e necessitarão de cooperação internacional para serem realizados”, disse Pontón.

Intensificação do contato
De acordo com Pontón, os 25 físicos teóricos participantes do evento estão entre os pesquisadores mais ativos na área de Física além do Modelo Padrão e muitos deles, como Quirós – que até maio estava no Cern –, vieram pela primeira vez ao Brasil.

Os organizadores aproveitaram a vinda dos estrangeiros ao evento para apresentar o ICTP-SAIFR e as oportunidades de intercâmbio de pesquisadores e estudantes de pós-graduação, além dos programas de visitas científicas e colaborações em pesquisa com o grupo de física das partículas do centro, integrado por Pónton, pelo pesquisador Rogério Rosenfeld, por pós-doutorandos e estudantes de mestrado e doutorado.

“Em média, realizamos dois eventos por mês, entre escolas com duração de duas semanas e eventos científicos menores, como workshops e minicursos. E esse número de eventos está aumentando”, contou Nathan Berkovits, diretor do ICTP-SAIFR.
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Matéria original na Agência Fapesp

Ameaça improvável

(Ulisses Capozzoli - Scientific American Brasil)  Ao que tudo indica, quando não temos problemas, damos um jeito de encontrar algum.

E dessa saga trágica não escapam nem mesmo pesquisadores científicos.

Astrônomos da University of Tennesee, no sul dos Estados Unidos, estão estimando que, em 16 de março de 2880, um bólido cósmico, o 1950 DA, terá uma chance em 300 de se chocar com a Terra.

Essa relação, uma em 300, é altamente temerária em se tratando da probabilidade de choque com um cometa ou asteróide, caso do 1950 DA.

Mas em 2880, ou seja, em 866 anos no futuro?

Pura besteira.

Se o bólido não alterasse sua rota, por efeitos gravitacionais de planetas gigantes como Júpiter, ou por uma inevitável interferência humana, até seria razoável levar em conta essa probabilidade.

Mas, em 866 anos no futuro, trata-se de uma completa impossibilidade.

Prever o estágio da sociedade humana em um período tão longo de tempo, ao menos para os padrões da vida humana (35 gerações), é praticamente impossível, dada a escala de mudanças estimuladas pela ciência e tecnologia.

Ainda assim, em 2880, há muito teremos colonizado os mundos mais favoráveis do Sistema Solar, eventualmente com uso de engenharia planetária, capaz de mudar completamente as condições inóspitas que agora prevalecem em Vênus.

Além da ocupação do Sistema Solar, seguramente teremos enviado um ou mais navios cósmico para mundos em torno de estrelas mais próximas, dotados de condições favoráveis à formação de colônias humanas.

Essas viagens demorarão séculos e gerações inteiras, com vida média talvez em torno de 150 anos, percorrerão o aparente vazio entre as estrelas antes de chegar a um destino onde fundarão, não uma cidade, mas um novo mundo.

Memória de navegadores
É possível que um ou mais desses navios cósmicos homenageiem nomes de barcos como os que compuseram a frota de Colombo em sua primeira viagem à América: o “Santa Maria”, “Pinta”e “Niña”.

Outros talvez farão homenagem a Pedro Nunes e D. João de Castro, os mais notáveis cosmógrafos portugueses do início do século 16, indispensáveis às viagens de descobrimentos empreendidas por Portugal que, ao contrário do que ainda se acredita, nunca teve uma instituição chamada Escola de Sagres.

É possível até mesmo que uma reprodução do que pode ter sido o rosto de Colombo seja colocada na ponte de navegação de um desses navios cósmicos e que, em momentos mais críticos da viagem, a tripulação que não esteja hibernando consulte-o simbolicamente como fez o capitão da nave que interceptou Rama, a cosmonave que parecia disposta a invadir a Terra no desconcertabte romance de Arthur C. Clarke, Encontro com rama.

Em 2880 também teremos estabelecido colônias espaciais, mundos construídos por mãos humanas, orbitando o Sol a distâncias convenientes para se abastecer de energia farta e ambientes apropriados para a continuidade da vida.

Essas cidades terão suas próprias fazendas de alimentos e esses cultivos estarão livres das pragas que hoje castigam os cultivos na Terra e tornam imprevisíveis e dura a vida de verdadeiros fazendeiros e pequenos agricultores.

Por essa época futura, há muito teremos nos apoderado de cometas e asteróides para retirar deles materiais como água e minerais (teremos desenvolvido novos materiais que em nada lembrarão as velhas carcaças de foguetes, aviões ou automóveis que um dia fascinaram os habitantes da Terra, antes que tivessem se lançado no espaço profundo).

Com os avanços em astronáutica, novas fontes de energia (eventualmente com a exploração energética de buracos negros e outras possibilidades, entre elas o completo domínio da fusão que permitirá a construção de pequenos sóis artificiais) a ameaça de um corpo como o 1950 DA colidir com a Terra será visto com humor e tolerância com a visão ingênua dos antigos moradores do que então será conhecido como Planeta-Mãe: a nossa velha e belíssima Terra.

Agora, no entanto, em meio à insegurança econômica, instabilidade emocional provocada por uma mudança vertiginosa no estilo de vida, impotência frente a guerras e conflitos que formam riachos de sangue humano, enxergar ameaças no futuro distante talvez não passe de mera projeção dos horrores do presente.
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E mais:
Chance de um asteroide atingir a Terra em 2880 gera debates (Epoch Times)
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Asteroide que poderia acertar a Terra gira tão rápido de deveria ter se desfeito (Hypescience)

O asteroide (40) Harmonia em 2014!


(Sky and Observers) Em 02 de setembro próximo, o asteroide 40 Harmonia estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.451), quando então sua magnitude chegará a 9.3, portanto já dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste de busca, objetivando sua localização nos próximos dias.

25/08/2014

Netuno e Urano na mesma noite... com binóculos!




(Carlos Adib-REA) Netuno, 20 horas, estrela guia (sigma Aqr, mag 4,8)
Netuno está nas imediações, com mag ~7,7!

Urano (23 horas), estrela guia (Epsilon Psc, mag 4,2)
Urano está por ali, com mag. ~5,7

Astronomia ao Vivo! - HANGOUT de domingo (24/08/14)

Por que estudar os neutrinos?

Ciclo de Colóquios do CBPF recebe Carlos Escobar, professor da Unicamp

(JC) Ciclo de Colóquios do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) recebe no dia 26 de agosto, terça-feira, às 16h o professor da Unicamp Carlos Escobar para a palestra Por que estudar os neutrinos? Será no auditório do 6º andar na sede do CBPF, na Rua Dr. Xavier Sigaud, 150, Urca, no Rio de Janeiro.

Desde 1998 sabemos que os neutrinos possuem massa, uma descoberta que, sem muito alarido, causou um profundo impacto não apenas na física de partículas, mas também na cosmologia e até mesmo na física da matéria condensada. Neste colóquio apresentamos alguns dos desafios introduzidos por esta descoberta e os esforços que estão sendo feitos numa escala mundial para enfrentá-los através de um programa experimental diversificado que vai desde tentativas de medida direta da massa dos neutrinos em laboratórios terrestres até observações cosmológicas. Na parte final do colóquio apresentamos o conceito da LBNF (Long Baseline Neutrino Facility), uma linha de feixe de neutrinos, criados por um feixe intenso de prótons com potência superior a 1MW, dirigida a um laboratório subterrâneo distante alguns milhares de quilômetros do ponto de produção.

Carlos Escobar possui graduação em Física pela Universidade de São Paulo (1971), mestrado em Física pelo Instituto de Fisica Teorica (1974) e doutorado em Física – University of Cambridge (1978). Atualmente é professor titular da Universidade Estadual de Campinas. Tem atuado na área de Física de Altas Energias, experimental e teórica e, recentemente, tem trabalhado em problemas de informação quântica. Trabalha no projeto Observatório Pierre Auger, de investigação dos Raios Cósmicos de Altíssimas Energias desde sua concepção em 1995 e desde 1984 faz partes de colaborações internacionais atuando em experimentos de alvo fixo no Fermi National Laboratory (Fermilab) nos EUA.

A programação do Ciclo de Colóquios do CBPF é semanal, aberta e franqueada ao público.

http://portal1.cbpf.br/coloquio/por-que-estudar-os-neutrinos-carlos-escobar/1349

Ex-aluna da UEMS constrói foguete e participa de evento de astronomia no Rio de Janeiro

A professora irá participar da mostra com mais quatro alunas e um colega professor




(Correio do Estado) Ex-aluna do curso de licenciatura em Física da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), e professora, Marilaine dos Santos Souza, foi selecionada com quatro alunas e um colega professor, para participar da VIII Mostra Brasileira de Foguetes (VIII MOBFOG), que integra a Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA).

Formada no ano passado, ela se dedicou a ensinar aos alunos sobre astronomia e instruiu as estudantes Bruna Magalhães, Bruna Ortega, Francisca Jilianny, Gabriela Faccin, com a cooperação do professor Kleberson Salina, no projeto de construção de um foguete.

O foguete foi lançado no Parque Antenor Martins em Dourados e atingiu mais de 100 metros, requisito que os credenciou a participar do evento da OBA no Rio de Janeiro, em outubro.

“É difícil encontrar uma escola que ensine astronomia, mas como eu já tinha os conhecimentos adquiridos durante a graduação na UEMS, foi mais fácil aplicar com a turma”, contou Marilaine.

A professora de Física também foi selecionada para compor a equipe brasileira que irá visitar o maior acelerador de partículas do mundo em Genebra. “Participo de eventos em Lisboa e Genebra de 21 a 31 de agosto. É um sonho para uma professora recém formada e um incentivo para continuar ensinando astronomia e fazendo divulgações científicas”, ressaltou.

Marilaine participou do 1º Congresso e Simpósio Nacional de Ensino da Astronomia, no Rio de Janeiro, além de viajar por Mato Grosso do Sul com o projeto do Planetário Itinerante da UEMS.

De acordo com o pró-reitor de Extensão, Cultura e Ações Comunitárias, Edmilson de Souza, desde 2004 com a criação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, como forma de incentivar os estudantes a gostarem mais da área, a UEMS também começou a desenvolver projetos.

“Investimos por meio do projeto do Planetário, trabalhando com exposições para alcançar crianças da educação fundamental, a motivá-las para que num futuro próximo venham a fazer a mesma coisa em MS, e se dediquem à carreira de Ciência e Engenharia, que são áreas carentes de profissionais”, ressaltou o pró-reitor.
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Matéria similar no CapitalNews

UFRN fará parceria com observatório europeu

(Tribuna do Norte) A reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Ângela Paiva Cruz e o ministro da Ciência, Tecnologia e Informação (MCTI), Clélio Campolina, participaram de uma reunião para definir a instalação de um laboratório da instituição potiguar no principal observatório astronômico do mundo, o European Southern Observatory (ESO), em construção no deserto do Atacama, no Chile. Se aprovado o investimento no projeto, os pesquisadores da instituição poderão ter acesso não apenas ao espaço, mas também aos dados coletados por pesquisadores de várias partes do planeta.

Em entrevista à TRIBUNA DO NORTE por telefone, a reitora explicou que o encontro serviu para apresentar o projeto de instalação do laboratório em solo chileno. “Esse observatório é desenvolvido por meio de uma parceria entre 14 países da Europa, além do Brasil. É nesse ponto que entra a UFRN, com as pesquisas que desenvolve na área da astrofísica e da astronomia. Nosso objetivo é instalar um laboratório onde pesquisadores da instituição possam ter acesso aos dados coletados e desenvolvam os projetos tocados pela universidade”, explicou Ângela.

O observatório que está sendo construído no Chile será o maior do mundo, com custo estimado em 1 bilhão de euros. Os recursos para a construção de laboratório da UFRN passam pelo crivo do Ministério do Planejamento, que de acordo com a reitora, também se mostrou favorável a implementação do projeto. “Tivemos uma boa contrapartida por parte tanto do MCTI quando do Ministério do Planejamento. A reunião desta quarta-feira serviu também para pudéssemos esclarecer como a verba pública seria investida e a importância que isso tem para as pesquisas em astronomia no Brasil”, disse a reitora.

O projeto será coordenado pelo professor José Renan Medeiros, que já trabalha desde 2011 com os pesquisadores do ESO. Ângela reforçou que o projeto é importante não só para a UFRN, mas para várias outras pesquisas no mundo. “Esse observatório tem grande relevância, pois vai beneficiar pesquisas em todo o planeta. Será um espaço multiusuário, onde pesquisadores do mundo inteiro poderão se beneficiar pela troca dos dados coletados. Com a instalação do laboratório, as pesquisas desenvolvidas pela UFRN na área de Astronomia, que já são importantes, serão elevadas para um outro patamar”, contou a reitora. Uma nova reunião entre as partes será marcada para definir o investimento pelo Ministério do Planejamento.

Observando o céu: 24 a 30/08/2014

X Semana de Física da UESC


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1o. Encontro de Astro e Paleobiologia (SP)


A ocultação de Saturno pela Lua em 31 de agosto 2014!



(Sky and Observers) Em 31 de agosto próximo, a Lua + 33% iluminada e com uma elongação de 70°, ocultará o planeta Saturno com a magnitude de 0.6 (Figura 1). Proporcionando um belo espetáculo aos observadores munidos com pequenos instrumentos óticos como: lunetas e telescópios, esse evento poderá ser observado numa grande extensão do continente africano e quase toda porção do continente americano.