24/10/2014

Jornada de Foguetes aproxima jovens das ciências espaciais

Com o olhar para o futuro, evento chega à 6ª edição com a presença de Marcos Pontes, primeiro astronauta brasileiro

(JC) Você sabia que um foguete de garrafa pet pode voar quase 300 metros de distância? Caso duvide, a VI Jornada de Foguetes, organizada pela VIII Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG), mostrará que é possível. Além de estimular o aprendizado dos jovens, ao colocarem a teoria em prática, o evento, que será realizado na cidade de Barra do Piraí, no Rio de Janeiro, entre os dias 27 de outubro e 2 de novembro, ainda contará com a presença de Marcos Pontes, o primeiro astronauta brasileiro.

Foram inscritos 600 estudantes e professores. Esse ano, os vencedores receberão não só o material didático como também um troféu no formato do foguete brasileiro VSB-30. Nos anos anteriores, foram as réplicas do VLS (Veículo Lançador de Satélites) e do foguete Sonda III.

Os grupos foram selecionados a partir da VIII MOBFOG. A edição de 2014 recebeu mais de 60 mil alunos, quase 10 mil a mais do que no ano passado.

Durante a jornada, os jovens vão apresentar os seus foguetes de garrafa pet e suas bases de lançamento. Os protótipos serão movidos a combustível líquido composto de vinagre e bicarbonato de sódio (que pode ser encontrado no fermento em pó). Além dos lançamentos, o programa ainda vai promover palestras de astrônomos e especialistas em astronomia e astronáutica.

Os vencedores serão aqueles que lançarem mais longe os foguetes. Além disso, haverá prêmios para as seis melhores apresentações. O júri, para essa avaliação, será composto pelos professores de todas as equipes presentes. Serão analisados pela banca examinadora os seguintes pontos: acabamento e originalidade do foguete; acabamento e originalidade da base; segurança e apresentação da equipe participante. Os participantes também concorrem a 35 bolsas de iniciação científica júnior, oferecidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A MOBFOG
Realizada pela Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), a inciativa é aberta aos alunos de escolas públicas e particulares do ensino fundamental e médio. A finalidade é avaliar a capacidade dos jovens de construir e lançar, o mais longe possível, foguetes feitos de garrafa pet ou de canudo de refrigerante, conforme o nível do aluno.

Somente os participantes do nível 4 (projetos de foguetes de garrafa pet movido a vinagre e bicarbonato de sódio) são convidados para a Jornada. Além da distância dos protótipos, os trabalhos também são avaliados por meio dos relatórios enviados pelos estudantes e professores à coordenação da Mostra. Caso a escola esteja dentro das regras e atinja o objetivo, é convidada para participar da Jornada de Foguetes.

A iniciativa terá como apoiadores a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), da Agência Espacial Brasileira (AEB), a Fundação Marcos Pontes, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Os lançamentos
Os foguetes serão lançados numa pista de pouso, de pequenos aviões, de um hotel-fazenda no interior do Rio de Janeiro. Para a execução da prova, o protótipo deve ser fixado na base, que é fincada no chão. Em inclinação de 45º, será apontado numa direção livre de pessoas, árvores altas, fios elétricos, móveis, estabelecimentos ou residências, mantendo todos afastados num diâmetro de 10 metros.

Antes do lançamento, o grupo deverá promover contagem regressiva. Depois, o gatilho, que pode ser usado em forma de barbante, é puxado secamente. Nesse momento, o foguete sai da base violentamente num movimento parabólico, atingindo entre 100 e 200 metros ou até mais, dependendo, claro, da aerodinâmica dada ao foguete e da optimização das quantidades de vinagre e bicarbonato de sódio.

Para o combustível é usada a força de empuxo gerada a partir do gás produzido pela mistura química de vinagre com bicarbonato de sódio (fermento em pó). Os vencedores são definidos a partir da combinação ideal entre o volume destas substâncias, a quantidade e o tamanho das aletas, o ângulo de lançamento, a direção do vento e o tamanho e o peso do foguete, além, é claro, do alcance obtido.

Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA)
Site: http://www.oba.org.br

Para Richard Dawkins vida extraterrestre pode ser baseada em robótica

Segundo ele, inteligência pode ser o único aspecto em comum entre humanos e alienígenas


(O Globo) São muitas as tentativas humanas de imaginar como seria a vida extraterrestre. Para o biólogo evolucionista Richard Dawkins, uma vez encontrada, ela seria a mais completa surpresa, com aspectos como o desenvolvimento da robótica.

Em depoimento gravado para um programa da rede britânica BBC, Dawkins afirma que é seguro supor que uma vez encontrada, a vida extraterrestre será inteligente. Isso por conta das enormes distâncias entre a Terra e outros planetas.

Mas, por outro lado, ele afirma que este pode ser o único aspecto em comum com os humanos. Segundo o biólogo, a vida em nosso planeta é estabelecida à base de carbono, mas não está totalmente fora de questão que haja vida baseada em silício - robótica, em outras palavras.

Dawkins lembra que seres alienígenas pode ser nada parecidos com os humanos. Por isso, um encontro com extraterrestres provavelmente irá transformar a nossa compreensão de nós mesmos, bem como do universo que habitamos.

MAST ensina química de forma divertida

Neste sábado, no Cozinhando com a química, a criançada vai aprender a fazer Jujuba! E entender como a química está presente no dia a dia. Tem também visitas orientadas pelo Museu e Observação do Céu! A entrada é gratuita!


Neste sábado, 25 de outubro, o Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST) vai desvendar os mistérios científicos e culinários da balinha que a criançada mais adora: a jujuba! No Cozinhando com a Química deste mês, você aprende a preparar essa deliciosa receita e ainda fica sabendo como a química está presente em nosso dia a dia. E ainda pode aproveitar o momento para conhecer o campus do Museu e observar as estrelas no céu! A entrada é gratuita!

Às 16h, na atividade Cozinhando com a Química, o público irá conhecer as propriedades de diferentes ingredientes e as transformações que os mesmos sofrem durante o preparo e consumo da jujuba, desde interações nanoscópicas entre as suas moléculas, até os seus efeitos no nosso organismo. Os visitantes vão colocar a “mão na massa” e aprender ciência de forma lúdica e divertida!

Haverá visita orientada pelo Museu, às 15h e 17h. Nela, os mediadores apresentam, aos visitantes, o sistema solar em escala, as exposições do MAST espalhadas pelo campus e o conjunto arquitetônico construído para sediar o Observatório Nacional. Destacam-se o prédio sede, que abriga a coleção de instrumentos científicos, e os pavilhões com as centenárias lunetas.

E a diversão continua no Programa de Observação do Céu que acontece a partir das 18h30, com a exibição de um vídeo sobre astronomia e ciências afins e, logo depois, a apresentação da palestra O Céu do Mês. Às 19h30, os visitantes são convidados a observar o céu a olho nu ou utilizando a centenária Luneta Equatorial de 21 cm e um telescópio refletor 8 polegadas de abertura. Conduzida por um astrônomo ou mediador capacitado, a observação do céu é uma atividade de divulgação científica promovida no MAST, desde 1985.

Neste domingo, dia 26 de outubro, o MAST não estará aberto ao público em função da realização do 2º turno das eleições.

Serviço
Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST)
Rua General Bruce, 586
Bairro Imperial de São Cristóvão - Rio de Janeiro
(21) 3514-5200
www.mast.br

Sábado, 25 de outubro

Visita orientada
15h | 17h
Público alvo: adultos, jovens e crianças
Local: área externa e prédio sede
Número de participantes: 40

Cozinhando com a química
Receita: Jujuba caseira
16h
Local: Sala de atividades do Prédio Sede
Público alvo: adultos, jovens e crianças
Número de participantes: 25
Responsável: Isabel Gomes, bióloga, mestre em Museologia e bolsista da Coordenação de Educação em Ciências do MAST (CED).

Céu do mês
18h30

Observação do céu
19h30 às 21h
Público alvo: adultos, jovens e crianças
Local: auditório do prédio sede e área externa

Tema da SNCT 2015 remete ao Ano Internacional da Luz

A temática “Luz, ciência e vida” para a 12ª edição da SNCT se baseia no tema decretado para o ano pela Organização das Nações Unidas

(JC) A escolha do tema “Luz, ciência e vida” para próxima edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) se baseia em decisão da Assembleia Geral das Nações Unidas, que proclamou 2015 como o Ano Internacional da Luz, com objetivo de celebrar a luz como matéria da ciência e do desenvolvimento tecnológico. A escolha foi anunciada pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina Diniz, na abertura da edição de 2014 em Brasília.

A definição para a 12a SNCT se deu em parceria da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis) do MCTI com as associações científicas lideradas pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Segundo o diretor de Popularização e Difusão de Ciência do MCTI, Douglas Falcão, esse alinhamento com o tema eleito pelas Nações Unidas promoverá uma maior estruturação, organização e inserção das instituições brasileiras nas comemorações do ano comemorativo.

Para estimular as ações nessa área do conhecimento em todo o Brasil , a Secis, o Instituto TIM e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI) estão organizando um edital de R$ 2,5 milhões. “Temos a certeza de que as instituições brasileiras irão explorar o tema “Luz, ciência e vida” de forma muito criativa e teremos uma das mais ricas edições da SNCT em 2015″, ressalta Falcão, que é coordenador nacional do evento.

Ligação com a vida e a humanidade
O diretor lembra que a luz está ligada de forma visceral à vida na Terra e ao caminho da humanidade. Em termos tecnológicos, avalia, será para o século 21 o que a eletrônica foi para o anterior. O prêmio Nobel de física deste ano, ressalta, foi dividido entre três cientistas que desenvolveram o LED azul, fonte de luz mais eficiente, ecologicamente correta.

Douglas Falcão destaca que foi apenas com o advento da fibra óptica que a jovem internet passou a nos conectar transmitindo grandes quantidades de dados em alta velocidade. “Também é fácil entender a luz como fonte de energia que vem do Sol e que permite a vida na Terra em toda a sua variabilidade. O ciclo de claro e escuro e a sua duração influencia o clima, a agricultura e o comportamento humano”, pontua.

Ele observa que também se pode pensar a luz como inspiradora e ferramenta para a arte ou ainda como porta para o tempo passado do universo, e que, se nas grandes cidades o excesso a iluminação polui o céu, ainda existem muitos lugares no mundo onde a escuridão da noite é quebrada apenas pelas luzes das lamparinas a querosene, que comprometem a saúde de quem elas iluminam. Para a inserção social das pessoas com deficiência visual, a tecnologia assistiva está criando muitas oportunidades de inclusão, acrescenta.

“Não é difícil imaginar muitas outras conexões entre a luz e a humanidade, seja na dimensão tecnológica, social ou ambiental. Por esse motivo, este tema pode desempenhar um papel estratégico na educação. Sua transversalidade não respeita fronteiras disciplinares, culturais, geográficas ou temporais”, conclui.

Efemérides astronômicas: de 21 a 31 de outubro de 2014


(O Guardador de Estrelas) O último terço de outubro começou durante uma bela chuva de meteoros, com radiante na constelação de Orion. Há dias atrás pude acompanhar, durante observações do céu com diferentes grupos de estudantes, uma crescente incidência de meteoros, que culminou na noite de 21 e durante a madrugada de 22. O fenômeno pode ser melhor observado em regiões livres de poluição luminosa, afastadas dos grandes centros urbanos. Meteoros ainda serão visíveis na noite de 22 e 23, especialmente a partir das 22 horas, mas sua incidência diminuirá ao longo dos próximos dias.

As chuvas de meteoros previstas nas efemérides astronômicas, normalmente estão relacionadas à passagem de cometas cuja órbita é conhecida. Quando a órbita da Terra passa próxima à órbita do cometa, nosso planeta atrai gravitacionalmente os fragmentos deixados pela passagem do cometa, e estes fragmentos entram na atmosfera da Terra em alta velocidade, se desintegrando e causando meteoros, conhecidos popularmente como estrelas fugazes, ou cadentes. Esta chuva que está acontecendo é chamada de Orinídeas, e tem a ver com o rastro deixado pelo cometa Halley. Se você ver algum meteoro por aí, faça um pedido ;)

O nosso bom e velho Sol segue seu curso aparente pela constelação da Virgem, onde se mantém até dia 31 de outubro, quando passa aos limites oficiais da constelação da Balança, segundo convenção da União Astronômica Internacional.

Observatório constata mancha solar que pode danificar telecomunicações

Sinal deve continuar visível em Piracicaba (SP) até o final de outubro Fenômeno é comum, diz órgão nacional; tamanho define interferências.


(G1) Uma mancha vista no Sol nesta quinta-feira (23) pode causar interferências nos sistemas de telecomunicações e afetar pesquisas científicas. Segundo o astrônomo Nelson Travnik, do Observatório Astronômico de Piracicaba (SP), o fenômeno é cíclico, acontece em períodos de 11 anos. Sinais semelhantes foram vistos pela última vez em 2003, disse A mancha solar poderá ser observada até o final deste mês.

"Essas manchas estão associadas às explosões que acontecem no Sol, algumas delas provocam, dependendo da intensidade da radiação, o que conhecemos por aurora boreal, aquele efeito de luzes coloridas no céu", explica. "Quanto aos prejuízos, se as radiações solares, resultantes das explosões estiverem na direção do planeta Terra, elas podem ser nocivas à transmissão de informações por aparelhos eletrônicos e à radiocomunicação como um todo", afirmou Travnik.

Para Claudio Bastos Pereira, da coordenação astronômica do Observatório Nacional (ON), órgão vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), manchas no Sol "aparecem todos os dias". No entanto, ele também afirma que dependendo da intensidade das atividades solares os efeitos podem ser sentidos na Terra. "Quanto maiores as protuberâncias geradas e as quantidades de partículas lançadas no espaço, maiores as chances de ocorrerem interferências. Até aparelhos eletrônicos comuns podem sofrer algum problema", disse.

De acordo com estimativa do Observatório Astronômico de Piracicaba, a mancha tem aproximadamente 381 mil quilômetros de extensão. "Ela é gigantesca. É 250 vezes maior que o diâmetro da Terra", afirmou Travnik. Segundo ele, o tamanho da mancha pode ser comparado à distância entre a Lua e a Terra, cerca de 384 mil quilômetros.

Natureza
Travnik explica que o surgimento de manchas pode ser observado também por meio de sinais na natureza. Um exemplo disso é que a atividade solar, quando atinge seu grau máximo, fica "registrada" nos anéis dos troncos de árvores centenárias, que marcam todos os picos de ação do sol durante os ciclos de vida.

Ele reitera que o sol passa, neste momento, por um período de grande produção de radiação. "E mesmo neste período de grande atividade, não é comum se ter uma mancha de tamanha proporção como essa".

Horário especial
Por causa do horário de verão, o Observatório Astronômico de Piracicaba passa a receber visitas da população em horário especial aos sábados, das 17h às 22h. A entrada é gratuita. Não é necessário agendamento. Visitantes podem observar os astros, ao vivo, além de participar de sessões de vídeo e exposição de fotos sobre o “Telescópio, o grande Olho da Humanidade”. O Observatório fica no km 3 da Rodovia Fausto Santomauro (SP-127) que liga Piracicaba a Rio Claro.


Moradores do Jardim Inamar pedem reabertura de Observatório


(Diário do Grande ABC) Moradores do Jardim Inamar querem que o Observatório Astronômico de Diadema, localizado no bairro, volte a funcionar. Fechado desde 2012, o espaço, que incentiva a observação das estrelas e planetas, precisaria de reforma.

Entre os líderes do movimento para a reabertura estão os irmãos Bruno, 27 anos, e Victor Rondon, 17, que, mesmo com o fechamento do prédio, desenvolvem atividades relacionadas à astronomia.

Atualmente o edifício dispõe de um telescópio grande e algumas miniaturas de espaçonaves que pertencem à Sociedade de Astronomia e Astrofísica de Diadema. Para Victor, a reforma é o de menos. “Não estamos pedindo nenhuma verba. Já chegamos até a conversar com a Prefeitura sobre o assunto. Só gostaríamos que o local fosse reaberto e nós mesmos faríamos um monitoramento voluntário.”

Bruno afirmou que já chegou a elaborar projeto e entregar ao Executivo. “No documento nos comprometíamos a fazer a reforma, que é somente uma pintura nas partes enferrujadas e o conserto de uma infiltração no teto. Além disso, teríamos monitores capacitados para visitas de escolas durante a semana e moradores aos sábados e domingos”, destacou.

Questionada pelo Diário, a Prefeitura informou que a Secretaria de Educação é a responsável pelo Observatório Astronômico de Diadema. No entanto, o foco no momento é investir em melhorias das escolas municipais e, por esse motivo, não há previsão para a reforma do local.

EVENTO
Para encerrar as atividades da Semana da Ciência e Tecnologia, os irmãos Rondon realizaram um evento com o apoio do coordenador do Planetário de São Bernardo, Milton Barros, na sexta-feira. A ideia era fazer uma noite de observação, mas não foi possível por causa da nebulosidade.

Foi montado um planetário móvel onde as crianças e adolescentes puderam observar as constelações e fazer uma viagem aos planetas sem sair da Terra. O copiloto e morador do bairro Hudson Santiago, 28, trouxe a filha Luiza, 4. “Vinha ao planetário quando tinha 10 anos e fez parte da minha formação, de quem sou hoje. Trouxe minha filha aqui para que ela sentisse um pouco dessa experiência.”

Estudantes com até 21 anos podem se inscrever em prêmio de Física

A premiação é promovida pelo Instituto de Física Teórica da Unesp

(JC) O Instituto de Física Teórica (IFT) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e o ICTP South American Institute for Fundamental Research (ICTP-SAIFR) promovem, no dia 1º de novembro, o 2014 Prêmio IFT-ICTP-SAIFR para Jovens Físicos.

Voltado a estudantes com até 21 anos, o prêmio – que ocorre anualmente – oferece este ano R$ 1.000,00 ao primeiro colocado de uma prova escrita, com três horas de duração. Fazem parte da prova matérias do curso de graduação em Física, como Mecânica Clássica, Mecânica Quântica e Eletromagnetismo.

Os outros quatro primeiros colocados também receberão prêmios em dinheiro, de R$ 200,00 a R$ 800,00, conforme a colocação.

Durante a prova não será permitido o uso de notas, livros, computador e calculadora.

As inscrições podem ser feitas até o dia 25 de outubro pelo site http://ictp-saifr.org/sis/premiojovensstep0.php.

A prova será aplicada às 14h, na capital paulista, no prédio do IFT, que fica na Rua Dr. Bento Teobaldo Ferraz, 271, na Barra Funda. Mais informações em http://www.ictp-saifr.org/?page_id=3246

Revista Espaço Científico Livre - nr. 22

23/10/2014

Presença de brasileiros no Kennedy Space Center Visitor (EUA) deve crescer 20% em 2014


(Hotelier News) Instalado no Estado norte-americano da Flórida, o Kennedy Space Center Visitor Complex é a plataforma de visitantes do Centro Espacial Kennedy da NASA. Com diversas atrações que remetem diretamente ao universo espacial, o local é visitado por pessoas de todas as idades que apreciam o tema. Durante uma coletiva realizada hoje (21) com a equipe do complexo, Victor Manjarres, presidente da TM Latin America, deu ênfase ao aumento significativo de brasileiros nas dependências do complexo durante este ano.

"Ainda em outubro foram registrados 55 mil visitantes do Brasil, vamos fechar o ano com 70 mil visitantes brasileiros", detalhou Manjarres. No ano passado este número ficou em torno de 50 e 60 mil.

Durante o evento, Mônica Perez, Executiva de Contas da TM Latin America, apresentou algumas das atrações do complexo, que dispõe de simuladores, Galeria do Telescópio Espacial de Hubble, acampamentos para jovens, encontro com astronautas entre outras opções de entretenimento.

Além disso, Manjarres também apresentou aos profissionais do turismo as atrações encontradas em Space Coast, na Flórida. Atualmente, a região possui uma oferta hoteleira com cerca de 10 mil quartos divididos em hotéis, motéis, casas de condomínio, entre outras, e mais de 1,4 mil restaurantes. Outro destaque de Space Coast é a variedade de opções de cruzeiros, de onde embarcam mais de quatro milhões de passageiros todos os anos.

Ao final, o astronauta Marco Pontes contou um pouco da sua carreira profissional e as experiências que teve no espaço. Além disso, enfatizou a importância do Kennedy Center para incentivar jovens a estudarem para se tornarem aquilo que desejam.

Videocast "Céu da Semana" - 19 a 25 de outubro de 2014





Universidade Federal do Oeste realiza Semana de Física


(A Tarde) Com inscrições gratuitas começa nesta quarta-feira, 22, à noite, em Barreiras, a 858 km de Salvador, a primeira Semana de Física (Semafis) da Universidade Federal do Oeste Baiano (Ufob) tem a meta de atrair principalmente estudantes secundaristas para a formação de novos professores desta disciplina.

De acordo com dados do último relatório da Sociedade Brasileira de Física (SBF), realizado em 2012, no Brasil existem cerca de 10 mil físicos, no entanto, apenas 26% deste total se dedica ao ensino.

Embora não tenha números sobre o tamanho da carência destes profissionais em sala de aula, a SBF confirma que ainda é grande a falta de professores nesta área. Para atrair novos estudantes de Física, o evento, que termina na sexta-feira, 24, conta com minicursos e palestras que visam desmistificar tabus em relação à matéria.

Uma das apostas dos organizadores é o Planetário Itinerante do Observatório Astronômico Antares, da Universidade Estadual de Feira de Santana. Também o Caminhão da Ciência, com experimentos desenvolvidos nos laboratórios de Física da Ufob, visa seduzir os participantes para os encantos da Física.

Nasa divulga no SoundCloud áudios como 'Houston, we've had a problem'

Em domínio público, arquivos no serviço de streaming podem ser baixados. Nasa recomenda que sons virem toque de celular ou aviso no computador.




(G1) A Agência Espacial Americana (Nasa) criou uma conta no serviço de música por streaming SoundCloud para publicar áudios famosos de astronautas em missões fora da Terra (Veja a página aqui).

Lançada na semana passada, a reunião de 62 áudios é descrita pela agência como uma “coleção da Nasa de sons de voos históricos ao espaço e de missões em andamento”. Inclui por exemplo o comunicado do astronauta Jack Swigert, da Apollo 13: “Houston, we’ve had a problem” (Houston, tivemos um problema) (Ouça aqui o áudio).

Ao criar o canal no SoundCloud, a Nasa permite que os usuários baixem as trilhas sonoras e as utilizem como quiserem, já que os arquivos publicados na ferramenta automaticamente entram em domínio público, assim como o conteúdo da agência.

A própria Nasa dá sugestões do que fazer. “Você pode ouvir o rugido do lançamento de um ônibus espacial ou a frase ‘Um pequeno passo para um homem, um gigante salto para a humanidade’, de Neil Armstrong, todas as vezes que você pegar o seu celular se você fazer dos nossos sons os seus toques de ligação”, propõe a organização (Ouça aqui o áudio).

“Ou você pode ouvir as memoráveis palavras ‘Houston, we’ve had a problem’ toda vez que você cometer um erro no computador”, brinca a Nasa. Segundo Jason Towsend, diretor de redes sociais da Nasa, afirmou ao site “The Verge”, o áudio mais popular até agora é o da construção do próximo foguete que irá ao espaço.

Bastante usado por produtores musicais, o SoundCloud é um dos parceiros do Twitter na iniciativa de permitir que os tuiteiros ouçam música sem precisar deixar o microblog.
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América do Norte verá eclipse parcial do Sol nesta quinta-feira

Especialistas recomendam uso de equipamento para proteção dos olhos. Fenômeno será mais visível em locais como Los Angeles e Seattle.




(France Presse/G1) Um eclipse parcial do Sol estará visível em grande parte da América do Norte nesta quinta-feira (23), mas especialistas recomendaram aos observadores que utilizem equipamento adequado para evitar danos aos olhos.

O eclipse ficará visível quando a Lua passar em frente ao Sol, encobrindo apenas metade de sua luz brilhante, ao final da tarde de 23 de outubro.

Os moradores de Nova York e do resto da região nordeste dos Estados Unidos provavelmente não poderão acompanhar o fenômeno porque o Sol estará se pondo ao mesmo tempo em que a Lua se posicionar. Eles poderão ter uma visão muito sutil do eclipse no pôr-do-sol.

Mas os residentes de Los Angeles poderão ver 45% do diâmetro do Sol encobertos às 15h38 locais (20h38 de Brasília).

Em Seattle, quase dois terços do Sol deverão ficar encobertos às 20h de Brasília e o eclipse esconderá apenas a metade do Sol para os observadores de Denver e de Chicago.

As pessoas que quiserem observar o fenômeno são aconselhadas a usar filtros solares especiais feitos de polímero negro ao invés de óculos de sol.

"O Sol é tão brilhante que mesmo usando óculos escuros comuns é possível sofrer danos oculares se você olhar diretamente para ele", disse Jay Pasachoff, professor do Williams College, em Massachusetts, e diretor do Grupo de Trabalho sobre Eclipses da União Astronômica Internacional.

Outra opção para aqueles que queiram olhar diretamente para o Sol é fazê-lo usando óculos de soldador de números 12, 13 ou 14.

Aqueles que não tiverem acesso a estes dispositivos, poderão observar o eclipse com segurança fazendo um buraco de meio centímetro em um pedaço de cartolina. De costas para o Sol, poderão usar buraco para projetar sua imagem em uma parede ou muro.

Em agosto do ano que vem os residentes dos Estados Unidos poderão contemplar um eclipse total do Sol.
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Planetário de Brasília recebe 80 mil visitantes em dez meses

Maior parte é estudante, diz GDF; espaço foi reaberto em dezembro. Marca foi atingida durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia.




(G1) O Planetário de Brasília superou ao longo desta semana o número de 80 mil visitantes, considerando o número de pessoas que passou pelo local desde a reabertura, em dezembro de 2013. De acordo com o governo do Distrito Federal, a maior parte do público é de alunos de escolas públicas e particulares.

A marca foi atingida durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que acontece até este domingo (19) no pavilhão de exposições do Parque da Cidade. Segundo o secretário da Casa Civil, Swedenberger Barbosa, o planetário é um dos projetos mais importantes e interessantes do GDF, pois permite a integração da população com equipamentos públicos.

“Mais de 80 mil pessoas, a grande maioria crianças, tiveram a oportunidade de conhecer o seu planeta, o sistema solar, de ter explicações de como é que essas imagens (captadas por telescópios, observatórios e satélites) chegam de maneira tão fantástica para o domínio e conhecimento de cada um de nós”, disse.

No final de setembro, o espaço tinha recebido 73 mil visitantes. No levantamento dos últimos 18 dias, constatou-se que o público manteve uma média de visitação de 400 pessoas por dia.

Reforma
O Planetário de Brasília, que ficou fechado por 16 anos e completará 40 anos em 2014, foi reaberto em 11 de dezembro do ano passado. A reforma custou R$ 13,4 milhões. O espaço funciona entre terça-feira e domingo.

As obras de infraestrutura receberam R$ 10 milhões, outros R$ 3,4 milhões foram destinados à recuperação do antigo projetor, à aquisição de oito aparelhos digitais de alta tecnologia produzidos na Alemanha, à compra de poltronas e a adequações técnicas.

A nova estrutura oferece sala de projeção, com capacidade para 82 pessoas e cúpula para exibição das imagens, uma sala digital equipada com computadores com acesso a internet, e mobiliário adaptado, como cadeiras inclinadas para proporcionar a visualização adequada das projeções, além de três salas para reuniões, exposições e área de alimentação.
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Secretário anuncia recursos para projetos de divulgação da ciência em 2015

'Pela primeira vez temos parceria com uma empresa privada para criar edital da divulgação', afirmou Oswaldo Duarte



(Agência Brasil/iG) O secretário de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social, Oswaldo Duarte, anunciou neste domingo (19) no encerramento da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia o lançamento de um edital para projetos de incentivo à divulgação da ciência no próximo ano.

"Pela primeira vez, temos parceria com uma empresa privada, o Instituto Tim, para fazer um edital da divulgação da ciência", afirmou ele.

Segundo Duarte, foi o Instituto Tim, que construiu esse edital, com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

O edital, com valor de R$ 2,5 milhões, é voltado para a divulgação de projetos sobre o tema "luz". No próximo ano, a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia terá como tema Luz, ciência e vida.

De acordo com o diretor do Departamento de Popularização e Divulgação de Ciência e Tecnologia do ministério, Douglas Falcão, o objetivo desse edital é incentivar atividades para crianças na faixa de 4 a 10 anos.

"Temos visto que boa parte das ações, hoje, é dirigida para crianças a partir dos 10 anos, embora saibamos que o contato com a ciência e a tecnologia deve ser o mais precoce possível", disse.

A expectativa de Falcão é que o edital seja lançado ainda neste ano. Ele lembrou que já foram divulgados editais que tinham o objetivo de apoiar feiras e olimpíadas do conhecimento em todo o país.

Sobre o evento encerrado hoje em Brasília, Oswaldo Duarte destacou que esta foi a semana cuja área foi a maior já montada na capital: cerca de 33 mil metros quadrado por onde circularam aproximadamente 15 mil pessoas por dia.

"Uma frequência forte de estudantes de escolas públicas, privadas e, particularmente no final de semana, de famílias". Só em Brasília foram realizadas 1.344 atividades.

O secretário destacou também a grande participação de outros ministérios na iniciativa.

"Nós nunca tivemos tantos ministérios envolvidos nessa mostra. No ano passado, quando a temática envolvia esporte e saúde, tivemos os ministério do Esporte e da Saúde [participando]. Neste ano, foram sete ministérios, além do da Ciência, Tecnologia e Inovação, e o governo do Distrito Federal."

O balanço nacional da semana ainda não foi fechado, já que em algumas localidades, as atividades serão realizadas apenas depois do segundo turno das eleições, previsto para o próximo domingo (26). Para Douglas Falcão, entretanto, os resultados já podem ser considerados positivos.

"Hoje temos, oficialmente cadastradas, 35 mil atividades em 537 cidades, com a participação de 560 instituições. Já começamos quebrando o recorde de atividades do ano passado", afirmou.

Em entrevista coletiva no encerramento da semana, Falcão destacou o envolvimento das instituições participantes com os projetos sobre o tema deste ano, Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social.

"Não há dúvida de que, hoje, ciência e tecnologia é uma moeda muito cara e importante para o desenvolvimento. Um país como o Brasil precisa desenvolver tecnologia de ponta, mas precisa também fazer com que os frutos da ciência e da tecnologia melhorem a qualidade de vida dos brasileiros. Este foi o desafio da semana nacional, e foi alcançado pelas instituições".

Para ele, outro legado da semana foi o fortalecimento da rede de instituições que trabalham para divulgar a ciência. A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia foi criada em 2004, com o objetivo de popularizar a ciência e mostrar sua importância no desenvolvimento do país. O evento é organizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, em parceria com outros órgãos e empresas.

22/10/2014

Astrônomo de Mogi diz que céu da cidade não é mais como há 30 anos

Pesquisador conta que antes era possível ver via láctea a olho nu. Ele montou estação de observação astronômica em sua casa.


(G1) É raro encontrar nas ruas de Mogi das Cruzes, alguém que dedique tempo durante as noites estreladas, para observar o céu. E existe uma explicação científica para a mudança no comportamento das pessoas: o céu da cidade já não é mais o mesmo. "O desenvolvimento urbano afeta também o que não está no chão. A poluição luminosa alterou nossa percepção e limitou o que vimos quando olhamos para cima”, explicou o astrônomo amador, analista e arquiteto de sistemas, Marco Mastria, que faz parte da Rede Brasileira de Observadores de Meteoros (Bramon, na sigla em inglês) e mantém uma estação de observação astronômica dentro de casa, em Mogi.

O astrônomo tem razões para dizer isso. Aos dez anos, começou a observar o céu na laje da casa de sua avó, que ficava no centro de Mogi das Cruzes, ao lado do Teatro Vasques. Sentado em uma cadeira de praia – que durante o dia era usada pela irmã para tomar sol – o menino passava horas observando as estrelas.

“Desde criança, quando eu olhava para o céu, parecia que eu tinha a percepção da proporção das coisas, do universo, que nenhum problema parecia ser tão grande assim. Então eu passava horas e horas olhando o céu e via muitos fenômenos que eu não conseguia explicar” detalhou.

Um destes fenômenos, por exemplo, era a possibilidade de ver a via láctea, a olho nú e sem esforço algum, a não ser levantar a cabeça para cima. “Hoje não temos a mínima chance de ver isso e só se passaram 30 anos. Tudo isso por causa da poluição luminosa em Mogi e na Capital, que também acaba refletindo no céu daqui”.

A poluição luminosa é o excesso de luz artificial emitidos dos centros urbanos. Dentre tantos emissores, como edifícios, anúncios publicitários e outros, o pior deles são os postes de iluminação pública. Isso porque, segundo especialistas, na maioria das vezes a lâmpada instalada faz uma circunferência luminosa no entorno da lâmpada (uma espécie de bolha), enquanto deveria ser uma faixa de luz focada no chão. “Não é que os objetos deixaram de estar no céu. Eles estão lá. Nós não conseguimos ver por causa da luz que emitidos da terra. Por isso os moradores de áreas rurais ou cidades do interior possuem uma visão privilegiada do céu. Porque a iluminação pública, por exemplo, é menor”, comentou o astrônomo.

Um exemplo disso é uma foto tirada no dia 21 de agosto de 2013, da estação de observação em Mogi das Cruzes, que registrou a nuvem interestelar Nebulosa da Lagoa. Em um dos registros exuberantes, o céu aparece com uma espécie de névoa. Uma foto feita da mesma nebulosa sob a perspectiva do céu em Itupeva, no interior de São Paulo, mostra um céu limpo, com o fundo bem escuro e estrelas de todos os tamanhos, em maior destaque. "Dá para ver muita coisa do céu daqui, com certeza, mas há sim um ruído causado pela poluição luminosa", destacou o astrônomo.

Há trinta anos era possível acompanhar Marte, brilhando em vermelho no céu da cidade. "Eu era criança e lembro que vi uma estrela vermelha e comecei a acompanhá-la. Em um caderno, eu anota a posição da estrela diariamente. Só depois de adulto eu fui descobrir que aquela estrela, na verdade, era um planeta. Era uma sensação única acompanhar tudo isso", disse. O mogiano comprou o primeiro telescópio aos 17 anos. No ano passado o equipamento foi doado para um clube de astronomia em São Paulo.

Métodos
Para registrar uma foto do céu, é necessário ter técnica, conhecimento em física, matémática e astronomia, equipamentos específicos e muita paciência. "Isso porque só para preparar o equipamento para uma foto, demora até 4 horas. Depois ainda fazemos os cálculos de alinhamento, é tudo muito exato, se não o registro não é feito. Não basta ser fotógrafo e ter um telescópio. Tem que estudar muito, mas é muito gratificante", detalhou.

Para se ter uma ideia da complexidade do trabalho, apesar de todos os equipamentos instalados, a estação de observação só consegue fazer fotos de 3 a 4 semanas por ano. "Dependemos de dezenas de outras variável como a ausência de lua no céu, tempo seco, ausência de nuvens e temperatura, por exemplo. Por isso o tempo produtivo para registro cai muito".

Meteoros
Apesar da mudança na percepção do céu, o pesquisador flagra, quase que diariamente, pelo menos dez meteoros cruzando a cidade. Os registros são feitos por duas câmeras instaladas no teto de casa, que também é equipado com um telescópio e um sistema de previsão meteorológica. Só neste ano, quatro grandes meteoros foram registrados a partir da estação de observação. O primeiro foi em fevereiro, que cruzou o céu da cidade no sentido litoral norte. O evento também foi flagrado pelas câmeras da Bramon instaladas em Campinas e São Sebastião. Outro foi no feriado de Tiradentes, em abril deste ano. O maior de todos, no entanto, foi registrado no dia 7 de julho. "Ele foi captado pela câmera em Mogi e por uma em Santo Antônio da Posse, no interior de São Paulo. O meteoro chegou a ficar maior que a lua".

A maioria deles, são visíveis a olho nú. "Se as pessoas estivessem olhando pro lugar certo, na hoa certa, veriam os meteoros cruzando o céu da cidade sem esforço algum", garantiu o mogiano.

Apesar da incidência de meteoros, eles não apresentam riscos. "Quando entram em contato com a atmosfera, há uma queima deste material, que normalmente é consumido por inteiro e não chega a ter fragmentos que afetem o solo. Quando isso acontece, chamamos o material coletado então de meteorito. Há um grupo específico no Brasil que só vai atrás dos meteoritos, eles usam os dados de cruzamento de rota feitos pelo Bramon", explicou o pesquisador.

Bramon
​A estação de observação montada na casa do pesquisador funciona há quase 10 anos, mas só passou a integrar o grupo de observação no fim do ano passado, quando foi convidado por um colecionador e pesquisador de meteoritos. "Esse grupo já estava com a intenção de criar uma rede porque só é possível rastrear a órbita de um meteoro de mais de uma câmera registrar a mesma imagens a partir de pontos diferentes. Com esse material, aliado a softwares, é possível determinar a velocidade do meteoro, de onde veio, se é de algum cometa conhecido e se sobrou meteorito", detalhou Mastria.

Um dos motivos é o custo para a implantação das câmeras de monitoramento. "Uma das câmeras aclopladas no telescópio custou R$ 400. Atualmente, tenho outras duas fixas, que ficam no telhado e fazem o monitoramento específico para a Bramon, que custaram U$$ 30, cerca de R$ 60. Se for só para monitorar o céu, o custo não é alto. Fotografar é que demanda um investimento bem maior que não é uma pessoa física que consegue fazer, porque os equipamentos são bem caros".

O Bramon no Brasil recebe o apoio de pesquisadores e astrônomos da República Tcheca. No Brasil, há cerca de 25 câmeras espalhadas pelo País. Aproximadamente 30% estão instaladas no Estado de São Paulo. "Qualquer pessoa pode instalar estas câmeras e fazer parte do monitoramento", explicou o astronomo amador.
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Alunos de Olhão e Vila Nova de Gaia descobrem asteroide longínquo

(Diarionline - Portugal) Alunos e professores de Olhão e Vila Nova de Gaia descobriram um asteroide na Cintura de Kuiper, à qual pertence o planeta-anão Plutão, informou hoje o Núcleo Interativo de Astronomia - NUCLIO, associação formada por astrónomos amadores e profissionais.

A descoberta do corpo rochoso, designado 2014 QF173, foi feita numa campanha, deste último verão, de deteção de asteroides organizada pelo International Astronomical Search Collaboration, com sede dos Estados Unidos, envolvendo escolas de todo o mundo.

A equipa de portugueses que fez a descoberta, a partir da leitura de imagens captadas pelo telescópio Pan-STARRS, no Havai, inclui estudantes e docentes dos agrupamentos de escolas de Vilar de Andorinho, de Avintes/Vila Nova de Gaia, e Dr. Francisco Fernandes Lopes, de Olhão.

A campanha que recebeu o nome do telescópio visa mapear o céu em busca de objetos próximos da Terra, como asteroides.

Rosa Doran, presidente do NUCLIO, realçou à Lusa a importância da descoberta, sustentando que os portugueses detetaram um corpo celeste distante da Terra, fora do eixo habitual Marte-Júpiter, que pode, no entanto, fornecer aos cientistas dados "fundamentais para o conhecimento do Sistema Solar" e da própria formação do "planeta azul".

As imagens do telescópio foram enviadas para as escolas e estudadas por alunos e professores, tendo a identificação do asteroide sido, depois, validada cientificamente pela organização Minor Planet Center, tutelada pela União Astronómica Internacional.

A campanha de "caça aos asteroides" nas escolas ocorre todos os anos e é coordenada na Universidade Hardin-Simmons, no Texas, por um professor de astronomia, Patrick Miller.

Desde 2009, equipas portuguesas, formadas por alunos do terceiro ciclo do ensino básico e do ensino secundário, descobriram 32 asteroides.

O NUCLIO, que representa em Portugal o International Astronomical Search Collaboration, foi criado, em 2001, por astrónomos profissionais e amadores para promover a divulgação e o ensino de astronomia e astrofísica.

Cabe ao Núcleo Interativo de Astronomia contactar as escolas e treinar professores na ferramenta informática de leitura das imagens do telescópio Pan-STARRS.

Limeira recebe exposição do MAST sobre Santos-Dumont


Na próxima terça-feira, dia 21 de outubro, o Centro de Ciência de Limeira receberá a exposição itinerante do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), “Passo a passo, salto a salto, voo a voo: o cientista Santos-Dumont”. Na abertura, às 9h, haverá uma coletiva de imprensa com autoridades locais. A mostra faz parte da programação do 2ª Festival de Ciência e Tecnologia de Limeira, evento integrante da 11ª Semana Nacional de Tecnologia.

Inaugurada em 2006, a exposição “Passo a passo, salto a salto, voo a voo: o cientista Santos-Dumont” surgiu da parceria desenvolvida entre o Centro de Documentação e Histórico da Aeronáutica (CENDOC) e o MAST, a partir de 2004, para preservar o acervo organizado pelo Brigadeiro Nelson Freire Lavenère-Wanderley e doado pela família de Alberto Santos Dumont ao CENDOC.

Um dos destaques da mostra é a maquete do Demoiselle, além de 19 painéis apresentando imagens e documentos que são vestígios importantes da vida dessa personalidade quase mítica da história brasileira. A exposição privilegia o material inédito contido no acervo doado, e tem objetivo de destacar a vida e o esforço científico e tecnológico do ilustre personagem até chegar ao voo do avião. A curadoria é de Henrique Lins de Barros, um dos principais pesquisadores da vida e obra do inventor e autor de livros sobre o tema.

A exposição “Passo a passo, salto a salto, voo a voo: o cientista Santos-Dumont” faz parte da programação do 2ª Festival de Ciência e Tecnologia de Limeira, evento que, neste ano, realiza atividades em torno dos temas astronomia, educação e tecnologia. A mostra estará em cartaz até o dia 25 de outubro, no Centro de Ciência de Limeira que fica na Rua Dr. José Botelho Veloso, s/n, Vila São João, Parque Cidade de Limeira, SP. As visitas podem ser realizadas de terça a sexta, das 9h às 21h, e no sábado, das 13h as 18h. A entrada é gratuita!

Sobre o Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST)
O Museu de Astronomia e Ciências Afins - MAST é uma unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação - MCTI, criada na cidade do Rio de Janeiro em 1985. O Museu se localiza no Morro de São Januário, no Bairro Imperial de São Cristóvão, numa área aproximada de 44 mil metros quadrados. Seu conjunto arquitetônico compreende dezesseis edificações de grande valor histórico, construídas para sediar o Observatório Nacional a partir de 1921.

O MAST oferece, em sua programação mensal, várias atividades gratuitas de divulgação científica para um público de todas as idades: visitas orientadas, exposições, palestras e debates, filmes, oficinas, cursos, planetário inflável, teatro, biblioteca, atividades específicas para grupos de estudantes, e o tradicional Programa de Observação do Céu. E durante o ano, organiza eventos de popularização da ciência como o Museu vai à Praia e o Museu vai à Feira.

O Programa de Observação do Céu dá a oportunidade ao público de ter um contato maior com a Astronomia, através da exibição de vídeos, apresentações multimídia e a observação do céu noturno por meio de uma luneta centenária, telescópios, binóculos ou simplesmente a olho nu. Conduzida por um astrônomo ou mediador capacitado, a atividade acontece aos sábados e na 1ª quarta-feira do mês, das 17h30 às 20h. Quando não é possível a observação do céu através dos instrumentos, devido ao tempo nublado, a atividade limita-se a exibição do vídeo e à apresentação do Céu do Mês.

Cientistas desenvolvem novo método de obter energia de fusão nuclear

Nova técnica pode ser fonte de energia limpa e com combustível barato


(R7) Cientistas acreditam terem obtido um avanço significativo na busca por um método alternativo de se chegar a uma fusão nuclear. A técnica é considerada como fonte de energia porque o combustível, que seria o hidrogênio, existe em abundância e é barato. Além disso, não geraria poluição e nem lixo nuclear.

Os pesquisadores do Sandia National Laboratories, em Albuquerque, Novo México, nos Estados Unidos, usaram uma máquina chamada "Z", que é capaz de gerar pulsos elétricos e produzir correntes de dezenas de milhões de amperes.

Com o experimento, os cientistas puderam detectar um número significativo de neutrons – um dos produtos de uma fusão – no experimento. Isso demonstraria a viabilidade do método como uma forma alternativa de se obter uma fusão nuclear.

Ao contrário do que acontece nas atuais estações de energia nuclar, em que a energia é obtida por meio da separação de núcleos atômicos pesados, a fusão é uma reação nuclear que libera energia por meio da junção de núcleos leves.

A abundância de hidrogênio e seus baixos preços são um dos motivos que fazem o novo método ser um marco. Além disso, a reação não gera poluentes e nem o lixo nuclear, um dos maiores problemas na produção de energia nuclear atualmente.

A técnica, entretanto, terá dificuldades. Para que as reações aconteçam, o núcleo do hidrogênio deve colidir a velocidades maiores que 1.000 km/s e isso requer uma temperatura maior que 50 milhões de graus Celsius. A essas temperatura, o gás se torna plasma (núcleos e elétrons se batendo separadamente) e, se encostar em seu recipiente, pode derretê-lo imediatamente.

Há mais de 60 anos os cientistas procuram uma maneira de conter o plasma superquente e bater nele até que ele entre em fusão.

Novo método
A técnica desenvolvida pelos cientistas consiste em triturar o combustível com um pulso rápido, mas não tão rápido e com densidade moderada. A abordagem envolve colocar um pouco de combustível de fusão dentro de uma lata de metal pequena. Os pesquisadores então usam a máquina Z para passar um pulso elétrico e produzir uma corrente de 19 milhões de amperes que dura apenas 100 nanossegundos. Isso cria um poderoso campo magnético que esmaga a lata para dentro a uma velocidade de 70 km/s.

Enquanto isso acontece, os cientistas preaquecem o combustível com um curto impulso de laser e aplicam um campo magnético constante que atua como restrição para manter o combustível de fusão no lugar.

Os pesquisadores relataram à revista Physical Review Letters que aqueceram o plasma a cerca de 35 milhões de graus Celsius e detectaram cerca de 2 trilhões de nêutrons. O cientista sênios Mike Campbell disse que o prgresso é bom, masé apenas o começo.

— Precisamos ter mais energia para o gás e aumentar o campo magnético inicial e ver se ele pode ser expandido na direção certa.