01/10/2014

30/09/2014

Superinteligência

(Mensageiro Sideral - Folha) Comecei a ler o livro "Superintelligence", do filósofo Nick Bostrom, professor na Universidade de Oxford e diretor do Instituto do Futuro da Humanidade. (Isso sim é título!) Bostrom é conhecido pelo seu famoso argumento sobre a possibilidade de que vivemos numa simulação de computador ou, ainda mais dramaticamente, de que somos uma simulação de computador.

Da mesma forma com que, hoje, jogamos videogames nos quais personagens se parecem cada vez mais reais, é possível imaginar um futuro onde computadores serão tão sofisticados que as simulações (os "jogos") serão essencialmente indistinguíveis da realidade. Nesse caso, pergunta Bostrom, como saber se não estamos já numa simulação, desenvolvida por seres muito mais avançados do que nós?

A ideia é popular em filmes de ficção científica, como o famoso "Matrix", com Keanu Reaves no papel de Neo, um redentor da nossa escravidão virtual.

O interessante da ideia é que, de fato, nossa percepção da realidade vem de impulsos externos, captados pelos nossos órgãos sensoriais, para então serem integrados pelo cérebro: o que chamamos de realidade, como explico em meu livro "A Ilha do Conhecimento", é a soma total dessa integração. Portanto, se esses impulsos podem ser fabricados artificialmente, podemos "enganar" o cérebro.

Sabemos que isso é possível devido ao efeito do álcool e de outras drogas que podem deformar a percepção do real. Imagine, então, um cérebro conectado a máquinas que fabricam impulsos. Esse cérebro seria incapaz de distinguir a realidade da simulação. O virtual seria real.

Em seu novo livro, que espero resenhar aqui em breve, Bostrom explora um outro cenário, não menos inquietante. Se nossos esforços de criar computadores cada vez mais poderosos continuar –e não há dúvida de que a direção é essa– poderemos chegar à máquinas superinteligentes, inteligências artificiais com uma capacidade intelectual muito superior à nossa. A questão, portanto, é como se certificar de que elas não serão, também, o nosso fim.

Bostrom dá dois exemplos logo no início do livro. Da mesma forma que o futuro dos gorilas, hoje, depende muito mais da gente do que deles, nosso futuro dependerá dessas máquinas. Continuando com esse exemplo, sabemos das divisões que existem entre a caça predatória, de um lado, e a preservação das espécies, do outro. O que garante que nós não seremos os objetos de caça dessa nova "espécie"?

Num outro exemplo, Bostrom conta a fábula dos tico-ticos que, cansados de fazer seus ninhos, discutem se devem procurar uma coruja para cuidar deles: sendo mais forte, ela faria esses ninhos facilmente; poderia, também, achar comida e proteger o grupo de predadores, como o gato do vizinho. Enquanto a maioria dos passarinhos acha a ideia genial, uma minoria se opõe, dizendo que não sabe como domesticar as corujas e que, antes de trazer uma para o meio deles, seria melhor aprender a domesticá-las.

Mas quem sabe como domesticar uma coruja? Como aprender sem ter uma "em mãos"? A fábula termina incompleta, com os tico-tico procurando um ovo de coruja para criar. Como a dos tico-ticos, nossa fábula também está incompleta. A questão é que fim escolheremos para ela.

Campus Araras da UFSCar promove 11ª edição da Jornada das Estrelas

Atividade conta com Circo da Ciência, palestra sobre Astronomia e observação do céu com telescópios

(Maxpressnet) O Centro de Ciências Agrárias (CCA) do Campus Araras da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) promove nos próximos dias 1, 2 e 3 de outubro a 11ª Jornada das Estrelas. O evento é uma atividade de extensão do curso de Física e é aberto a todo o público interessado.

A programação conta com o "Circo da Ciência", uma tenda contendo demonstrações de experimentos interativos nas áreas de Biologia, Física e Química; "Palestra sobre Astronomia", uma exposição sobre o tema voltado para o público leigo; e com a "Observação do céu com telescópios", que conta com sessões de observação astronômica utilizando os telescópios da UFSCar. No caso de chuva ou tempo nublado, a observação não será realizada.

Cada uma das três atividades terá duração máxima de 25 minutos, fazendo com que o circuito completo seja realizado em até 1 hora e 15 minutos. As escolas interessadas devem fazer inscrição pelo site blog.cca.ufscar.br/astronomia. Para manter o controle do ciclo durante o evento, haverá duas opções de horário: das 19 às 20h15 ou das 20h30 às 21h45. As escolas que não puderem participar deverão cancelar o agendamento com antecedência para liberar horário para outras escolas interessadas. Serão aceitos, no máximo, 45 alunos para cada grupo, sendo que pelo menos um professor responsável deverá acompanhar os alunos durante a atividade. Podem ser agendados no máximo três grupos simultaneamente em cada um destes dois intervalos. As escolas que forem até o campus em grupos que não tiverem sido agendados não poderão participar do evento, mantendo também a regra para escolas que chegarem atrasadas em relação ao horário agendado, que poderão perder alguma das atividades da programação, sendo direcionadas para a atividade seguinte desde que dentro do período agendado.

O agendamento só é necessário para escolas e grupos de mais de 20 pessoas.

O CCA está localizado na Rodovia Anhanguera, km 174. Mais informações pelo telefone (19) 3543-2585 ou pelo site www.cca.ufscar.br/astronomia.

ASTROLEP - Observações astronômicas em Pelotas


Dilatação temporal tem medidas mais precisas

Íons de lítio foram usados para testar o efeito de dilatação temporal prevista por Einstein


(Scientific American Brasil) Físicos verificaram uma previsão fundamental da Teoria da Relatividade Especial com uma precisão sem precedentes. Experimentos realizados em um acelerador de partículas na Alemanha confirmam que o tempo se move mais lentamente para um relógio em movimento do que para um relógio estacionário.

O trabalho é o teste mais rigoroso já realizado do efeito de “dilatação temporal” previsto por Einstein. Uma das consequências desse efeito é que uma pessoa que viajasse em um foguete de alta velocidade envelheceria mais lentamente que as pessoas que ficassem na Terra.

Poucos cientistas duvidam que Einstein estivesse certo. Mas a matemática que descreve o efeito de dilatação temporal é “fundamental para todas as teorias físicas”, declara Thomas Udem, físico do Instituto Max Planck de Ótica Quântica em Garching, na Alemanha, que não se envolveu na pesquisa. “É de extrema importância realizar essa verificação com a maior precisão possível”.

O artigo foi publicado em 16 de setembro, na Physical Review Letters. Ele é a culminação de 15 anos de trabalhos realizados por um grupo internacional de colaboradores, incluindo o Prêmio Nobel Theodor Hänsch, diretor do instituto de ótica Max Planck.

Para testar o efeito de dilatação temporal, físicos precisam comparar dois relógios – um estacionário, e um em movimento. Para fazer isso, os pesquisadores usaram o Experimental Storage Ring (Anel de Armazenagem Experimental, literalmente) em que partículas de alta velocidade são armazenadas e estudadas no Centro GSI Helmholtz para pesquisas com íons pesados em Darmstadt, na Alemanha.

Para produzir o relógio em movimento, os cientistas aceleraram íons de lítio até um terço da velocidade da luz. Então mediram um conjunto de transições dentro do lítio enquanto elétrons saltavam entre vários níveis energéticos. A frequência das transições serviu como o ‘tic-tac’ do relógio. Transições dentro de íons de lítio que não se moviam fizeram o papel de relógio estacionário.

Os pesquisadores mediram o efeito de dilatação temporal com mais precisão que qualquer estudo anterior, incluindo o que foi publicado em 2007 pelo mesmo grupo de pesquisa. “Esse resultado é quase cinco vezes melhor que o anterior, e de 50 a 100 vezes melhor que qualquer outro método usado por outras pessoas para medir a dilatação temporal relativística”, explica o coautor Gerald Gwinner, físico da University of Manitoba em Winnipeg, no Canadá.

Compreender a dilatação temporal também tem aplicações práticas. Satélites do Sistema de Posicionamento Global (GPS) são essencialmente relógios em órbita, e o software do GPS precisa calcular minúsculas alterações temporais enquanto analisa informações de navegação. A Agência Espacial Europeia planeja testar a dilatação temporal no espaço quando enviar seu experimento Atomic Clock Ensemble in Space (ACES), para a Estação Espacial Internacional em 2016.

A velocidade de íons em movimento rápido significa que experimentos com aceleradores podem testar a dilatação temporal com mais precisão que quaisquer experimentos na órbita terrestre, explica Matthew Mewes, físico da Universidade Estadual Politécnica da Califórnia em San Luis Obispo, que não é parte da equipe.

Mas o grupo de pesquisa está desmembrando sua colaboração de longo prazo, já que não existe um acelerador maior para realizar testes mais potentes. “Foram muitas horas em porões, em salas protegidas com equipamentos barulhentos, e no final você consegue apenas um número”, conclui Gwinner. “Estamos trocando vários emails nostálgicos”.
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Encontro sobre planetários deve valorizar segmento

(Jornal Opção) O município anapolino é sede do 19° Encontro Anual da Associação Brasileira de Pla­netários/Goiânia e Anápolis. O evento, que começou na sexta-feira, 26, continua até o dia 30, com destaque para o cenário das novas tecnologias. Além de debates, por exemplo, sobre as políticas brasileiras de financiamento de ações e divulgação científica e apoio aos planetários ou sobre aspectos profissionais e operacionais nos planetários, a edição realiza oficinas e observação astronômica aberta para o público em geral. “Após a inauguração do planetário, recebemos esse importante evento com importância internacional. As pessoas poderão acompanhar debates sobre o assunto e interagir mais com as programações do planetário”, diz o secretário municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação, Fabrízio Ribeiro.

Terça é último dia para inscrição no Encontro Nacional de Astronomia

17ª edição do evento será realizada no campus da Ufal em Maceió de 7 a 9 de novembro



(Tribuna Hoje) Entre as coisas mais belas da natureza, muitas acontecem todos os dias, sobre nossas cabeças. Quem quiser saber mais sobre o céu, as estrelas, os planetas e tudo o mais que se conhece do espaço sideral tem uma excelente oportunidade: de 7 a 9 de novembro, a capital alagoana sediará o 17º Encontro Nacional de Astronomia (Enast), com palestras de astrônomos e outros cientistas de todo o Brasil e do Mundo.

O Enast é aberto a todos os públicos, sejam estudantes, professores, pesquisadores, astrônomos profissionais e amadores ou simplesmente pessoas interessadas no assunto. Além de palestras sobre temas como astronomia, astrofísica e astronáutica, o encontro vai disponibilizar um espaço para exposição de astrofotografias, astropinturas e astropoesias dos participantes.

Já os professores de ciências que queiram incrementar suas aulas poderão participar do 56º Encontro Regional de Ensino de Astronomia (Erea), que ocorrerá simultaneamente ao Enast. O Erea é direcionado a professores e estudantes de licenciatura das áreas de geografia, biologia, química, física e matemática. Nele haverá oficinas e palestras cujo objetivo é contribuir para a formação continuada e atualização dos profissionais, além de doação de livros e material didáticos.

Inscrições
Haverá atividades específicas para cada encontro e momentos em comum, como é o caso das palestras principais, mas só é possível se inscrever em um deles. A inscrição para o Enast e o Erea encerram-se no dia 30 de junho e devem ser feitas nos sites do evento nacional e regional. O valor para o Enast é R$ 25; já o Erea é gratuito, mas a condição de estudante de licenciatura ou professor em exercício deverá ser comprovada.

O evento será sediado na Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e dispõe de 60 vagas para alojamento gratuito. A realização é do Observatório Astronômico Genival Leite Lima (Oagll), Centro de Estudos Astronômicos de Alagoas (Ceaal) e Usina Ciências.

Galleria Shopping recebe planetário e oficina de astronomia (SP)


(Paulínia VIP) Abrindo a programação em comemoração ao Mês das Crianças, o Galleria Shopping, em Campinas, receberá de 25 de setembro a 19 de outubro o evento "Planetário - Oficina de Astronomia".

Realizada em parceria com a Oficina do Estudante, a atração terá como cenário um planetário inflável, que será instalado no Palco Central, localizado no primeiro piso do empreendimento.

Além de observar o céu, adultos e crianças a partir de 3 anos de idade assistirão a uma explanação didática e interativa sobre o universo, tendo acesso a conceitos básicos de astronomia e aprendendo a se orientar por meio das estrelas.

O projeto tem diversos objetivos, como incentivar a observação do céu, mostrar que a Terra é o único planeta conhecido onde a vida é possível e despertar a reflexão sobre os mistérios do Universo.

"Queremos proporcionar cultura e entretenimento e ainda desenvolver a curiosidade científica das crianças", afirma a gerente geral do shopping, Alessandra Furtado.

As sessões serão gratuitas e acontecerão em quatro horários por dia, às 16h, 17h, 18h e 19h. Ao entrar no planetário, o público será recebido pelo monitor responsável pela simulação da viagem. Lua, Sol, Marte, Júpiter, Saturno com seus intrigantes anéis e outros planetas do Sistema Solar fazem parte do roteiro. A duração média das apresentações é de 40 minutos.

Serviço

Evento "Planetário - Oficina de Astronomia"
Onde: Palco Central, localizado no primeiro piso do Galleria Shopping (Rodovia D. Pedro I, km 131,5, Jardim Nilópolis, Campinas, SP)
Quando: de 25 de setembro a 19 de outubro
Horários: sessões às 16h, 17h, 18h e 19h
Entrada gratuita

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6 invenções incríveis que foram esquecidas


(Super) A obsolência programada já faz parte do nosso vocabulário quando pensamos nas novas tecnologias. A produção tecnológica é tão intensa que as inovações acabam suprimindo as tecnologias anteriores (algumas bem recentes), que logo são deixadas para escanteio. Mas ao longo da história esse esquecimento é ainda mais expressivo. Muitas invenções e processos simplesmente desapareceram – e alguns não são nem mais compreendidos. Confira 6 invenções incríveis que esquecemos e hoje lembramos como lendas:

29/09/2014

Cápsula do tempo, pitada de asteroide




(Mensageiro Sideral - Folha) A Nasa está preparando uma missão robótica de retorno de amostras de um asteroide e, embarcada na espaçonave, viajará uma pequena cápsula do tempo, destinada a retornar à Terra somente em 2023. E o que haverá dentro dela? Talvez uma mensagem ou uma foto sua!

A agência espacial americana estará recolhendo sugestões até a próxima terça-feira, 30 de setembro, e o conteúdo escolhido estará embarcado na sonda Osiris-Rex, que vai partir em 2016, visitar o asteroide Bennu em 2018 e retornar à Terra em 2023 com amostras desse objeto.

Como participar? Não é preciso ser cientista de foguetes ou algo do tipo! Para submeter uma mensagem de texto à apreciação da comissão julgadora, basta escrevê-la no Twitter, usando a hashtag #AsteroidMission. Se for sua opção enviar uma foto, ela precisa ser postada na rede social Instagram, também com a hashtag #AsteroidMission.

Empresas querem transformar asteroides em estações de reabastecimento

Inciativa pode baratear missões espaciais, mas ausência de lei internacional específica pode gerar conflitos de interesses.


(BBC/G1) Chris Lewicki está tentando tirar água de pedra. Na verdade, uma grande pedra que está a milhares de quilômetros da Terra.

Ele é o presidente da Planetary Resources, uma empresa de mineração que já participou de missões à Marte realizadas pela Nasa, a agência espacial americana. Agora, Lewicki aposta alto em asteroides.

Esses pedaços de rocha que vagam pelo espaço são ricos em minerais valiosos, diz o executivo, mas encontrar água em algum deles pode ser equivalente a achar ouro.

"A partir de observações feitas com telescópios, vemos que certos tipos de asteroides podem ter água em relativa abundância, além de outros minerais contidos nela", afirma ele.

Alto custo
Mas por que a água, que cobre a maior parte de nosso planeta, é tão valiosa no espaço?

O custo atual de enviar água suficiente para seis astronautas da Estação Espacial Internacional gira em torno de US$ 2 bilhões (R$ 4,4 bilhões), segundo Lewicki.

Além disso, a água pode ser transformada em ar e combustível - hidrogênio líquido e oxigênio formam o tipo mais eficiente de combustível para foguetes conhecido pelo homem.

Atualmente, as naves espaciais precisam carregar todo o combustível necessário para uma missão, o que aumenta seu peso e os custos de cruzar a atmosfera terrestre. Uma vez no espaço, equipamentos caros precisam ser abandonados, porque o custo para trazê-los de volta seria muito alto.
Mas "imagine se fosse possível reabastecer a espaçonave no espaço", questiona Lewicki?

Ideia lucrativa
A Planetary Resources não está sozinha nessa nova missão. Outras empresas também querem extrair combustível de asteroides e transformá-los em estações de reabastecimento no espaço.

Como asteroides têm pouca gravidade, pousar e decolar deles não exige muita energia. Esses corpos rochosos existem em grande número e estão próximos da Terra, o que os tornam uma potencial e valiosa estação de reabastecimento para missões mais longas.

Michael López-Alegría, um ex-astronauta da Nasa e atual presidente da Federação de Voos Espaciais Comerciais, diz que empresas estão interessadas nestas ideia "muito lucrativa" de mineração espacial, que vai além dos asteroides.

"Há uma grande quantidade de água congelada nas regiões polares da Lua", ele acrescenta. "É mais fácil chegar à Lua do que a um asteroide e também é mais simples nos comunicarmos com um robô ou pessoa que esteja lá."

Quem é o dono
Um projeto de lei no Congresso americano pode ajudá-las nessa iniciativa, ao conferir a essas companhias direitos de propriedade sobre o que encontrarem nos asteroides. No entanto, se aprovada, pode enfrentar resistência internacional.

Um tratado de 1966 da ONU proíbe a apropriação de recursos espaciais. Assim, explorar a Lua estaria fora dos limites legais.

Mas especialistas dizem que há dúvidas sobre o fazer com asteroides, particularmente em relação a recursos que permaneceriam no espaço, algo que não foi previsto quando a legislação foi criada.

Na medida em que a indústria espacial comercial cresce, com bilhões de dólares já investidos no setor, empreendedores argumentam que deveriam se tornar donos do que encontrarem.



Concorrência
Lewicki diz que a incerteza quanto à legalidade da apropriação desses recursos por empresas gera desconfiança nos investidores e já está afetando o crescimento de sua empresa.

Não são apenas outras companhias que fazem parte da concorrência. Lewicki diz que a China lançou missões não-tripuladas para explorar asteroides e a Lua, e a Nasa trabalha em uma missão tripulada para coletar amostras de asteroides próximos à Terra na década de 2020.

Se os Estados Unidos querem que sua indústria espacial privada faça parte dessa movimentação, diz López-Alegría, legisladores precisam criar um "ambiente mais previsível" no qual empresas possam "ter direitos à exploração sem interferência".

Projeto de lei
Em julho, o congressista Bill Posey, do Partido Republicano, apresentou o chamado Ato de Tecnologia Espacial para Exploração de Oportunidades de Recursos no Espaço Profundo (ASTEROIDS, na sigla em inglês)

O documento, de apenas cinco páginas, propõe permitir que empresas detenham a propriedade sobre "qualquer recursos obtido de um asteroide no espaço".

Lewicki foi um dos especialistas ouvidos na elaboração do projeto de lei. Apesar de algumas pessoas o considerarem vago demais, ele argumenta que a resolução estabelece linhas gerais para uma nova indústria.

A congressista Donna Edwards, do Partido Democrata, discorda. Na sua visão, é arriscado aprovar de forma apressada uma lei tão ampla e duradoura.

"Nosso trabalho não é criar leis para atender os interesses de certos negócios", afirma ela. "Nosso trabalho é elaborar um plano e um protocolo para o programa espacial americano e para a forma como interagimos internacionalmente."

Riscos
Em uma recente audiência no Congresso sobre o assunto, Joanne Irene Gabrynowicz, professora de Direito espacial da Universidade do Mississippi, alertou que o projeto pode ter um impacto político "considerável" em tratados internacionais.

"Se for transformado em lei, devemos esperar que esse projeto seja questionado legal e politicamente", acrescentou ela.

Edwards diz que parceiros internacionais, como a Agência Espacial Europeia e a Agência de Exploração Aeroespacial do Japão, além de China e Rússia, precisam estar envolvidos no debate sobre a propriedade de recursos espaciais desde o início.

"Não estamos sozinhos neste jogo", afirma ele. "Temos a obrigação de entender como será esse novo cenário e garantir que estejamos todos seguindo as mesmas regras."

"Não começaremos a minerar asteroides amanhã, então, temos tempo para estabelecer este contexto", acrescenta.

Mas Lewicki diz que a Planetary Resources lançará sua primeira nave espacial no início de 2015 e já tem planos para muitas outras.

"Se o Congresso encontrar uma forma de colocar a mineração espacial nos termos da lei, isso nos permitirá acelerar nossos esforços e buscar essa estratégia de forma mais agressiva do que fazemos hoje", afirma ele.

"Isso vai se tornar realidade muito antes do que as pessoas imaginam. Não será daqui a décadas. Há empresas prontas para fazer isso agora", conclui.
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Boletim Observe! - Ano V - Número 10 - Outubro de 2014

 


Boletim Informativo do Núcleo de Estudos e Observação Astronômica "José Brazilício de Souza" (NEOA – JBS)  (clique no banner para acessar)

Planetário comprado em 2009 continua encaixotado

(Tribuna do Norte) O sonho de conhecer o espaço sem sair do chão ainda está longe para as crianças de Natal. O planetário que o Governo do Estado comprou ainda não tem instalações adequadas para funcionar. Em 2009 o Governo do Rio Grande do Norte gastou 787 mil dólares (quase 2 milhões de reais) na compra de um planetário que, na época, era de última geração.

Depois de cinco anos, o equipamento nunca foi utilizado por falta de local adequado para a implantação do projeto Cidade da Ciência. Elaborado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Rio Grande do Norte (Fapern), a proposta inclui ainda a criação de um Museu de Ciência e Tecnologia e de um Parque do Conhecimento (ao ar livre).

Se o projeto tivesse saído do papel naquele ano, seria o planetário mais moderno do Brasil, e o primeiro com tecnologia digital do nordeste. A tecnologia digital permite além de viagens ao espaço, simulações em ambientes aquáticos e dentro do corpo humano, também é possível produzir vídeos.

Uma planta de como devem ser as instalações do planetário foi elaborada pela Fapern, mas nunca houve licitação para a compra de terreno e contratação de construtora.

José Roberto Vasconcelos, assessor de Projetos Especiais da Fapern e membro da Associação Brasileira de Planetários, afirma que o Governo não tem dado o devido valor ao projeto. “Participei da elaboração do projeto e torço para que o próximo Governo se sensibilize e o planetário finalmente saia”, afirmou.

Hoje o equipamento está guardado em galpões do Governo. “As instalações são adequadas para o armazenamento, mas quando se guarda por muito tempo, são necessárias atualizações”, afirma Vasconcelos, frisando que o sistema de computação precisará ser atualizado, o que vai gerar ainda mais custos para os cofres públicos. Periodicamente são feitas vistorias no local para garantir que os equipamentos continuam funcionando.

Quando a revitalização da Cidade da Criança foi iniciada, cogitou-se colocar todos os equipamentos da Cidade da Ciência no local, sem alterar a planta de instalações do planetário. Novamente o plano não saiu do papel. O equipamento precisa de uma cúpula de 12 metros para funcionar, e tem capacidade para 100 pessoas.

Licitações para compra de terreno e contratação de empresas construtoras não tem data para sair e devem ficar para o próximo Governo. “Hoje no Brasil existem mais de 80 planetários que, quando bem planejados e geridos, fazem a diferença na educação das cidades. Espero que em breve Natal possa contar com o seu”, finaliza Vasconcelos.

O primeiro e único planetário do Estado fica localizado em Parnamirim, na Grande Natal, e foi inaugurado em 30 de dezembro de 2008. Com tecnologia de ponta, o equipamento tem capacidade para 60 pessoas e funciona mediante agendamento. Hoje Fortaleza (CE), Parnamirim (RN), João Pessoa (PB), Olinda (PE), Aracaju (SE) e Feira de Santana (BA) são as cidades no nordeste que possuem planetários.

Número
2 milhões de reais foi quanto o Governo gastou na compra do planetário que seria instalado em Natal.

Planetário do Pará incentiva a busca pelo conhecimento

(Agência Pará) O olhar de 30 crianças e jovens da Escola Estadual de Ensino Fundamental Tancredo de Almeida Neves, do bairro Castanheira, em Belém, sobre as ciências, certamente não será mais o mesmo depois da manhã desta quarta-feira (24). Isso porque, em visita ao Planetário do Pará Sebastião José da Gama, eles puderam desvendar os mistérios do universo se divertindo. A visita ocorreu em meio à programação de comemoração pelos 15 anos de história do Planetário, que vem, ao longo do tempo, contribuindo para a divulgação científica no estado, integrando professores e pesquisadores, técnicos e alunos da Universidade do Estado do Pará (Uepa).

João Victor Neves Teixera cursa a quinta série e, a partir da visita, já decidiu qual profissão seguir. “Há muito tempo eu gostava de astronomia e, aqui, foi o espaço mais legal para mim. Tudo isso nos ajuda muito a aprender e a ganhar mais conhecimento, a gente vê como acontece, vê os exemplos. É por isso que já sei que vou ser astrônomo”.

No espaço, que também abriga o Centro de Ciências, os visitantes podem conferir as sessões de cúpula, com projeções sobre o sistema solar, além de ações práticas, como as oficinas, experiências de química e física, e outras atividades, que têm na ludicidade e na interatividade, as suas marcas. “Somos a única instituição desta natureza em todo o Norte do Brasil, e, por isso mesmo, somos referência. Nós procuramos aproximar a população em geral e o público escolar, com a preocupação de fazer com que todo esse conhecimento disponível seja atrativo àqueles que nos visitam”, afirma a diretora do Planetário, Sinaida Vasconcelos.

A professora de João Victor, Lígia Ramos, destacou a importância de espaços e ações como as desenvolvidas pelo Planetário para o processo de ensino-aprendizagem dos alunos. Para ela, “é sempre bom que os alunos saiam da sala de aula. Lá estamos mais atrelados à teoria e, em locais como este, os alunos veem como tudo acontece. Eles voltam para a sala mais interessados e curiosos. Isso tudo resume no que eu costumo dizer: que educação se completa com teoria e prática”.

Todas as atividades oferecidas aos visitantes contam com a atuação dos monitores, alunos da Uepa e de outras instituições, que, sob a orientação dos professores, exercitam e compartilham seus conhecimentos com o público. Regiram Reis conheceu o mundo da física ainda quando criança em visita ao Planetário. Hoje, ele está no oitavo semestre do curso de Licenciatura em Ciências Naturais, com habilitação em Física na Uepa, e já trabalha, desde 2012, na monitoria do espaço. “Fiquei interessado quando ainda era muito pequeno e, desde então, me dediquei nos estudos. Consegui ser aprovado no vestibular e hoje estou aqui, no lugar que me fez decidir a minha carreira. Ver essas crianças é incentivador, porque, além de trabalhar com o público, eu ajudo a inspirar novas cabeças divulgando a ciência”, conta.

A programação de comemoração dos 15 anos do Planetário seguirá até o dia 30 deste mês, dia exato do aniversário do espaço, quando haverá uma sessão solene de homenagens a servidores, professores e alunos que ajudaram e ajudam a contar essa história. Veja a programação completa no site www.uepa.br.

Constelação de Escorpião estará em evidência no céu desta segunda-feira

Fenômeno astronômico acontece a cada dois anos; aparente alinhamento dos astros pode ser vista a partir das 21h de hoje


(Agência Brasil/iG) Logo ao escurecer, haverá a conjunção entre o planeta Marte, a Lua e a estrela Antares, da constelação Escorpião. Isso permitirá que o grupo de estrelas seja facilmente identificado a olho nu. Escorpião é uma das 12 constelações zodiacais clássicas da antiguidade.

Segundo o astrônomo Jair Barroso, do Observatório Nacional, a Lua passará "perto" do Planeta Vermelho.

"Essa conjunção se torna ainda mais interessante porque Marte atravessará a constelação Escorpião e ficará a poucos graus de sua estrela mais brilhante, Antares", explica Barroso, que é membro da comissão da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica.

Ele diz ainda que Marte e Antares têm a cor avermelhada por razões físicas diferentes, mas seus brilhos serão praticamente idênticos hoje.

"A cada dois anos, Marte passa perto de Antares, mas não necessariamente com o mesmo alinhamento em relação à Lua. Nosso satélite estará na fase 'nova', uma fase favorável, pois não ficará muito brilhante. Isso permitirá a fácil observação desses astros, além da identificação da constelação Escorpião", explica.

Escorpião vai se pôr a oeste, com a cauda para cima e as garras para baixo, como um ponto de interrogação invertido. Com uma observação atenciosa, o fenômeno poderá ser identificado a olho nu, mas o uso de equipamentos, como telescópio e binóculos, pode ajudar.

A população mais a oeste do país, no centro-oeste e Amazonas por exemplo, terão melhor visão do alinhamento aparente dos astros, que ocorrerá por volta das 21h (horário de Brasília).

O astrônomo explica ainda que a "andança" da Lua pelas constelações zodiacais ocorre devido à translação em torno da Terra, combinada com a própria translação da Terra em torno do Sol.

"Com esse movimento, ela passa por estrelas brilhantes pertencentes a essas constelações, como a Espiga (da Virgem), Aldebarã (de Touro) e, em nosso evento de hoje, de Antares (a mais brilhante do Escorpião). Então, a Lua é referência para conhecermos outros astros porque é facilmente observável a olho nu e passa uma vez por mês nas ‘proximidades’ de estrelas do zodíaco e dos planetas também, pois esses caminham da mesma forma pelo Zodíaco", disse Barroso.
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Astronomia Indígena: Céu Ticuna e Céu Tupi-Guarani


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Nota de falecimento: Henrique Wykrota



HENRIQUE WYKROTA (1915 - 2014)

Faleceu no domingo, dia 21, o senhor Henrique Wykrota. Odontólogo, Sócio Fundador e Presidente do CEAMIG - Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais por quase duas décadas.

Dr. Henrique Wykrota, natural de São Paulo-SP nasceu em 14 de agosto de 1915 e uma vez residente e domiciliado em Belo Horizonte, contraiu matrimônio com a Sra. Profª. Maria da Conceição de Carvalho Lanna Wykrota (já falecida).

Ambos apaixonados e levados pelo amor comum à astronomia, não pouparam esforços pessoais em prol do fomento dessa ciência em Minas Gerais, participando ativamente de acontecimentos como o Eclipse de 20 maio de 1947 (Eclipse de Bocaiúva), fundação do Centro de Estudos Astronômicos "Cesár Lattes" de Minas Gerais em 1954 (Atual CEAMIG, que neste ano completa 60 anos de atividades), investigação da queda do Meteoríto de Ibitira (30 de julho de 1957) e inauguração do Observatório Astronômico Frei Rosário em 09 de novembro de 1972, que ligam de forma indelével o nome de Henrique Wykrota e sua esposa à ciência astronômica no Brasil.

Em homenagem a este insigne casal o asteroide 29845, descoberto na noite de 22 de março de 1999 no observatório que leva seu nome foi denominado 29845 Wykrota (1999 FE21).

Astronomia para Crianças: Game Viagem pelo Sistema Solar



(Mspontocom) Astronomia para crianças do Mspontocom traz esta semana a Viagem pelo Sistema Solar.

Venha ser o comandante da nave Escola Games e viaje pelos 8 planetas do nosso Sistema Solar: Mercúrio, Venus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.

Seja cauteloso e guie a nave pelo Sistema Solar para conhecer mais sobre cada um dos planetas.
Jogo educativo com os planetas do Sistema Solar.

Boa diversão!

clique no link abaixo:

http://www.escolagames.com.br/jogos/sistemaSolar/

28/09/2014

28/SET/2015 – Super Eclipse Lunar / Eclipse da Super Lua / Eclipse da Lua no Perigeu - FALTA 1 ANO


PROJETO RESSURREIÇÃO DOS CLUBES DE ASTRONOMIA

Falta 1 ANO para o eclipse lunar que será visível de todo o Brasil. Este eclipse coincidirá com a Lua Cheia no perigeu, quando alcançará sua menor distância da Terra em 2015.

O eclipse cairá num DOMINGO (27/9), com a parcialidade iniciando por volta das 10 horas da noite e sua totalidade acontecendo cerca de uma hora depois.

Através desse fenômeno propomos uma grande mobilização em prol da divulgação da Astronomia no país.

- Que tal reativar aquele Clube de Astronomia que parou de funcionar? Você tem 1 ano para se programar e captar novos membros. Atualize a papelada, convoque novos sócios, reveja estatutos e regimentos ou comece tudo novamente do zero.

- Está sem tempo? Existem clubes que se reúnem apenas uma vez por mês e outros que programam atividades apenas uma vez por ano!

- Seu clube era do tempo da escola ou universidade? Você tem 1 ano para reunir novamente seus (ex)colegas. Buscar os perfis deles em redes sociais tem sido uma tarefa bastante eficiente!

- Está faltando incentivo para criar seu grupo de Astronomia? Que tal fundá-lo em cuja data será a do eclipse acima? Seu grupo começará em grande estilo!

- Não tem instrumentos? Você tem 1 ano para adquirir um. Lembre-se que com eclipses não há necessidade de instrumentos potentes e caros.

- Que tal reviver o clima do Ano Internacional da Astronomia? 2015 será o Ano Internacional da Luz (http://pt.wikipedia.org/wiki/Ano_Internacional_da_Luz),

- Quer algo mais? Após esse eclipse, a oposição de Urano cairá num FERIADO (12/OUT). Dias depois haverá mais um máximo da chuva de meteoros Orionídeos, com radiante próximo das famosas 3 Marias.

ATENÇÃO OBSERVATÓRIOS, PLANETÁRIOS E ENTIDADES DE ASTRONOMIA EM PLENO FUNCIONAMENTO:
Você está autorizado a compartilhar esta proposta e convidado a participar dessa mobilização.

Você tem 1 ANO! Seja a referência de divulgação astronômica em sua região.

Céus limpos...sempre!

GaeA – Grupo de Apoio em Eventos Astronômicos

Referências:
- Circunstâncias do eclipse de 28/SET/2015:
http://www.geocities.ws/lunissolar2003/2015Sep28.htm

- Mapa do eclipse lunar de 28/SET/2015:
http://eclipse.gsfc.nasa.gov/LEplot/LEplot2001/LE2015Sep28T.pdf

- Efemérides astronômicas 2015:
http://serviastro.am.ub.edu/twiki/bin/view/ServiAstro/AgendaAstronomica2015es

- Super Luas: 2014 a 2050:
http://oal.ul.pt/documentos/super-luas-entre-2014-e-2050.pdf

Quarks, léptons e o big bang - VIDEOS







27/09/2014

Fenômeno astronômico reúne Marte e Lua na constelação do Escorpião

(Mercado da Comunicação) A noite de 29 de setembro será especial para os amantes da astronomia. Logo ao escurecer, um lindo fenômeno poderá ser observado no céu: a conjunção entre Marte, a Lua e a estrela Antares da constelação do Escorpião.

Segundo Jair Barroso, astrônomo do Observatório Nacional e membro da comissão da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), nosso satélite natural passará “perto” do planeta vermelho. “Essa conjunção se torna ainda mais interessante porque Marte atravessa a constelação do Escorpião, uma das 12 constelações zodiacais clássicas da antiguidade, e se encontrará a poucos graus de Antares, a sua estrela mais brilhante”, explica.

Ainda de acordo com Barroso, Marte e Antares têm a cor avermelhada por razões físicas diferentes, porém seus brilhos serão praticamente idênticos nessa ocasião. “A cada dois anos, Marte passa "perto" de Antares, não necessariamente com o mesmo alinhamento em relação à Lua. Nosso satélite estará numa fase favorável, pois não contribuirá com brilho excessivo. Isso permitirá a fácil observação desses astros, além da identificação da constelação do Escorpião”, revela.

A constelação se parecerá com um ponto de interrogação invertido quando o “escorpião” se puser a oeste. As pessoas poderão reconhecer as estrelas que a compõem com uma observação atenciosa e um pouco de imaginação.

- O “escorpião” estará se pondo com a cauda para cima e as garras para baixo. No correr da noite, o movimento da Lua, em consequência de sua translação em torno da Terra, levará a um alinhamento aparente dos astros (perto das 21h de Brasília), que será melhor apreciado por aqueles situados a oeste no Brasil, com o satélite natural numa posição mais alta em relação ao horizonte - relata.
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E mais:
Sugestão para hoje: A dança dos planetas (O Guardador de Estrelas)