30/07/2014

Cientistas querem fazer salada no espaço


(Galileu) Veja imagens incríveis feitas nos laboratórios do Centro Aeroespacial da Alemanha, onde pesquisadores desenvolvem vegetais e estufas para um possível cultivo espacial. As estufas devem conter sistemas que usam urina reciclada como fertilizante, capazes de manter uma comunidade em Marte ou até mesmo na Lua. Em 2016, os sistemas serão testados no Ártico.
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449a. Reunião Mensal do CARJ



AGO - Assembléia Geral Ordinária com eleição de nova diretoria.

Após a AGO, A HISTORIA DO TELESCÓPIO

Olhos no Céu - 4 séculos de Exploração com Telescópio

Na próxima reunião do Clube exibiremos um DVD do Scientific American Brasil referente à “História do Telescópio – Olhos no Céu”. Trata-se de um fascinante documentário sobre a exploração do espaço cósmico. Além dos relatos das conquistas espaciais o filme inclui belíssimas imagens do Cosmos.
Olhos no Céu explora a saga do telescópio Hubble e seu desenvolvimento histórico, importância científica, conquistas tecnológicas e as pessoas envolvidas com esse projeto. O filme é apresentado por Joe Liske, astrônomo do European Southern Observatory (ESO), com a emoção de um verdadeiro explorador do espaço.

A duração do filme é de aproximadamente 60 minutos. Nesse período todos poderão se informar sobre o passado e o futuro nas fronteiras da ciência.

Antecedendo a projeção, iremos realizar a Assembleia Geral Ordinária- AGO, conforme determina os Estatutos do CARJ. Nesta Assembleia apresentaremos as contas do período de junho de 2013 a julho de 2014 para analise e aprovação. Em seguida, será apresentada a chapa que concorrerá para eleição da nova diretoria que administrará o Clube pelos próximos dois anos.

Contamos com sua presença. Compareça. Você é muito importante para o Clube.

DATA: 30 de julho de 2014 (quarta-feira)
LOCAL: Rua Alcindo Guanabara 24 - 13º andar- Centro
HORA: 20,00 h

Mas, afinal, o que é o espaço?


(Youtube/Hypescience) A ideia de espaço parece simples: algumas coisas estão aqui, outras estão lá, e há uma distância entre elas. Nós não pensamos no espaço como uma “coisa”. Na nossa cabeça, o espaço parecer mais uma espécie de plano de fundo onde as coisas acontecem. Mas o que exatamente separa o “aqui” do “lá”?

Nós sabemos, graças a Eisntein, que a distância entre dois objetos depende de para quem você pergunta. Um observador perto da velocidade da luz e outro que se mantêm parado discordam sobre quão longe estão dois pontos no espaço. Quando chega-se mais perto da velocidade da luz, a distância diminui, até que “aqui” e “lá” se tornem o mesmo lugar. E fica ainda mais estranho. Einstein também mostrou que massa e energia moldam o espaço e o tempo, e isso é o que nós conhecemos como gravidade.

Deste ponto de vista, o espaço e o tempo ficam em cima dos campos gravitacionais criados pela massa e pela energia no universo. O problema é que esta bela configuração das coisas se quebra quando tentamos aplicá-la em escalas muito pequenas, por exemplo, quando os efeitos quânticos aparecem.

Por mais estranho que pareça, nós ainda não temos um conceito de espaço que funcione tanto para galáxias quanto para quarks. Mas há algumas teorias.

Uma ideia conhecida como “Gravidade Quântica em Loop” entende o espaço e o tempo como uma rede de nós, tranças e voltas que carregam informação. Uma parte da rede pode corresponder a um elétron, outra, algumas semanas de distância, a um quark. A conectividade da rede determina quando, como e onde as partículas interagem.

Outra teoria, chamada de “Conjuntos Causais”, vê o espaço e o tempo como um conjunto de instantes. Ao invés de ser uma mistura randômica, estes eventos separados seriam ligados por causalidades.

Estas não são as únicas teorias que tentam explicar o que o espaço é e de onde ele vem, e não sabemos qual delas está certa, mas todas apontam para um ponto em comum: o espaço não é uma parte fundamental da realidade. Ele surge de alguma outra coisa que você deve considerar da próxima vez que quiser chegar de lá até aqui.

29/07/2014

Astronomia ao Vivo! - HANGOUT de domingo (27/07/14)

Ronaldo Mourão: lembranças com o mestre - I



De fato foi um fim de semana muito triste para todos nós. Em particular para mim, que tinha o Ronaldo na conta de uma pessoa muito próxima, com quem trabalhei durante 9 anos no Observatório Nacional do Rio de Janeiro, onde cheguei como estagiário de nível médio, aos 17 anos de idade em 1969 (cursando o segundo ano do ensino técnico) e saí em 1977, já como engenheiro formado, para ingressar na Petrobras quando eu já desempenhava as funções de astrônomo auxiliar, sendo responsável pelo cálculo das Efemérides Astronômicas do Observatório, o famoso Anuário do Observatório Nacional.

Fui eu que, sob a orientação dele, informatizou o cálculo do Anuário, passando a realizar todos os desenvolvimentos matemáticos e rotinas de cálculo no computador IBM / 370 no Riodatacentro na Puc do Rio de Janeiro. Para fazer isso, eu desenvolvi sob a orientação do Ronaldo um intenso programa de estudos em Astrometria como bolsista do CNPQ que culminou também com a minha designação no Observatório para ser o auxiliar do Ronaldo nas observações de estrelas duplas. Trabalhávamos, naquele tempo, na luneta de 46 cm de abertura e passávamos noites a fio medindo as estrelas e depois reduzindo as medidas para determinação das órbitas.

Só saí do Observatório pelo fato de ter sido aprovado em concurso público na Petrobras e porque a Companhia não permitiu que eu acumulasse as duas funções pois eu havia sido aprovado também em concurso público para provimento de vaga de astrônomo no Observatório e a Constituição não me permitia acumular os dois empregos. Como o salário an Petrobras era bem mais alto e eu já namorava a minha esposa há sete anos, e queríamos nos casar, acabei tendo que optar pela Petrobras. Mas continuei contribuindo com o Ronaldo no cálculo do Anuário até 1988, de graça.

Curiosamente, recebi o email dando conta de sua passagem, dento do avião da Gol, quando eu retornava de Brasília onde fui participar do VII Encontro Brasileiro de Astrofotografia. Faltava apenas meia hora para o sepultamento dele e fiquei muito triste de não poder estar presente para prestar uma última homenagem. Sei o quanto Ronaldo sofreu com a discriminação de colegas da comunidade científica que o acusavam de ser um "popularizador" da ciência. De fato, ao invés de escrever apenas artigos científicos,
Ronaldo escrevia muito para divulgar a Astronomia entre os jovens e pessoas de todas as idades, e fazia dessa ciência uma poesia.

Foi uma grande perda mas o Brasil deve muito a ele nas ciências naturais em geral e na divulgação sobre as maravilhas do Universo e de seus incontáveis mistérios e desafios científicos. Ele sempre disse que a Astronomia era uma lição de humildade e essa virtude ele soube cultivar, sobre tudo na maturidade e nos anos em que lutou contra suas enfermidades.

Descanse em paz Ronaldo! Os Deuses e as Estrelas certamente já te receberam.

Paulo Alonso
Engenheiro e Astrônomo
Rio de Janeiro/RJ

Boletim Observe! - Ano V - Número 8 - Agosto de 2014

 


Boletim Informativo do Núcleo de Estudos e Observação Astronômica "José Brazilício de Souza" (NEOA – JBS)  (clique no banner para acessar)

Espiando A LUA NA LUNETA em Cunha em Agosto

Observar planetas e estrelas faz bem para a alma e revigora a vontade de viver


Se a previsão do tempo for favorável e o céu estiver aberto, sem nuvens, será possível ver o planeta Marte, os anéis de Saturno, crateras e mares da Lua, conhecer as constelações Escorpião, Sagitário, Centauro, Cruzeiro do Sul, ver estrelas duplas, aglomerados e as maravilhas do Universo com os telescópios do AstroClubeCunha e do Observatório Astronômico do CTA, de São José dos Campos exposição Paisagens Cósmicas, exposição “Coleção StarTrek e StarWars”; livros, apostilas e revistas de astronomia, palestras, fogueira, quentão e lanchonoite servindo chocolate quente.


No primeiro encontro de 2014, realizado em junho, estiveram no local 518 pessoas em 158 veículos, sendo 296 pessoas de Cunha (221 em 84 veículos + 16 em motos + 59 a pé) e 222 de outras cidades, com 69 de São Paulo em 25 carros, 109 pessoas do Vale (Guará 30, São José 22, Taubaté 21, Pinda 12, outras 24) e mais 19 pessoas de outras cidades. O evento contou com 10 telescópios no atendimento ao público: da equipe organizadora 2 Dobsonianos de 12”e 10”; 1 Cassegrain de 8”; 1 refletor 6” e 1 MiniDob 80mm. Participaram espontaneamente 2 refletores de 6” , 1 refletor ATM de 113mm e 2 refratores de 60mm. Mais telescópios participando são benvindos, enriquecem o atendimento e ajudam a diminuir as filas de observação dos instrumentos.

Ronaldo Rogério de Freitas Mourão - Missa de Sétimo Dia


(Facebook) Os filhos convidam para a Missa de Sétimo Dia que será celebrada no dia 31 de Julho, quinta-feira, às 18:30 hrs

Igreja Santa Edwiges
Rua Fonseca Teles, 190,
São Cristóvão, Rio de Janeiro/RJ

Físico brasileiro comenta decaimento do bóson de Higgs em matéria

(Agência Fapesp/Inovação Tecnológica) Depois de uma longa busca nos dados, físicos do LHC finalmente flagraram o Bóson de Higgs decaindo em matéria pela primeira vez.

O decaimento direto do bóson de Higgs em férmions reforça a hipótese de que a partícula detectada no LHC é o gerador das massas das partículas constituintes da matéria - "o" bóson de Higgs, e não mais "um" bóson de Higgs.

Dois grupos de cientistas brasileiros participam da equipe internacional do CMS, o detector onde foi visto o tão procurado decaimento - um sediado no Núcleo de Computação Científica (NCC) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em São Paulo, e outro no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), no Rio de Janeiro.

O físico Sérgio Novaes é membro do grupo, e comentou a nova descoberta, explicando sua importância.

"O experimento mediu, pela primeira vez, os decaimentos do bóson de Higgs em quarks bottom e léptons tau. E mostrou que eles são consistentes com a hipótese de as massas dessas partículas também serem geradas por meio do mecanismo de Higgs," disse Novaes.

Isso, segundo ele, reforça a noção de que o pico nos dados cuja descoberta foi anunciada em 4 de julho de 2012 é realmente o bóson de Higgs, a partícula que confere massa às demais partículas, de acordo com o Modelo Padrão, o corpo teórico que descreve os componentes e as interações supostamente fundamentais do mundo material.

De força a matéria
"Desde o anúncio oficial da descoberta do bóson de Higgs, muitas evidências foram coletadas, mostrando que a partícula correspondia às predições do Modelo Padrão. Foram, fundamentalmente, estudos envolvendo seu decaimento em outros bósons (partículas responsáveis pelas interações da matéria), como os fótons (bósons da interação eletromagnética) e o W e o Z (bósons da interação fraca)," disse Novaes.

"Porém, mesmo admitindo que o bóson de Higgs fosse responsável pela geração das massas do W e do Z, não era óbvio que ele devesse gerar também as massas dos férmions (partículas que constituem a matéria, como os quarks, que compõem os prótons e os nêutrons; e os léptons, como o elétron e outros), porque o mecanismo é um pouco diferente, envolvendo o chamado 'acoplamento de Yukawa' entre essas partículas e o campo de Higgs," prosseguiu.

Os pesquisadores buscavam uma evidência direta de que o decaimento do bóson de Higgs nesses campos de matéria obedeceria à receita do Modelo Padrão. Porém, essa não era uma tarefa fácil, porque, exatamente pelo fato de conferir massa, o Higgs tem a tendência de decair nas partículas mais massivas, como os bósons W e Z, por exemplo, que possuem massas cerca de 80 e 90 vezes superiores à do próton, respectivamente.

"Além disso, havia outros complicadores. No caso particular do quark bottom, por exemplo, um par bottom-antibottom pode ser produzido de muitas outras maneiras, além do decaimento do Higgs. Então era preciso filtrar todas essas outras possibilidades. E, no caso do lépton tau, a probabilidade de decaimento do Higgs nele é muito pequena," contou Novaes.

"Para se ter ideia, a cada trilhão de colisões realizadas no LHC, existe um evento com bóson de Higgs. Destes, menos de 10% correspondem ao decaimento do Higgs em um par de taus. Ademais, o par de taus também pode ser produzido de outras maneiras, como, por exemplo, a partir de um fóton, com frequência muito maior," disse.

Resistência do Modelo Padrão
Para comprovar com segurança o decaimento do bóson de Higgs no quark bottom e no lépton tau, a equipe do CMS precisou coletar e processar uma quantidade descomunal de dados. "Por isso nosso artigo na Nature [Physics] demorou tanto tempo para sair. Foi literalmente mais difícil do que procurar uma agulha no palheiro," afirmou Novaes.

Mas o interessante, segundo o pesquisador, foi que, mesmo nesses casos, em que se considerava que o Higgs poderia fugir à receita do Modelo Padrão, isso não ocorreu. Os experimentos foram muito coerentes com as predições teóricas.

"É sempre surpreendente verificar o acordo entre o experimento e a teoria. Durante anos, o bóson de Higgs foi considerado apenas um artifício matemático, para dar coerência interna ao Modelo Padrão. Muitos físicos apostavam que ele jamais seria descoberto. Essa partícula foi procurada por quase meio século e acabou sendo admitida pela falta de uma proposta alternativa, capaz de responder por todas as predições, com a mesma margem de acerto. Então, esses resultados que estamos obtendo agora no LHC são realmente espetaculares. A gente costuma se espantar quando a ciência não dá certo. Mas o verdadeiro espanto é quando ela dá certo," disse Novaes.

Hoje já existem áreas inteiras de pesquisa ocupando-se da "Física Além do Modelo Padrão", uma vez que, por mais bem-sucedido que a teoria seja, ela não explica dados observáveis como a matéria escura, energia escura e a assimetria matéria-antimatéria.

"Em 2015, o LHC deverá rodar com o dobro de energia. A expectativa é chegar a 14 teraelétrons-volt (TeV) (14 trilhões de elétrons-volt). Nesse patamar de energia, os feixes de prótons serão acelerados a mais de 99,99% da velocidade da luz. É instigante imaginar o que poderemos descobrir," afirmou.

Física rápida
Se todos estes termos lhe parecem estranhos, veja um pequeno glossário para ajudar a lembrar das aulas de física.

Modelo Padrão
Modelo elaborado ao longo da segunda metade do século XX, a partir da colaboração de um grande número de físicos de vários países, com alto poder de predição dos eventos que ocorrem no mundo subatômico. Engloba três das quatro interações conhecidas (eletromagnética, fraca e forte), mas não incorpora a interação gravitacional. O Modelo Padrão baseia-se no conceito de partículas elementares, agrupadas em férmions (partículas constituintes da matéria), bósons (partículas mediadoras das interações) e o bóson de Higgs (partícula que confere massa às demais partículas).

Férmions
Assim chamados em homenagem ao físico italiano Enrico Fermi (1901-1954), prêmio Nobel de Física de 1938. Segundo o Modelo Padrão, são as partículas constituintes da matéria. Compõem-se de seis quarks (up, down, charm, strange, top, bottom), seis léptons (elétron, múon, tau, neutrino do elétron, neutrino do múon, neutrino do tau) e suas respectivas antipartículas. Os quarks agrupam-se em tríades para formar os bárions (prótons e nêutrons) e em pares quark-antiquark para formar os mésons. Em conjunto, bárions e mésons constituem os hádrons.

Bósons
Assim chamados em homenagem ao físico indiano Satyendra Nath Bose (1894-1974). Segundo o Modelo Padrão, os bósons vetoriais são as partículas mediadoras das interações. Compõem-se do fóton (mediador da interação eletromagnética); do W+, W? e Z (mediadores da interação fraca); e de oito tipos de glúons (mediadores da interação forte). O gráviton (suposto mediador da interação gravitacional) ainda não foi encontrado nem faz parte do Modelo Padrão.

Bóson de Higgs
Nome em homenagem ao físico britânico Peter Higgs (nascido em 1929). Segundo o Modelo Padrão, é o único bóson elementar escalar (os demais bósons elementares são vetoriais). De forma simplificada, diz-se que é a partícula que confere massa às demais partículas. Foi postulado para explicar por que todas as partículas elementares do Modelo Padrão possuem massa, exceto o fóton e os glúons. Sua massa, de 125 a 127 GeV/c2 (gigaelétrons-volt divididos pela velocidade da luz ao quadrado), equivale a aproximadamente 134,2 a 136,3 vezes a massa do próton. Sendo uma das partículas mais massivas propostas pelo Modelo Padrão, só pode ser produzido em contextos de altíssima energia (como aqueles que teriam existido logo depois do Big Bang ou os agora alcançados no LHC ), decaindo quase imediatamente em partículas de massas menores.

Após quase meio século de buscas, desde a postulação teórica em 1964, sua descoberta foi oficialmente anunciada no dia 4 de julho de 2012. O anúncio foi feito, de forma independente, pelas duas principais equipes do LHC, ligadas aos detectores CMS e Atlas do LHC. Em reconhecimento à descoberta, a Real Academia Sueca concedeu o Prêmio Nobel de Física de 2013 a Peter Higgs e ao belga François Englert, dois dos propositores da partícula.

Decaimento
Processo espontâneo por meio do qual uma partícula se transforma em outras, dotadas de massas menores. Se as partículas geradas não são estáveis, o processo de decaimento pode continuar. No caso mencionado no artigo, o decaimento do bóson de Higgs em férmions (especificamente, no quark bottom e no lépton tau) é tomado como evidência de que o Higgs é o gerador das massas dessas partículas.

LHC
O Grande Colisor de Hádrons consiste basicamente em um túnel circular de 27 quilômetros de extensão, situado a 175 metros abaixo da superfície do solo, na fronteira entre a França e a Suíça. Nele, feixes de prótons são acelerados em sentidos contrários e levados a colidir em patamares altíssimos de energia, gerando, a cada colisão, outros tipos de partículas, que possibilitam investigar a estrutura da matéria. A expectativa, para 2015, é produzir colisões de 14 TeV (14 trilhões de elétrons-volt), com os prótons movendo-se a mais de 99,99% da velocidade da luz. O LHC é dotado de sete detectores, sendo os dois principais o CMS e o Atlas.
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E mais:
Bóson de Higgs é flagrado em ação pela primeira vez (Hypescience)

Viagem no tempo finalmente é possível, em simulações


(Phys/DailyMail/Hypescience) Pesquisadores da Universidade de Queensland (Austrália) simularam uma viagem no tempo usando partículas de luz, os fótons.

A viagem no tempo é uma questão polêmica na ciência: seria realmente possível? Físicos e filósofos tendem a acreditar que não, especialmente por causa do paradoxo descoberto por Kurt Gödel em 1949, conhecido como “paradoxo dos avós”, onde um viajante do tempo poderia impedir seus avós de se conhecerem, evitando, assim, seu próprio nascimento.

Agora, cientistas mostraram, pela primeira vez, que dois fótons que viajam no tempo iriam interagir, sugerindo que, pelo menos em um nível quântico, saltar ao longo do tempo pode ser possível.

Na simulação, os pesquisadores examinaram dois resultados possíveis para um fóton viajando no tempo.

No primeiro, o fóton número um viajaria através de um buraco de minhoca para o passado e interagiria com a sua versão mais antiga. No segundo, o fóton dois viaja através do espaço-tempo normal, mas interage com um fóton que está preso em um loop que viaja no tempo através de um buraco de minhoca, conhecido como curva fechada de tipo tempo.

Esse estudo mostra que a viagem no tempo é possível em um nível quântico (o que refere-se as menores partículas que podem existir de forma independente, como fótons). Se esta mesma simulação é possível para partículas maiores ou grupos de partículas, tais como átomos, ainda não sabemos.

Einstein x mecânica quântica
Em 1991, foi previsto pela primeira vez que a viagem no tempo seria possível no “mundo quântico”, porque as partículas quânticas se comportam de maneira quase totalmente diferente dos outros reinos da física.

“A questão da viagem no tempo liga duas das nossas teorias físicas mais bem-sucedidas ainda incompatíveis – a relatividade geral de Einstein e a mecânica quântica”, disse Martin Ringbauer, da Escola de Matemática e Física da Universidade de Queensland. “A teoria de Einstein descreve o mundo na escala muito grande de estrelas e galáxias, enquanto a mecânica quântica é uma excelente descrição do mundo na pequena escala de átomos e moléculas”.

A teoria de Einstein sugere a possibilidade de viajar para trás no tempo, seguindo um caminho de espaço-tempo que retorna ao ponto de partida no espaço, em uma curva fechada de tipo tempo.

No entanto, essa ideia causa o paradoxo dos avós. A viagem no tempo no mundo quântico poderia evitar esse contrassenso.

“As propriedades de partículas quânticas são ‘difusas’ ou incertas, de modo que lhes dá espaço de manobra suficiente para evitar situações de viagem no tempo inconsistentes”, disse Tim Ralph, professor de física da Universidade de Queensland. “Nosso estudo fornece insights sobre onde e como a natureza pode se comportar diferentemente do que nossas teorias preveem”.

Exemplos das possibilidades intrigantes na presença de curvas fechadas incluem a violação do princípio da incerteza de Heisenberg, a criptografia quântica e a clonagem de estados quânticos.

28/07/2014

Ciência e Astronomia - Hangout de Sábado (26/07/14)

Observando o céu: 27/07 a 02/08/2014

Telescópio na Chapada dos Guimarães - REGISTROS


Imagens do evento "Telescópios na Chapada" que ocorreu este mês na Chapada dos Guimarães - MT.
Fotos: Sydney Junior.

Mais imagens aqui (Flickr)

Chuva de meteoritos incentivou evolução da vida na Terra


(Voz da Rússia) Enormes fragmentos de asteroides, que caíram na Terra num passado longínquo, não só destruíram os seres vivos no nosso planeta, mas ajudaram também a fazer aparecer novos. E, talvez, precisamente graças a tal “bombardeios”, apareceram os antepassados da maioria das espécies atuais.

Confirmou-se uma das hipóteses que explica o aumento brusco da variedade na Terra de plantas e animais num período de tempo comparativamente curto de 470 milhões de anos atrás. Os paleontólogos chamam “Ordovician radiation” a esse pequeno período em que nasceram as atuais classes de seres vivos. Agora, foi descoberto o elo que faltava na explicação das causas desses acontecimentos distantes, e ele foi apontado pelo meteorito.

O viajante celestial com um diâmetro de vários centímetros foi encontrado numa pedreira perto de Estocolmo, onde extraem mármore cor de rosa. Em 20 anos, aí foram descobertos mais de cem meteoritos de um mesmo tipo. A idade das camadas coincide com o “Ordovician radiation”. Mas esta descoberta celestial obrigou a pensar, porque pertencia a outro tipo completamente desconhecido da ciência.

Segundo a hipótese, inspirada, a propósito pelas descobertas na pedreira, há 470 milhões de anos atrás caiu na Terra uma verdadeira chuva de bolas de fogo que durou dez milhões de anos. Supõe-se que a medida das rochas podiam chegar até um quilômetro. Isso é tanto que pode provocar consequências globais para a flora e a fauna, do que são capazes, por exemplo, choques de visitantes espaciais de dez quilômetros. Ao mesmo tempo, o “bombardeio” permanente alterou a superfície da Terra e criou numerosos novos nichos ecológicos. Estes abrira caminho para a pluralidade de espécies: na nova situação, os organismos vivos foram obrigados a adaptar-se às condições em mutação. Os que não conseguiam, morriam.

É lógico pressupor que a chuva de bolas de fogo foi uma consequência do embate, a grande velocidade, de dois grandes corpos espaciais, comparáveis, pela sua massa total, à Lua. O mais provável é que isso ocoreu entre as órbitas de Marte e Júpiter, onde se movimenta uma massa de grandes objetos. Em teoria, se um corpo do par que choca é maior, eles desfazem-se quase todos em pedaços. Devido à energia do choque, o corpo mais pequeno evapora-se, deixando apenas alguns pedaços. Durante milhões de anos, o pó, as pedras e fragmentos maiores chegaram à órbita da Terra e começaram a cair no nosso planeta.

A ciência sabe que, na natureza, não se encontra asteroides com uma constituição completamente igual. A semelhança dos meteoritos antes encontrados na pedreira apontou para que esses fragmentos pertenciam a um corpo celeste. Mas como provar que o cataclismo interplanetário aconteceu (nele baseia-se a hipótese da explosão evolucionista), se não há fragmentos do segundo corpo do par?

Parece que a atual descoberta é, por enquanto, o seu único fragmento que se encontra nas mãos dos cientistas. Coincidiu a ideia e o tempo da queda livre no Espaço, mas a constituição química é outra. Por isso, houve choque.

Significa que é alta a probabilidade de a explosão de espécies ter sido provocada por asteroides? Alexander Markov, professor de biologia, duvida:

"Claro que não se pode excluir isso, mas são necessários argumentos de peso. Parece-me que os argumentos existentes são insuficientes para afirmar que a queda dos asteroides foi a principal causa da “Ordovician radiation”. Talvez tivessem influído outras causas internas, biológicas”.

O problema é que, afirma Alexander Markov, há outras explicações para a explosão evolutiva. Elas estão ligadas à atividade vulcânica, à alteração da concentração de dióxido de carbono na atmosfera e a outros fatores.

Saltos evolucionistas tão sérios foram sempre provocados por todo um conjunto de causas, continua o cientista:

“Não se pode reduzir acontecimentos evolucionistas a apenas quaisquer ações externas. Porque é que apareceu o homem? Porque começou o período glaciar. Porque é que morreram os dinossauros? Porque caiu um asteroide. Porque é que ocorreu a explosão de uma variedade de espécies? Porque durante dez milhões de anos caíram asteroides... Isso é uma abordagem simplista”.

O enviado pré-histórico já provocou discussões no mundo científico. Os cientistas querem verificar nos rastros de meteoritos camadas dessa época de outras regiões do planeta. Semelhantes tipos há na China, Rússia, Escócia e América do Sul. O estudo deve esclarecer não só a catástrofe planetária, talvez a maior não só no último bilhão de anos, mas também em toda a história do Sistema Solar.

Sonhos espaciais: 5 ideias que conquistaram a NASA



Oceanos de metano
(Inovação Tecnológica) Todos os anos, a NASA faz um concurso de ideias inovadoras para a tecnologia espacial, e seleciona aquelas que poderiam ser úteis para as próximas décadas.

Aqui está uma seleção de cinco dos projetos escolhidos este ano pelo programa NIAC (Conceitos Inovadores Avançados da NASA, em tradução livre).

Cada projeto receberá US$ 100.000 para um maior detalhamento, com a possibilidade de receber mais US$ 500.000 para desenvolvimentos iniciais.

A primeira é um submarino robótico, cuja concepção artística pode ser vista acima, projetado para explorar os oceanos de metano da lua gigante de Saturno, Titã. Titã é o único lugar no Sistema Solar, além da Terra, onde se sabe haver grandes massas de líquido na superfície.

26/07/2014

Morre aos 79 anos o astrônomo brasileiro Ronaldo Mourão


(CBN/A Ilha) Morreu na noite desta sexta-feira (25), aos 79 anos, o astrônomo carioca Ronaldo Mourão. Ele estava internado no Quinta D’Or, em São Cristóvão, Zona Oeste do Rio. As causas da morte ainda não foram divulgadas.

Ronaldo Rogério de Freitas Mourão foi um dos mais importantes astrônomos no Brasil. As suas principais contribuições astronômicas foram efetuadas no campo das estrelas duplas, asteróides, cometas e estudos das técnicas de astrometria fotográfica. Fundador do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), pesquisador e sócio titular do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IGHB). Também participou da política, sem, no entanto, alcançar algum cargo eletivo. Ficou conhecido como a maior autoridade em astronomia do Brasil.

Trajetória
Mourão ingressou na Universidade do Estado da Guanabara (atual UERJ) em 1956 e diplomou-se em Física quatro anos depois. No mesmo ano em que ingressou na universidade foi nomeado auxiliar de Astrônomo do Observatório Nacional.

Logo no início de suas atividades ele editou suas observações do planeta Marte feitas antes mesmo de sua admissão. Algumas delas foram reproduzidas em revistas estrangeiras importantes da astronomia.

Em 1967 ele concluiu o doutorado na Universidade de Paris com menção "Très Honorables". Em dezembro desse ano voltou para o Brasil, reassumindo suas funções como astrônomo no Observatório Nacional e de Pesquisador no Conselho Nacional de Pesquisa. No ano seguinte foi nomeado Astrônomo-Chefe da Divisão de Equatoriais.

Mourão também elaborou todos os verbetes sobre Astronomia e Astronáutica do Novo Dicionário da Língua Portuguesa (1975 e 1986) de Aurélio Buarque de Holanda. Em 1978, Mourão recebeu pelo conjunto de seus trabalhos, o Prêmio José Reis de divulgação científica, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

No dia 25 de maio de 2005, recebeu o título “Suprema Honra ao Mérito” da Universidade Soka, Tóquio, em reconhecimento "aos notáveis empreendimentos realizados, em prol da ciência, educação e do bem estar da humanidade, do verdadeiro testemunho de uma vida exemplar dedicada às causas públicas e humanitárias".

No dia seguinte recebeu o Prêmio de Cultura e Paz da SGI – Soka Gakkai International, Tóquio, "em reconhecimento pela sua grande contribuição a realização de uma paz duradoura e a promoção da cultura baseado nos nobres ideais do humanismo". Mourão é conhecido na atualidade como um dos maiores céticos em relação a Ufologia. Foi um grande entusiasta e participante do Projeto SETI.
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Matérias similares no Terra, O Povo, JBG1 (com vídeo)Correio Braziliense e O Globo
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E mais:
Com morte de Mourão, astronomia nacional perde seu principal interlocutor (Info)
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Boletim Observe Especial (NEOA-JBS)
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Ao mestre com carinho (Mensageiro Sideral - Folha)
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Astrônomo Ronaldo Mourão participou de projetos em Brasília (Correio Braziliense)
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Participação de Ronaldo Mourão na Novela A Gata Comeu (Rede Globo) em 1985:


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Ciência Sem Limites - Educação em Astronomia (VIDEO)

25/07/2014

Projeto Cine Astronomia em 3D na Campus Party Recife 2014 - VIDEO

Em busca dos porcões do espaço


(Mensageiro Sideral - Folha) Um trio de astrônomos nos Estados Unidos acaba de lançar no ar uma sugestão inusitada: eles querem procurar poluição industrial na atmosfera de outros planetas.

Convenhamos, é uma baita sacada na busca por inteligência extraterrestre. Em vez de somente procurar civilizações que estejam disparando sinais de rádio em nossa direção, como fazem há cinco décadas os entusiastas da SETI, por que não buscamos no ar desses mundos sinais de atividade inteligente? Tomando por base os seres humanos (e se somos inteligentes ou não fica por sua conta), é bem provável que outras civilizações, em algum momento de sua história, poluam a atmosfera de seus planetas, assim como nós fazemos aqui no nosso pálido ponto azul.

Henry Lin, Abraham Loeb e Gonzalo Gonzalez Abad, do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica, fizeram algumas contas e chegaram à conclusão de que o Telescópio Espacial James Webb — sucessor do Hubble a ser lançado pela Nasa em 2018 — poderia detectar dois tipos de clorofluorocarbonos (conhecidos pela sigla CFC) na atmosfera.

Talvez você se recorde desses compostos. Eles já foram emitidos em grande quantidade pela humanidade (com usos que iam de sprays de desodorante a gases de refrigeração de geladeiras), até descobrirmos que eles destruíam a camada de ozônio da alta atmosfera e interrompermos seu uso desenfreado.

(O sucesso é atribuído ao Protocolo de Montreal, que passou a vigorar em 1989, e conseguiu mobilizar o planeta em torno de uma mudança significativa em sua cultura industrial. Ele é tido como um sinal de que talvez estejamos mesmo nos tornando uma espécie inteligente, afinal. Claro, eu teria mais confiança nessa conclusão caso tivéssemos tido postura similar frente à mudança climática. Até agora, nada.)

E o mais interessante é que os dois tipos detectáveis de CFC têm diferentes tempos de residência na atmosfera. Enquanto um se dissipa em 10 anos caso não seja reabastecido, outro permanece no ar por 50 mil anos. Ou seja, em caso de uma detecção, poderíamos até especular sobre a história particular da civilização em questão. Ela pode ter se extinguido, deixando apenas os compostos de longa duração no ar, ou mesmo interrompido as emissões (como nós fizemos).

A PEGADINHA
Um detalhe que talvez lhe interesse: essa detecção não poderá ser feita em planetas que estejam em torno de estrelas similares ao Sol, em plena atividade. As condições adequadas para a detecção exigem que a estrela do sistema planetário em questão já tenha morrido e, com isso, se transformado numa anã branca.

É o destino do Sol daqui a 5 ou 6 bilhões de anos. Ao esgotar seu combustível para fusão nuclear, ele soprará suas camadas exteriores e restará apenas seu núcleo inativo e ultracompactado pela ação da gravidade, ainda quente por toda a história pregressa, mas se resfriando paulatinamente ao longo de outros vários bilhões de anos. Será basicamente uma bolota muito densa, do tamanho da Terra.

Confesso que, quando li esse pedaço no artigo científico do trio, aceito para publicação no “Astrophysical Journal”, minha primeira reação foi de desânimo. Afinal, estamos tão acostumados com a ideia de que devemos procurar vida em planetas como a Terra, em torno de estrelas como o Sol, que achei um disparate pensar que uma anã branca pudesse ser o melhor lugar para achar os tais “porcões do espaço”.

Contatei Avi Loeb, e ele me convenceu do contrário. “Cerca de um terço de todas as anãs brancas mostram evidências de elementos pesados em sua superfície pela acreção recente de detritos planetários. Algumas são cercadas por discos de poeira, potencialmente pela perturbação de planetas rochosos ou asteroides pela força gravitacional intensa em suas imediações. Essa perturbação aconteceria a distâncias que seriam metade de onde estaria a zona habitável do sistema”, ele me disse. “E temos de ter em mente que planetas foram descobertos em torno de estrelas de nêutrons, que são resultado da explosão violenta de estrelas massivas. Se esses ambientes violentos dão origem a planetas, anãs brancas também poderiam fazê-lo.”

Em suma, ao menos no caso das estrelas, talvez exista vida após a morte. Por isso, o grupo de Loeb já iniciou, em parceria com Dani Maoz, da Universidade de Tel Aviv, uma busca por potenciais alvos — anãs brancas com planetas — que estejam devidamente catalogados quando o Telescópio Espacial James Webb entrar em operação.

Um pensamento particularmente arrepiante é o de que talvez exista uma nova janela de habitabilidade para o Sistema Solar depois que o Sol morrer e se tornar uma anã branca. Será que somos apenas a primeira geração da história da vida por essas redondezas? Avi Loeb certamente acredita nessa possibilidade. “Podemos encontrar vida em lugares inesperados.”
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E mais:
Estamos sós no universo? Poluição extraterrestre pode dar a resposta (UOL), com matéria similar no O Globo

Meteorito encontrado na região fará parte de exposição no Rio de Janeiro

Fragmento guardado por 42 anos pelo jornalista Saulo Gomes vai para Museu Nacional da UFRJ


(A Cidade) O jornalista Saulo Gomes, 86 anos, nunca imaginou que iria contribuir com o estudo do universo. Em agosto de 1967, ele encontrou três meteoritos que caíram na fazenda Buritis, no município de Buritizal, a 145 km de Ribeirão Preto, e os manteve guardados por 42 anos sem saber que tinha, na decoração de sua casa, uma parte da história da formação e da evolução do Sistema Solar.

Agora, a metade de um dos fragmentos vai integrar uma exposição de meteoritos no Museu Nacional da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). A curadora da coleção de meteoritos do museu, professora Maria Elizabeth Zucolotto, esteve em Ribeirão ontem para levar a pedra para a capital fluminense.

“Essa é uma grande doação para o museu. Os meteoritos têm informações de raios cósmicos. Juntamos cada pecinha para formar um grande quebra-cabeça”, disse a professora.

A descoberta dos meteoritos veio à tona em agosto de 2009, quando o jornalista João Garcia, ex-diretor Editorial do A Cidade [que morreu em 2012], publicou uma reportagem sobre as pedras coletadas por Saulo Gomes.

Na ocasião, o professor Antenor Zanardo, do Departamento de Petrologia e Metalogenia da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Rio Claro, enviou uma das pedras para um laboratório de Vancouver, no Canadá, que classificou o material como um meteorito tipo condrito ordinário.

Amizade antiga
“Nada disso seria possível sem o João Garcia”, afirmou Saulo Gomes. Os dois jornalistas se conheceram no dia em que o então repórter da TV Tupi foi a São Simão para investigar a notícia de que um objeto havia explodido no local. “O João tinha uns 17 anos e pediu para o pai dele o levar para me conhecer. Ele virou jornalista por minha causa.”

Anos depois, João Garcia procurou Saulo Gomes e o questionou sobre o episódio dos meteoritos. “Foi então que eu falei que tinha guardado umas pedras e ele entrou em contato com o Zanardo”, lembrou.
Saulo Gomes conta que sempre teve o hábito de colecionar “coisas” que o lembrassem de suas matérias. “Guardei as pedras como uma recordação daquela pauta.” A mulher do jornalista, Edna Gomes, vai mandar fazer um pingente com um pedaço do meteorito.

Fragmento deve ser autenticado e classificado
Meteoritos são fragmentos de corpos sólidos do sistema solar (asteroides, cometas, Lua, entre outros) que caem na superfície da Terra. Quando entram na atmosfera terrestre alcançam velocidades que vão de 11 a 72 km/seg – dependendo da direção e sentido de suas órbitas em relação a da Terra – e se tornam incandescentes, deixando uma rápida trilha luminosa no céu conhecida como meteoro ou “estrela cadente”. Alguns poucos meteoros sobrevivem a esta queda e os que alcançam a superfície terrestre passam a se chamar meteoritos.

A maioria dos meteoritos vem do cinturão dos asteroides, uma região entre Marte e Júpiter, no entanto, existem meteoritos lunares, marcianos e até comentários.

Quando descoberto, o meteorito deve ser autenticado e classificado por uma instituição de pesquisa como o Museu Nacional. O resultado é publicado no Meteoritical Bulletin, que emite uma espécie de “pedigree” do meteorito. Só então o meteorito passa a existir oficialmente. (Com informações do Museu Nacional)
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