13/09/2014

2015, Ano Internacional da Luz

Comportamento dual observado originalmente na luz está na base da teoria quântica e do desenvolvimento da microeletrônica. No espírito da celebração proposta pela Unesco, Carlos Alberto dos Santos trata do tema em sua coluna de setembro.




(Ciência Hoje) Por decisão da Assembleia Geral da Unesco, realizada em novembro de 2013, a luz e as tecnologias nela baseadas serão celebradas ao longo de 2015, que passará a ser referido simplesmente como Ano Internacional da Luz. O objetivo principal da iniciativa é destacar para todo cidadão a importância da luz e das tecnologias ópticas em sua vida, para o seu futuro e para o desenvolvimento da sociedade.

Inúmeras atividades estão sendo planejadas ao redor do planeta, dirigidas a audiências de todas as faixas etárias e de todos os níveis culturais. Um movimento dessa ordem, em torno de um assunto que ocupa grande parte dos textos aqui publicados, não poderia passar em branco. Por isso, dedicaremos as próximas colunas às inovações tecnológicas da fotônica e outros inventos baseados na manipulação da luz.

Uma das propriedades mais intrigantes do comportamento quântico é a dualidade partícula-onda – e foi investigando a luz que o homem descobriu essa propriedade, em épocas nas quais a teoria quântica era inimaginável. Na cultura ocidental, o primeiro debate sobre a natureza da luz se deu entre Isaac Newton (1642-1727) e Christiaan Huygens (1629-1695).

12/09/2014

Visita ao Observatório Astronômico acontece neste sábado

(Bem Paraná) As visitas abertas do Observatório Astronômico Prof. Dr. Leonel Moro do Colégio Estadual do Paraná à comunidade acontecem no 1º sábado de cada mês, de fevereiro a dezembro, desde que haja um quorum pré estabelecido e céu compatível para observações. Porém, excepcionalmente, a visita ocorrerá neste sábado (13), segundo do mês, devido ao feriado de Nossa Senhora da Luz (08) em Curitiba.

A comitiva partirá do Planetário às 20 horas, do estacionamento do CEP, logo após a reunião do Clube de Astronomia do CEP (CACEP) que acontece entre 19h e 20h, com retorno previsto para as 23h.

As visitas são gratuitas e o deslocamento ao Observatório será de responsabilidade de cada participante.

A observação do céu será com telescópios e as identificações das constelações acontecem sob o monitoramento dos professores do Observatório e membros do CACEP.

Caso as condições atmosféricas sejam muito adversas à observação astronômica, uma palestra com softwares livres de astronomia contemplam a programação.

Alunos e menores de 18 anos devem, necessariamente, vir acompanhados de um maior responsável.

Dicas
- É bom levar água e um lanche (bolacha, barra de cereal), pois não tem comércio por perto;

-Também é importante levar casacos, pois venta muito à noite.

Serviço
Dia: 13 de setembro (excepcionalmente este encontro será no segundo sábado do mês, devido ao feriado do dia 08/09 em Curitiba)

Endereço: Av. João Gualberto, 250 – Glória

19h - Planetário

20h - Comitiva sai para o observatório, que fica em Campo Largo (cerca de 20 km)

Retorno - 23h

22ª Semana de Astronomia do MAST celebra os 45 anos da chegada do homem à lua

De 16 a 21 de setembro, visitantes poderão participar de diversas atividades relacionadas ao tema. A entrada é gratuita.



Promovida pelo Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), a 22ª Semana de Astronomia irá celebrar os 45 anos da missão Apollo 11, que marca a chegada do homem à lua. De 16 e 21 de setembro, visitantes poderão participar de diversas atividades relacionadas ao tema, como a observação do céu através de uma grande luneta centenária e de telescópios modernos, sessões do planetário digital inflável, palestras e exibição de filmes. A entrada é gratuita e a classificação livre. O MAST fica na Rua General Bruce, 586, no Bairro Imperial de São Cristóvão, RJ.

Quem participar da Observação do Céu poderá ver, além da lua, os planetas Marte e Saturno. Também estão visíveis os Aglomerados Abertos da Borboleta (M6) e Ptolomeu (M7), que são agrupamentos de estrelas jovens da nossa galáxia. O Museu possui ainda equipamentos que possibilitam a visualização do Sol com a máxima segurança. Nessa atividades, o visitante poderá aprender mais sobre as famosas manchas solares enquanto as observa através dos telescópios e filtros do MAST.

Outro destaque da programação é a oficina ASTROmania, que acontece no sábado, dia 20, às 16h. Durante a atividade, o público terá a oportunidade de aprender por que a Lua apresenta fases e como ela influencia nossas vidas e os fenômenos da natureza. Os mediadores irão ensinar a todos como construir seu próprio planisfério lunar, dispositivo que serve para a identificação das fases da lua e a determinação aproximada das horas de seu nascimento e ocaso.

A Semana de Astronomia do MAST é um evento anual que possui o objetivo de discutir temas básicos de astronomia e apresentar as mais recentes descobertas na área, bem como explorar as diferentes formas de divulgação científica nesse campo e aproximar a ciência dos cidadãos. Desde 2002, o evento passou a ser temático, direcionando a maioria de suas oficinas e palestras a um tópico escolhido pelos membros da coordenação de educação em ciências do Museu. Em 2014, o tema é “Um Grande Salto para a Humanidade”.

Confira os dias e horários de cada atividade.

Abertas até dia 30/09 as inscrições no programa de Pós-graduação em Física do ITA



Os Departamentos de Física, Química e Matemática da Divisão de Ciências Fundamentais do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) estão num processo de expansão (duplicação) do seu corpo docente e de alunos de graduação e pós-graduação. Novos laboratórios de Nanofotônica, Nanomateriais, Computação de Alto Desempenho, Radiações ionizantes e nucleares, Espectroscopia e Óptica estão sendo montados e 3 novos pesquisadores foram recentemente incorporados ao departamento de Física, 3 no de Matemática e 1 na Química.

Em 2014/2015, 20 novos professores serão contratados na Divisão de Ciências Fundamentais (8 na Física e 7 na Matemática). Portanto muitas novas oportunidades estão se abrindo para o programa de pós-graduação em Física do ITA, expansão do seu corpo docente e discente. Abaixo estão as área do programa, e chamamos a atenção para a nova área de concentração aberta em 2014 em Sistemas Complexos e Dinâmica não linear com participação de docentes da matemática e a linha de pesquisa em

Propriedades de Sistemas Poliatômicos: Estrutura eletrônica de moléculas e geometria de aglomerados moleculares que envolve docentes da Química.

Estão abertas até dia 30/09 as inscrições no programa de Pós-graduação em Física do ITA nos cursos de Mestrado e Doutorado

Abaixo os links para mais informações sobre as inscrições.
http://www.ita.br/pt-br/ip/processoseletivo
http://www.posgrad.ita.br/

As inscrições são necessárias para que depois, os alunos com inscrições aprovadas, possam fazer a matrícula em Janeiro de 2015. Contudo, fazer a inscrição, não exige o compromisso de ter que realizar depois a matrícula no programa.

Mais informações contactar o coordenador do programa, Prof. Manuel Malheiro (malheiro@ita.br)
Programa FIS - Física
Coordenador: Manuel M. B. Malheiro Oliveira

Mais informações sobre o PG-FIS: clique aqui para a página do Programa, ou aqui para o Catálogo.
FIS-A - Física Atômica e Molecular
Coordenador de Área: José Silvério E. Germano

- Lasers: Desenvolvimento de lasers de vapor de cobre e lasers de corante. Separação isotópica via lasers. Produção de componentes de precisão para o desenvolvimento de lasers.

- Gases ionizados: Diagnósticos elétricos e espectroscopia (de emissão, absorção e laser). Simulação de espectros ro-vibracionais com inteligência artificial. Simulação de plasmas frios.

- Propriedades de Sistemas Poliatômicos: Estrutura eletrônica de moléculas e geometria de aglomerados moleculares. Espalhamento por elétrons, pósitrons e positrônio. Propriedades de moléculas diatômicas e triatômicas. Condensação atômica.

FIS-N - Física Nuclear
Coordenador de Área: Manuel M. B. Malheiro Oliveira

- Estrutura Nuclear e Hadrônica: Modelos relativísticos para o núcleo e hádrons. Fenomenologia de partículas. Emparelhamento, correlações núcleon-núcleon, e excitações coletivas em núcleos finitos incluindo deformação e matéria nuclear. Núcleos exóticos, estrutura de poucos corpos.

- Teoria Quântica de Campos, Cosmologia e Gravitação: Interações eletrofracas. Fenômenos de transição de fase. Renormalização em mecânica quântica. Modelos Cosmológicos. Detecção de ondas gravitacionais;

- Reações Nucleares e Espalhamento Geral: Espalhamento múltiplo. Formação e decaimento do núcleo composto. Reações de fragmentação do projétil. Excitação Coulombiana. Reações nucleares de poucos corpos.

FIS-P - Física de Plasmas
Coordenador de Área: Gilberto Petraconi Filho

- Física de Plasmas Frios: Simulação numérica de descargas elétricas CC, RF e microondas, usando gases nobres e moleculares. Simulação de ambiente de reentrada de satélites recuperáveis.

- Fusão Termonuclear Controlada: Caos e fenômenos não lineares aplicados em tokamaks.

- Processamento de Materiais a Plasma: Físico-química do crescimento do filme de diamante CVD e aplicações em sensores eletroquímicos. Compostos orgânicos inibidores de corrosão em metais. Micro-fabricação;

- Tecnologia de Plasmas frios: Filmes finos, processos de corrosão e deposição. Limpeza e ativação a plasma.Instrumentação. Etapas de micro fabricação para sensores e dispositivos de microeletrônica. Compósitos e polimeros;Geradores de ozônio baseados em descargas à barreiras dielétricas. Combustão assistida por plasma.

FIS-SC – Sistemas Complexos e Dinâmica Não Linear
Coordenador de Área: Erico Luiz Rempel

- Caos em Plasmas de Fusão: Caos e Dinâmica não Linear aplicado a tokamaks; Efeito de perturbações e geração de caos em tokamaks; Caos em sistemas dinâmicos conservativos aplicado a tokamaks.

- Caos em Astronáutica e Mecânica Celeste: Cálculo de Trajetórias Espaciais; dinâmica de muitos corpos no Sistema Solar; estruturas invariantes hiperbólicas e suas variedades; captura e escape de trajetórias no Sistema Solar; dinâmica não-linear e caos em sistemas Hamiltonianos e dissipativos, em particular, sistemas de plasmas.

- Caos e Turbulência em Fluidos e Plasmas Espaciais e Astrofísicos: turbulência em discos de acreção; convecção Rayleigh-Bénard; dínamo solar; ondas não-lineares; Simulações 1D, 2D e 3D; mistura caótica; estruturas coerentes lagrangeanas; auto-organização e formação de padrões.

Origem da Vida: Terrestre ou espacial?



(Fundação Planetário) Qual será a origem da vida? Existem experimentos que dizem ser possível, a partir da condições iniciais do planeta Terra, ter se formado quase espontaneamente da combinação de vários elementos químicos. Outras teorias falam da possibilidade da vida ter sido de origem extraterrestre, disseminada por cometas e asteroides. Qual a verdadeira?

Para responder esta pergunta, o pesquisador russo Aleksander Oparin (direita) e o inglês John Burdon Haldane (esquerda) propuseram, no início da década de 1920, a formação de moléculas orgânicas a partir de moléculas inorgânicas, inicialmente na atmosfera e posteriormente nos oceanos.

Resumidamente, seria assim. As condições iniciais do planeta eram muito diferentes da atual. A enorme quantidade de vulcões expelia gases e partículas que ficaram aprisionados ao planeta devido à força gravitacional, criando uma atmosfera primitiva.

Composta basicamente dos gases – Metano (CH4), Amônia (NH3), Hidrogênio (H2) e vapor de água (H2O), a atmosfera primitiva continha pouco Oxigênio (O2) e, por isto, era um ambiente de baixa oxidação, o que permitiria a combinação e a preservação de elementos mais complexos.

Candidatura para realização do 19º ENAST - 2016



No formulário abaixo você poderá inscrever a candidatura da sua instituição para sediar o 19o. Encontro Nacional de Astronomia no ano de 2016. Durante o 17o Enast (novembro de 2014 em Maceió - AL) se realizará a escolha de sede. Os dados serão enviados ao Conselho Nacional que organizará a votação.

Link para o formulário de candidatura à realização do 19º ENAST
https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?fromEmail=true&formkey=dGNkc0ZORnBiZ1lJTmp0aklXa3VRSXc6MA

Sua inscrição SÓ SERÁ CONSIDERADA VÁLIDA após o envio de uma carta oficial (cópa digitalizada com assinaturas via e-mail para naelton[arroba]yahoo.com.br) de uma ou mais instituições se comprometendo com a realização evento (PRAZO:18 de outubro de 2014 até às 24h).

Para realizar um ENAST você precisa comprometer-se com os seguintes requisitos:

1) Os organizadores devem providenciar hospedagem o mais barata possível (de graça, se for viável) para o maior número de inscritos.

2) O evento tem que ser em um feriado ou fim de semana, preferencialmente em novembro.

3) Uma vez eleita, a instituição deverá designar um representante para participar do Conselho Nacional do evento (enast@yahoogrupos.com.br).

Ciência na Rua 2014 - Estremoz (Portugal)


Clique na imagem acima para detalhes

Marte e Antares poderão ser vistos próximos a partir desta sexta

(UOL) Nesta sexta-feira (12), Marte estará no meio do caminho entre Saturno e Antares, estrela vermelha da constelação de Escorpião. Por isso, quem olhar para o céu poderá comparar as matizes de vermelho dos dois astros a olho nu. Até o dia 27 de setembro, Marte e Antares aparecerão muito próximos, cerca de três graus de distância abaixo no céu sudeste, após o entardecer.

No mês passado, um fenômeno raro alinhou a Lua e os planetas Marte e Saturno. Eles formaram um triângulo em frente à constelação de Escorpião. No Brasil, o evento foi visto nas áreas sem céu encoberto, entre as 18h30 e as 23h (horário de Brasília). A conjunção permitiu ainda a observação de Antares, a chamada estrela vermelha

Além disso, você poderá observar uma grande pirâmide de luz que aparecerá uma ou duas horas antes do nascer do sol. A pirâmide, chamada de Luz Zodiacal, emana de Júpiter e é algumas vezes confundida com a Via Láctea, por vezes chamada de falso amanhecer. O fenômeno é mais bem visto a partir de meados de setembro até o início de outubro.

A Luz Zodiacal é o reflexo da luz solar sobre partículas de poeira cósmica, restos de colisões de cometas e asteroides do nosso sistema solar. Parte dessa poeira entra na atmosfera terrestre como meteoros esporádicos ou aleatórios.

A maioria das partículas de poeira que produzem a Luz Zodiacal funciona como uma lente em forma de cone, que se afina e se estende por todo o caminho para fora da órbita de Júpiter. Grande parte do material é localizada perto do plano do sistema solar, ou seja, no disco plano onde os planetas orbitam.

Uma proposta sobre ciência e espiritualidade

(Marcelo Gleiser - Folha) Foi o poeta romano Lucrécio, escrevendo em torno de 50 a. C., que famosamente deu voz à ciência como forma de emancipação pessoal (de liberação de superstições que só fazem despertar o medo e a escravidão do

intelecto humano): nem mesmo o brilho do Sol, a radiação que sustenta o dia, pode dispersar o terror que reside na mente das pessoas. Apenas a compreensão das várias manifestações naturais e de seus mecanismos internos tem o poder de derrotar esse medo.

Já 400 anos antes, a maior influência intelectual de Lucrécio, o filósofo Demócrito, escrevia que a compreensão da estrutura racional do mundo era o único caminho para a felicidade, para o encontro com a graça. Demócrito era conhecido como o "Filósofo Sorridente"; seu sorriso, aqui, representando a graça que atribuímos aos santos e aos iluminados. Será que a razão pode levar à transcendência?

Para a maioria das pessoas, a proposta é impossível; razão é o oposto de graça ou de transcendência, visto que seu uso baseia-se na aderência à regras rígidas e a um ceticismo inabalável. Como que o pensamento analítico pode ter essa maleabilidade, esse impacto emocional e, mais ainda, espiritual?

Primeiro, precisamos eliminar a relação entre a espiritualidade e o espírito enquanto manifestação sobrenatural. O ponto de partida aqui é que existe apenas a matéria. Em toda a sua incrível complexidade, de elétrons à proteínas à borboletas à estrelas, a matéria mantem um vínculo apenas com as forças físicas que agem sobre os seus constituintes.

Não há dúvida de que compreendemos muito dessas manifestações, e é a isso que se refere Lucrécio quando escreveu sobre "a compreensão das várias manifestações naturais e de seus mecanismos internos". Este é o objetivo central das ciências físicas, a identificação dessas manifestações naturais e de seus mecanismos internos.

Porém, não há dúvida, também, de que pouco sabemos do mundo, de que estamos cercados por questões de uma complexidade que nem temos como aferir. "A Ilha do Conhecimento", conforme argumentei recentemente, está cercada por um "Oceano do Desconhecido".

Mas quando falamos do mundo, desconhecido não significa divino, nem tampouco sobrenatural. Desconhecido significa que temos um desafio pela frente, que só pode ser encarado se nos dedicarmos ao seu estudo. E como se dá isso?

Através dos métodos racionais da ciência, que implicam numa devoção intelectual e espiritual, como Einstein havia já percebido. Espiritualidade é uma ligação com algo maior do que nós, que nos seduz de forma incontrolável, que cria uma urgência em querer saber, em querer penetrar sempre mais profundamente nos mistérios que nos cercam.

Essa espiritualidade natural, como eu a chamo, não é uma forma de misticismo. Misticismo pressupõe que o conhecimento que é inacessível ao intelecto possa ser obtido através da contemplação, ou de uma união com o divino.

A ciência, ao menos para mim, começa com uma ligação espiritual com a natureza, usando o intelecto como ponte entre essa ligação e a busca pelo conhecimento. Unindo a atração espiritual pelo desconhecido e o poder do intelecto, a ciência manifesta de forma única a imersão do homem na realidade que o cerca.

Maiores especialistas mundiais em exoplanetas reunidos no Porto (AstroPT)


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Efemérides astronômicas: de 11 a 20 de setembro de 2014


(O Guardador de Estrelas) O Sol permanece na constelação do Leão até o dia 16. No dia 17 amanhece em Virgem, constelação onde se manterá até o dia 31 de outubro, de acordo com os limites oficiais das constelações, definidos pela União Astronômica Internacional.

Mercúrio está na constelação da Virgem, visível ao final do crepúsculo vespertino. Entre os dias 19 e 20 o planeta estará em conjunção com a estrela Spica. Se você tiver oportunidade, não deixe de assistir.

Triturador de moléculas

Raios cósmicos desintegram ácido fórmico, candidato a precursor de compostos biológicos


(Pesquisa Fapesp) Abundante nas regiões do espaço onde se formam as estrelas, em cometas e em corpos celestes pequenos no sistema solar, o ácido fórmico é considerado um possível precursor de moléculas essenciais à vida. Físicos e biólogos acreditam que, quando interage com fontes de nitrogênio, como a molécula de amônia, ele possa contribuir para formar a glicina – o mais simples dos aminoácidos e um dos blocos químicos que compõem as proteínas, encontradas em todos os seres vivos. Mas ninguém sabe ao certo se a molécula de ácido fórmico sobreviveria no espaço o suficiente para se combinar com fontes de nitrogênio e formar aminoácidos. Se estiver desprotegida, parece que não: um estudo realizado por pesquisadores brasileiros em parceria com franceses e publicado neste ano na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society indica que o ácido fórmico não resiste à ação direta dos raios cósmicos. Em testes que simularam as condições encontradas no espaço, o ácido fórmico foi degradado em água (H2O), monóxido de carbono (CO) e dióxido de carbono (CO2). Mais importante do que a ausência de moléculas maiores, o experimento indica que nessas condições ele não subsiste para participar de reações com outras substâncias.

O astrofísico Alexandre Bergantini, pesquisador da Universidade do Vale do Paraíba (Univap) e autor principal do artigo, conta que o estudo simulou o que aconteceria se raios cósmicos bombardeassem, durante 2 milhões de anos e na presença de água, essas pequenas moléculas pousadas sobre grãos de poeira de até 1 micrômetro, “menor do que o menor grão de poeira encontrado na Terra”, explica o pesquisador. No experimento realizado no Grande Acelerador Nacional de Íons Pesados (Ganil) da cidade de Caen, na França, Bergantini inseriu amostras de ácido fórmico com água em uma câmara de aço inoxidável – em que um equipamento especializado suga todo o ar num processo que pode demorar até uma semana para criar um ultravácuo em baixíssimas temperaturas, cerca de -260 graus Celsius (°C) – e as bombardeou com íons pesados como os de níquel, que viajam o Universo inteiro a altíssimas velocidades, simulando a ação dos raios cósmicos. “Poucos aceleradores de partículas trabalham com íons tão pesados”, explica Bergantini justificando a parceria formada para o estudo. No Brasil, não teria sido possível realizar os experimentos.

O trabalho do grupo da Univap é um descendente do famoso experimento realizado pelos norte-americanos Stanley Miller e Harold Urey na década de 1950. Num aparato vedado, eles submeteram água, metano, amônia e hidrogênio a descargas elétricas e ao longo de dias viram o líquido mudar de cor e verificaram o surgimento de aminoácidos, como a glicina, entre outros compostos orgânicos. Ao mostrar que moléculas que compõem a vida surgem de substâncias inorgânicas em condições extremas, o experimento deu origem a um campo de pesquisa que hoje dispõe de recursos de uma precisão provavelmente inimaginável para Miller e Urey, que punham os elementos em quantidade indeterminada e observavam, em parte a olho nu, o que acontecia. “Nossos experimentos são feitos com uma ou duas moléculas, em escala nanométrica, com dosagem de radiação precisamente medida e controlada”, explica Bergantini. Em seguida às reações, a espectrometria permite detectar exatamente quais moléculas surgiram e em que quantidade.

Nessa busca por detalhar a possível trajetória do ácido fórmico no espaço, os brasileiros obtiveram resultados de certa maneira surpreendentes. “Achamos que a água fosse servir como escudo, mas ela na verdade ajudou a destruir o ácido fórmico”, conta Bergantini. E essa deve ser a situação mais comum, já que a água está disseminada pelo espaço. Mas pode não ser tão fácil assim degradar as moléculas de ácido fórmico. É que nas nuvens onde é encontrado em maior abundância, o ácido fórmico pode estar mais protegido pela matéria que existe ali e não ser destruído tão prontamente – o que lhe daria mais tempo para reagir com compostos contendo nitrogênio e gerar moléculas bióticas.

Laboratório espacial
Para entender como a evolução química do Universo acontece e dá origem à vida, o astrônomo Sergio Pilling, orientador de doutorado de Bergantini, montou no último ano o Laboratório de Astroquímica e Astrobiologia (Lasa) na Univap, em grande parte com financiamento da FAPESP no âmbito do programa Jovens Pesquisadores. “Podemos simular simultaneamente os efeitos dos fótons de ultravioleta e dos elétrons do vento solar, reproduzindo de forma mais verossímil alguns fenômenos espaciais”, conta Pilling. “É possível ainda atingir temperaturas de -263 °C e simular o efeito da radiação espacial em amostras de interesse aeroespacial e aeronáutico.” O laboratório também é mantido com recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e da própria Univap.

Outros estudos feitos no laboratório recém-instalado em São José dos Campos vêm mostrando resultados diferentes quando ácido fórmico e ácido acético são expostos a luz ultravioleta e raios X, simulando a energia emitida pelo Sol e por outras fontes. “Estamos vendo a formação de outras moléculas além das mais óbvias como CO2”, adianta Bergantini sobre os resultados ainda preliminares.

A Agência Espacial Norte-americana (Nasa) anunciou recentemente que nos próximos 20 anos pretende confirmar se há vida no Universo além da terrestre. Pilling concorda com a estimativa. “Acredito que a humanidade está muito perto desse tipo de achado”, diz. Por meio das simulações feitas no Lasa, ele pretende contribuir para essa busca, feita também a partir da análise de amostras coletadas por sondas espaciais que têm pousado em corpos celestes ou de material coletado de meteoritos que caem na Terra e também por meio de sinais detectados por radiotelescópios. “Nossas pesquisas procuram acrescentar pistas sobre a formação e a origem da vida, uma vez que simulamos ambientes espaciais onde ocorre a formação de moléculas pré-bióticas como aminoácidos e bases nitrogenadas essenciais para a vida como conhecemos.”

11/09/2014

Hangout NUPESC - Mulheres na Ciência

Ares x Antares: sangue e pancadaria no céu!



SKY MMA ULTIMATE FIGHTING – ARES X ANTARES - 27 a 29 de setembro

Sangue e pancadaria no céu! Chegou a hora da verdade!

Novamente está em jogo o cinturão do astro mais avermelhado do céu! Os arquirrivais novamente irão se encontrar para mais um tira-teima, depois de 2 anos de seus últimos combates. Quem é o mais vermelho? Quem é o mais brilhante? Antares, a supergigante vermelha do Escorpião, ou Marte, o planeta do deus da guerra? Quem ganha essa vez?

Saturno irá assistir ao combate de camarote, mas preferiu se manter em Libra por questões de segurança. Mercúrio odeia confusões e só dará uma espiadinha no duelo, ficando bem perto do horizonte oeste em Virgem ao anoitecer desses dias. No dia 29 a Lua será a grande convidada, exibindo suas curvas como a ring girl da luta desse dia.

Anderson Silva está sendo contactado para comentar o combate, mas não damos garantia de sua presença porque esse lance de ver estrelas o fará lembrar-se do trauma de suas duas últimas lutas. 

Não perca esse desafio, cuja revanche será apenas em agosto de 2016! Assista ao vivo num observatório ou Clube de Astronomia mais próximo de você!

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O texto acima é apenas uma sugestão bem humorada para incrementar a divulgação de sua atividade ligando a observação da conjunção às lutas de vale-tudo.

As conjunções entre estrelas e planetas não são tão badaladas quanto as que ocorrem entre planetas, ou estes com a Lua, mas esta é especial porque envolve alguns dos astros mais brilhantes do céu. Trata-se da estrela mais brilhante de uma das mais notáveis constelações, com um dos planetas mais próximos da Terra. Além disso, o nome da estrela do Escorpião está intimamente ligado ao Planeta Vermelho.

A visualização dessa conjunção serve para treinar os olhos de quem observa. Duas características desses astros podem ser exploradas para treinar a sensibilidade ocular: o brilho e a tonalidade de cor. É de grande utilidade para quem quiser se aprimorar na observação de estrelas variáveis, por exemplo.

- Dia 27/9 (SÁBADO) a Lua estará próxima de Saturno, em Libra.
- Dia 28/9 (DOMINGO) Marte e Antares estarão a apenas 3 graus um do outro.
- Dia 29/9 (segunda) a Lua estará próxima dos dois astros avermelhados.

SUGESTÕES DIDÁTICAS:

- No sábado, que tal acrescentar uma super observação, com Marte, Antares, Saturno e Lua? Serão duas conjunções: Saturno X Lua ; Antares X Marte.

Você pode repetir a observação dos 4 astros no domingo, com ápice na segunda-feira, quando a Lua estiver próxima de Marte e Antares.

- Que tal uma palestra sobre o nome das estrelas? A ligação etimológica entre Marte e a alfa do Escorpião pode ser ampliada para o nome de outras estrelas que aparecerão na mesma noite.

- Que tal aproveitar a rivalidade e ensinar ao público a estimar o brilho dos dois astros? Você pode pedir para comparar o brilho com outros planetas e estrelas que estarão no céu. Se seu evento for de 3 dias, faça a estimativa todos os dias para verificar se houve alguma mudança na variação de brilho.

- Já percebeu que muitos acham que as estrelas são da mesma cor, principalmente em regiões com alta poluição luminosa? Que tal comparar a cor de Antares com outras estrelas alfas que estarão aparecendo na mesma hora? E Marte, será que é da mesma cor de Saturno?

- Seu público gostou de estimar e comparar o brilho dos astros? Que tal incentivá-lo a estimar periodicamente algumas estrelas? Dependendo da estrela, apenas um binóculo já será suficiente para as estimativas. A seção de variáveis da REA (http://rea-brasil.org/variaveis/) ou a AAVSO (http://www.aavso.org/), entidade conhecida mundialmente pelo seu acervo sobre estrelas variáveis são um bom caminho para as próximas etapas.

CUIDADO COM A IMPRENSA:
- A conjunção entre Marte e Antares é um fenômeno regular, que acontece a cada dois anos, aproximadamente. Como o conceito de raro é um pouco subjetivo, tome cuidado com alguns conteúdos que serão divulgados na mídia e redes sociais. A próxima conjunção será em agosto de 2016. Será mesmo raro um fenômeno se repetir a cada dois anos?

Programe sua atividade. O GaeA ajudará gratuitamente na divulgação.

Céus limpos!

Observatório Nacional qualifica estudantes na área de astrobiologia

(Agência Brasil) Ramo da astronomia que estuda a vida fora da Terra, a astrobiologia é o tema central da 1ª AstrobiON, escola de astrobiologia que o Observatório Nacional promove desde ontem (8), no Rio de Janeiro, e vai até o próximo dia 12 com cursos para estudantes de graduação e de pós-graduação em áreas afins.

Esse ramo da ciência pretende compreender como a vida surgiu na Terra e tenta buscar indícios de vida em outras esferas do universo. “Na realidade, é uma área multidisciplinar, porque envolve astronomia, tem gente que trabalha com biologia, tem pessoal da geofísica. Todo mundo contribuindo um pouco”, disse hoje (9) à Agência Brasil o astrônomo Marcelo Borges, do Observatório Nacional, formado em astrofísica estelar.

Um dos coordenadores da AstrobiON, ele disse que a área da astrobiologia ganhou força após a descoberta de planetas fora do sistema solar. “Hoje em dia já são mais de mil [planetas]”, comentou. Esta é a primeira escola promovida sobre astrobiologia, no Brasil. Já ocorreram dois encontros nacionais sobre o tema, sendo um no Rio de Janeiro, em 2006, e outro em São Paulo, em 2012.

Para Marcelo Borges, a importância da astrobiologia para a ciência pode ser dimensionada pelo entendimento de como a vida surgiu. “É uma coisa que a gente ainda não compreende bem e talvez, olhando para outros planetas, a gente consiga compreender melhor”. Outro papel importante dessa ramificação da astronomia é saber se existe outra forma de vida extraterrena. “Acho que esse é o papel principal porque, no dia em que se confirmar presença de vida fora da Terra vai ser, com certeza, uma grande revolução cientifica”.

O astrônomo do Observatório Nacional assegura que, por enquanto, não há confirmação da existência de nenhuma forma de vida fora da Terra, seja vida inteligente ou simples micróbios. Ressaltou, porém, que os pesquisadores acreditam na constatação, em breve, de bactérias, formas de vida bem simples, unicelulares.

Mas ainda não se descobriu nada. Existem indícios apenas, disse Borges. Por enquanto, vida fora da Terra só nos filmes de ficção científica.

Inscrições para encontro de astronomia terminam dia 30

Maior evento de astronomia amadora do País será realizado de 7 a 9 de novembro, na Universidade Federal de Alagoas (Ufal)

(JC) Estudantes, astrônomos profissionais ou amadores interessados em participar da 17º edição do Encontro Nacional de Astronomia (Enast) têm até o dia 30 de setembro para se inscrever. O Enast é reconhecido como o maior evento de astronomia amadora do País busca facilitar o acesso da população em geral ao conhecimento científico.

Organizado anualmente, o evento ocorrerá paralelo ao Encontro Regional de Ensino de Astronomia (Erea), e serão promovidos pelo Observatório Astronômico Genival Leite Lima (OAGLL) na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), em Maceió (AL), de 7 a 9 de novembro.

A 17º Enast oferece uma programação extensa com palestras de astrônomos renomados, apresentação de trabalhos de instituições de diversas regiões do país, exposições de instrumentos utilizados na atividade, astrofotografias, entre outras ações voltadas para o público em geral. As inscrições podem ser efetuadas na página oficial do evento.

Saiba mais
O Enast surgiu em 1998, já passou por diversos estados brasileiros promovendo o intercâmbio entre astrônomos amadores e profissionais. O 1º encontro foi realizado na cidade de Campos dos Goytacazes (RJ), pelo Clube de Astronomia Louis Cruls (CALC) em parceria com a Universidade Estadual Norte Fluminense em novembro de 1998. Desde sua origem, a programação tem o objetivo de promover o intercâmbio entre astrônomos profissionais ou amadores e interessados em geral pela astronomia.

Laboratório Nacional de Astrofísica - Portas Abertas no Observatório


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E mais:
Convites são distribuídos para visita a observatório de Brazópolis, MG (CBN Foz)

Cineclube Sci-Fi: Metrópolis



O Cineclube Sci-Fi segue firme na proposta de trazer filmes significativos na história do cinema. Temos o orgulho de ousar na apresentação de uma das mais emblemáticas e conhecidas películas da sétima arte. O Conselho Jedi Rio de Janeiro e a Fundação Planetário do Rio os convidam para assistir “Metrópolis”, um clássico do Expressionismo Alemão de Fritz Lang. Será exibida a cópia encontrada em 2008 no Museo del Cine, na Argentina, com cerca de trinta minutos de material inédito.

Ao final da projeção, temos uma palestra com debate com o público sobre a película e suas ligações com ciência, filosofia, literatura, tecnologia e seus conceitos cinematográficos, conduzida por Carlos Eduardo Lohse Rezende, graduado em Astronomia pela UFRJ, com mestrado em Astrofísica no INPE e também graduado em História (licenciatura e bacharelado) pela UFF, onde defendeu a monografia intitulada “Metrópolis, Expressionismo e Nova Objetividade”.

Nesta edição, teremos o primeiro encontro no Cineclube Sci-Fi dos amigos do grupo de board game X-Wing Miniatures Rio, que ficará bem próximo à entrada da Cúpula Carl Sagan com partidas estratégicas e emocionantes travadas pelos pilotos com as naves mais cobiçadas da galáxia. A galera começa os jogos às 17h. Venha conhecer e aprender como jogar com quem sabe do assunto.

A entrada é gratuita, mas reforçamos a importância de contribuir com as causas sociais que os organizadores do evento incentivam com a doação de itens de higiene e alimentos. Confirme presença no Facebook e convide seus amigos! Divulgue também as hashtags #jedirio e #cineclubescifi nas suas redes sociais!

https://www.facebook.com/events/843192035700186/

Informações completas no site: http://www.jedirio.com.br/jedirio-news/cineclube-sci-fi-metropolis-20092014/

10/09/2014

Videocast "Céu da Semana" - 08 a 14 de setembro de 2014



Stephen Hawking especula que “partícula de Deus” pode destruir o Universo



(Galileu/Diário Científico) A “Partícula de Deus” descoberta por cientistas em 2012 tem o potencial para destruir o Universo, alertou o prestigiado físico Stephen Hawking.

Segundo o cientista, de 72 anos, a um elevado nível de energia o bóson de Higgs, que confere forma e volume a tudo o que existe, poderá tornar-se instável. O que, na sua opinião, poderá dar origem a um “catastrófico vácuo”, que poderá levar ao colapso do espaço e do tempo.

“O bóson de Higgs poderá tornar-se irremediavelmente instável a uma energia acima dos 100bn gigaeletrovolts (GeV)”, escreveu Hawking no prefácio do seu novo livro, “Starmus”. A hipótese deste “catastrófico vácuo” referido pelo físico “poderá acontecer a qualquer momento, sem dar sinais de aviso”, acrescentou.

Bóson dá massa à matéria
O bóson de Higgs, também conhecido como a “Partícula de Deus”, foi descoberto em 2012 por cientistas no CERN, o maior laboratório que estuda partículas. Ele é um dos principais fatores para explicar a função da massa no mundo físico.

Para Hawking, este é o problema: “O bóson de Higgs tem uma característica muito preocupante, pois pode se tornar instável ao ponto de formar 100bn gigaeletrovolts de energia. Isso poderia causar uma decadência do universo de maneira catastrófica”.

Apesar das mínimas chances, o resultado “se expandiria através do vácuo do espaço com a velocidade da luz, e seria capaz de acontecer a qualquer momento, sem que possamos prever”, afirma Hawking.

Contudo, o físico afirma que a possibilidade disso acontecer é muito remota. “Caso a partícula chegue em tal nível de energia, ela irá se tornar maior do que a própria Terra em si, e isso é improvável”, garante o cientista.
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E mais:
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