25/11/2014

Astronomia ao Vivo! - HANGOUT de domingo (23/11/14)

Informativo do Laboratório de Astrofísica destaca Semana de C&T

Boletim destaca atividades de pesquisa operacionais e projetos em curso do LNA, em Itajubá (MG)

(Portal Brasil) A edição de novembro da publicação "LNA em Dia" destaca a participação do Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA) na 11ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT 2014). Acesse o boletim.

Pela 11ª vez, o instituto promoveu o evento Tarde e Noite de Portas Abertas no Observatório do Pico dos Dias (OPD). O público pôde conhecer as instalações, os equipamentos utilizados nas pesquisas observacionais e os projetos em curso.

Na Praça Presidente Getúlio Vargas, em Itajubá (MG), cidade sede do Laboratório, as atividades receberam pelo menos 500 pessoas de todas as idades. Foram armadas duas tendas de 100 metros quadrados (m2) e um palco. O protótipo de uma cabine simulou os efeitos nocivos da poluição luminosa. Outra atração era um planetário móvel com cúpula inflável.

O boletim também conta que a primeira remessa dos dados observados pelo projeto Gemini Frontier Fields já está disponível para toda a comunidade. Esses dados constituem imagens no infravermelho de campo relativamente grande e de alta resolução espacial de aglomerados de galáxias que apresentam lentes gravitacionais intensas. A iniciativa é ligada ao Observatório Gemini, que tem participação do LNA.

A publicação traz, ainda, estatísticas de submissão de propostas para uso do Telescópio Soar no semestre que vem. A comunidade astronômica terá acesso a 45 noites de observação de fevereiro a julho, em cinco instrumentos.

No que diz respeito ao Telescópio Canadá-França-Havaí (CFHT, na sigla em inglês), o LNA em Dia convida os pesquisadores brasileiros que tiverem interesse no envolvimento científico no Legacy Survey do instrumento Spirou a enviar uma carta de intenção de sua participação.

Investigador do IA é um dos vencedores dos Prémios Breakthrough 2015 (AstroPT)


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Exposição retrata cientistas brasileiras

(Bem Paraná) Uma exposição baseada no livro das pesquisadoras Hildete Pereira de Melo e Lígia Rodrigues, aberta ao público no Museu Ciência e Vida, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, aborda as Pioneiras da Ciência no Brasil. O livro foi publicado em 2013 com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A curadora da exposição, Simone Pinto, disse que, ao vencer edital do CNPq, o museu quis desmistificar, principalmente com os jovens, a ideia de que cientistas vivem só em laboratórios. “Quando a gente montou a exposição, a ideia foi mostrar ao público, em especial para o público escolar, que a mulher fez parte da ciência e continua fazendo parte da construção da ciência no Brasil”, disse Simone.

Parte de um laboratório de química foi montado no museu em homenagem à pesquisadora Eloísa Biasotto Mano, nascida em 1924, que compareceu à abertura da exposição, no final de outubro passado. A bióloga Anna Lima aceitou o convite e posou como pesquisadora da área de química.

Engenheira química pela antiga Universidade do Brasil, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Eloísa Mano respondeu pela criação, em 1968, do primeiro grupo de pesquisadores de polímeros do país, que gerou o Instituto de Macromoléculas da UFRJ. O instituto leva o seu nome.

A mais antiga pesquisadora brasileira retratada na mostra do Museu Ciência e Vida é a obstetra Maria Josephina Matilde Durocher, que viveu entre 1809 e 1893. Primeira aluna do curso de obstetrícia da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, Maria Josephina foi nomeada pelo imperador dom Pedro II e foi a primeira mulher admitida como membro titular da Academia Nacional de Medicina. Parteira da Corte Imperial, ela fez o parto dos netos de dom Pedro II.

O Museu Ciência e Vida é administrado pela Fundação Centro de Ciências e Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro (Fundação Cecierj), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro.

A partir de maio de 2015, a exposição se tornará itinerante e deverá percorrer outros espaços de ciências no estado do Rio, nos municípios de Paracambi, de Três Rios e de São João da Barra, informou a diretora do Museu Ciência e Vida, Mônica Dahmouche. Acrescentou que “a mostra está disponível também para outros museus que se interessem pela temática das primeiras mulheres cientistas brasileiras”. Segundo Mônica, poderá ser estabelecida parceria ainda para apresentação da exposição em qualquer museu do estado.

A exposição retrata 24 pioneiras da ciência e tem um enfoque maior nas ciências exatas, uma vez que o museu é dirigido por uma física e conta, entre seus atrativos, com o Planetário Marcos Pontes, nome dado em homenagem ao primeiro astronauta brasileiro, Marcos Cesar Pontes, e a oficina de robótica. Também estão contempladas na mostra mulheres que se destacaram em outras áreas científicas, como a economista Maria da Conceição Tavares e a psiquiatra Nise da Silveira.

A entrada é gratuita. O agendamento de turmas de escolas para visitação pode ser realizado pelo telefone (21) 2671-7797.

Planetário do Sesc encanta crianças ribeirinhas no Pantanal


(Agora MS) No início deste mês o Sesc Corumbá levou o Planetário do Sesc Ciência para a escola Jatobazinho, distante 119 quilômetros do centro de Corumbá, em plena região do Pantanal. “Foi uma oportunidade ímpar para conhecer o sistema solar numa perspectiva lúdico-científica.

Todos os alunos ficaram admirados e gostaram muito da experiência. A maioria afirmou que gostaria de receber novamente a visita do planetário na Escola”, diz Sylvia Helena Bourroul, diretora da ACAIA Pantanal.·

Além dos 60 alunos da escola, a ação também contemplou os que estudam na escola Paraguai Mirim, levados pela secretaria de educação para a escola Jatobazinho, assim como as famílias dos alunos ribeirinhos, transportadas pelo Instituto ACAIA.

A ação contou com envolvimento ativo de alunos do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul, que atuaram como monitores. Acadêmico de Análise de Sistemas, Marcelo Emeka Velasco Okichukwu conta que o encanto e sede de conhecimento das crianças foi o que mais marcou da experiência. “Elas ficaram muito surpresas quando era montado o planetário. Elas aprenderam a ver a constelação de orion e também a identificar os pontos cardeais e quando a apresentação chegou ao fim elas pediram mais”.

Encantadas, as crianças relatam sob uma ótica diferente, a experiência de receber o Planetário. “A porta do planetário era como uma passagem para outro mundo, por que com as luzes apagadas viajávamos para o espaço, onde enxergávamos as constelações que formam os símbolos dos signos.
Gostamos muito das histórias contadas pelo monitor que conduziu nossa viagem”, diz Lucas, de 12 anos, que estuda o 5º ano do ensino fundamental I na Escola Jatobazinho.

Na memória de Breno de 13 anos, que está no 4º ano do ensino fundamental I, as histórias mitológicas foram o ponto alto. “Como a história que o moço contou sobre a mulher de Zeus que mandou o escorpião seguir um caçador. Poxa… foi tão legal entrar dentro do planetário! Aprender a olhar as estrelas. Vimos até as três Marias ! Eu queria que o Planetário viesse aqui de novo”. A interatividade foi o que marcou a experiência de Camila, que aos nove anos cursa o 3º ano do ensino fundamental I. “Eu achei muito legal entrar no planetário, tirar foto com o astronauta e colorir as estrelas na oficina de desenho ”.

Logística – A empreitada para chegar até a escola Jatobazinho foi um capitulo a parte, conta o assistente administrativo do Sesc Corumbá, Vanildo Duarte Martinez. A equipe embarcou na lancha freteira Ipê III com todos os materiais às 19h30 e a saída da equipe do Sesc do Porto Geral foi ás 23 horas do dia 05 de novembro. A previsão era chegar à fazenda às 9 horas o dia 06, mas em uma aventura como esta, os imprevistos também fazem parte. O leme da embarcação se partiu e somente às 12h30, com a chegada de uma nova peça de Corumbá, a embarcação seguiu viagem. “E assim foi o início de nossa aventura pelo Pantanal. Aproveitamos a oportunidade para contemplarmos a natureza em volta. A simplicidade do transporte e instalações ficou quase imperceptível tamanha beleza da fauna e flora pantaneira”.

Às 14h30 o barco do Acaia foi ao encontro da embarcação com a equipe do Sesc e assim a viagem que prosseguiria por mais oito horas pôde ser encurtada para 40 minutos. Já o material para montagem chegou na unidade às 22 horas. O esforço compensou. “A equipe ficou encantada com as instalações da fazenda. Fomos muito bem recebidos por toda a equipe da Fazenda Jatobazinho e equipe Acaia, principalmente pela Francisca Coordenadora Pedagógica da Escola. Visitamos todas as instalações do local, salas, refeitórios, dormitórios, sala de artesanato e toda a área verde. Com a nossa chegada percebemos os olhares curiosos dos alunos por de trás das telas protetoras, dos insetos noturnos, que cercam os espaços onde acontecem as aulas. Os sorrisos foram os primeiros contatos com as crianças”. Além de conhecer o Planetário, os alunos também participaram de uma sessão itinerante do Cine Sesc e assistiram à produção “Meu Amigo Storm”.

Já no começo do dia seguinte o material foi levado às margens do Rio Paraguai para ser montado aguçando ainda mais a curiosidade das crianças, diante de um domo inflável com diâmetros na base de 5m e a altura central de 3,8 m. As visitações ocorreram em turmas e os alunos também participaram de oficinas com pintura de desenhos alusivos ao tema, colagem de fitas com desenhos estrelares e confecção de relógio estrelar.

Projeto Colóquio do CBPR Receberá Dia 25/11 Cosmólogo Britânico


(Brazilian Space) O Projeto Colóquio do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) receberá nesta terça (25/11), o pesquisador Tom Theuns, do Instituto de Cosmologia Computacional da Universidade de Durhan (Reino Unido).

Segundo o que foi divulgado, o pesquisador britânico abordará em sua palestra a evolução das galáxias ao longo do tempo cósmico.

Theuns é professor do Departamento de Física da instituição e um cientista líder na área de simulações de um supercomputador da formação de galáxias, aglomerados de galáxias, estrutura em grande escala do universo, e da evolução do meio intergaláctico.

Mais informações aqui

Museu Exploratório de Ciências UNICAMP organiza a 4a. Noite de Observação dos Astros


No próximo dia 26 de novembro, quarta-feira, o Museu de Ciências promove mais uma noite de Observação dos Astros, encontro que reúne pesquisadores, astrônomos e curiosos sobre o assunto.

No mesmo dia, também ocorrerá uma apresentação da Big Band do IA no local.

Às 18 horas, na Praça Tempo Espaço do Museu do Museu que fica na Avenida Alan Turing (depois da Facamp), nº 1.500.

Aberto ao público.

Quer ser um astronauta? Veja dez passos

Ter cidadania americana, currículo invejável e muito dinheiro são caminhos possíveis


(Terra) Quem se empolgou com o pouso do robô Philae na superfície de um cometa a 500 milhões de quilômetros da Terra deve ter pensado em como seria se tornar um astronauta. Seja pelo salário - um astronauta da Nasa ganha a partir de 64 mil dólares (R$ 167 mil) por ano - ou pela experiência de viver fora de órbita.

O problema é que, por enquanto, não há interesse em financiar outro astronauta brasileiro para pesquisa, de acordo com a própria Agência Espacial Brasileira (AEB). Mas há outros caminhos. Veja dicas a seguir.

24/11/2014

Noite das Estrelas (aniversário observatório Monte Saturno) - HANGOUT

Observando o Céu - 23 a 29/11/2014

Seis objetos inusitados enviados ao espaço


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Museu de Astronomia promove 3ª edição do Museu vai à Feira


(MAST) De 28 a 30 de novembro, o Museu de Astronomia Ciências Afins (MAST) irá para a Feira de São Cristóvão! E vai levar várias atividades: Observação do Sol e do Céu Noturno, os desafios do Brincando de matemático e do Brincando com a ciência, aparatos de aproveitamento de energia solar e eólica e o Planetário inflável digital! Será uma grande oportunidade de aprender um pouco de astronomia e outras ciências, de forma divertida, lúdica e descontraída! Tudo gratuito!

Esta é a 3ª edição do Museu vai à Feira! O MAST preparou para estes três dias de evento, uma programação especial para o público de todas as idades. Quem visitar o Centro Municipal Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, irá se surpreender com uma tenda que será montada no estacionamento do Pavilhão de São Cristóvão. Dentro dela, estarão vários aparatos interativos e instrumentos científicos que visam despertar a curiosidade pela ciência. O evento acontece na sexta-feira (28) e no sábado (29), das 10h às 21h, e no domingo (30), das 10h às 20h.

Durante o dia, o público poderá observar o Sol, de forma segura, através de filtros, de projetores ou de telescópios. Dessa forma, é possível ver o Sol com um aspecto alaranjado e observar suas manchas solares, observadas pela primeira vez com uma luneta por Galileu Galilei, no século XVI. Ao anoitecer, os visitantes poderão observar, utilizando telescópios, aglomerados estelares, nebulosas e a Lua! E nas sessões do Planetário Inflável, o espectador tem a oportunidade de observar e aprender sobre a dinâmica dos astros!

Na oficina “Brincando com a Ciência”, temas científicos são abordados de forma simples e interativa. As pessoas vão se deparar com invenções construídas com objetos domésticos que demonstram fenômenos de ordem mecânica, óptica e sonora. Tudo é feito com material simples e montado de forma extremamente clara: um conjunto de peças montadas que formam um experimento científico.

A atividade “Brincando de matemático” tem como objetivo despertar o interesse e a curiosidade do público por problemas de matemática, explorando as questões básicas da aritmética, da geometria e da lógica. A oficina procura divertir e entreter os participantes com jogos e desafios, apresentados de maneira estruturada e ordenada, ajudando a diminuir a distância entre as pessoas e a matemática.

Durante o evento, os mediadores apresentarão ao público alguns aparatos de aproveitamento de energia solar e eólica. Uma placa fotovoltaica, confeccionada manualmente, irá converter a energia do sol em energia elétrica capaz de acionar as hélices de um pequeno ventilador. Um aparato, construído com calha, madeira, cano de esgoto, rolamentos e motor gerador de energia, será capaz de acionar um rádio a pilha e uma lanterna. E um forno solar irá cozinhar alimentos com o calor que vem diretamente do Sol!

Campus do Museu de Astronomia
O Museu de Astronomia e Ciências Afins terá também uma programação cheia de atividades interessantes no campus do Museu que fica pertinho da Feira de São Cristóvão, na Rua General Bruce, 586, Bairro Imperial de São Cristóvão, Rio de Janeiro. Todas as atividades são gratuitas!

Durante os três dias do Museu vai à Feira, o público poderá visitar as exposições do MAST que estão montadas no prédio sede e pelo campus e abordam temas como a relação entre a ciência e a configuração territorial do Brasil; a natureza do tempo e dos ciclos naturais; a fotografia; os ciclos dos dias e das noites, as fases da Lua; as estações do ano em diferentes regiões do Brasil e as observações do Recife Holandês.

No sábado, dia 29 de novembro, haverá visita orientada pelo Museu, às 15h e 17h. Nela, os mediadores apresentam, aos visitantes, o sistema solar em escala, as exposições do MAST espalhadas pelo campus e o conjunto arquitetônico construído para sediar o Observatório Nacional. Destacam-se o prédio sede, que abriga a coleção de instrumentos científicos, e os pavilhões com as centenárias lunetas.

Às 16h, será a vez da atividade Contando Mitos, com o tema “No Mundo da Lua”. Este ano comemoramos 45 anos deste “grande salto para humanidade”, e por isso o MAST convida os visitantes para uma viagem “No Mundo da Lua”. Vamos juntos desvendar essa história cheia controvérsias e conhecer um pouco mais sobre nosso único satélite natural, tão presente cotidiano, através de uma peça e teatro curta e divertida para toda a família.

E a partir das 18h30, terá início o Programa de Observação do Céu, com a apresentação da palestra O Céu do Mês, momento em que os visitantes ficam sabendo um pouco mais sobre a natureza dos corpos celestes e o que está visível no céu do Rio de Janeiro. Após a apresentação, todos são convidados a ir para a área externa do Museu onde é realizada a observação do céu utilizando telescópios ópticos portáteis e a centenária Luneta Equatorial Heyde de 21 cm. Nos dias chuvosos e nublados, não há observação do céu através de telescópio.

E no domingo, 30 de novembro, serão oferecidas três sessões do Planetário Inflável Digital, às 15h, 16h e 17h. Numa cúpula inflável, são projetadas imagens que simulam a noite estrelada e ensinam sobre o céu e seus movimentos. Nas sessões conduzidas por um mediador, o espectador tem a oportunidade de observar e aprender sobre a dinâmica dos astros. Faça chuva ou faça sol, no interior do planetário o céu está sempre limpo.

Efemérides astronômicas: 21 a 30 de novembro 2014


(O Guardador de Estrelas) Chegamos ao último terço de novembro, e o Sol, na constelação da Balança, a cada dia nasce mais ao sul do cardeal leste. Assim seguirá, até alcançar o trópico de Capricórnio, em 21 de dezembro. Por isso os dias estão mais longos do que as noites, ao sul do equador.

Mercúrio está na constelação da Balança, em conjunção com a Lua no dia 21 e com Saturno dias 25 e 26. Dia 28 alcança a constelação do Escorpião e estará em conjunção com o Sol em 08 de dezembro.

Vênus, em Escorpião, segue invisível a olho nu, dada a proximidade angular com o Sol. Dia 23 Vênus entra na constelação do Ofiúco, onde se mantém até o dia 08 de dezembro.

Com que frequência a Terra é atingida por meteoritos?


(Clique Ciência - UOL) Fragmentos de asteroides, cometas e mesmo pedaços de planetas desintegrados estão sempre caindo do céu. E isso não é privilégio nosso: rochas e metais de todos os tamanhos e formas também atingem outros planetas e até a Lua.

"Diariamente, mais de uma tonelada chega à Terra", afirma Othon Winter, pesquisador e professor de astronomia da Unesp (Universidade Estadual Paulista). Ao alcançarem a atmosfera, esses fragmentos provocam o fenômeno luminoso conhecido como meteoro.

"A maior parte desses corpos se desintegra e os que são encontrados são chamados de meteoritos", esclarece o astrônomo. Dos poucos que chegam, boa parte vai para o mar ou áreas desabitadas. Flagrar uma queda ou encontrar esses fragmentos é questão de sorte. Ou de azar, como foi o caso da americana Ann Hodges, do Alabama, atingida na perna por uma pedra de 4 kg que caiu no teto de sua casa em 1954.

Famosos
No ano passado, um meteoro caiu sobre a região de Tcheliabinsk, na Rússia, e deixou mais de 500 pessoas feridas pela onda de choque provocada pela explosão, que chegou a quebrar vidraças. Outros registros ficaram famosos, mas não tiveram a queda registrada, como o que deixou uma cratera de um quilômetro de diâmetro e 190 metros de profundidade no Arizona, há estimados 50 mil anos.

Mas o resquício mais enigmático provavelmente é a cratera de Chicxulub, no México, com 180 quilômetros de diâmetro, provocada por um asteroide de dez quilômetros de diâmetro. O fenômeno foi responsabilizado por nada menos que a extinção dos dinossauros, embora outras teorias defendam que a colisão não tenha sido a única culpada.

O maior meteorito já encontrado na Terra é o Hoba West, que pesa cerca de 60 toneladas e atingiu a Namíbia há cerca de 80 mil anos, curiosamente sem deixar buraco. Já no Brasil, os maiores são o Santa Catharina, com sete toneladas, identificado em 1875, e o Bendegó, com cinco toneladas, achado na Bahia em 1784.

Qual a frequência estimada para a queda de um meteorito capaz de fazer algum estrago na Terra? "É de um a cada século", responde o astrônomo Othon Winter. O último grande choque causado por um objeto celeste ocorreu em 1908, em Tunguska, na Sibéria. Felizmente, apenas árvores foram destruídas, mas o impacto foi comparado à Bomba de Hiroshima. Como se trata apenas de uma estatística, não dá prever quando cairá o próximo, apesar de já terem se passado mais de 100 anos.

Composição
A maioria dos meteoritos é composta por rocha e metais, como o ferro, e advêm de cometas ou de asteroides agrupados em um cinturão entre Marte e Júpiter. Os fragmentos de cometas são mais propensos a se desintegrar na atmosfera, já que, apesar de conterem rochas e metais, esses corpos têm uma parte maior de água. "Os cometas são basicamente gelo sujo", diz o astrônomo.

Como muitos deles têm um período orbital conhecido, os astrônomos conseguem prever datas em que haverá chuvas de meteoros (ou estrelas cadentes, como muita gente se refere ao fenômeno).

Estudar os corpos que atingem o planeta, ou mesmo os asteroides e cometas mais próximos -- como fez a missão Rosetta, da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), que pousou o robô Philae no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko -- ajuda os astrônomos a compreenderem a origem da Terra e do Sistema Solar.

Segundo Winter, que chegou a publicar um estudo no periódico Astrophysical Journal sobre o tema, mais da metade da água da Terra teria vindo de asteroides. E os cometas também teriam contribuído, com cerca de 30% (o restante foi associado à nebulosa solar).

As análises de um meteorito que caiu na Califórnia, em 2012, também revelaram a presença de fragmentos minúsculos de diamantes, além de aminoácidos, que são essenciais à vida. Ou seja: nossa própria existência pode vir a ser explicada, um dia, por uma pedra que caiu bem no meio do seu caminho.

14a. Semana de Astronomia é atração no Planetário de Tatuí

Evento conta com sessões gratuitas e restritas a estudantes. Haverá observação com telescópios, palestras e oficinas.


(G1) O Planetário de Tatuí (SP) promove, a partir desta segunda-feira (24), a 14ª Semana da Astronomia. Até 12 de dezembro serão realizadas sessões no planetário, palestras, mesa redonda, uma audição de música antiga, observações do céu com telescópios, oficinas e um minicurso introdutório de astronomia.

Todas as sessões do planetário requerem ingresso, que podem ser retirados gratuitamente na secretaria do Colégio Objetivo de Tatuí, que fica no mesmo endereço do planetário: Rua Prof. Oracy Gomes, 665, Centro. Mais informações sobre os eventos são obtidas pelo telefone (15) 3251-1573.

O Planetário de Tatuí está instalado em um domo com 8 metros de diâmetro e comporta atualmente 50 pessoas. Fabricado em Tatuí, o aparelho que está em operação desde abril de 2000 e já atendeu mais de 15 mil pessoas, entre alunos das escolas da região e o público em geral, durante os diversos eventos realizados.

Em Fotos: Cristais ajudam cientistas no estudo dos átomos

Exposição mostra como estruturas são usadas para ajudar entendimento da formação da matéria.


(BBC/G1) Para estudar a estrutura das moléculas, cientistas usam um processo chamado cristalografias de raio X – que ajuda a identificar a forma das moléculas e deduzir sua organização atômica.

Ao fazer raios X dos cristais, os cientistas conseguem descobrir os formatos tridimensionais da molécula. A forma e da estrutura das moléculas ajudam os cientistas a entender como elas funcionam.

Esse processo é agora tema de uma exposição em Londres, chamada "Iluminando Átomos", do fotógrafo Max Alexander, com fotos e documentários. A intenção é contar a história da cristalografia no Reino Unido e mostrar os laboratórios usados para estudar suas aplicações.

A exposição ficará em cartaz no Royal Albert Hall até 7 de dezembro.

Dia da Astronomia em Florianópolis/SC



Série de eventos organizado pelo Núcleo de Estudo e Observação Astronômica "José Brazilício de Souza". Clique na imagem acima para acessar.

22/11/2014

Unesco lança biblioteca científica gratuita e multilíngue para estudantes

A 'World Library of Science' já conta com 300 artigos, 25 e-books e mais de 70 vídeos cedidos pela revista Nature




(Galileu) A Unesco anunciou nesta segunda-feira (10/11) o lançamento de uma biblioteca científica, de forma gratuita e multilíngue, a estudantes de todo o mundo, além da comunidade científica, por ocasião da jornada mundial da ciência ao serviço da paz.

Este instrumento, batizado como Biblioteca Mundial de Ciência (WLoS, por sua sigla em inglês), conta com a parceria e patrocínio da revista científica "Nature" e do laboratório farmacêutico "Roche", indicou em comunicado a Agência da ONU para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

Seu objetivo é "dar acesso a estudantes do mundo inteiro, sobretudo nas regiões mais pobres, às informações mais recentes sobre a ciência".

Além disso, "os estudantes terão também a possibilidade de compartilhar suas experiências e lições através de debates com outros estudantes em um contexto de ensino compartilhado".

Por enquanto, a WLoS conta com mais de 300 artigos de referência, 25 livros e mais de 70 vídeos, cedidos pela "Nature".

"O mundo necessita de mais ciência e cientistas para enfrentar os desafios atuais", indicou a diretora geral da Unesco, Irina Bokova, que pediu "uma educação científica mais apropriada e acessível".

Com este instrumento, a Unesco pretende favorecer a igualdade de oportunidades, melhorar a qualidade do ensino, reforçar a ciência e a educação, promover o uso de conteúdos educativos de livre acesso e fomentar a criação de comunidades de estudantes e docentes.
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Matéria similar no UOL

21/11/2014

Cientistas do CERN descobrem duas partículas subatômicas


(Estadão/Exame) Cientistas do maior colisor do mundo anunciaram a descoberta de duas novas partículas subatômicas nunca antes vistas, que poderiam ampliar o conhecimento sobre o mundo.

Uma experiência realizada pelo Grande Colisor de Hádrons (LHC) da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear, conhecida como CERN, confirmou a existência das novas partículas, que já eram previstas pelos cientistas.

Ambas são bárions feitas de três quarks, unidas por uma força intensa.

Em um comunicado, funcionários do laboratório anunciaram a descoberta, que pode aprofundar o entendimento de como o mundo funciona além da teoria física do "modelo padrão", que explica o funcionamento por meio de blocos de matéria.

Os resultados foram publicados na Physical Review Letters.

"A natureza foi gentil e nos deu duas partículas pelo preço de uma", afirmou um colaborador do CERN, Matthew Charles, pesquisador do laboratório da Universidade Paris VI.

As novas partículas são seis vezes mais pesadas que os prótons, usados pelos cientistas para colidir deliberadamente uns contra os outros no túnel de 27 quilômetros na fronteira da Suíça com a França, perto de Genebra, com o objetivo de fazer descobertas sobre a composição do universo e suas menores partículas.

O maior peso das duas partículas se deve aos "spins" em direções opostas, que é "um resultado emocionante", afirmou Steven Blusk da Universidade de Syracuse, em Nova York.

O físico do CERN Patrick Koppenburg afirmou que o estudo, que usa dados recolhidos durante 2011 e 2012, pode ajudar na diferenciação dos efeitos do modelo padrão e em "alguma novidade ou algo inesperado no futuro".

Equipes de milhares de cientistas do CERN também usaram o acelerador para descobrir o chamado Bóson de Higgs, partícula sem a qual as outras não ficariam unidas e não formariam matéria.

A descoberta ajudou Peter Higgs a ganhar o Prêmio Nobel por conseguir provar suas teorias.

Coordenador da Olimpíada de Astronomia recebe homenagem em Alagoas

O professor João Batista Garcia Canalle, do Instituto de Física da UERJ e coordenador da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), recebeu o prêmio Rubens de Azevedo durante o 17º Encontro Nacional de Astronomia (ENAST), na Universidade Federal de Alagoas, em Maceió.

- Fiquei lisonjeado com a premiação. O que tenho feito é apenas seguir exemplos, como o do próprio Rubens de Azevedo, com o qual tive a felicidade de me encontrar uma única vez, pouco antes dele partir para ensinar astronomia entre as estrelas – relata Canalle.

Rubens de Azevedo foi astrônomo e escritor. Fundou a primeira Sociedade Brasileira dos Amigos da Astronomia (SBAA). O prêmio, que leva o seu nome, é dedicado a personalidades que lutam arduamente na divulgação e no ensino das ciências espaciais no Brasil.