26 de jul de 2016

Universitários criam 'Clube da Astronomia' em Manaus


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25 de jul de 2016

Ciência e Astronomia - Hangout de sábado (23/07/16)

Videocast "Céu da Semana" - 25 a 31 de julho de 2016

Astrônomos da USP tiram dinheiro do próprio bolso para pagar pesquisa


(Folha) Após corte de cerca de 80% de recursos, entre bolsas e outras verbas de financiamento, pesquisadores de um dos principais grupos de astronomia do Brasil estão recorrendo a vaquinhas virtuais, "favores" de universidades estrangeiras e até ao próprio dinheiro para continuar as atividades e se manter em nível competitivo internacional.

O ramo da astronomia e da astrofísica demanda altos investimentos em instrumentos de observação, capacitação e deslocamentos, seja para observações astronômicas ou para a participação em congressos e treinamentos.

Responsável no ano passado pelo primeiro exoplaneta (planeta fora do Sistema Solar) descoberto por um grupo brasileiro, o professor de astronomia da USP Jorge Meléndez diz que o bom desempenho científico de seu grupo não foi suficiente para garantir os recursos necessários para tocar os trabalhos.

"Tentamos contornar do jeito que dá, mas está bem difícil. Para ajudar meus alunos, eu tenho tirado dinheiro da minha reserva técnica do meu próprio projeto. Também tentamos obter dinheiro de todos os lados, como parcerias com universidades do exterior e a própria organização dos congressos", diz.

Aluno de doutorado em astronomia na USP, Henrique Reggiani também precisou complementar do próprio bolso para conseguir se manter na Alemanha durante um período de estágio de capacitação em espectrometria avançada para sua pesquisa.

"Era uma oportunidade muito boa. Avaliei que valia ir mesmo assim", explica.

Colega de Henrique no doutorado, a astrônoma Marilia Corrêa Carlos tenta um financiamento coletivo virtual para tentar garantir sua participação em um congresso em Porto Alegre.

Líder do projeto Sampa (Stellar Atmospheres, Planets and Abundances), Meléndez avalia que a situação da pesquisa no Brasil se deteriorou nos últimos dois anos. Ele critica algumas políticas de financiamento, como Ciência sem Fronteiras (programa federal de intercâmbio), que em sua opinião tiveram recursos "mal empregados".

"O problema é que os cortes de hoje muitas vezes só vão ser percebidos lá na frente, quando os nossos equipamentos já não conseguirem dar conta do trabalho", diz.

As verbas para pesquisa no Brasil como um todo têm sofrido sucessivos cortes.

O investimento do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) em auxílio a pesquisa caiu quase 50% em 2015 em comparação com 2014. Os números preliminares já liberados sobre 2016 não mostram qualquer tendência de recuperação.

Coordenadora da pós-graduação em astronomia do IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas) da USP, Silvia Rossi diz que os cortes atingiram tanto as verbas para compra de equipamentos quanto as bolsas de pesquisa.

"Eu tento contemplar todo mundo e ajudar como dá, mas houve um corte muito expressivo dos recursos, especialmente da Capes [Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal, ligada ao Ministério da Educação]", diz.

"Eles cortaram bolsas que supostamente estavam ociosas, mas era um período em que os alunos da graduação estavam se formando e iam realizar procedimentos para avançar para a pós", diz Rossi.

A coordenadora também afirma que houve redução de bolsas da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) - eram 44 em 2013 contra 27 em 2015- e uma dificuldade adicional imposta pela agência.

"A Fapesp leva em consideração o histórico do aluno na graduação na hora de conceder uma bolsa de pós-doutorado. Há situações muito complicadas. Tive um aluno cujo pai morreu no primeiro ano da faculdade e isso obviamente se refletiu no desempenho acadêmico dele. Mesmo com um bom desempenho na pesquisa hoje, ele não consegue bolsa de lá."

OUTRO LADO
O diretor-científico da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), Carlos Henrique Brito Cruz, afirmou que os cortes nas bolsas e verbas aconteceram de uma maneira ampla devido à queda da arrecadação de impostos do Estado de São Paulo, que é a fonte de financiamento da agência.

Brito Cruz diz concordar com os critérios de desempenho rígidos para a concessão das bolsas.

"Tendo em vista que essas bolsas serão pagas com dinheiro do contribuinte, elas têm mesmo de ser dirigidas a estudantes que tenham excelente históricos acadêmicos."

"A astronomia é uma área prioritária para a Fapesp. Temos grandes projetos que estão indo muito bem. O GMT (Giant Magellan Telescope) já recebeu R$ 48 milhões."

Procurada, a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) não comentou os cortes de recursos até a conclusão desta reportagem.

Simpósio em Chapecó discute astronomia


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Expedição de Observação Astronômica - Nova Friburgo/RJ


24 de jul de 2016

O que são aqueles rastros brancos que alguns aviões deixam no céu?


(Todos a Bordo - UOL) Parece fumaça, mas não é. Os rastros brancos deixados no céu por alguns aviões são como pequenas nuvens, na verdade, formadas pela condensação do vapor de água.

O fenômeno é conhecido como “trilha ou esteira de condensação” ou, em inglês, “contrails''. Geralmente, essas nuvens aparecem quando o avião está em uma altitude acima de 8.000 metros e com uma temperatura externa abaixo de -40ºC.

Como funciona
Normalmente, a temperatura externa dos aviões quando atingem grandes altitudes (acima de 8.000 metros) é bastante baixa, chegando a -50ºC.

Ao mesmo tempo, as turbinas das aeronaves produzem uma descarga de gases quentes, com mais de 300ºC. Quando esses gases entram em contato com o ar extremamente frio, o vapor de água se resfria rapidamente e se condensa, formando pequenas gotas de água.

Com o movimento do avião, o resultado é uma fina nuvem, que pode ser longa e duradoura ou curta e rápida, dependendo da umidade e da temperatura da atmosfera. Quanto mais frio e úmido, maior e mais duradouro será o rastro.

Embora sejam constituídos, em sua grande maioria, por cristais de gelo, as trilhas também podem conter outros elementos provenientes da exaustão das aeronaves, como fuligem e dióxido de enxofre.

Primeiras observações
Os primeiros trilhos de condensação foram observados durante e logo após o término da 1ª Guerra Mundial (1914-1918), quando os aviões finalmente alcançaram altitudes necessárias para o fenômeno.

Uma das primeiras observações aconteceu em 1919, durante um voo em Munique, na Alemanha. Na ocasião, a aeronave alcançou uma altitude de pouco mais de 9.200 metros.

23 de jul de 2016

Um abajur para nerds terminais de astronomia

Este globo lunar é uma cópia fiel da Lua, e vem com um sol particular para simular as quatro fases do satélite em tempo real.


(Super) Este é o Moon Lunar Globe, uma réplica exata da Lua, incluindo todos os morros e crateras. Ele se baseia nos dados da sonda Lunar Reconnaissance Orbiter, da Nasa, que está oribitando a nosso sarélite. A gande sacada da coisa, pormém, é outra: esse aro de LEDs. Ele gira em torno da bola para mostrar a fase corrente da Lua, o que transforma o objeto numa espécie de relógio hipster - 100% bacana, 0% útil, com propriedade.

O projeto é obra de um trio de desigers britânicos. Eles transformaram a ideia em realidade com a ajuda de uma vaquinha online, via Kickstarter. Graças a 541 doadores, eles conseguiram levantar 145 mil libras (R$ 620 mil) - uma invejável médoa de 268 libras (R$ 1.145) por financiador, o que indica uma certa demanda reprimida no mundo dos objetos de decoração com temática astronômica.

Por enquanto, os designers estão usando o dinheiro que levantaram para alugar um galpão e adquirir as máquinas necessárias para a produção em massa. E naturalmente: as primeiras Luas vão para os 541 financiadores. Quer uma dessas? Acompanhe o desenvolvimento da coisa aqui.

22 de jul de 2016

Vídeo da Nasa mostra 1 ano da Terra vista do espaço em 2 minutos; assista

Nasa fez uma nova imagem do nosso planeta a cada duas horas. A agência quer ajudar na precisão de novas previsões meteorológicas.



(G1) Em 20 de julho de 2015, a Nasa divulgou a primeira imagem do lado iluminado da Terra capturada pela câmera do satélite DSCOVR, lançado em parceria com Agência Americana Oceânica e Atmosférica (NOAA). Um ano depois, a agência espacial comemora um ano inteiro de registros do planeta, com a nave localizada a aproximadamente 1 milhão de milhas daqui.

A câmera é equilibrada entre a gravidade do nosso planeta e do sol. Ela faz uma nova imagem a cada duas horas, mostrando como a Terra ficaria aos olhos humanos. A Nasa conseguiu captar o movimento constantes e a mudança das nuvens, os sistemas climáticos e características fixas terrestres, como os desertos, florestas e os diferentes tons de azul dos oceanos.

Com essas imagens, a agência espacial poderá monitorar os níveis de ozônio, o efeito dos aerossóis na atmosfera, a altura das nuvens, as propriedades da vegetação e a refletividade ultravioleta. O principal objetivo é monitorar o planeta para ter mais precisão para alertas e previsões meteorológicas da NOAA.

Lua entre a Terra
Uma câmera na espaçonave DSCOVR também flagrou o movimento da lua enquanto cruzava o lado iluminado da Terra. O vídeo foi gravado por uma CCD - comum entra máquinas compactas - de quatro megapixels, entre as 23h50 do dia 4 de junho e as 3h18 do dia 5 do mesmo mês. É possível ver a lua entre os oceanos Pacífico e Índico.

"Pela segunda vez na vida da DSCOVR, a lua passou entre a espaçonave e a Terra", disse Adam Szabo, cientista da Nasa. "O projeto registrou este evento no dia 5 de julho com a mesma harmonia e resolução espacial, como o primeiro 'photobomb lunar' do ano passado”.

Como disse Szabo, essa foi a segunda vez que o fenômeno foi capturado pela espaçonave em 1 ano - a última vez ocorreu em 16 de julho de 2015.

Semana de Astronomia chega a Miguel Pereira

No CIEP Alexandre Carvalho

(Jornal Regional) O Evento, que ocorre graças ao apoio do comércio local, é gratuito, aberto ao público e livre para todas as idades, confirmam as organizadoras Sandra Leite e Késia Huais. A programação inclui visitas ao planetário, observação do sol e do céu, palestras, oficinas e Seminário para professores.

Começou na quarta-feira (20), a 1ª edição da Semana de Astronomia de Miguel Pereira, RJ. De acordo com a organização, a programação ocorre em diferentes pontos da cidade até sábado (23).

Durante os quatro dias de evento, o público poderá conhecer o planetário inflável do Mast; observar o sol e o céu por telescópios do Projeto “Olhai pro céu”, instalados na Praça João XXIII; participar de oficinas; palestras e, para os professores, inscreverem-se no Seminário de Boas Práticas: Ideias que inspiram mudanças, parceria com o Coletivo Inspireduca. Todas as atividades são gratuitas.

Confira a programação completa:

Quarta-feira dia 20
Abertura do evento
19h - Palestra “O Sol... passado, presente e futuro”, com Dr. Eugênio Reis Neto
20h 15min – Sessão do Planetário do Mast

Quinta-feira dia 21
8h às 17h - Planetário do MAST, com Dr. Eugênio Reis Neto e equipe
8h às 17h - Exposição de Astrofotografia do NGC-51
9h às 12h e 14h às 20h – Observação do céu, com Sandro Gomes e Equipe
18h – Palestra “Do renascimento ao Iluminismo, a importância da Astronomia na evolução científica”, com o Prof. Leonardo S Correa

Sexta-feira dia 22
8h às 17h Planetário do MAST, com Dr. Eugênio Reis Neto e equipe
8h às 17h Exposição de Astrofotografia do NGC-51
9h às 12h Oficina para alunos-monitores (30 vagas) pelo Projeto “Olhai pro céu”

9h às 12h e 14h às 16h Observação do céu, com Sandro Gomes e Equipe
Local: Praça João XXIII, no Centro, em frente ao Centro Cultural da Cidade

13h 30min às 16h 30 min– Oficina para professores (30 vagas) pelo Projeto “Olhai pro céu”
Local: Ciep 494 - Alexandre Carvalho, na Av. Cesar Lattes, s/n, Guararapes

16h às18h IFRJ na Praça, com Prof. Samuel e banda.
Local: Praça João XXIII, no Centro, em frente ao Centro Cultural da Cidade

Sábado dia 23
8h30min às 16h – Seminário de Boas Práticas: \\\"Ideias que inspiram mudanças\\\" do Coletivo Inspireduca. Inscrições feitas exclusivamente pelo site www.inspireduca.org
Local: Asa-Rio – sede campestre: Rua Professor Torres Homem, 95 – Plante Café

Organização: Prof.a Dra. Sandra Leite e Prof. Me. Késia Huais
Realização: Ciep 494; Mast; ON; Projeto “Olhai Pro Céu” e Coletivo Inspireduca
Apoio: Farma Dreams; Wizard; Mariinha “G” e Claudius Moda Masculina; Restaurante Comilância; Village São Roque; Valle e Vizeu Fonoaudiologia e Psicologia Serviços; Pousada Casa das Pedras; Athena; Era uma vez...; Climatur;

Apoio Institucional: Prefeitura de Miguel Pereira; Secretaria de Educação, Esporte e Recreação; FAPERJ, Instituto São Fernando; Gráfica Palmeiras; Cia do Livro; Regional; Tribuna do Interior; Portal da Cidade.