29 de jan de 2015

Boletim Observe! - Ano VI - Número 1 - Fevereiro de 2015

 


Boletim Informativo do Núcleo de Estudos e Observação Astronômica "José Brazilício de Souza" (NEOA – JBS)  (clique no banner para acessar)

28 de jan de 2015

Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica abre inscrições

Evento chega a sua 18ª edição em 2015

(Mercado da Comunicação) Ao observar o céu à noite, você fica curioso com a formação das estrelas ou dos planetas? A origem das galáxias e os movimentos de cometas te intrigam? Então, o seu lugar é na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). Fique atento, pois a edição desse ano já está com as inscrições abertas.

A prova vai acontecer no dia 15 de maio e é voltada para todos os estudantes dos ensinos fundamental e médio. Escolas públicas ou particulares que ainda não participam já podem se cadastrar pelo site (http://www.oba.org.br) ou por meio das fichas enviadas a todas as instituições de ensino. O prazo vai até o dia 15 de março e os exames acontecem em fase única.

O objetivo da OBA, de acordo com o Dr. João Batista Garcia Canalle, astrônomo e coordenador nacional do evento, é levar “a maior quantidade de informações sobre as ciências espaciais para a sala de aula, despertando o interesse nos jovens”.

A olimpíada é dividida em quatro níveis - os três primeiros são para alunos do ensino fundamental e o quarto, para os do médio - e a prova é composta por dez perguntas: sete de Astronomia e três de Astronáutica. A maioria das questões é de raciocínio lógico. As medalhas serão distribuídas conforme a pontuação obtida.

Os melhores classificados representarão o país nas olimpíadas Internacional de Astronomia e Astrofísica e Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica de 2016. E os participantes dessa edição vão ainda concorrer a vagas nas Jornadas Espaciais, que acontecem em São José dos Campos (SP) e em Natal (RN). Nelas, os alunos recebem material didático e assistem a palestras de especialistas.

Segundo Canalle, a iniciativa não tem a intenção de criar rivalidade entre escolas ou promover competição entre cidades ou estados: “Queremos promover a disseminação dos conhecimentos básicos de forma lúdica e cooperativa entre professores e alunos, além de mantê-los atualizados”.

Até hoje, a OBA já conta com mais 6 milhões de participantes. Em 2014, a olimpíada teve a participação de 772.257 estudantes e distribuiu 43 mil medalhas, um aumento de 26% em relação à edição anterior. Foram 10.412 de ouro, 14.451 de prata e 17.693 de bronze.

Organização
A OBA é coordenada por uma comissão formada por membros da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e da Agência Espacial Brasileira (AEB). A coordenação da olimpíada ainda organiza, desde 2009, os Encontros Regionais de Ensino de Astronomia (EREAs). São promovidos de 10 a 12 encontros por ano. O programa é realizado com parcerias locais e principalmente com recursos obtidos junto ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Quem desejar organizar um EREA em sua região, basta entrar em contato com a secretaria (oba.secretaria@gmail.com).

Mais informações:
Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA):
http://www.oba.org.br

26 de jan de 2015

Astronomia Ao Vivo Notícias - Hangout de quarta (21/01/2015)

Estação Cabo Branco inscreve para curso de Astronomia Básica


(PB Agora) A Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, no Altiplano, inscreve para o curso de Astronomia Básica, que será ministrado a partir do mês de fevereiro. Estão à disposição dos interessados 30 vagas para as aulas que terão início a partir do dia 3 e seguem 3 de março, sempre as terças e quintas, das 19h às 21h, na Sala de Audiovisual, localizada no 2° pavimento da Torre Mirante. Os interessados devem ter a partir de 10 anos e procurar a recepção do auditório para preencher uma ficha de inscrição. As inscrições podem ser feitas até a véspera do curso.

Com duração total de 24 horas/aula, o curso é dividido em módulos. Durante as aulas, o aluno vai conhecer em abordagens teóricas e práticas a história da Astronomia, as principais constelações, a Terra e os seus movimentos, bem como aprender a operar os equipamentos de observação dos astros (lunetas,telescópios e binóculos).

De acordo com o professor Marcos Jerônimo, que será responsável pelo curso, dentro do cronograma, as aulas práticas ocorrerão nos dias 26 de fevereiro e 3 de março no Terraço Panorâmico - espaço destinado normalmente à observação pública da Lua e dos planetas, todos os domingos à noite. “A linguagem será a mais didática, com o foco nas pessoas que têm interesse em aprender mesmo não sendo versadas na ciência dos astros”, anuncia o professor.

O professor - Marcos Jerônimo Roque Barreto é geógrafo formado pela UFPB e astrônomo amador há 43 anos. É diretor técnico-científico da Associação Paraibana de Astronomia (APA). Tem especialização em Direito Ambiental (ex-Faculdade Francisco Mascarenhas, atual FIP), em Ensino de Astronomia (Universidade Cruzeiro do Sul – SP) e coordena o Laboratório de Astronomia da Estação Cabo Branco.

Serviço: Curso de Astronomia Básica Ministrante: Marcos Jerônimo Inscrições: Recepção do Auditório da Estação Cabo Branco Fones: 3214-8270, 3214-8303

22 de jan de 2015

Olhe para o céu em 2015

Ano será repleto de fenômenos astronômicos visíveis a olho nu



(Mercado da Comunicação) O ano de 2015 trará ótimas oportunidades para admirar o céu à noite, prato cheio para quem tem luneta ou telescópio em casa. Mas se você não tem esses equipamentos, não se preocupe. Haverá fenômenos astronômicos que poderão ser facilmente observados a olho nu no Brasil. Para não perdê-los de vista, fique atento às dicas do professor Jair Barroso, pesquisador do Observatório Nacional e colaborador da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA).

Segundo o astrônomo, logo no começo de fevereiro, será possível identificar com facilidade o maior planeta do sistema solar: Júpiter. Um dos mais brilhantes do céu noturno, o planeta apresenta, em geral, um tom ligeiramente amarelado.

- A oposição de Júpiter se dará em 6 de fevereiro, quando ocorrerá o alinhamento: Sol-Terra-Júpiter. Isso permitirá que ele chame bastante a atenção dos observadores, pois será visível durante quase toda a noite. Além disso, no dia 3, ele estará em conjunção com a Lua. Ou seja, "próximo" ao nosso satélite natural, ajudando ainda mais na sua identificação - revela.

Barroso diz que em fevereiro será possível ver outro planeta conhecido: Saturno. Famoso pelos seus anéis, o astro poderá ser visto de madrugada, no lado nascente, na constelação do Escorpião. “E em 13 de fevereiro, antes de clarear o dia, a Lua vai compor com o planeta e a estrela Antares (o coração do Escorpião) um belo triângulo no céu”.

- Para facilitar a identificação, Antares estará à direita da Lua. E Saturno vai estar acima. Essa posição vai valer praticamente para todo o Brasil. Ao visualizar o fenômeno, seguindo as estrelas à direita da Lua e de Saturno, será possível observar facilmente a forma estilizada do Escorpião - diz.

Outro acontecimento com boa visibilidade envolverá Vênus, conhecido como Vesper, no poente, após o pôr do Sol, ou como Estrela Dalva, devido à sua aparição no leste, antes do nascer do Sol. Jair explica que no momento o planeta vem saindo de trás do Sol. Mas o seu afastamento vem aumentando progressivamente, tornando-o facilmente visível em breve. “No dia 6 de junho, teremos sua elongação máxima (maior ângulo Terra-Sol-Vênus) nessa temporada, 45°, no poente, o que favorecerá a sua observação”.

Mas não só de planetas ou cometas vivem os belos fenômenos astronômicos. De acordo com Barroso, a Lua, em seu passeio mensal pelo zodíaco, sempre reserva ótimas situações para observação, como, por exemplo, conjunções com importantes estrelas. Uma delas se dará com a gigante vermelha Aldebaran, a mais brilhante da constelação do Touro. Nosso satélite passará no final de janeiro, a 29, bem "perto" dela no céu no lado norte, visível já ao escurecer.

- Também conseguiremos ver as chamadas “Três Marias”, que formam o cinturão de Órion, olhando nas proximidades da conjunção acima. Por meio desses eventos, as pessoas poderão conhecer melhor o desenho de conhecidas constelações, ao menos suas estrelas principais – sugere.

O astrônomo diz ainda que no dia 28 de setembro acontecerá um eclipse lunar total. Isso acontece quando a Lua “passa” pela sombra do nosso planeta no espaço, chamada de umbra.

- Nessa região, ela recebe somente a luz refratada e filtrada pela atmosfera terrestre proveniente do Sol. Isso dá ao nosso satélite, em boa parte dos eclipses, uma tonalidade avermelhada, de forma mais ou menos acentuada conforme a composição de nossa atmosfera na ocasião - explica.

Barroso sugere que as pessoas tentem observar o céu noturno e se familiarizem com sua aparência. Isso ajuda a entender como os astros se movimentam. “Sempre que possível, acompanhe esses acontecimentos nos dias anteriores e posteriores a eventos e repare o quanto os astros se deslocam. É um ótimo exercício para mente e um ‘colírio’ para os olhos”.

20 de jan de 2015

Exposição usa arte e interatividade para apresentar conceitos

A partir de 22 de janeiro, no Museu de Astronomia e Ciências Afins.


Sucesso na França, a mostra “Um olhar nos espaços de dimensão 3” utiliza imagens, animações e instalações interativas para que público se sinta imerso em ambientes tridimensionais.

O Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST) irá receber a exposição “Um olhar nos espaços de dimensão 3” que após ser apresentada com sucesso em importantes instituições na França, entre elas a Universidade de Paris, chega ao Brasil com o objetivo de revelar a beleza contida em alguns conceitos revolucionários da matemática, especialmente no campo da geometrização.

Para isso, combina arte e interatividade em instalações que proporcionam ao público a sensação de estar realmente imerso em ambientes tridimensionais. As noções são descritas sem formulas e com o mínimo de textos. A mostra estará em cartaz no MAST a partir de 22 de janeiro.

O projeto está inserido em um trabalho de investigação científica de alto nível em matemática que, através da exposição, busca apresentar ao grande público os resultados do trabalho de Grigori Perelman. Em 2002, o matemático russo resolveu a famosa Conjectura de Poincaré, problema matemático que estava sem solução desde 1904. Perelman provou também o teorema do matemático americano Willian Thurston, sobre a classificação dos espaços 3D. Na exposição, os visitantes terão a oportunidade de se familiarizar com esses conceitos e entender melhor a natureza dos espaços tridimensionais.

A realização da exposição é fruto da colaboração de um grupo multidisciplinar, formado por pesquisadores e artistas brasileiros e franceses de importantes instituições, como o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), o Centre national de la recherche scientifique (França), o MAST e a Universidade Federal Fluminense (UFF).

Clique aqui para visitar o hotsite da exposição.

19 de jan de 2015