28 de mai de 2015

Observação astronômica em Marialva/PA


Programação do II Erea Lajeado já pode ser conferida


(Univates) A programação completa do II Encontro Regional de Ensino de Astronomia (Erea) Lajeado e do 57º Erea do Brasil já está disponível no site www.univates.br/erea. O evento ocorrerá na Univates, de 24 a 27 de junho, e projeta a Instituição no cenário nacional, consolidando a atuação como Centro Regional de divulgação científica em ensino de Astronomia.

Conforme a coordenadora do projeto de extensão em Astronomia da Univates, professora Sônia Gonzatti, o evento oferece formação em uma área na qual não há muita tradição de atividades voltadas às escolas e ao público em geral. “Percebemos que as escolas vêm trabalhando cada vez mais com Astronomia, por isso, é fundamental realizar um encontro que esteja focado na prática de sala de aula dos professores”, conta.

O primeiro Erea ocorreu em 2013 e, para este ano, a atividade será direcionada à qualificação do trabalho docente para desenvolver temas curriculares de Astronomia. Durante o evento, a Instituição também promoverá a exposição de astrofotografias "Tão longe, tão perto", do fotógrafo Sérgio Mendonça Jr. Na programação do Erea estão oficinas de produção de material didático, construção de um foguete e seu lançamento, além de atividades no Planetário Móvel. Entre as palestras, haverá a abertura do encontro com o professor Rodolpho Caniato, na noite de 24 de junho.

O grupo de Astronomia da Univates organiza o II Erea. O investimento para estudantes de graduação, pós-graduação e Ensino Médio é de R$ 25,00 e de R$ 40,00 para professores e público em geral. Informações sobre inscrições serão disponibilizadas em breve. Detalhes podem ser conferidos pelo e-mail astro@univates.br.

Escola encontra carta escrita por Einstein para alunos há quase 65 anos

Colégio Anchieta contratou perita, que garantiu a veracidade do documento. Texto e foto assinados estavam guardados em cofre, diz diretor da escola.



(G1) Uma carta escrita há quase 65 anos pelo físico alemão Albert Einstein foi encontrada dentro de um cofre no Colégio Anchieta, na Zona Norte de Porto Alegre. O documento datilografado, assinado à mão pelo cientista, contém uma mensagem aos alunos.

A direção da escola contratou a perita judicial e grafologista Liane Pereira, que garantiu a autenticidade do documento.

Junto com a carta havia uma foto do cientista, também assinada. Réplicas das relíquias estão expostas no museu da escola, dentro de uma redoma de vidro.

A tradução do texto escrito em alemão é a seguinte: "Quem conheceu a alegria da compreensão conquistou um amigo infalível para a vida. O pensar é para o homem, o que é voar para os pássaros. Não toma como exemplo a galinha quando podes ser uma cotovia [pássaro da família das aludídeas]"
O diretor-geral da escola, João Claudio Rhoden, explica que, desde quando começou a trabalhar na instituição, há cerca de 40 anos, ouvia falar sobre o documento. Sabia que ele estava guardado em um cofre e que a chave estava em seu próprio gabinete.

No entanto, a atribulada rotina de quem coordena um colégio com cerca de 3 mil alunos não permitia que ele se dedicasse à busca pela relíquia.

"A chave [do cofre] estava no gabinete da direção, mas não havia um momento para ir ver se estava lá, até que surgiu a oportunidade, em uma feira científica, de aproveitarmos essa mensagem. É importantíssima", disse o diretor.

Rhoden destacou a "beleza" da mensagem e do gesto do físico. "O homem preocupado com Teoria da Relatividade e outras coisas pensou em escrever para jovens de uma cidade que ele talvez nem imaginava existir", diz.

Pedido de padre
O professor Dário Schneider conta que a carta foi dedicada à escola a pedido do padre jesuíta Gaspar Dutra, que vivia nos Estados Unidos e, em 1951, encontrou-se com Einstein em Nova York. Dutra levou a carta a Porto Alegre e ela ficou guardada dentro de um cofre da escola.

"Esta realmente é a mensagem que ele deixa para os anchietanos, no sentido de motivá-los a buscar conhecimento, porque é uma pessoa marcante na área da ciência. E nós, como educadores, queremos promover isso", diz o professor.

Perícia
A perícia para verificar se a carta é autêntica foi feita por meio da comparação da assinatura na carta e na foto com imagens oficialmente reconhecidas. "O Instituto Oswaldo Cruz nos disponibilizou uma assinatura de quando Einstein esteve no Brasil, em 1925", conta Liane, a grafologista responsável pelo estudo.

"A assinatura partiu do punho de Einstein. O documento é legítimo tanto na fotografia quanto na carta. Todas as características analisadas apresentaram convergência", afirma.

A descoberta teve um significado especial para Liane. Habituada a lidar com falsificações, desta vez ela participou de uma importante descoberta.

"Na minha profissão, quando se faz análise de falsificações, é por causas às vezes não muito nobres. E aqui nós estamos diante de um fato histórico", festeja.

Ainda mais animado ficou o diretor da escola. "Este documento tem um valor muito grande, além de qualquer valor histórico ou comercial, na mensagem que está ali, esta lembrança que ele fez aos alunos", diz Rhoden, que finalmente pode manusear a carta da qual ouvia falar há quase quatro décadas.
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Astro Coruche - O Outro Lado do Céu (Portugal)


27 de mai de 2015

28º Astronomia na Praça (DF)



30/Mai/2015, 18 às 21:00
Praça dos Três Poderes
Brasília/DF

Venha para a Praça dos Três Poderes e convide também a família e amigos para uma vista inesquecível da Lua, Vênus, Júpiter, Saturno, estrelas duplas, aglomerados estelares, e conversar com astrônomos.

Esperamos todos lá!

Conversamos com a astrofísica brasileira Thaisa Bergmann

Segundo ela, o novo telescópio ampliará conhecimento sobre o Universo e conta que já cedeu a autoria de um projeto a um colaborador norte-americano para ter acesso ao Hubble


(Galileu) Quando chegou a Paris no último mês de março, Thaisa Bergmann deu de cara com uma enorme foto sua em um painel no desembarque do Aeroporto Charles de Gaulle. “Acho que a ciência às vezes precisa mesmo de um pouco de glamour”, ela gracejou.

A imagem fazia parte da divulgação do prêmio For Women in Science, que oferece anualmente uma bolsa de US$ 100 mil a cinco cientistas de destaque. Thaisa foi premiada por sua pesquisa sobre buracos negros supermassivos — foi ela a primeira pessoa a observar um disco de acreção (disco de poeira e gás que se forma ao redor dos buracos negros) em uma galáxia considerada inativa. GALILEU* esteve na capital francesa e conversou com a astrofísica sobre a dificuldade de fazer pesquisa fora dos grandes centros e o desafio de inserir mais mulheres na ciência.

P: Como você vê a pesquisa brasileira na área da astrofísica hoje, em relação à que é praticada em outros países?
Eu diria que estamos quase em pé de igualdade. Embora obviamente existam países com mais dinheiro e mais facilidades do que o Brasil, o nível da pes­quisa não deixa a desejar. Mas o volume é muito menor, porque temos menos gente e menos recursos apli­cados na ciência.

P: Você usa muitos dados obtidos pelo Hubble em seus artigos. Como brasileira, ter acesso ao telescópio é mais difícil para você do que para seus colegas norte-americanos?
Todo ano, há um período em que interessados de qualquer parte do mundo podem submeter projetos para uso do Hubble. A maior parte do tempo de observação de fato é concedida aos pesquisadores norte-americanos, mas existe uma pequena margem para cientistas de fora. Eu já submeti projetos sozinha e com colaboradores norte-americanos, e em pelo menos duas ocasiões indiquei um norte-americano como PI (investigador principal, na sigla em inglês) para ter acesso ao telescópio, apesar de ter escrito o projeto. Era vantagem para mim, porque sabia que eles tinham mais chance de conseguir.

P: Não é um sistema injusto?
O Hubble tem uma porcentagem de tempo que fica aberta para qualquer pessoa; se o projeto for muito bom, é bem provável que você consiga aprová-lo independentemente da nacionalidade. Mas quem financiou o telescópio foram os norte-americanos, então faz sentido que eles tenham alguma prioridade. O que eles fazem é deixar uma parcela do tempo de observação disponível para quem não pagou [risos]. E o que acontece também é que às vezes você recebe dinheiro para contratar alguém que ajude com a leitura dos dados. No ano passado eu fui PI, mas tinha colaboradores norte-americanos, e esse dinheiro ficou para a universi­dade de um deles. Basicamente, posso até receber tempo, mas não dinheiro.

P: O telescópio James Webb, que entrará em órbita em 2018, é considerado o substituto do Hubble. Quais são as principais diferenças em relação ao Hubble e como você pretende usá-lo para sua pesquisa?
Esse telescópio será bem maior – o Hubble tem só 2,5 metros, e o Webb terá 6,5 metros – e vai ficar mais distante da Terra; o objetivo é enxergar mais longe e ver objetos mais fracos com maior precisão. Vamos conseguir observar a luz das primeiras galáxias, coisa que hoje ainda não é possível. No meu caso, observo o comportamento do gás nas galáxias próximas; com o novo telescópio, maior, vou poder fazer isso também nas mais distantes e descobrir se existe de fato uma evolução perceptível entre as galáxias mais novas e as mais antigas.

P: Você recebeu um prêmio que estimula a participação das mulheres na ciência. Hoje, como professora [Thaisa leciona na Universidade Federal do Rio Grande do Sul], tem a sensação de que aumentou o número de alunas na sala de aula em comparação com seu tempo de estudante?
Hoje está um pouquinho melhor, mas nada muito significativo. Acho mesmo que é necessário fazer um trabalho nesse sentido. Quando eu era estudante, sentia que os meninos tinham mais facilidade em alguns aspectos, mas me esforcei e consegui superar. O que procuro passar para as alunas é a mesma atitude que minha orientadora me transmitiu: se a pessoa quer e se dedica, ela encontra um jeito.

FOR WOMEN IN SCIENCE BRASIL
Pesquisadoras das áreas de ciências biomédicas, biológicas e da saúde, ciências físicas, ciências matemáticas e ciências químicas podem inscrever-se para a versão brasileira do prêmio até o dia 31 de maio no site paramulheresnaciencia.com.br. As vencedoras serão anunciadas em agosto, e cada uma receberá uma bolsa de US$ 20 mil.

#FACETOFACE
GALILEU promoveu um bate-papo entre Thaisa e os leitores em sua página do Facebook. Selecionamos três perguntas para publicar também na revista

Recentemente foi descoberto um buraco negro supermassivo que se originou 900 milhões de anos após o Big Bang. Até então acreditava-se que o surgimento de buracos negros tão perto do início do universo fosse impossível. Por quê?
Pergunta enviada por Fernando Z-luciu
A teoria dizia que um buraco negro simplesmente não teria tempo suficiente para crescer em menos de 1 bilhão de anos. Mas a descoberta desse buraco significa que a teoria vai ter de mudar...

O que acontece com o espaço-tempo em um buraco negro?
Pergunta enviada por J Matos
Só sabemos o que acontece na vizinhança do buraco negro: o espaço e o tempo “espicham”. Se alguém observar de fora outra pessoa caindo no buraco negro, vai parecer que a queda demora um tempo infinito, justamente por causa desse “espichamento” do espaço e do tempo.

Sei que buracos negros têm uma gravidade tão forte que nem a luz escapa; mas, se a luz não tem massa, como ela é afetada pela força gravitacional?
Pergunta enviada por Isadora Almeida
A luz não escapa porque ela se curva na presença de objetos massivos. Isso foi previsto por Einstein e já foi confirmado em várias situações.

Sobral sedia evento de astronomia com a participação de palestrantes internacionais



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Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2015 - "Luz, Ciência e Vida"


Unesp de Rio Claro convida a comunidade para evento sobre astronomia

(Canal Rio Claro) A Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio Claro promove na quarta-feira (27) um evento sobre astronomia. A atividade está sendo realizada pela Escola de Astros, projeto de extensão à comunidade do Departamento de Física, e pelo Grupo M104 Los Sombreros. O evento é voltado para alunos e professores das escolas públicas e particulares de Rio Claro e interessados no tema.

O evento começa às 19h30 no Anfiteatro do Instituto de Geociências e Ciências Exatas (IGCE) da Unesp. No total serão ministradas quatro palestras sobre os trabalhos realizados na área de astronomia. A palestra "Mostra Astronômica" será ministrada por João Eduardo Fonseca, do grupo M104 Los Sombreros. O professor Dirceu Nardone, do Gearc (Grupo de Estudos Astronômicos de Rio Claro) irá falar sobre os trabalhos desenvolvidos pelo grupo. O estudante Fabrizzio Montezzo apresentará as atividades do projeto Escola de Astros e o professor João Telles e Aline Soares, da UFSCar de Araras.

Após as apresentações, os participantes irão participar de uma Observação Astronômica. Com telescópios apontados para o céu noturno, eles poderão observar os corpos celestes e objetos que poderão ser vistos nessa data, com atenção especial para Saturno e seus espetaculares anéis. Em caso de chuva ou tempo muito fechado, a observação será cancelada.

Sobre os projetos
O projeto de extensão universitária "Escola de Astros" foi criado em 2012 com o objetivo de difundir informações sobre astronomia nas escolas do ensino básico de Rio Claro. O projeto, coordenado pelo Prof. Dr. Nelson Callegari Jr., tem três alunos bolsistas e conta com apoio do IGCE e da Pró-Reitoria de Extensão (ProEx).

O Grupo M104 Los Sombreros foi criado em 2005 por dois amigos, João Eduardo de Souza da Fonseca e Mirian Castejon Molina, que tinham interesses em comum por astronomia. O nome do grupo foi inspirado em uma bela galáxia, catalogada por Charles Messier por volta de 1781: o objeto M-104, a famosa galáxia do Sombrero.

Astrônoma da NASA no III Encontro do NUPESC


Estão abertas as inscrições para o III ENCONTRO DE CIÊNCIAS DO UNIVERSO e uma das palestrantes será a Astrônoma da NASA Drª Duillia de Mello. O evento é aberto a todos e as informações passadas durante o evento também são acessíveis a TODOS, até mesmo para pessoas que estão cursando o ensino médio. O nosso objetivo é estimular o intercâmbio de conhecimento científico. As inscrições são GRATUITAS e os participantes poderão receber certificado, que serve para horas de atividades complementares, mas para isto deverá ver as informações através do Site: www.cienciasdouniverso.wix.com/2015 (área de INSCRIÇÃO)

ALGUMAS INFORMAÇÕES SOBRE O EVENTO:
DATA - Dia 04 de Julho de 2015
EVENTO - III ENCONTRO DE CIÊNCIAS DO UNIVERSO
LOCAL - FTESM (Próximo a estação de trem de Madureira)
Palestrantes confirmados:
Dra.Duilia de Mello - NASA/CUA (Astrofísica Extragaláctica)
Dr.Mario Novello - CBPF (Cosmologia Teórica)
Dra.Henrique Boschi - UFRJ (Teoria de Cordas e Supercordas)
Dr.Armando Bernui - Observatório Nacional (Cosmologia Observacional)

Tema da Mesa redonda:
O Universo, O que conhecemos e o que não conhecemos.

OBS: VAGAS LIMITADÍSSIMAS E RECEBIMENTO DE INSCRIÇÕES ENQUANTO HOUVEREM VAGAS.