23 de jan de 2017

Videocast "Céu da Semana" - 23 a 29 de janeiro de 2017

Minicurso enfoca efeitos da radiação em circuitos eletrônicos nos ambientes espaciais


(UFC) O Laboratório de Engenharia de Sistema de Computação (LESC), vinculado ao Departamento de Engenharia de Teleinformática (DETI) da Universidade Federal do Ceará, promove o minicurso Efeitos da Radiação em Semicondutores e Processo de Qualificação para Aplicações Espaciais. O instrutor será o Prof. Fabian Vargas, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), Ph.D. em Microeletrônica no Instituto Nacional Politécnico de Grenoble (França).

As atividades ocorrerão no período de 24 a 26 de janeiro, das 10 às 12h e das 14 às 17h, no auditório do LESC (bloco 723 do Campus do Pici Prof. Prisco Bezerra). As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no primeiro dia no local do evento. São ofertadas 90 vagas.

O organizador do minicurso, Prof. Jarbas Silveira, do LESC e do DETI, esclarece que a atividade é voltada para o aprendizado sobre diferentes efeitos da radiação em circuitos eletrônicos em ambientes espaciais (circuitos de computadores de bordo usados em aviões, naves, satélites etc). Também será enfocada a tolerância a falhas e diferentes técnicas de códigos e corretores de erros.

Podem participar alunos de graduação e pós-graduação e professores dos cursos de Computação, Teleinformática, bem como profissionais de áreas afins que possuam conhecimentos básicos sobre circuitos integrados, sistemas digitais, códigos de informação e confiabilidade. Os organizadores recomendam que os participantes levem o próprio notebook para o desenvolvimento de simulações. É desejável que tenham a ferramenta LTSpice IV instalada.

CONTEÚDO – O programa vai permitir que o aluno compreenda as metodologias de projetos de sistemas tolerantes a falhas, redundância de software e hardware com base em informações e tempo, bem como os mecanismos físicos que causam erros ou afetam a confiabilidade dos circuitos em ambientes com radiação ionizante. Inclui os seguintes tópicos:

Sistemas tolerantes a falhas – conceitos básicos: dose total ionizante (TID), efeitos de eventos únicos (SEU/SET), interferência eletromagnética, ambiente de teste e padronizações;

Detecção e códigos corretores de erros – Paridade, Berger, Aritmética, Checksum, Código de Redundância Cíclica (CRC) e Hamming, exemplo computacional para confiabilidade de memória e Mean Time to Failure.

Concurso de Desenhos Astronomia em Mãos



O Concurso de Desenhos Astronomia em Mãos é uma realização do projeto de divulgação científica Astronomia em Mãos e tem como intuito despertar o interesse dos brasileiros pela astronomia e ciências afins, incentivar a observação e estudo do céu e contribuir para a divulgação deste tema no país utilizando a arte! Maiores informações AQUI

20 de jan de 2017

Pesquisadores do IF da USP participam da construção do radiotelescópio BINGO

Equipamento que fará o mapeamento do hidrogênio neutro no Universo será construído no Uruguai

(Agência Fapesp/JC) Um grupo de cientistas do Reino Unido, Suíça, Uruguai, China e Brasil integra um consórcio internacional para a construção de um radiotelescópio que deverá fornecer detalhes da distribuição de matéria no Universo e trazer informações valiosas sobre a chamada “parte escura”, ainda pouco compreendida pela ciência.

O Baryon acoustic oscillations in Neutral Gas Observations (BINGO) foi concebido para fazer a primeira detecção de Oscilações Acústicas de Bárions (BAO) a frequências de rádio. BAO é um método utilizado pela astrofísica para, por meio de oscilações acústicas, entender as aglomerações de galáxias e medir a expansão do Universo e a quantidade de matéria escura. “A escala do BAO é uma das sondas mais poderosas para investigar parâmetros cosmológicos, incluindo a energia escura”, explica Élcio Abdalla, do Instituto de Física (IF) da Universidade de São Paulo (USP) e coordenador do BINGO, à Assessoria de Comunicação do IF-USP.

“O radiotelescópio BINGO começará a ser construído provavelmente em 2018”, prevê Abdalla. Trata-se de uma iniciativa internacional que envolve o Jodrell Bank Centre for Astrophysics, a Universidade de Portsmouth e o University College de Londres, no Reino Unido; o ETH Zurich, na Suíça; a Universidade da República, do Uruguai, e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), além do IF-USP, no Brasil. O custo estimado é de US$ 4,9 milhões.

O desenvolvimento dos componentes para módulos receptores e a montagem de antena têm o apoio da Fapesp no âmbito do Projeto Temático O telescópio BINGO: a nova janela de 21cm para exploração do universo escuro e outras questões astrofísica.

O radiotelescópio fará a medição da distribuição de hidrogênio neutro a distâncias cosmológicas, utilizando uma técnica chamada Mapeamento de Intensidade. Operando na faixa de frequência que vai de 0,96 GHz a 1,26 GHz, o BINGO contará com dois espelhos de 40 metros com cerca de 50 a 60 cornetas de cerca de 5 metros de comprimento.

O telescópio será instalado no norte do Uruguai, em região de baixa frequência de radiointerferência (RFI), em uma mina de ouro abandonada e a céu aberto. Além de investigar zonas espaciais inacessíveis aos telescópios ópticos para encontrar correlações de densidade relacionadas com as BAO, observará outros aspectos astrofísicos importantes, como os Fast Ray Bursts, fenômenos muito rápidos, recentemente descobertos, segundo Abdalla, e de origem desconhecida.

No IF-USP, além de Élcio Abdalla, participam do projeto Raul Abramo e 10 outros doutorandos e pós-doutorandos, além do jovem pesquisador inglês Michael Pee, e da engenheira Andréia Pereira. Do Inpe, integram o grupo Carlos Alexandre Wuensche, Thyrso Villela e Karin Fornazier. Outro brasileiro trabalhando no projeto é Filipe Abdalla, do University College, de Londres. “O nosso grupo está aceitando pesquisadores que queiram colaborar no projeto”, sublinha Abdalla.

Exposição no Museu do Amanhã mostra possíveis cenários celestes no futuro

A exposição Milênios Cósmicos: cartas celestes para os próximos 100 mil anos fica em cartaz até 7 de maio

(Agência Brasil/JC) As constelações que observamos hoje no céu diferem do padrão visto por nossos ancestrais, e daqui a milhares de anos a visão será completamente distinta da atual. Essa transformação, muito lenta e imperceptível a olho nu, é o tema da exposição Milênios Cósmicos: cartas celestes para os próximos 100 mil anos, inaugurada ontem (17) no Museu do Amanhã, que usa arte e tecnologia para projetar cenários de céus futuros.

A concepção da nova exposição temporária do museu, desenvolvida pela empresa de design norte-americana Telllart, une o robótico e o tradicional. Com cera quente de abelha, um robô desenhou dez cartas celestes sobre retalhos de tecido de algodão, projetando a visão, a partir do Polo Norte, ao longo dos próximos 100 mil anos.

De acordo com o gerente de exposições do Museu do Amahã, Leonardo Menezes, a mostra está em sintonia com a proposta central do espaço. “O museu quer mostrar os possíveis ‘amanhãs’ do nosso planeta, e eles não são estáticos, como no caso das constelações. Eles se movem o tempo todo, no seu ritmo”, disse ele.

A abertura da mostra contou com uma palestra do astrônomo e pesquisador Cássio Barbosa, intitulada O Balé das Estrelas, no Observatório do Amanhã. “Analisar as galáxias, se elas são novas ou antigas, permite avaliar se novas estrelas, novas terras e – por que não? – novas civilizações estão se formando”, resumiu o astrônomo. Ele também mostrou simulações das posições de algumas das principais constelações vistas do Hemisfério Sul, nos próximos 100 mil anos, como Órion, Três Marias, Cruzeiro do Sul, Escorpião e Centauro.

A exposição Milênios Cósmicos: cartas celestes para os próximos 100 mil anos fica em cartaz até 7 de maio e pode ser visitada de terça-feira a domingo, das 10h às 18h. O Museu do Amanhã fica na Praça Mauá, no centro do Rio, e os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada). Às terças, o ingresso é gratuito.

22º Simpósio Nacional de Ensino de Física - São Carlos/SP



(Agência FAPESP) A 22ª edição do Simpósio Nacional de Ensino de Física (XXII SNEF) será realizada no Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP) de 23 a 27 de janeiro de 2017.

Com o tema “A Física e o Cidadão Contemporâneo”, o evento realizado desde 1970 mantém a tradição de um espaço privilegiado de troca de experiências, análises e discussões sobre o ensino de Física para diferentes públicos e em diferentes espaços formativos.

Serão realizadas dezenas de atividades, como conferências, palestras, comunicações orais, exibição de trabalhos, cursos, oficinas, mesas-redondas, lançamento de livros, encontros, mostras e exposições. Haverá ainda um programa cultural com teatro, cinema, ilusionismo e espetáculos musicais com blues e samba.

O XXII SNEF é organizado conjuntamente pela Sociedade Brasileira de Física (SBF), Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), USP e Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Mais informações: www1.sbfisica.org.br/eventos/snef/xxii/programa

Curso de Extensão & Aperfeiçoamento em Astrobiologia - UNIVAP - São José dos Campos/SP


Maiores informações AQUI

19 de jan de 2017

Operação de entrada em órbita do Ubatubasat é completada com sucesso

(MCTIC / JC) Equipamento construído por estudantes do ensino fundamental de Ubatuba ficará orbitando a Terra a uma altitude de 400 quilômetros. Picosatélite será ferramenta de um experimento que estuda a formação de bolhas de plasma na atmosfera e também carrega um gravador que propaga uma mensagem gravada pelos alunos

O Ubatubasat foi colocado em órbita com sucesso na última segunda-feira (16). Às 9h49, o equipamento construído por estudantes do ensino fundamental da Escola Municipal Presidente Tancredo de Almeida Neves, em Ubatuba (SP), partiu da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) a bordo do módulo Kibo JEM, operado pela agência espacial japonesa (Jaxa, também na sigla em inglês). A operação foi concluída às 9h49, horário de Brasília.

O equipamento foi desenvolvido em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os custos do lançamento foram arcados pela Agência Espacial Brasileira (AEB). Ambas são entidades vinculadas ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). A iniciativa é reconhecida por ter os mais jovens estudantes integrados a um projeto espacial no mundo.

Os estudantes e o coordenador do projeto, Cândido Moura, assistiram a operação na sede do Inpe, em São José dos Campos – com transmissão da Jaxa. De acordo com o professor, a ansiedade é grande por ver o picosatélite em ação transmitindo dados dos experimentos embarcados.

“O Ubatubasat é uma ferramenta pedagógica que permitiu que centenas de alunos de nossa escola participassem de um projeto científico real. Depois de tanto trabalho, estamos com a expectativa de ver o satélite funcionando no espaço”, disse.

O artefato ficará na órbita da Terra, a 400 quilômetros de altitude, e será ferramenta de um experimento que estuda a formação de bolhas de plasma na atmosfera, fenômeno que interfere na captação de sinais de satélite e em antenas parabólicas instaladas em regiões próximas à linha do Equador, por exemplo. O satélite também carrega um gravador que propaga uma mensagem gravada pelos alunos.

O acompanhamento das atividades desenvolvidas pelo equipamento começa nesta quarta-feira (18), na cidade de Pardinho (SP), que conta com uma estação de rastreio e controle.

Montagem
Para que as crianças se interessem pelas ciências espaciais, o Inpe disponibiliza uma sobradura para montar uma réplica de papel do Ubatubasat. O modelo e as instruções de montagem podem ser acessados aqui.

Planetário tem programação infantil de féria

Crianças podem conferir as sessões às terças-feiras e quintas-feiras do mês de janeiro



(UFRGS) No período de férias escolares, o Planetário prof. José Baptista Pereira preparou uma programação especial para as crianças. As sessões ocorrem, até o fim de janeiro, sempre às terças-feiras e quintas-feiras, às 16h. A entrada é 1 kg de alimento não perecível por pessoa. O público deve chegar com antecedência, pois não é permitida a entrada na sala de projeção após o início da sessão. Confira a programação:

Terças-feiras: 17, 24 e 31 – 16h
O príncipe sem nome - Solitário em seu planeta, o Príncipe Sem Nome comemora a chegada de uma nave vinda da Terra. Com os novos amigos Alex e o cachorrinho Pólux, ele passeia pelo Sistema Solar, e descobre a variedade de organismos que fazem da Terra um planeta único. (37min)

Quintas-feiras: 19 e 26 – 16h
Taina-kan – Estrela da manhã – O pequeno indígena Tainá perde-se na floresta e encontra Jaci, a deusa da Lua. Com ela parte para uma aventura pelo espaço, visita os astros que fazem parte da tribo do Sol e aprende a reconhecer as condições que possibilitam a vida na Terra.

O Planetário fica na Avenida Ipiranga, 2000 - Campus Saúde. Mais informações pelo telefone (51) 3308. 5384 e no site www.planetario.ufrgs.br.

Curso "Iniciação à Astronomia" - Observatório Astronômico de Piracicaba


O Observatório Astronômico de Piracicaba Elias Salum está oferecendo curso gratuito de astronomia em cinco aulas, sempre aos sábados, das 17 às 19 horas, com início no próximo dia 28. O curso "Iniciação à Astronomia", será realizado no Observatório sito na SP 127, km 3, que liga Piracicaba-Rio Claro. Inscrições/informações: telef. 19-3413-0990 das 09h00 às 14h00. O curso será ministrado pelo astrônomo do Observatório, Nelson Travnik.