18 de dez de 2014

Cientistas estudam porque mancha vermelha de Júpiter está diminuindo (VIDEO)


Matéria do Jornal das Dez - Globo News. Clique na imagem acima para acessar

Espaços curvos

Teoria de Einstein é usada para corrigir medidas de GPS e prevê a existência de buracos negros


(Marcelo Gleiser - Galileu) Em 1915, após dez anos de tentativas e fracassos, Albert Einstein concluiu a teoria da relatividade geral. Num desses momentos raros de visão quase profética, mostrou que a atração atribuída à gravidade pode ser imitada por um movimento acelerado. Experimentamos isso no elevador: quando sobe rápido, temos a sensação de que nosso peso aumenta. Como ele vem da gravidade terrestre, vemos que a aceleração do elevador pode mudá-lo. Um astronauta num foguete acelerando pode simular a mesma sensação de peso que na Terra.

E aqui vem a grande sacada de Einstein. Quando atiramos uma bola, vemos que ela descreve uma trajetória curva, parabólica. Isso é consequência da gravidade terrestre. Mas se a aceleração imita a gravidade, uma bola atirada num foguete acelerado também descreve uma parábola. Einstein extrapolou isso tudo para a luz. Sabemos que a luz pega sempre o caminho mais curto entre dois pontos. Sob a ação da gravidade, a luz se comporta feito uma bola, e descreve uma curva. Não vemos isso aqui na Terra porque a gravidade é fraca; mas perto de uma estrela, como o Sol, o efeito é bem maior. Einstein, então, teve outra ideia genial: e se não fosse a luz que descrevesse uma curva, mas a própria geometria do espaço que fosse encurvada pela gravidade? E como provar uma ideia tão louca?

Usando o Sol. Como o Sol tem muita massa, o espaço à sua volta deve ser encurvado. Quando a luz de uma estrela distante passa perto, sua trajetória deve ser desviada. Mas como olhar para o Sol e ver uma estrela? Simples: basta fazer a observação durante um eclipse total, quando a luz do Sol é bloqueada pela Lua. Assim, dá para ver a estrela e medir sua posição, comparando com sua posição quando o Sol não está no caminho.

Em 1919, astrônomos tentaram medir o efeito na África e em Sobral, no Ceará. O grupo cearense confirmou de forma aproximada a previsão de Einstein. Sua teoria é usada hoje para corrigir medidas de GPS, órbitas de planetas perto de estrelas, a expansão do Universo, e prevê a existência de buracos negros e de ondas gravitacionais, vibrações na geometria do próprio espaço. A teoria não só trouxe uma nova interpretação da gravidade, como criou uma visão que estamos apenas começando a explorar.

Com tecnologia avançada, espaço do Planetário se transforma em cinema imersivo



(Catraca Livre) Entre os dias 17 e 31 de dezembro, o Planetário do Espaço do Conhecimento, da UFMG, realiza uma extensa programação de terça e quarta-feira, e de sexta a domingo, das 13h às 14h, e às quintas-feiras, da 13h às 20h, com ingressos a R$ 6*.

A programação do Planetário contempla filmes ligados à astronomia, com uma programação voltada para crianças e adultos, além de sessões com projeções astronômicas comentadas.

O Planetário de última geração é único no Estado a utilizar uma das mais avançadas tecnologias do mundo em projeção, contando com o sistema digital Spacegate Duo e o projetor Skymaster ZKP4, ambos produzidos na Alemanha.

Isso faz com que o céu pareça real, pela grande definição das imagens. O público tem uma visão 360º do céu: todo o espaço do planetário se transforma em cinema imersivo, com sensação de profundidade e total envolvimento.

Confira AQUI a programação semanal do Planetário:

Laboratório brasileiro participa de projeto do CERN

Produza, referência na montagem de placas, será responsável por entrega de peças de alta complexidade para um dos maiores experimentos colaborativos da história

(JC) Um dos maiores experimentos colaborativos da história do CERN, o CMS (Compact Muon Solenoid), terá o envolvimento direto de uma empresa brasileira que é referência em montagem de placas para projetos de inovação. Desde novembro de 2014, a catarinense Produza é a responsável pela montagem de placas eletrônicas de alta complexidade para uma das peças do CMS, o Calorímetro Hadrônico (HCAL), capaz de medir a energia (ionização) das partículas, que são proporcionais ao calor emitido.

Em funcionamento desde 2009, quando iniciou a operação do maior acelerador de partículas do mundo (LHC), o projeto do CMS envolve mais de 3 mil cientistas, engenheiros e estudantes de 172 instituições de 40 países diferentes. O experimento foi concebido para explorar as partículas fundamentais da matéria, os quarks e léptons, e também para pesquisar novos fenômenos que ajudarão a responder a perguntas sobre a composição, as propriedades e o comportamento das partículas do Universo. O CMS está a 100 metros abaixo do solo, na França, e é um dos maiores detectores de partículas do mundo, pesando 14.000 toneladas, ou cerca de 465 Boeings 737.

As peças do maquinário foram projetadas e construídas em vários institutos por todo o mundo e, agora, estão sendo aprimoradas. Um dos principais parceiros no Brasil deste experimento é o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), localizado no Rio de Janeiro, que levou o projeto de montagem das placas à Produza. Neste projeto, o CBPF, com a colaboração de pesquisadores da UERJ e do CEFET/RJ, é responsável pela atualização do modo eletrônico para leitura e digitalização dos dados dos detectores de partículas. As melhorias propostas são principalmente ligadas à eletrônica de transmissão de sinal e à aquisição de dados.

Para a produção desse novo módulo, as placas de aquisição de dados deverão ser redesenhadas e remontadas. Como o CBPF é um instituto de pesquisas e não tem equipamentos para produção de placas e circuitos eletrônicos, a montagem de cerca de 100 placas será feita pela Produza. De acordo com o físico do CBPF Gilvan Alves, a terceirização é uma forma de otimizar o processo e reduzir os custos. “O projeto e fabricação da placa de circuito impresso (PCB) é um dos trabalhos críticos. Por causa do alto número de interconexões entre os chips e a alta dose de radiação à qual as placas serão submetidas, escolhemos a empresa por ser mais preparada”, relata.

A Produza investe na produção de placas mais complexas, com componentes sensíveis, para volumes pequenos e médios. Com 55 funcionários e uma média 1,7 milhão de componentes produzidos ao mês, também investe na aproximação com outros instituições de pesquisa e empresas que atuam no desenvolvimento de hardwares e placas de circuito, o Instituto Eldorado, Fitec e Macnica DHW.

Projeto de Astronomia e Física entrega kits didáticos nas escolas

As atividades ocorrerão nos dias 18, 20 e 21 de dezembro

(JC) O projeto “Astronomia e Física vão à escola e à comunidade” encerra 2014 com a entrega de kits didáticos de instrumentos astronômicos pre-telescópicos para escolas da rede municipal de ensino fundamental e para a coordenação municipal da Educação de Jovens e Adultos, e atividades abertas à comunidade nos dias 18, 20 e 21 de dezembro.

O kit é composto pelos seguintes instrumentos: um relógio de sol; relógios de constelações para os dois hemisférios terrestres (nocturlábio sul e nocturlábio norte); instrumentos para medir ângulos como a régua solsticial e o astrolábio marinho; calendários baseados em diferentes astros como o Sol, Vênus e a Lua, maias haab e tzolkin e o gregoriano; o lunário para observar e entender a relação da Lua com o Sol; e o instrumento que mais desperta a curiosidade de crianças e adultos: a Esfera Armilar. Esta serve para entender e adivinhar as mudanças climáticas das estações do ano em qualquer lugar da Terra, assim como a posição do Sol na abóboda celeste em qualquer horário, ou saber as horas em função da posição do Sol, entre outras muitas possibilidades que oferece este instrumento que vem da Grécia Antiga.

Atividades abertas à comunidade nos dias 18, 20 e 21 de dezembro:

18/12: medições do solstício de verão no observatório solar antigo do Planetário da UFSC.

20/12: medições do solstício de verão no observatório solar antigo da Escola Básica Municipal Dilma Lúcia dos Santos, na Armação.

21/12: exposição de Astronomia e Física na 4ª Feira de Cacar – Ecos de Natal das Areias.

O projeto – realizado pelo Planetário da UFSC, com apoio do CNPq – envolve instituições de ensino fundamental, técnico e superior; associações de astronomia amadoras; secretarias de educação; empresas e profissionais diversos.

1a. Reunião dos Cosmonautas de Goiânia


Os Movimentos Celestes – Parte II


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17 de dez de 2014

Cientistas fazem simulação que mostra ciclo de respiração da Terra (VIDEO)


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Pesquisador do ON é destaque no Prêmio Capes de Tese 2014

Felipe Braga Ribas foi agraciado com o Grande Prêmio Capes de Tese Mário Schenberg, um dos três grupos da premiação concedida em parceria com a Fundação Conrado Wessel.


(MCTI/Brazilian Space) O trabalho desenvolvido pelo pesquisador Felipe Braga Ribas, sob a orientação do professor do Programa de Pós-Graduação em Astronomia do Observatório Nacional (ON/MCTI) Roberto Vieira Martins, foi destaque no Prêmio Capes de Tese 2014. O físico foi agraciado com o Grande Prêmio Capes de Tese Mário Schenberg no grupo das áreas de Engenharias, Ciências Exatas e da Terra e Multidisciplinar (materiais e biologia) pela tese intitulada "Explorando os objetos transnetunianos pelo método de ocultações estelares: predição, observação, quaoar e os primeiros resultados". No evento, o estudo do pesquisador do ON também foi laureado com o 4º Prêmio PG do Instituto Paulo Gontijo.

Ribas tem experiência em Astronomia e Astrofísica do Sistema Solar (ciência planetária) e liderou o trabalho que descreve a descoberta de anéis ao redor do centauro (10199) Chariklo, o primeiro sistema de anéis encontrado ao redor de um pequeno objeto do Sistema Solar. "Só conhecíamos [os anéis] em torno dos gigantes [corpos celestes]. Agora descobrimos em torno de um asteroide. Então a nossa ciência é procurar e trazer informações para o conhecimento geral do ser humano e estamos conseguindo", comentou o homenageado, que planeja ser professor e dar continuidade às pesquisas.

O astrônomo, que chegou a ser apelidado pela imprensa de "Senhor dos Anéis", tornou-se mestre em Ciências (Astronomia) pelo Observatório do Valongo (UFRJ); doutor em Astronomia e Astrofísica pelo ON e pelo Observatório de Paris (França). "O Observatório Nacional é um instituto excelente onde temos a facilidade de fazer pesquisa de ponta, inclusive, para ir para fora do país e fazer o estudo de forma conjunta tanto no Brasil como no exterior, o que importantíssimo para a formação".

O secretario executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Alvaro Prata, e o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), Glaucius Oliva, participaram da solenidade de entrega das premiações, realizada nesta quarta-feira (10), em Brasília. "O Grande Prêmio é uma condecoração de muita relevância. Isso valoriza o nosso trabalho porque é um reconhecimento de toda a comunidade", disse Prata, que representou o ministro Clelio Campolina Diniz.

Prata destacou também o aspecto mais amplo da premiação, realizada em parceria com a Fundação Conrado Wessel, que a cada edição homenageia renomados pesquisadores brasileiros. Além do pernambucano Mário Schenberg – apontado por Albert Einstein como um dos dez mais importantes cientistas de sua época – o concurso também contou com o "Grande Prêmio Capes de Tese Oswaldo Gonçalvez Cruz" e o "Grande Prêmio Capes de Tese Sérgio Buarque de Holanda".

O médico e sanitarista brasileiro Oswaldo Cruz foi fundador da medicina experimental e deu relevantes contribuições ao país para o combate de epidemias como a peste bubônica e a varíola. Já Sérgio Buarque de Holanda – jornalista, sociólogo e historiador – ganhou notoriedade pelas suas publicações na imprensa de estudos sociológicos, ensaios e críticas literárias.

Sobre o Prêmio
O Prêmio Capes de Teses foi instituído no ano de 2005 e conta com o apoio da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP/MCTI). Tem por objetivo outorgar distinção às melhores teses de doutorado defendidas nos cursos de pós-graduação. Os escolhidos recebem certificados, medalhas, apoio para participação em congresso, bolsa de estágio pós-doutoral, medalha e apoio financeiro para a participação em congresso nacional.

"A pós-graduação brasileira é feita hoje com muita competência em várias partes do Brasil", observou Alvaro Prata. "O patamar que a ciência brasileira alcançou nos último anos é reflexo de sistema de pós-graduação construído nos últimos sessenta anos", acrescentou o presidente do CNPq, Glaucius Oliva.

No total, 676 teses de doutorado foram inscritas por 21 instituições. Quarenta e oito teses foram premiadas e 85 receberam menções honrosas. Na primeira edição, foram 228 inscritos.

"Estrela" de Belém?



(Dermeval Carneiro - O Povo) Como todos nós sabemos, estamos a poucos dias da mais famosa data do calendário cristão, o Natal, considerada a data do nascimento de Jesus Cristo. Mas será que Cristo realmente nasceu no dia e ano em que se firma como a data do seu nascimento? Na coluna de hoje vamos abordar um tema que há séculos ainda é um “mistério” para a ciência: qual realmente foi o fenômeno astronômico que ocorreu e é conhecido como “Estrela de Belém”?

Nessa época, a tradição popular se repete. Residências, praças, lojas e avenidas são enfeitadas com árvores de Natal, presépios e outras alegorias. Em todos os adornos quase sempre aparece a figura de uma estrela com cauda (o que para muitos trata-se de um cometa) que, segunda a história contada, era a indicação do caminho para os três reis magos encontrarem o nascedouro daquele que seria o “Rei dos reis”.

Um registro bíblico diz: “Tendo pois nascido Jesus, em Belém de Judá, em tempo do rei Herodes, eis que vieram do Oriente uns magos à Jerusalém, dizendo: Onde está o Rei dos Judeus, que é nascido? Porque nós vimos no Oriente sua estrela: e viemos adorá-lo”. (Mateus, II, 1). Os magos eram sacerdotes-astrônomos, portanto, já tinham uma boa noção de fenômenos astronômicos. Segundo Heródoto, os magos faziam parte do povo meda, constituído pelos paretacenos, os busas, os estrucas, os arizantos, os búdios e os medas.

Para os que acreditam e têm fé, que continue a tradição. Mas, para os cientistas, o fato de não saber qual realmente foi o fenômeno celeste que aconteceu naquela ocasião incomoda muito. Promoveu e ainda promove inúmeros debates e pesquisas a cerca do tema. O astrônomo, e saudoso amigo, doutor Ronaldo Rogério de Freitas Mourão (25/5/1935 a 25/7/2014), no seu livro “O Livro de Ouro do Universo” (Ediouro Publicações, 4ª edição, 2001, página 68) escreve: “No entanto, é justamente o nascimento de Cristo o acontecimento histórico que mais tem atraído a atenção de inúmeros astrônomos, em particular daqueles interessados em problemas históricos e preocupados com a procura de uma explicação racional para o grande mistério da Estrela de Belém”.

Alguns acreditam que o fenômeno foi um “sinal divino” que a ciência não explica. Mas, para um dos grandes pilares da ciência, o astrônomo e físico alemão Johannes Kepler (1571-1630), foi um fenômeno astronômico transitório, como um meteoro, uma conjunção planetária, um cometa, uma nova ou supernova (explosão de uma estrela). Vários fenômenos astronômicos e meteorológicos foram sugeridos para explicar a natureza da Estrela de Belém. Vale ressaltar que muitos desses fenômenos já tinham sido observados antes e depois do nascimento de Cristo. Portanto, qualquer tentativa de associá-los à Estrela de Belém não se sustentará se não soubermos a data mais provável do nascimento de Cristo.

Qual o dia e ano em que realmente Cristo nasceu?
Não se sabe ao certo. A data aceita hoje foi imposta por definição que Cristo nasceu no ano 1 de nossa era e esse evento marcou o início da Era Cristã. Mas, na realidade, a verdade é outra. No ano 525 d.D., Dionísio (o Pequeno, século VI) fixou a data de nascimento de Cristo no dia 25 de dezembro do ano 754 (ano depois da fundação de Roma). Desde essa época, essa data marca a origem do nosso calendário atual. Mas Dionísio cometeu alguns erros de cálculo. Um deles foi não ter considerado o ano “zero”, algarismo que não havia no sistema de numeração romano e somente foi introduzido na Índia no século IX depois de Cristo.

Para se ter uma maior precisão dos prováveis anos em que Cristo teria nascido, é necessário um acurado estudo de acontecimentos históricos citados na Bíblia, como por exemplo: o nascimento de Cristo no reinado de Herodes citado por Mateus, o massacre dos inocentes, o recenseamento ordenado pelo imperador Augusto e vários outros eventos. Com base nesses estudos, pode-se concluir que o ano de nascimento de Jesus está situado no intervalo entre os anos 7 e 5 a.C.

O 25 de dezembro só começou a ser celebrado depois do ano 336 d.C. Antes disso, nessa data comemorava-se o solstício de inverno no hemisfério Norte, quando os dias começavam a ficar mais longos e Sol passava a se dirigir para o Norte. Mas, todo estudo sob a luz da ciência ainda deixa dúvidas sobre a data de nascimento de Cristo, até mesmo peritos em cristianismo afirmam que o nascimento teria ocorrido entre 5 e 7 anos depois da data que se aceita hoje.

Um confiável e bom resumo sobre a Estrela de Belém, o leitor pode encontrar no site do Planetário da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (www.ufrgs.br/planetario/estreladebelem.html).

Voltando aos prováveis fenômenos astronômicos sugeridos para explicar a natureza da Estrela de Belém, vejamos as possibilidade de pelo menos quatro deles. Teria sido um meteoro? Impossível! Um meteoro “risca” o céu em poucos segundos e, portanto, não seria um guia para os magos que tinham que viajar 800 quilômetros da Babilônia até a Judeia.

Teria sido um cometa?Mesmo que ainda não se tenha uma confirmação científica, é pouco provável que a Estrela de Belém tenha sido um cometa. Muitos associaram o fenômeno à passagem do Cometa Halley, mas astrônomos chineses derrubaram essa hipótese. Eles observaram o Halley na constelação de Gêmeos, no início da Era Cirstã, em 25 de agosto do ano 12 a.C. Portanto, muito distante da data atualmente aceita para o nascimento.

Outra hipótese sugerida é a da conjunção planetária. Um fenômeno brilhante que aparece no céu como aparente encontro de planetas. De fato, Kepler calculou que houve uma tripla conjunção dos planetas Júpiter e Saturno antes do início da Era Cristã (ano 7 a.C.). Os registros desse fenômeno foram encontrados num antigo documento, a tábua cuneiforme Almanaque estelar de Sippar. Essa hipótese também não tem sustentação científica, pois a máxima aproximação entre esses planetas foi de cerca de 1 grau, que é o dobro do diâmetro aparente da Lua cheia. Portanto, impossível esses planetas terem sido observados como um único astro, como citado na Bíblia (Mateus, II: 9).

A Estrela de Belém teria sido uma Nova? Na minha parca opinião, essa hipótese é a mais forte candidata. Nova é um tipo de estrela explosiva que repentinamente aumenta seu brilho cerca de 10 mil vezes em dois ou três dias. Algumas delas são recorrentes e têm um ciclo de reaparecimento bastante regular. Com base nesse ciclo, o astrônomo norte-americano Richardson defendeu a hipótese de que a Estrela de Belém foi uma Nova situada na constelação da Coroa Boreal que na época era visível bem alta no céu de Belém de Judá. Mas essa hipótese também pode ser descartada, o brilho de segunda magnitude não teria impressionado os reis magos, pois existem muitas estrelas no céu com brilho superior.

Para os astrônomos ingleses David H. Clark e John H. Parkinson, a Estrela de Belém foi uma brilhante Nova registrada por astrólogos chineses no ano 5 a.C. Note-se que esse ano está dentro daquele intervalo, onde especialistas católicos defendem que o nascimento de Cristo deve ter ocorrido entre os anos 7 e 5 a.C.

Então, o que temos? O que parece é que nunca teremos uma confirmação científica do fenômeno conhecido como “Estrela de Belém”, que anunciou o nascimento de Cristo.