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18/05/2012

Fim de semana tem anular eclipse do Sol no hemisfério norte

ECLIPSE ANULAR DO SOL AO VIVO (LIVE ANNULAR ECLIPSE)




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Fim de semana tem anular eclipse do Sol no hemisfério norte


Eclipse solar anular ocorrido em 15 de janeiro de 2010, fotografado em na República Popular da China.


(Apolo11) Apesar do eclipse solar total ser o mais raro e aguardado fenômeno desse tipo, o eclipse do tipo anular não fica atrás e é para alguns, até mais belo. E neste domingo teremos esse tipo de eclipse em que a posição da Lua não o cobrirá totalmente e deixará o Sol com um belo anel ao seu redor.

O eclipse anular desse domingo será visível em uma faixa com largura média de 270 km que vai desde o leste asiático e oeste dos EUA, cruzando todo o oceano Pacífico. O Brasil estará de fora do espetáculo.

O eclipse terá início no sul da China às 22:06 UTC (19:06 BRT), com a sombra do Sol percorrendo 13600 km do planeta de leste para oeste durante 3h30m.

A capital japonesa Tóquio será uma das áreas urbanas mais favorecidas do mundo a presenciar o fenômeno. A cidade tem 10 milhões de pessoas e se localiza a apenas 10 km ao norte do centro da linha principal da sombra. Isso permitirá uma observação completa do fenômeno por quase cinco minutos. Redding, na Califórnia, se localiza a 30 quilometres ao sul do centro da linha. Ali, os habitantes verão o fenômeno por cerca de 4m30s a partir da 01:26 UTC (22h26 BRT).

O ponto máximo do evento ocorrerá exatamente às 20:52:47 BRT (23:52:47 UTC) sob as coordenadas 49.05 N e 176.16 E, ao sul das ilhas Aleutas, no Pacífico norte. Observadores da região poderão ver o eclipse anular durante 5m46, com o Sol a 61 graus de elevação.

Gráfico mostra o trajeto da sombra projetada na Terra, destacado em vermelho.


O eclipse anular de 2012 ocorre um dia depois do apogeu da Lua, quando nosso satélite se encontra na posição mais distante da Terra. Por estar mais longe, o disco lunar estará 6% menor que o disco solar e não cobrirá a estrela totalmente. Isso fará com que uma espécie de "anel de fogo" seja visto ao redor do Sol, o que torna o espetáculo ainda mais belo.

No Brasil
No Brasil, o próximo eclipse solar ocorrerá no ano de 2023 e poderá ser visto dos estados do Norte e do Nordeste. Na ocasião o eclipse será igual a esse, do tipo anular, quando um anel solar permanecerá visível em torno da Lua. Eclipse total mesmo, com o Sol completamente bloqueado, só em 2045.

Eclipse Solar
Um eclipse do Sol ocorre sempre que a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol. Se durante um eclipse a lua encobrisse completamente o disco do Sol, seria chamado de eclipse total. Caso contrário, eclipse parcial.


Acima, esquema de como acontece um eclipse solar. Créditos: Wikipedia, Apolo11.com.


Se durante um eclipse total a Lua estiver próxima de seu apogeu (maior afastamento da Terra), seu diâmetro aparente parecerá menor que o do Sol e por não cobrir todo o disco, parte do Sol ainda permanecerá visível em forma de anel, daí o nome "anular" para este tipo de eclipse. Anular significa "em forma de anel"

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Matéria similar no Yahoo (vídeo)
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E mais:
Japoneses se preparam para eclipse, sob céu ameaçador (AFP/Veja), com matérias similares na FolhaUOLYahoo e Terra
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Núcleo de Astronomia do IFCE registra gigantesca mancha na “superfície” do Sol


(IFCE) O enorme grupo de manchas solares AR 1476, ou Região Ativa 1476, que dominou os noticiários científicos especializados na última semana, foi registrado fotograficamente pela equipe do Núcleo de Astronomia do IFCE (Campus Juazeiro do Norte) e pôde ser observado com telescópio por estudantes e professores da instituição.

Medindo um diâmetro estimado de cerca de 160.000 km, o equivalente a uma área coberta na superfície do Sol por 12 planetas Terra, o grupo apelidado de “Mancha Monstro” pelos cientistas da NASA é suficientemente grande para ser observado a simples vista, sem instrumentos ópticos, porém com filtro adequado para evitar danos permanentes nos olhos.

As observações realizadas no IFCE só foram possíveis devido a utilização de um filtro solar especial (Baader Astro SolarTM) que, acoplado ao Telescópio Schmidt-Cassegrain (203 mm de abertura) do Núcleo de Astronomia, permite com segurança a observação visual e fotográfica do Sol. O Filtro Baader foi adquirido com recursos alocados pela Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNCAP), através de projeto de divulgação científica aprovado pela instituição.

(continua aqui)


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Matéria similar no G1

Museu da Ciência da UC abre no sábado à noite (Portugal)


(CNoticias.net) O Museu da Ciência da Universidade de Coimbra abre este sábado, entre as 18H00 e as 24H00, com música, exposições, atividades práticas e observações astronómicas.

A iniciativa insere-se nas celebrações da Noite dos Museus e destina-se a adultos e crianças, sendo a entrada livre. Serão organizadas atividades em que todos podem exercer os seus dotes ao nível da matemática, arte ou origami.

A partir das 21H00, os visitantes podem espreitar o céu, com a colaboração da Associação Alpha Centauri. Às 21H30, o Museu apresenta alguns dos tesouros da arte da ciência musical conservados na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, momento que contará também com uma breve ilustração musical dos séculos XVI e XVII.

Além destas possibilidades, os visitantes podem ainda descobrir as exposições permanentes do Museu.

À procura dos neutrinos e da matéria escura no fundo de uma mina


(Público - Portugal) A descida faz-se no elevador para 50 pessoas, ao lado de mineiros e vestidos tal qual como eles, com os fatos-macaco e os capacetes com as luzes à frente. Lá em baixo, a dois quilómetros de profundidade, os caminhos separam-se: enquanto os mineiros ainda vão descer mais, para extraírem níquel na mina, eles, os cientistas, incluindo portugueses, têm de caminhar 20 minutos, entre lama e água, até chegarem aos laboratórios onde vão à caça dos neutrinos e da matéria escura.

Este é o laboratório científico mais profundo do mundo – Snolab é o seu nome – e fica no Canadá, na mina de Creighton, perto de Sudbury e a 400 quilómetros a noroeste de Toronto, na província do Ontário. Foi inaugurado esta quinta-feira. Na cerimónia estiveram dois físicos portugueses, Gaspar Barreira, presidente do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP), e José Maneira, da mesma instituição e responsável pela participação portuguesa numa das experiências científicas no fundo da mina.

“Quando chegamos ao laboratório, a primeira coisa que temos de fazer é despir a roupa, tomar banho e vestir roupa limpa. E todos os materiais que levamos são envolvidos em plástico, para não transportarem pó da mina para o laboratório”, descreve a física Sofia Andringa, do LIP, que também participa nessa experiência.

As condições do laboratório têm de ser bastante limpas para que as experiências não fiquem contaminadas pela radioactividade natural das paredes da mina. Nas salas “limpas”, depois dos chuveiros e do refeitório, encontram-se vários detectores. Alguns deles vão procurar a matéria escura, que é a matéria que se sabe existir devido aos seus efeitos gravitacionais nas galáxias e que constitui grande parte do Universo, mas não emite luz. Nem se sabe se é feita por uma partícula que chegue até nós, para, é claro, poder ser descoberta.

Noutros detectores vão apanhar-se os neutrinos, partículas quase sem massa e que pouco interagem com a matéria – incluindo o nosso corpo, que atravessam aos milhares de milhões por segundo –, o que torna a sua detecção particularmente difícil.

Mas, ao contrário da matéria escura, os neutrinos já se detectaram. Mais: no laboratório que antecedeu o Snolab, na mesma mina, só que mais pequeno – o Observatório de Neutrinos de Sudbury (SNO, na sigla inglesa) –, desvendou-se o caso dos neutrinos desaparecidos, numa série de resultados publicados entre 2001 e 2006.

O caso era o seguinte: as teorias diziam que o Sol produzia um tipo de neutrinos solares, os neutrinos do electrão, em quantidades copiosas. O problema é que deveriam chegar à Terra mais destas partículas do que as que eram detectadas. Algo estava errado ou com as teorias sobre o Sol ou com o que se sabia sobre os neutrinos. O mistério ficou resolvido quando as observações no SNO permitiram perceber que os neutrinos do electrão emitidos pelo Sol se transformam nos outros dois tipos de neutrinos (do muão e do tau, de detecção ainda mais difícil) no caminho para a Terra. Portugal, refere um comunicado de imprensa do LIP, também participou nessa experiência.

Esfera de 18 metros de diâmetro
O SNO foi desactivado em 2007, mas o seu sucesso levou um grupo de cinco universidades do Canadá a querer aprofundar os mistérios dos neutrinos, nomeadamente determinar de forma mais rigorosa a sua pequena massa, compreender melhor os mecanismos de produção de energia do Sol e saber mais sobre os neutrinos produzidos por estrelas que morrem (as supernovas). Ou ainda obter mais informação sobre a estrutura interna do nosso planeta, mediante os neutrinos que resultam das desintegrações radioactivas de átomos no interior da Terra.

Assim nasceu o Snolab, que agora expandiu as instalações iniciais para os 5000 metros quadrados e juntou aos seus objectivos a revelação do mistério da matéria escura do Universo. Além do Canadá e de Portugal, através do LIP, no Snolab participam instituições norte-americanas, britânicas e alemãs.

Um dos detectores de neutrinos é uma esfera de 18 metros de diâmetro, que foi reaproveitada do laboratório inicial na mina, e é nesta experiência que participa o LIP. Com dez mil detectores de luz à volta, a esfera ficará submersa, o que ajudará a isolá-la da radioactividade natural da mina, para que não interfira com os resultados da experiência.

No interior da esfera, há uma segunda esfera em acrílico transparente – com um líquido cintilador lá dentro, que cria muita luz quando um neutrino interage com ele, explica Sofia Andringa. E os dez detectores de luz captarão os sinais desse neutrino. O LIP contribui para esta experiência com o desenvolvimento de um sistema de calibração dos dez mil detectores, que têm de estar todos sincronizados. Por enquanto, não havendo ainda resultados para analisar e interpretar, os físicos portugueses têm também estado a fazer simulações sobre a sensibilidade do detector.

Mas porquê procurar a resolução de mistérios da física no fundo de uma mina? Porque aqui pode-se ter um laboratório suficientemente isolado, que não apanha com a cascata de partículas criada na atmosfera pelos raios cósmicos que vêm de outras estrelas, o que torna ainda mais difícil caçar os neutrinos.

"Memorial MarcGrave visa resgatar o Recife como referência"

Com o apoio da Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, foi lançado na noite de quinta-feira (11), durante a Expoidéias, o projeto do Memorial MarcGrave





(Vermelho) Trata-se de um centro de referência nas áreas da história e arqueologia da ciência, que deverá ser implantado em três casarões existentes na esquina da Rua do Imperador, com a Rua 1º. de Março, centro do Recife. O projeto é apoiado ainda pelo Museu de Astronomia (MAST), Consulado Alemão, Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP), Governo de Pernambuco, e Sociedade Brasileira de História da Ciência. A Expoidea acontece no Paço Alfândega, Bairro do Recife.

O secretário municipal de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico, José Bertotti falou durante o evento que o apoio a este projeto faz parte de um conjunto de ações que visa resgatar a cidade como referência histórica no estudo científico. “O projeto de recuperação da Torre do Zeppelin e a recente publicação do livro Observatório no Telhado, que conta a história do primeiro observatório astronômico das Américas, construído no Recife, são exemplos de que estamos construindo um futuro sustentável, alicerçado nas conquistas do passado”, afirmou o secretário. O professor doutor Oscar Matsuura, apresentou o projeto que terá uma parte histórica como memorial da prática pioneira da ciência moderna no Continente Americano no século 17, promovida pelo cientista Jorge Marcgrave.

Outra finalidade do Centro será o de estimular e promover discussões e pesquisas, manter intercâmbio internacional entre pesquisadores, divulgar resultados, formar e disponibilizar bancos de dados, além de oferecer oportunidades de estágios e iniciação científica para jovens. Já estão previstos para o Centro de Estudos a produção de uma publicação, em parceria com a Companhia Editora de Pernambuco (CEPE), sobre a História da Astronomia no Brasil e a realização do I Congresso de História da Astronomia no Brasil, no próximo ano.

Jorge Marcgrave, naturalista e astrônomo alemão, veio ao Brasil em 1638 a convite do Conde Maurício de Nassau e construiu no Recife, no período ocupação holandesa, o primeiro observatório astronômico de base permanente do Hemisfério Sul onde realizou o primeiro registro sistemático da biodiversidade — fauna e flora — do Nordeste brasileiro.

Ateliê de Introdução à Astronomia (Portugal)


O Ateliê de Introdução à Astronomia destina-se a todos os observadores, maiores de 16 anos, interessados em conhecer o céu nocturno e o Universo. É composto por duas partes: em sala, faz-se uma viagem pelo universo, conhecem-se planetas, estrelas, nebulosas e galáxias; no exterior observa-se o céu espreitando pelos telescópios.

A actividade é dinamizada pelo astrónomo José Augusto Matos (FISUA – Associação de Física da Universidade de Aveiro), formador e divulgador na área da astronomia.


Um lugar para guardar conhecimento

Conheça a nova Biblioteca de Alexandria, que busca recuperar o espírito do maior centro cultural que já existiu






(Ciência Hoje das Crianças) Atenção, leitores! Viajaremos no tempo até a Antiguidade. Numa cidade romana que, vejam só!, era localizada em pleno Egito, foi construído o maior centro cultural que a humanidade já viu: a Biblioteca de Alexandria. O prédio, gigantesco, continha rolos e mais rolos com obras dos grandes pensadores da época, além de abrigar encontros de intelectuais que discutiam os mais variados assuntos.

Ok. Voltando aos nossos dias… Estamos em 2012, e nada sobrou do prédio que, por séculos, foi considerado uma das Sete Maravilhas do Mundo. A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e o governo egípcio, porém, continuam determinados a manter vivo o espírito da Biblioteca de Alexandria.

Em 2002, eles inauguraram uma nova instituição que, como a original, é muito mais que uma simples biblioteca. Seu principal objetivo é criar um ambiente tão produtivo quanto o que se tinha no passado, permitindo o diálogo entre pessoas e culturas, além da produção e disseminação do conhecimento.

A nova Biblioteca de Alexandria, localizada na mesma cidade onde ficava a biblioteca anterior, é um complexo que inclui centros de pesquisa, museus, planetário, bibliotecas especializadas e muitos outros espaços. Ela também possui um acervo digital – afinal, estamos no século 21 e é preciso inovar para acompanhar os novos tempos!

Outra diferença interessante é que, enquanto, no passado, as crianças ficavam de fora dos espaços da antiga biblioteca e só podiam entrar lá na adolescência, a nova Biblioteca de Alexandria possui um espaço voltado só para crianças. Além de livros de todos os assuntos, ele também oferece diversas atividades como exibição de filmes.

Cerca de 1,5 milhão de visitantes passam, a cada ano, por este grande centro cultural. Se você não pode ir até lá pessoalmente para conferir, não se preocupe: ao menos uma visita virtual é possível. Basta acessar a página virtual da Biblioteca de Alexandria (em inglês) e matar a curiosidade!

17/05/2012

Um pouco de tudo



(Cesar Baima - O Globo) Já falei aqui no blog mais de uma vez sobre os cometas suicidas, conhecidos como sungrazers, que mergulham no Sol no que geralmente é sua primeira e única viagem dos confins do Sistema Solar até a vizinhança de nosso planeta. Um dos equipamentos que mais tem registrado esses objetos é o observatório espacial solar SOHO, que desde seu lançamento em 1995 já viu mais de 2 mil deles fazendo essa rota mortal.

O que eu não tinha visto ainda, porém, é um vídeo do SOHO como este abaixo. Postado no YouTube nesta quarta-feira pelo laboratório de pesquisas da Marinha dos EUA dedicado ao estudo destes cometas (mas não me pergunte por que a Marinha americana tem tamanho interesse nestes objetos...), ele tem um pouco de tudo: um cometa sungrazer; uma erupção solar; e, o que é melhor, foi feito entre os últimos dias 12 e 14, justamente enquanto Júpiter passava pelo ponto de conjunção com o Sol, isto é, do outro lado da órbita de nossa estrela em relação ao nosso planeta. Com isso, o SOHO captou Júpiter cruzando seu campo de vista e exibindo duas de suas luas, Ganimede e Calisto. Babei!

INPE Organiza Simpósio Internacional em Astrofísica Relativística (SP)


(INPE/Brazilian Space) O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) está à frente da organização do 26th Texas Symposium on Relativistic Astrophysics, a ser realizado entre 15 e 20 de dezembro de 2012 na cidade de São Paulo.

Assim como nas edições anteriores, o Texas 2012 irá abordar os recentes avanços em Cosmologia, Gravitação, Física de Astropartículas e outras áreas relacionadas à Astrofísica Relativística.

O evento é direcionado a pesquisadores, pós-doutores, estudantes de pós-graduação ou estudantes de graduação com iniciação científica em algum dos temas do programa. Estão previstas plenárias pela manhã, sessões paralelas à tarde e apresentações de pôster no decorrer do simpósio.

Mais informações sobre o evento, inscrições e submissões de trabalhos no site http://www.das.inpe.br/texas2012sp/

Grupo de música instrumental Derivasons se apresenta no Espaço TIM UFMG do Conhecimento (MG)


(Divirta-se) Fundado em 2010 por sete jovens compositores de Belo Horizonte, o grupo de música instrumental Derivasons está em sua temporada mais cheia. Toca nesta quinta-feira à noite no Espaço TIM UFMG do Conhecimento e, até meados do mês que vem, fará outras cinco apresentações na capital mineira – boa parte delas com entrada franca.

O show desta quinta está longe do lugar-comum: serão interpretadas quatro peças escritas por integrantes do grupo durante a visitação do público ao observatório astronômico, entre 19h e 21h, quando os telescópios são virados para o céu. No repertório, Memórias da primeira era (para violão solo), Criação 2 (duas flautas), Água (contrabaixo solo) e Casa das escadas (quatro baixos elétricos).

“Casa das escadas, em especial, terá relação muito interessante com esse espaço e guardamos para o final da apresentação por dois motivos. Primeiro porque no observatório existe uma escultura chamada Aleph, em formato de escada, que fornece um ótimo cenário. Segundo porque a peça também usa meios para fazer o som se mover no espaço com oito caixas de som”, explica o baixista Everton Rodrigues.

O grupo é adepto do experimentalismo e não raro adiciona elementos cênicos às apresentações. “Pensamos a apresentação como um momento que envolve elementos além da música. Criamos tudo de forma intuitiva e nos divertimos muito com esse processo”, explica o músico, que integra o Derivasons ao lado de Luís Friche, Nathália Fragoso, Thaís Montanari, Marcos Braccini, Renan Fontes e Marcos Sarieddine.

Entre as referências do hepteto, que considera fazer “música contemporânea de concerto”, estão György Ligeti, Steve Reich e John Cage. Entre os compositores de Belo Horizonte, os integrantes apreciam os trabalhos de Sérgio Freire, Oiliam Lanna, Rogério Vasconcel -los, Sérgio Rodrigo, Rafael Nassif e João Pedro Oliveira, entre outros.

Derivasons
Música experimental. Nesta quinta0feira, às 19h, no observatório do Espaço TIM UFMG do Conhecimento (Praça da Liberdade, s/nº, Funcionários). Informações: (31) 3409-8350. Entrada franca.

Escola de Física do CERN 2012


(Física na Veia) Escola de Física do CERN 2012 - Portuguese Language Teachers Programme. Este projeto é incrível! Vinte professores de ensino médio, de todo o território brasileiro, serão escolhidos a partir de projetos pessoais para um curso de capacitação em física de partículas lá no CERN - the European Organization for Nuclear Research (ou Organização Europeia para Pesquisa Nuclear), o local mais importante nesta área de pesquisa no mundo e onde fica o LHC - Large Hadron collider, o acelerador/colisor de matéria que é o maior experimento científico de todos os tempos.


Nasa estima que 4.700 asteroides podem ser perigosos para a Terra

Calcula-se que entre 20% e 30% desses objetos foram localizados. Asteroides podem resistir à passagem pela atmosfera terrestre.





(Efe/G1) A Nasa, a agência espacial americana, divulgou nesta quarta-feira (16) que 4.700 asteroides podem ser potencialmente perigosos para a Terra, segundo dados da sonda WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer), que analisa o cosmos com luz infravermelha.

A agência informou que as observações da WISE permitiram a melhor avaliação da população dos asteroides potencialmente perigosos de nosso sistema solar. Esses asteroides têm órbitas próximas à Terra e são suficientemente grandes para resistir à passagem pela atmosfera terrestre e causar danos se caírem no nosso planeta.

Os novos resultados foram recolhidos pelo projeto NEOWISE, que estudou, utilizando luz infravermelha, um total de 107 asteroides potencialmente perigosos próximos à Terra com a sonda WISE, para fazer prognósticos sobre toda a população em seu conjunto.

Segundo a Nasa, há aproximadamente 4.700 deles - com uma margem de erro de mais ou menos 1.500 -, que têm diâmetros maiores que 100 metros. Até o momento, calcula-se que entre 20% e 30% desses objetos foram localizados.

"Fizemos um bom começo na busca dos objetos que realmente representam um risco de impacto com a Terra", disse o responsável pelo Programa de Observação de Objetos Próximos à Terra, Lindley Johnson.

"Temos de encontrar muitos e será necessário um grande esforço durante as próximas duas décadas para localizar todos os que podem causar graves danos ou ser destino das missões espaciais no futuro", disse Johnson.
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Planetário de última geração é inaugurado em Campinas, na Vila Antiga (SP)



(Campinas.com.br) Campinas ganhou mais um planetário neste fim de semana e agora passa a ser a primeira cidade do Brasil, que não é capital, a ter dois planetários. O primeiro, mais antigo, está localizado no Parque Taquaral, e o novo, de última geração, primeiro em projeção LED e o segundo em digital-ótico no Brasil, foi inaugurado dentro do Estelarium Durval Ribeiro, localizado no espaço Vila Antiga, neste sábado (12). A partir do domingo (13) a novidade pôde ser conferida pelo público em geral.

O planetário traz o nome "Rodolpho Caniato", uma homenagem ainda em vida ao renomado cientista, físico e astrônomo, de 83 anos. Rodolpho Caniato, que mora em Campinas, é uma referência em literatura brasileira sobre astronomia, escreveu 10 livros sobre o assunto, três deles ainda inéditos. Até hoje faz palestras, conferências e seminários. Desde o início da carreirra, em 1955, Caniato é conhecido pelo grande esforço que fez para restaurar e fazer funcionar aparelhos guardados como relíquias nas instituições por onde passou. Em Campinas, foi docente de física (Mecânica Celeste) e de cosmografia, disciplina criada por ele na PUC-Campinas em 1955, e ainda contribuiu muito como pesquisador na Unicamp.

Segundo Júlio Lobo, astrônomo responsável pelo planetário e pelo Estelarium, a escolha é uma merecida homenagem ao criador do primeiro planetário para ensinar aos pobres, feito a partir de um tipo de tubo de ensaio.

O Planetário Rodolpho Caniato possui uma sala com 44 poltronas de cinema e dois equipamentos de projeção. As sessões duram em média 30 minutos, com projeções de imagens (maioria da Nasa) que levam quem está assistindo a uma verdadeira imersão e contato com o céu. O primeiro filme a ser exibido é o “Viajante Cósmico”, que conduz a uma viagem pelo universo com direito a conhecer a nossa galáxia: Netuno, Urano, Saturno (imagem projetada dentro da sala, foto acima), Júpiter, Marte, Vênus, Mercúrio, a Terra e o sistema solar. Com direito também a uma volta pela via láctea e um céu de 6 mil estrelas feitas pelo projetor ótico.

Com a inauguração do planetário, o espaço passa a ter um verdadeiro complexo astronômico (veja outras fotos da inauguração). O Estelarium abriga o observatório astronômico Nelson Travnik, o segundo da cidade, possui a quarta maior luneta do Brasil e a segunda maior do Estado, recebeu o primeiro telescópio especial solar H-Alfa de grande porte acessível ao público, de onde também é possível fazer observação do sol. É composto ainda por um mirante, uma sala de filosofia e exposição, uma sala de astronomia, e também irá oferecer oficina de construção de telescópio e um sismógrafo educacional. Nos próximos meses receberá mais dois novos telescópios, sendo que um deles permitirá ver as estrelas durante o dia. O telescópio robótico terá um sistema que identifica as estrelas que estão no céu, que não podemos vê-las de manhã por causa da luz do sol dispersa na atmosfera. Ao todo, a Vila Antiga possui 12 mil metros quadrados que além do Estelarim reúne ainda cultura, educação, formação de valores e gastronomia da "época de nossos avós". A Vila Antiga - Campinas é um projeto da Fundação de Desenvolvimento Humano Douglas Andreani, que visa valorizar e preservar a cultura de formação do Brasil.

Segundo o astrônomo, o Estelarim desenvolve um trabalho educacional voltado para o público em geral. Durante a semana, as atividades são exclusivas para os alunos das escolas com visitas pré-agendadas e nos fins de semana para o público. A atividade de observação do Sol ocorre todos os sábados, das 11 às 15 horas. O funcionamento do espaço está ligado às condições climáticas: se estiver chovendo ou nublado, prejudica a observação do céu, e, portanto, nestes casos é possível ver o planetário em funcionamento.

Além de fazer um trabalho didático, Júlio Lobo tem um objetivo mais abrangente: despertar na população o desejo de conhecer a fundo a astronomia.

Serviço:
Planetário Rodolpho Caniato
Local: Vila Antiga - Estelarium Durval Ribeiro. Rua Araçandiva, 401, Alphaville (extramuro) - Campinas. (19) 3304-8594
Ingresso: R$ 8 (adulto) e R$ 4 (criança)
Horários: sábados e domingos, às 14h, 15h e 16h

Na hora certa

A primeira peça da monumental obra de engenharia humana começa a tomar corpo num ateliê da Califórnia





(Revista Piauí) Uma colossal obra humana começa a adquirir forma no interior de uma montanha de calcário do Texas. Ela vem atender a uma demanda que por ora inexiste e é incerto que venha a existir. Mas, se porventura algum bípede estiver de passagem pelo ano 12012 e quiser saber a data e as horas, terá onde se informar. Basta que se desloque até uma localidade desértica na fronteira com o México e descubra como dar corda num gigantesco relógio mecânico que encontrará à sua espera.

Três meses atrás foi montada a primeira peça da engrenagem: um conjunto de vinte rolamentos de 2,4 metros de diâmetro, de aço inoxidável, que acionará dez sinos. Estes, por sua vez, foram programados pelo músico Brian Eno para jamais produzirem a mesma melodia ao longo de 10 mil anos. Serão perto de 3,5 milhões de sequências únicas do carrilhão.

A empreitada toda é uma espécie de volta ao futuro. Numa época em que nossa civilização, ansiosa e apressada, vive obcecada por velocidade – hoje, tudo tem de funcionar em nanossegundos, como se qualquer pausa ou respiro fosse pecado mortal –, a equipe do arrojado projeto de engenharia humana optou pelo caminho oposto. “A civilização precisa pensar a longo prazo para poder entender problemas que se estendem através de séculos”, acredita o chefe do projeto Alexander Rose.

Existem outras obras recentes da engenharia humana construídas para durar milhares de anos. O imponente Banco Mundial de Sementes, enterrado desde 2008 na ilha norueguesa de Spitsbergen, a 150 metros de profundidade, é uma delas. Os depósitos de lixo atômico nas minas de sal de Gorleben, na região da Baixa Saxônia, Alemanha, também foram criados para ter durabilidade milenar. Mas nenhuma dessas estruturas é máquina programada para funcionar ininterruptamente.

O Relógio, patenteado com letra maiúscula, nasceu da mente inquieta de Danny Hillis, um engenheiro elétrico com três pós-graduações pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), uma passagem pela Walt Disney Imagineering e cofundador da empresa Applied Minds [Mentes Aplicadas]. Inicialmente, ainda nos idos de 1989, ele imaginou construir um relógio que tiquetaqueasse apenas uma vez por ano, cujo ponteiro de horas avançasse somente uma vez por século e cujo carrilhão desandasse a tocar uma vez a cada milênio. Stewart Brand, o presidente da Fundação criada para abrigar a obra, escreveu um livro detalhando os primórdios da empreitada – O Relógio do Longo Agora, editora Rocco, 2000. Desde então o projeto foi sendo alterado e um protótipo da versão final já pode ser visto no Museu da Ciência de Londres.

Pela visão de Hillis, seu relógio-monumento voltado para um futuro além do imaginável seria erguido em contraposição à cultura acelerada que, a seu ver, corrói nossa habilidade de pensar concretamente o futuro. Enviou o esboço do marcador de tempo atemporal para um grupo de mentes afins e obteve a adesão imediata de Alexander Rose, um designer industrial que deixara sua marca como criador de robôs de combate e artista da Silicon Graphics. Enquanto amigos engenheiros debatiam qual a geração de energia capaz de suportar o projeto, amigos empresários coçavam a cabeça tentando vislumbrar uma fonte de financiamento para empreitada tão insólita.

O dinheiro acabou se revelando a parte menos complexa da obra. Antes de fundar a livraria eletrônica Amazon.com e se tornar bilionário, o empreendedor Jeff Bezos cursou engenharia elétrica e se formou em ciência da computação por Princeton. Ao saber do projeto de Hillis, entrou com 42 milhões de dólares e cedeu um naco de montanha de sua propriedade no Texas para servir de abrigo a uma estrutura que pretende rivalizar com a Torre de Jericó e as pirâmides do Egito como marco civilizatório. Nada, jamais, foi construído pelo homem para funcionar por tempo tão longo. E por que 10 mil anos? Porque essa é a idade aproximada da tecnologia humana até agora, e o relógio marcaria, assim, o segundo tempo da civilização, explica Hillis.

Seria uma obra para constar de um quadro maior, embutido na pergunta formulada pelo virologista Jonas Salk vinte anos atrás: “Estamos sendo bons ancestrais?”

Sob alguns aspectos, a engrenagem da peça que terá 60,2 metros de altura se assemelha à de um relógio de pêndulo mecânico do passado. Mas, em vez de o pêndulo do futuro, que pesará 136 quilos, marcar o tempo a cada segundo, o fará apenas a cada dez segundos, aumentando a durabilidade dos componentes. E no lugar dos doze pontos que indicam o dia de 24 horas, o mostruário de 2,5 metros de diâmetro marcará a posição de astros e planetas, com ponteiros indicando a data e a hora em curso. Embora o relógio vá computar o tempo ininterruptamente, o terráqueo que chegar até ele terá de dar corda manual à engrenagem para que as horas apareçam no mostrador. Dependendo do tempo decorrido desde a passagem do visitante anterior – meses? anos? séculos? –, o trabalho pode ser insano.

Os materiais usados na sua construção incluem aço inoxidável do tipo 316, o mais resistente à corrosão, titânio e uma cerâmica composta de nitreto de silicone. Sílica também está sendo extraída de uma mina de mármore do Texas. Isso porque na argamassa da Torre de Jericó, de 11 mil anos de idade, foram encontrados altos teores de sílica, o que explicaria a durabilidade da construção humana tida como a mais antiga do planeta.

Enquanto a equipe de visionários trabalha na engenharia das engrenagens, rolamentos, pistões e pêndulo do Relógio, uma cratera está sendo preparada para receber o artefato. A descrição do acesso ao local mais parece um roteiro para Indiana Jones. Aconselha-se ao turista acidental dos próximos milênios trazer uma fonte de luz própria.

Primeiro será preciso escalar 457 metros da montanha desértica onde só vingam espinhos. Chegará então a um portal duplo de aço incrustado na rocha e deverá avançar na escuridão total por um túnel de 150 metros. Só então encontrará um esquálido ponto de luz no chão. Dali, se olhar para cima, verá um segundo ponto de luz no alto. Uma escada em espiral de outros 150 metros, esculpida por um robô na própria rocha, permitirá ao peregrino chegar à base do Relógio – e lhe dar corda se quiser saber a data e as horas.

A engenhoca toda será alimentada por energia termal produzida pela mudança de temperatura noturna e diurna no topo da montanha. Ela será captada por uma cúpula de safira sintética instalada no topo da montanha e regulada por um sincronizador solar. O peregrino com fôlego para prosseguir pela escadaria interna até essa cúpula terá, então, um reencontro com a luz natural da Terra. E dali, se tiver sorte, poderá ouvir o tique-taque que marcará cada nova década e século.

Quem quiser se inscrever para visitas ao futuro pode fazê-lo através da página da Long Now Foundation (longnow.org). Talvez seja prudente inscrever também heptanetos e dodecanetos para a eventualidade de a obra se estender além do seu tempo de vida.

16/05/2012

I Jornada de Foguetes de Material Reciclado de Barbalha (CE)


(Brazilian Space) As Escolas EEEP Otília Correia Saraiva (Liceu de Barbalha) e EEM Almiro da Cruz da cidade cearense de Barbalha, irão realizar dia 18/05 a “I Jornada de Foguetes de Material Reciclado de Barbalha”.

A jornada de foguetes é uma atividade complementar da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), em caráter competitivo que classifica no Brasil escolas da rede pública e privada à participar da Mostra de Foguetes, realizada anualmente na cidade de Passa Quatro em Minas Gerais, promovida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Neste ano sob premiação da mostra de foguetes, 70 alunos serão contemplados com Bolsa de Iniciação à Pesquisa Científica Júnior, orientadas pelo Dr. João Batista Canalle, do Departamento de Física da UFRJ em parceria do CNPq.

Evento: I Jornada de Foguetes de Material Reciclado de Barbalha
Data: 18/05
Horário: a partir das 08:00 horas
Local: EEEP Otília Correia Saraiva (Liceu de Barbalha) - Barbalha/CE

Andrevaldo Glaidson Pereira Tavares
Prof. Representante da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica no Liceu EEEP Otília Correia Saraiva
Detalhes: (88) 3532 2366

Patrick Gomes Santos
Prof. Representante da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica
EEM Almiro da Cruz

Sem limites no céu de Campos

Professor Marcelo Oliveira (a direita) e os alunos do Clube de Astronomia Luis Cruls, Lucas Ferreira, Jassiel de Araújo Silva e Guilherme Franco atuam no projeto


(O Diário) Qualquer objeto voador que cruzar o céu de Campos será agora devidamente identificado. Isso é possível graças à Câmera Todo Céu (All-Sky) instalada no Campus Guarus do Instituto Federal Fluminense (IFF-Guarus). O equipamento filmará possíveis meteoritos que cruzarem as nuvens da cidade e permitirá cálculos para descobrir o local exato onde o objeto cair.

A informação é do professor e pesquisador Marcelo Oliveira, do Clube da Astronomia e Astronáutica de Campos. Segundo Marcelo, outras duas câmeras iguais a esta foram instaladas também no Campus do IFF em Itaperuna e no Espírito Santo. O equipamento é o primeiro do tipo em toda a América do Sul e a instalação em três pontos distintos permite o controle celeste de toda a região.

— Nossa cidade teve dois casos de objetos cruzando o céu em pouco tempo: uma foi em 2010, quando um meteorito cruzou o céu de Campos e caiu em Varre-Sai. Outro foi no último dia 20, quando um objeto – ainda não identificado – também passou pela nossa cidade. Com esse equipamento poderemos saber a trajetória de qualquer objeto e, assim, após cálculos, identificar a região onde ele tocará o solo — informou o professor Marcelo de Oliveira.

O equipamento consiste em uma câmera que filma em 360 graus, um programa de computador e um aquecedor. As imagens são filmadas 24h por dia e os registros com interferências em um diâmetro de mais de 500 quilômetros serão salvos para análises posteriores. O sistema é uma doação de um grupo americano e foi instalado e intermediado através do pesquisador Dirk Ross, um dos maiores especialistas em meteoro do mundo.
CÂMERA - O equipamento, doado por americanos, consiste em uma câmera que filma em 360 graus, um programa de computador e um aquecedor


Entusiamo - Além do professor Marcelo de Oliveira, outros alunos participam do Clube de Astronomia Luis Cruls e também do projeto em Campos. Entre eles estão os entusiasmados Lucas Freitas, 18 anos; Jaasiel de Araújo Silva e Guilherme Franco, de 17 anos. Os três acompanham todo o processo, que utilizou sistema de última geração, e pretendem seguir na área da astronomia e astronáutica.

Guilherme participou do processo de instalação de softwares e das câmeras e, assim como os outros amigos, recebeu partes de meteoritos de lembrança do pesquisador Dirk enquanto esteve em Campos. Assim como ele, Lucas também participa ativamente do grupo, ele diz que pretende seguir na área aeroespacial e já teve experiência na área “Fiz parte da primeira tripulação brasileira a realizar simulações na Estação de Pesquisas de Marte nos EUA e quero aproveitar as oportunidades”, destaca.

Outro estudante, Jaasiel, também pretende seguir os trabalhos, mas na área de divulgação científica e diz aproveitar a oportunidade. “É sempre bom ter experiências, estar em contato com novas pessoas e ter novas idéias, assim desenvolvemos melhor nosso aprendizado.”, finaliza o estudante.

EREA Belo Horizonte - Últimos dias para inscrição de trabalhos!


(Urânia) As incrições de trabalhos no 28º Encontro Regional de Ensino de Astronomia (28º EREA) terminam na próxima sexta-feira, 18 de maio. A submissão de resumos deve ser feita pela página do Evento (link para www.ufmg.br/proex/ddc/erea2012 ).

Para participar como ouvinte é possível se inscrever até o dia 31 de maio, pela mesma página.

O 28º EREA será realizado no Espaço TIM UFMG do Conhecimento em parceria com a Diretoria de Divulgação Científica (PROEX/UFMG), o Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais e o Grupo de Astronomia e Astrofísica da PUC Minas; e ocorrerá nos dias 7, 8 e 9 de junho de 2012, em Belo Horizonte.

O encontro tem por objetivo estabelecer contato entre professores e astrônomos profissionais e amadores da nossa região, capacitar professores da educação básica em Astronomia, incluindo uso de softwares no ensino e técnicas para observações astronômicas, discutir sobre a metodologia de ensino da astronomia, promover discussão de trabalhos realizados em escolas ligados à temática do evento, distribuir materiais didáticos de ensino de astronomia às escolas participantes, dentre eles lunetas - com um guia de uso - e sugestões de atividades nas salas de aula, incentivar por meio dos professores a participação dos estudantes na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica.

A programação e mais informações podem ser obtidas na página do evento (www.ufmg.br/proex/ddc/erea2012).

Campinas: Saída de astrônomo gera mobilização

Comunidade científica do Estado critica a exoneração do professor Orlando Ferreira do observatório

(Correio Popular) A exoneração do professor Orlando Rodrigues Ferreira do cargo de coordenador do Observatório Municipal de Campinas Jean Nicolini, publicada anteontem, mobilizou a comunidade científica de todo o Estado de São Paulo. Pesquisadores e cientistas ligados à astronomia chegaram a fazer manifesto em repúdio à decisão do secretário Municipal de Cultura, Flávio Sanna. A justificativa da pasta é de que a exoneração se trata de uma mudança administrativa. Por enquanto, ninguém será nomeado para o cargo. Ferreira estava à frente do local desde 2006, mas sua relação com o a astronomia e com a instituição completa 30 anos este ano. Ele disse que já esperava a decisão, mas lamentou a forma como a sua saída foi conduzida. “Sequer fui convidado para uma conversa com a administração e, principalmente, pelo senhor secretário de Cultura que, por essa postura, demonstrou deselegância, mandou simplesmente uma querida colega servidora comunicar-me oficialmente na sextafeira”, disse.

Algumas das preocupações do astrônomo, enquanto esteve na coordenação do observatório, eram com a divulgação da ciência, com a aproximação das pessoas da
astronomia e valorização dos profissionais da área. “Procuramos manter o público e a
imprensa sempre informados das atividades do observatório e dos fenômenos astronômicos. Grupos de estudantes e pesquisadores realizaram intercâmbios no sítio astronômico e procuramos trazer os próprios servidores da Prefeitura para conhecer nossos trabalhos, pois muitos sequer haviam conhecido o espaço.”

Pesquisadores de todo o Estado demonstraram insatisfação com a exoneração. O
professor de astronomia e coordenador geral do Observatório de Diadema, Oscar Luís Ferle, fez um manifesto de repúdio contra a decisão do secretário. Segundo ele,
nos últimos anos em que Ferreira esteve à frente do Observatório de Campinas, “com atitudes simples e objetivas e muita dedicação”, foram restabelecidos o prestígio da instituição, a regularidade e a qualidade do atendimento. “Resta lastimar pela desconstrução da ciência, educação e cultura imposta em Campinas pelo poder municipal, resultante do excesso de políticos e da falta de administradores públicos que visem, como deveria ser, o bem da comunidade e não dos apadrinhados de ocasião”, afirma em seu manifesto. “Ao astrônomo, educador e cidadão Orlando Rodrigues Ferreira, o inconteste apoio da comunidade astronômica brasileira, cuja recondução ao cargo se espera o mais brevemente possível, reparando assim o crasso erro administrativo cometido”, cita o manifesto.

O astrônomo titular do Observatório do Capricórnio, José Victor Rodrigues Júnior, disse que a exoneração afeta uma área carente de entidades e profissionais. “O Observatório era um centro de análise e pesquisa e recebia o público e escolas para dar suporte auxiliar na educação. Remover alguém do gabarito do professor Orlando por uma conveniência política não significa simplesmente a perda para o cargo, mas uma perda literal para a equipe operacional, para a pesquisa e divulgação científica”, afirma.

Professor de pós-graduação em astronomia da Universidade Cruzeiro do Sul e professor associado do Planetário do Ibirapuera, Paulo Leme, também lamentou a exoneração.

Segundo ele, Orlando Ferreira restaurou a credibilidade do Observatório de Campinas no meio astronômico, acadêmico e educacional. “O professor Orlando tem uma longa história de competência profissional no observatório de Campinas. A comunidade astronômica brasileira está de luto com a sua saída da instituição”, disse.

Com a voz embargada, Ferreira disse que ficou surpreso com a repercussão de sua exoneração no meio astronômico e acadêmico, além das escolas e pessoas que recebeu
no observatório.

“Minha caixa postal lotou de mensagens de apoio e protesto contra a Administração municipal, mas, neste instante, peço serenidade a todos. Sinto-me lisonjeado e a minha maneira de agradecer é continuando meu trabalho seja aonde for, seguindo constantemente sob a égide de Urânia e de Jean Nicolini”, disse.

Sanna
O secretário de Cultura, Flávio Sanna, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que a decisão faz parte de uma série de mudanças que vem fazendo na pasta.

Informou que o trabalho desenvolvido por Ferreira será dividido entre os três astrônomos que ficaram.

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Entrevista de Orlando Rodrigues Ferreira ao Correio Popular:

O senhor já esperava essa decisão em meio à movimentação de secretários na Prefeitura de Campinas?
ORF: Fiquei sabendo antecipadamente da minha possível exoneração em meados de abril, mas somente por intermédio de colegas na Prefeitura e não citarei nomes por motivos óbvios. Sequer fui convidado para uma conversa com a administração e, principalmente, pelo senhor secretário de Cultura que, por essa postura, demonstrou deselegância — mandou simplesmente uma querida colega servidora, muito constrangida, me comunicar oficialmente na sexta-feira, 11 —, mas acredito que ele deve possuir outras virtudes e auguro que as cultive.

Há quanto tempo o senhor estava à frente do observatório municipal?
ORF: Meu retorno ao OMCJN ocorreu em novembro de 2006, porém, minha relação com a Astronomia e a instituição completa 30 anos neste 2012. Passei por outras administrações, sendo que, de todas, sempre tive o mais elevado reconhecimento e respeito. Não sou filiado a qualquer partido político — e nem pretendo filiar-me —, ou melhor, meus partidos chamam-se CAMPINAS e BRASIL.

Como o senhor recebeu essa exoneração? O senhor se preocupa com o futuro do observatório? Por exemplo, com o nível de conhecimento e envolvimento da pessoa que ocupará a função do senhor? 
ORF: Não me abalo com a exoneração, não sou funcionário de carreira da Prefeitura e, se estava no OMCJN durante todos esses anos, penso que era por competência técnica e nível de formação. Unicamente lastimo como o processo descortês da exoneração ocorreu, assim também como
aconteceu com outros colegas. Logicamente me preocupo com o futuro do OMCJN e de seus servidores, por isso, almejo que seja conduzida ao cargo uma pessoa com formação técnica e experiência administrativa. Somente lamentarei se for nomeado alguém por simples indicação política ou que, além de não ter perfil administrativo, não possua relacionamento com a Astronomia e ciências; preferencialmente considero que deve possuir formação superior, pois significativa parte do público (mais de 55%) é composta por estudantes e professores de todos os níveis, portanto, o conhecimento e a abordagem pedagógica do ensino de Astronomia e ciências é essencial. A equipe técnica do OMCJN, da qual possuo muito orgulho e amizade, neste momento está reduzida (somente três astrônomos) e, agora, a instituição se encontra ainda mais desfalcada tecnicamente, prejudicando principalmente o atendimento público e escolar. Portanto, permanecerei como fiel defensor, vigilante e interlocutor das causas do OMCJN; saio com a consciência do dever cumprido e desejo à pessoa que assumir consiga atender todas as demandas administrativas, técnicas, educacionais, culturais e científicas, entre outras, do OMCJN, que ainda não foi devidamente prestigiado pela administração recém-empossada, porém, creio que o será no devido momento, até porque o prefeito Dr. Pedro Serafim Jr. é um Homem de Ciência... ao contrário do senhor secretário de Cultura.

O senhor estava me dizendo que nos últimos anos o observatório teve um aumento de público? Aumento de quanto? Ele foi fruto de todo o trabalho da equipe coordenada pelo senhor?
ORF: Quase 14.000 pessoas por ano são atendidas pelo OMCJN, ou seja, é um dos órgãos da Secretaria de Cultura que, proporcionalmente, mais recebe público visitante e com reconhecimento nacional e internacional nas áreas da Astronomia e ciências afins. O aumento de público e Escolas atendidas pelo OMCJN, apesar das dificuldades, foi resultado do trabalho de toda uma equipe, desde o mais humilde servidor ao mais graduado, pois todos são igualmente importantes no processo de engrandecimento da instituição e da construção do conhecimento. O aumento de público deu-se já a partir de 2007, com 8.040 pessoas; 2008, com 7.220; 2009, com 16.970, isto devido ao Ano Internacional da Astronomia; 2010, com 13.927; e 2011 (fechando balanço, mas se registrou queda devido à crise em Campinas). Mesmo que seja pouco significativo, equivale entre 2007/2010, em comparação a 2006, um aumento de público de 287,5%, com pico de 424,5% em 2009 e sem aumento da equipe, salários (ressalvando os dissídios) ou maiores custos, ou seja, somente aplicando uma gestão adequada e valorizando o servidor em todos os aspectos, posto que sem o elemento Humano não podemos ter uma visão mais abrangente e real do Universo, seja este exterior ou interior ao Ser.

Como está ou como é visto o observatório hoje em âmbito nacional?
ORF: O OMCJN foi inaugurado em 15/01/1977, pelo astrônomo Jean Nicolini (1922-1991) e o então prefeito Dr. Lauro Péricles Gonçalves, sendo o primeiro Observatório municipal estabelecido no Brasil. Possui reconhecimento em níveis nacional e internacional, com a equipe constantemente realizando contatos e intercâmbios com instituições e pesquisadores do país e exterior. Talvez um medidor da importância da instituição esteja nas mensagens que a própria Imprensa está recebendo em relação à minha saída, assim como também certamente ocorreria se fosse relacionada a qualquer outro membro da equipe.

Professor, foi um trabalho de 30 anos, mas será que o senhor poderiaelencar alguns avanços no Observatório nos últimos anos? Qual era a grande preocupação do senhor enquanto estava à frente do Observatório?
ORF: Procuramos valorizar os servidores e suas capacidades profissionais (eu mesmo fiz cursos de Liderança da Escola de Governo e Desenvolvimento Social [EGDS] da Prefeitura), assim, ultimando oferecer ao público o melhor da Astronomia e dos profissionais da instituição; desenvolvemos eventos internos e procuramos manter o público e a Imprensa sempre informada das atividades do OMCJN e dos fenômenos astronômicos; grupos de pós-graduandos, mestrandos, doutorandos e professores realizaram intercâmbios no sítio astronômico; procuramos trazer os próprios servidores da Prefeitura para conhecer nossos trabalhos, pois muitos sequer haviam conhecido o OMCJN, mesmo sendo este um órgão da administração municipal; algumas reformas entre 2009 e 2011 permitiram a acessibilidade ao OMCJN (estacionamento, sinalização, rampas de acesso, passarelas e sanitários adaptados); participação da equipe em congressos apresentando trabalhos da instituição; aumento do público atendido e muito mais; tudo sempre informado – inclusive os problemas e dificuldades do setor – por relatórios encaminhados à Secretaria de Cultura.

Atualmente, onde o senhor atua ou onde vai atuar?
ORF: Prosseguirei com minhas atividades em Astronomia e ensino de ciências, inclusive retomando alguns projetos, como o Astromóvel - Unidade Volante de Astronomia, Ciência, Educação e Cultura. Além de astrônomo, sou professor licenciado em Filosofia, pós-graduado em Astronomia, com especialização em Estudos de Política e Estratégia; estou concluindo o mestrado em Ensino de Ciências, com projeto voltado à Astronomia e ciências afins para formação continuada de professores e abordagens CTS (Ciência, Tecnologia e Sociedade), possuindo (agora não mais) o OMCJN também como objeto de estudo e pesquisa; estou voluntariamente ministrando um curso de extensão em CTS numa Universidade em São Paulo. Então, prossigo com meus trabalhos, ou como dizia o saudoso presidente Tancredo Neves: “– Para descansar eu tenho a eternidade!”

Muita gente e especialistas na área da astronomia está sentindo a saída do senhor. Inclusive com manifesto de repúdio. 
ORF: Realmente fiquei surpreso com a rápida repercussão no meio astronômico e acadêmico, além das Escolas e pessoas que recebi no OMCJN. Minha caixa postal de correio-e lotou de mensagens de apoio e protesto contra a administração municipal, mas, neste instante, peço serenidade a todos. Sinto-me lisonjeado e a minha maneira de agradecer é continuando meu trabalho seja aonde for, seguindo constantemente sob a égide de Urânia e de Jean Nicolini. Aproveito a oportunidade oferecida pelo Correio Popular para externar minha gratidão e amizade para cada servidor e colaborador da Secretaria de Cultura e da Prefeitura de Campinas, principalmente nominando os amigos da equipe do OMCJN que, por muitos anos, seguiram comigo na mesma nau celeste: Donisete Aparecido da Silva, agente de apoio operacional; Júlio César Ferreira Lobo, astrônomo; Júlio César Penereiro; astrônomo; Walter José Maluf, astrônomo; Adilson Fernandes Dias, técnico de manutenção; Airton José da Cruz, vigia; José Maria da Silva, vigia; Evânio Lima, vigia; e Xisto José da Silva, vigia."

Observatório 'encosta' telescópio em Campinas

Equipamento enviado pelo governo alemão não pode ser usado por causa de defeito em cúpula





(Correio Popular) Um telescópio avaliado em cerca de U$$ 1 milhão está parado há pelo menos nove meses por problemas de manutenção no Observatório Municipal de Campinas. Transferido pelo governo alemão ao Ministério da Educação brasileiro na década de 1960, o astrógrafo Zeiss não pode ser utilizado porque a cúpula que reveste o equipamento está danificada. Uma fresta tem se ampliado toda vez que a cúpula é aberta, deixando o equipamento exposto à chuva e ao tempo. Desde o ano passado, a Secretaria de Cultura vem recebendo relatórios sobre o problema, mas como não foi encontrada uma solução, a administração do centro astronômico optou por suspender a atividade da máquina.

Para tentar reparar a cúpula do telescópio, servidores da Prefeitura chegaram a ir até ao Observatório. No entanto, a avaliação foi de que o Município não conta com corpo técnico especializado para o tipo de reparo e que uma empresa precisaria ser contratada para consertar a estrutura. A Secretaria de Cultura ficou de abrir uma licitação, mas a contratação ainda não foi feita. Com a paralisação das atividades do telescópio, usado para estudos astronômicos profissionais e também para atendimento ao público, o Observatório tem contado no momento com um outro telescópio do centro para manter as atividades de visitação pública.

Passados 35 anos da inauguração, a falta de utilização do telescópio não é o único problema enfrentado no Observatório Municipal de Campinas. O centro também passa por problemas de infraestrutura e falta de segurança. Assim como os demais museus da cidade, o centro também encaminhou um relatório no início deste ano apontando problemas estruturais enfrentados na unidade. Localizado há cerca de 32 quilômetros do Centro de Campinas, o local ficou sem telefone de fevereiro até a semana passada por problemas na fiação que vai até o local.

De acordo com moradores que vivem em fazendas próximas ao Observatório, usuários de drogas são vistos na região e há pouco policiamento. O centro astronômico fica em zona rural e conta com um vigia, mas tem tido problemas com a falta de funcionários para serviços básicos. No momento, não há faxineiras e a limpeza precisa ser feita pelos próprios astrônomos do local. E os problemas não param por aí. O centro astronômico também costuma conviver com a falta de combustível para o transporte de funcionários.

Nestas situações, os profissionais do local têm que usar o próprio automóvel para chegar ao centro astronômico. O supervisor do observatório, Orlando Rodrigues Ferreira, disse que a unidade tem prestado serviços à população e preferiu não polemizar. “Estou contente com a equipe com a qual trabalho”, disse.

Cultura
A assessoria de imprensa da Secretaria de Cultura confirmou que os museus da cidade entregaram relatórios de prioridades em fevereiro e que o Observatório seria umas das “prioridades de reformas”. Ainda não há uma data definida de quando os problemas de infraestrutura existentes no centro astronômico serão resolvidos e estaria sendo feito um levantamento das necessidades do local para ser avaliado se será necessário a busca de recursos com a iniciativa privada.

Enquanto isso, o astrógrafo Zeiss continuará parado. Vindo da Alemanha em 1969 por meio de um sistema de trocas de produtos com o país europeu, o equipamento chegou a ficar encaixotado por quase dez anos, e então foi encaminhado, por regime de comodato a Campinas.

O Observatório Municipal situa-se no Monte Urânia, Serra das Cabras, distrito de Joaquim Egídio. O percurso total do Centro de Campinas ao Observatório é de 32km. Mais informações no site http://observatorio.campinas.sp.gov.br/

Ciência cara = bom investimento

Um mundo sem ciência ambiciosa fica privado de conhecimento novo e das aplicações das descobertas

(Marcelo Gleiser - Folha) Fazer pesquisa é caro, mas vale a pena. Vamos pensar apenas na ciência de base, ou seja, a ciência que não tem o objetivo imediato de ser "útil" via aplicações tecnológicas ou gerando riqueza, cuja meta é investigar a natureza. Quanto um país deve investir nesse tipo de pesquisa?

Quando se discute como equilibrar o orçamento da União, é crucial questionar como os fundos vindos do contribuinte devem ser usados. Afinal, existem necessidades críticas em educação, infraestrutura de transporte, modernização de hospitais, atendimento médico para milhões de necessitados etc.

Num ensaio recente na "New York Review of Books", uma prestigiosa publicação americana, o prêmio Nobel Steven Weinberg afirma que a solução nunca deve ser tirar dinheiro de áreas necessitadas para financiar pesquisa de base (ou qualquer outra). Por outro lado, o investimento na pesquisa de base deveria ser uma opção óbvia para qualquer país que pretende ter uma posição de liderança internacional.

No início do século 20, físicos lidavam com um modo inteiramente novo de interpretar a natureza. Einstein forçou uma revisão dos conceitos de espaço, tempo e energia. Planck, Bohr, Schrödinger e Heisenberg nunca poderiam ter imaginado que suas ideias revolucionárias sobre a física do átomo efetivamente redefiniriam o mundo em que vivemos. Deles veio a revolução quântica, que gerou incontáveis aplicações tecnológicas, incluindo todos os equipamentos digitais, dos computadores aos raios laser, fibras ópticas e tecnologias nucleares.

Em seu ensaio, Weinberg mostra sua preocupação com o futuro da ciência de grande porte, projetos que alcançam bilhões de dólares. Recentemente, o sucessor do Telescópio Espacial Hubble, o Telescópio Espacial James Webb, teve seu orçamento cortado. Após muito drama, o financiamento foi restituído, mas ficou a insegurança. No mundo das partículas, a bola está com a Europa e seu mega-acelerador, o LHC. Cientistas americanos se juntaram ao projeto depois de perceberem a possibilidade de seu acelerador nacional desaparecer.

Na minha opinião, cortar o fomento à pesquisa de base, incluindo projetos bem definidos de alto custo, é inadmissível. Um mundo focado no imediato, no pragmático, pode ser eficiente, mas é extremamente monótono. Imagine um mundo sem as descobertas sensacionais que andam sendo feitas sobre o Cosmo e os mistérios da matéria; um sem estrelas explodindo, sem galáxias colidindo e buracos negros.

Pior, imagine um mundo sem o que ainda não conhecemos e que nunca poderemos descobrir sem nossos instrumentos de exploração. Ademais, perderíamos todas as possíveis aplicações das descobertas.

Uma possibilidade é a de incluir cada vez mais países com fortes economias emergentes, como a China, a Índia e o Brasil, no fomento aos grande projetos. Esse é um dos argumentos a favor da inclusão do Brasil como país-membro do ESO (Observatório Europeu do Sul), uma discussão que deixo para depois.

Quando vejo as enormes quantias sendo gastas na defesa nacional, eu me pergunto se nossas prioridades no lado criativo ou destrutivo. Quando deixamos de investir no novo, ficamos condenamos a só olhar para o velho.

Os próximos Encontros Regionais de Ensino de Astronomia (EREA)

(OBA) Teremos um EREA em Maringá, PR, no período de 28-31/5/12. Não há home page ainda. O responsável é "Marcos Danhoni" macedane@yahoo.com.

Teremos um EREA em Belo Horizonte, MG no período de 7-10/6/12 e a home page é http://www.ufmg.br/proex/ddc/erea2012/

Teremos um EREA em Toledo, PR, no período de 19-21/7/12. Ainda não há home page, mas a responsável é Vera Lucia Zardo Ansolin veraansolin@gmail.com

Teremos um EREA em Natal, RN, no período de 23-26/7/12 e a home page é www.dfte.ufrn.br/erea