5 de set. de 2009

Palestra: À PROCURA DE NOVOS MUNDOS (RJ)

(Urânia) Título da palestra: À PROCURA DE NOVOS MUNDOS
Autor:Luís Guilherme Haun - luis.haun@planetario.rio.rj.gov.br

Data:quarta, 09 de setembro de 2009 - 20:00

Local: Fundação Planetário da Cidade do Rio de Janeiro
Rua Vice-Governador Rubens Berardo, 100 - Gávea
Tel: 2274-0046 - Rio de Janeiro, RJ

Resumo:

Na Antiguidade, o homem acreditava que eram sete os astros a girar ao redor da Terra: Sol, Lua, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno. Mais tarde, com a invenção dos telescópios, a Terra deixou de ser o astro dominante do Universo. O Sol, então, tomou o seu lugar de direito e a partir daí novos mundos se revelaram. Hoje, são oito planetas e pelo menos cinco planetas anões.

Mas será que planetas são exclusividade do Sistema Solar? Ou será que a existência de planetas é muito mais comum do que imaginamos? E se isso for verdade, alguns destes planetas são parecidos com a Terra?

O primeiro pronunciamento da descoberta de um planeta extrassolar (ou exoplaneta) foi feito em 1995 por astrônomos europeus, que o encontraram girando ao redor da estrela 51 Pegasus. Desde então, já foram descobertos mais de 350 planetas orbitando outras estrelas que não o Sol. A grande maioria destes planetas são gigantes, comparados aos tamanhos e às massas de Júpiter e de Saturno.

Até o momento, são poucos os planetas vistos diretamente, ou seja, fotografados ou observados por algum telescópio. Isso se deve a dois fatores, principalmente.

Primeiro, os planetas estão muito próximos da estrela para serem separados angularmente. O segundo fator é que os planetas são objetos muito pequenos e refletem pouca luz.

Então surge uma dúvida: como saber sobre a existência destes pequenos mundos? A ciência tem avançado a passos largos e atualmente temos algumas maneiras de descobrir planetas extrassolares. As principais são: o trânsito do planeta, a velocidade radial, as microlentes gravitacionais, o disco de poeira ao redor da estrela, dentre outras.

A busca destes planetas é orientada pela massa máxima que um planeta pode possuir.

Um planeta não pode ter mais que 0,1 massa solar. Acima deste valor, começam a ocorrer as fusões nucleares em seu interior, transformando hidrogênio em hélio. O astro começa a liberar energia e é denominado estrela. Abaixo deste valor, não é possível a ocorrência de fusão nuclear no núcleo do astro. Neste caso, podemos ter anãs marrons (mais de 13 vezes a massa de Júpiter) e planetas.

Com Galileu, em 1609, os primeiros mundos começaram a ser descobertos: os quatro principais satélites girando ao redor de Júpiter. Levamos, ainda, quase dois séculos para descobrir um novo planeta: Urano. Mais 65 anos e encontramos Netuno. Plutão só veio a ser confirmado em 1930. Em pouco mais de uma década, encontramos algumas centenas de planetas. Não podemos ainda vê-los em detalhes, mas isso será questão de tempo.

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