Na vossa procissão interminável
que buscais pelos campos infinitos?
Dizei-me se esta dor é incurável,
Nunca vos chega o eco dos meus gritos?
Dizei-me, Sirius, enorme solitário
que aclara meus enormes escarcéus,
há quanto tempo aclaras o Santuário
profundo e azul do plasmador dos céus?
E tu, trêmulo Arcturo esplendoroso,
luminar que atravessas o vazio,
Por que, sem um momento de repouso,
estás assim a tiritar de frio?
Divino Aldebarã, tu que flamejas
incêndio na profunda imensidade,
por que não docemente toscanejas,
Vem, vem contar-me tua adversidade.
Tu, melancólica Alfa do Navio
E tu, Prócion, a que, por triste, adoro,
nas azulinas águas de que rio
humedeceis vossos cabelos de ouro?
Maia de Ataide
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