10 de nov. de 2009

Revista Nature destaca potencial da ciência no país

(Agência Fiocruz / JB) A ciência brasileira é destaque de matéria publicada na revista Nature. O artigo discute os desafios e, principalmente, as oportunidades da ciência brasileira, em especial no campo das ciências da vida. De acordo com a revista, o Brasil “pode ser um dos maiores atores na pesquisa internacional se conseguir capitalizar seus vastos recursos naturais e sua efervescente economia”.

As instituições que mereceram destaque da revista foram a Fiocruz, o Ministério da Ciência e Tecnologia, a Petrobras, o Instituto Butantan, a Universidade de São Paulo e a Embrapa, bem como as empresas Bionext, Alellyx e Cana Vialis.

A matéria ressalta que a Fiocruz – idealizada como um templo para a ciência por Oswaldo Cruz, segundo a revista – teve um papel chave para o crescimento da pesquisa nacional. O artigo lembra, por exemplo, as contribuições históricas da instituição para o combate a doenças como a peste, a varíola e a febre amarela.

– A Fiocruz é agora não apenas central para a saúde pública brasileira; ela é também uma das principais instituições em termos de emprego e formação, com aproximadamente 6 mil pesquisadores no Rio e em vários outros campi no país.


Outro ponto discutido na matéria é a preocupação com os salários e benefícios dos pesquisadores brasileiros. Entre os desafios identificados está o caso de cientistas que vão estudar fora do Brasil e não retornam ao país, porque encontram mais oportunidades e condições mais lucrativas no exterior.

Os desafios também incluem a expansão da ciência no setor privado, como nas empresas de biotecnologia. Essa expansão, contudo, ainda encontra dificuldades na burocracia, no fluxo entre academia e empresas, e na negociação da transferência de propriedade intelectual.

– Aumentar o número de oportunidades de pesquisa e intensificar o papel do setor privado não parecem obstáculos intransponíveis para um país que acaba de tornar-se o primeiro da América Sul que sediará os Jogos Olímpicos. Se o estigma indústria-academia diminuir, os salários aumentarem e os talentos nativos retornarem para casa, as ciências da vida brasileiras terão muitas promessas, e provavelmente muitos mais “templos da ciência” – conclui a matéria da Nature.

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