21 de abr. de 2010

GaeA: 1 ANO DE ATIVIDADES

O GaeA foi criado sob os moldes da UBA - União Brasileira de Astronomia, entidade que funcionou entre os anos 80 e 90 e que tinha como objetivo reunir as atividades da astronomia amadora brasileira. Era uma instituição cujos membros e atividades não ficavam restritas à região de sua sede e sim por todo o território nacional.

Atraído em se espelhar nesse objetivo o GaeA, aos poucos, se esforça em montar uma estrutura de difusão e pesquisa para auxiliar o desenvolvimento da Astronomia em todo o país, sem se preocupar com fronteiras intermunicipais ou interestaduais.

Contamos atualmente com quase 30 membros, cuja maioria nunca vimos e com os contatos sempre feitos pela internet, mas mesmo assim contribuem conosco de alguma forma, seja com dicas, eventos ou notícias sobre Astronomia.

Quando começamos, há um ano, éramos somente 4 pessoas e precisávamos definir prioridades por causa da falta de pessoal. Resolvemos dedicar nosso tempo, escasso com a rotina pessoal, para desenvolver ideias a fim de facilitar a difusão da Astronomia.

Criamos os núcleos de trabalho, com cada núcleo recebendo uma página na internet para seus membros criarem, desenvolverem e ajudarem a divulgar o conteúdo astronômico relativo ao seu assunto específico. Hoje, um ano depois, somando os acessos às páginas de todos os núcleos conseguimos ultrapassar a marca de 25.000 acessos, sendo quase 7.000 somente na página principal. Estamos contentes com isso, não só pelos números robustos que confirmam os núcleos como fonte de informação, mas porque também somos visitados por astrônomos e internautas do mundo todo.

Os membros de cada núcleo ficam de olho nas notícias astronômicas que surgem nos principais veículos da mídia e também ficam antenados aos principais blogs e sites de Astronomia em Língua Portuguesa, ajudando também a divulgá-los. Hoje, além disso, divulgamos em primeira mão, às vezes em até 24 horas depois, as últimas descobertas de cometas, supernovas em outras galáxias e planetas extrassolares, além de fenômenos astronômicos que merecem especial atenção.

Usamos o microblog Twitter, não somente para divulgar as efemérides, mas para dar alertas sobre algum astro descoberto ou algum evento no céu que mereça atenção. Hoje temos quase 400 seguidores espalhados pelo Brasil e pelo mundo.

Participamos da maior comunidade de Astronomia no Orkut emitindo os mesmos alertas, a fim de atrair a atenção dos iniciantes em olhar para o céu e começar a dar os primeiros passos rumo ao infinito.




No Ano Internacional da Astronomia fizemos a nossa contribuição, montando a exposição Paisagens Cósmicas em diversas escolas. Inúmeras palestras, exibições de vídeos e sessões de observação foram realizadas paralelamente. Centenas de alunos, professores e leigos foram contemplados com nossos eventos.

Diante do interesse dessas pessoas nos contatos feitos durante os eventos, pudemos desenvolver dois projetos de difusão astronômica: o "Projeto Astronomia Popular", onde um professor vai até a residência do solicitante e monta aulas ou eventos astronômicos particulares e intimistas; e o projeto "Semeastro", onde alunos começam a dar seus primeiros passos na Astronomia com cursos básicos para depois montar em sua própria escola um clubinho de Astronomia, sob a orientação também dos professores ligados à diversas disciplinas. Com essa parceria, a Astronomia acaba virando um poderoso instrumento para facilitar a absorção do conteúdo escolar.

Criamos os "cursos-laboratório", cursos de astronomia focados no interesse popular para sua utilização em cursos futuros mais aprofundados. Já conseguimos fazer edições desses cursos em 4 estados brasileiros, analisando o comportamento da população de cada região quando apresentamos diversos assuntos astronômicos.

Nos últimos meses temos voltado nossas atenções à parte de pesquisa. Fizemos parcerias com outras instituições astronômicas em importantes eventos para fins de análise de dados. O evento conjunto em torno da ocultação de uma estrela pelo TNO Varuna foi um grande exemplo. Em breve cada núcleo de trabalho terá seu evento independente, seja para difusão ou para pesquisa.

Hoje o GaeA vive de ideias para ajudar a desenvolver a Astronomia. Escolas e universidades já montaram eventos baseados nas ideias discutidas com alguns de nossos membros, cujos resultados positivos foram muito além do esperado.

Se conseguimos sobreviver este primeiro ano não foi por causa de nossa criatividade e sim por causa da disciplina. Isto sim, foi bastante importante para chegarmos onde chegamos e para continuarmos na trilha. Damos prazo para cumprimento de nossas tarefas, cobramos eficiência apesar de nossas limitações e aprendemos a ouvir os argumentos quando surge uma divergência. Não criamos o GaeA e nem desenvolvemos ideias para que seus membros exercitem a vaidade pessoal, nem produzimos uma estrutura para que alguém de nós possa utilizá-la para fins políticos ou de status social.

Concluindo, deixamos nossos cumprimentos a todas as instituições que de alguma forma confiaram em nosso trabalho, e agradecemos a elas também pelas parcerias feitas neste primeiro ano de vida.

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De minha parte, quero deixar registrado meu apreço por essa diretoria, que em vez de usar de picuinhas e intrigas ou distorcer ideias e projetos para benefício próprio seguiu religiosamente os objetivos propostos em sua fundação, respeitando a instituição.

Em especial, quero agradecer à Ana Quevedo, que em meio às ruínas por causa de decisões erradas na minha carreira, me incentivou a começar de novo, com pessoas escolhidas a dedo. Obrigado a todos os membros pela ajuda e contribuição.

Saulo Machado (presidente)

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