
(Cesar Baima - O Globo) Nestes dias em que um vulcão paralisa o espaço aéreo europeu, levando o caos para passageiros ao redor do mundo, duas notícias sobre a força da natureza e a capacidade do homem de medi-la divulgadas nesta segunda-feira chamam a atenção.
Em um extremo está o telescópio espacial Swift. Há cinco anos em órbita e operado pela NASA, o Swift registrou sua 500ª explosão de raios gama, as maiores e mais misteriosas explosões do cosmo e principal alvo de suas pesquisas. Oficialmente catalogada como GRB 100413B, a explosão aconteceu no último dia 13 abril na direção da constelação de Cassiopeia. Do tipo considerado como “longa”, ela normalmente está associada à “morte” de uma estrela gigante.
Em um extremo está o telescópio espacial Swift. Há cinco anos em órbita e operado pela NASA, o Swift registrou sua 500ª explosão de raios gama, as maiores e mais misteriosas explosões do cosmo e principal alvo de suas pesquisas. Oficialmente catalogada como GRB 100413B, a explosão aconteceu no último dia 13 abril na direção da constelação de Cassiopeia. Do tipo considerado como “longa”, ela normalmente está associada à “morte” de uma estrela gigante.

Os raios gama são considerados a forma mais energética de radiação eletromagnética. Assim, cada uma das explosões registradas pelo Swift representa uma colossal liberação de energia. Em 23 de abril do ano passado, o observatório espacial captou a explosão mais distante já registrada, a 13,04 bilhões de anos-luz da Terra, o que fez dela o objeto mais distante já observado pelo homem no universo. Já em fevereiro de 2009 a NASA divulgou que outro telescópio espacial operado por ela, o Fermi, também dedicado ao estudo dos raios gama, detectou a maior explosão já registrada pelo homem. Ela ocorreu na região da constelação de Carina em setembro do ano anterior e teve sua potência calculada ao equivalente de mais de 9 mil estrelas explodindo em supernovas simultaneamente.
Na outra ponta está a que agora foi batizada de “yoctoforça”. Segundo o site da revista “Nature”, cientistas da Universidade de Sidney, na Austrália, empurraram um grupo de 60 íons de berílio com um pequeno campo elétrico e assim mediram a menor força já registrada: 174 trilionésimos de um trilionésimo de Newton, ou “yoctonewtons”. A medição bate por várias ordens de grandeza a menor força registrada anteriormente e chamada de “attonewton”). Enquanto os attonewtons eram calculados em termos de 1 dividido por 10 elevado a 18 (o número 1 seguido de 18 zeros), a segunda é calculada em 1 dividido por 10 elevado a 24. Segundo os cientistas, tal capacidade pode em muito ajudar na análise de superfície de materiais, além de permitir futuras experiências em torno de efeitos gravitacionais e quânticos em pequenas escalas.
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