(JC) Nesta terça-feira, 1º de junho, Museu de Astronomia presenteia a área de Ciência e Tecnologia no Brasil com a inauguração do Prédio para a Pesquisa e Preservação do Patrimônio Histórico Brasileiro de C&T
A inauguração, que contará com a presença do ministro de Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, evidencia a relevância do novo edifício, que permitirá ao Mast ampliar sua atuação nas áreas de pesquisa, preservação de acervos e divulgação da ciência e tecnologia no país.
Construído com recursos da Petrobras, Eletrobrás, Furnas, Caixa Econômica Federal, Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e da Lei de Incentivo à Cultura, o prédio tem três mil metros quadrados distribuídos em três pavimentos e um terraço, onde serão alocados as equipes de pesquisa, o acervo documental e a reserva técnica do Museu, além do Laboratório de Conservação e Restauração de Papel (Lapel) e o primeiro laboratório da América Latina especializado em preservação de instrumentos científicos históricos, o Laboratório de Conservação de Objetos Metálicos (Lamet).
O edifício abrigará parte da equipe técnica do Mast e terá, além de um moderno auditório, salas de aula para atender aos cursos de especialização que o Museu oferece em Museologia e Patrimônio e em Preservação de Acervos de Ciência e Tecnologia.
A inauguração de novas instalações contendo amplas áreas de guarda de acervo em condições ótimas de conservação, os novos laboratórios e as salas de pesquisa e consulta abrem novas perspectivas para a instituição.
No futuro próximo, o Mast irá inaugurar um novo prédio para sua Biblioteca, para abrigar não apenas o rico acervo bibliográfico já existente no Museu, mas também o acervo reunido durante um século pela Academia Brasileira de Ciências agora sob guarda do Mast. Irá implantar, também, um centro de recepção de visitantes e projetos de urbanização e paisagismo no campus.
Laboratórios
Com as novas instalações, o acervo do Mast que já passa por processos de conservação periódica e preservação, poderá ser tratado em melhores condições. Com a transferência para o novo prédio, o Lamet contará com um espaço três vezes maior que o atual e com novos e modernos equipamentos para o tratamento desses objetos, como "lavatório de emergência" e capela, um tipo de móvel utilizado nos trabalhos de conservação que resguardam o profissional dos resíduos.
As fichas técnicas dos instrumentos serão informatizadas e haverá ainda um armário com portas deslizantes para acondicionamento da reserva técnica do Mast.
"As novas instalações do Laboratório de Conservação de Objetos Metálicos permitirão galgar um novo patamar em termos das pesquisas, atividades de ensino e técnicas que serão ali desenvolvidas. Com recursos recentemente obtidos em edital do Instituto Brasileiro e Museus (Ibram), iremos equipar o Lamet e torná-lo apto a se tornar o primeiro laboratório de conservação de objetos culturais metálicos do país, em termos de capacidade técnica e científica instalada", declara Marcus Granato, coordenador de Museologia do Mast.
O acervo documental do Mast também terá melhor tratamento com as modernas instalações do Lapel, que passará de uma área de 55 metros quadrados para uma de mais de 110. O laboratório, que promove a higienização, o condicionamento e a recuperação profunda do acervo antes de ele ser disponibilizado à consulta pública, poderá ampliar sua capacidade de conservação e restauração de documentos em suporte de papel - como livros, mapas, plantas arquitetônicas e gravuras - e conservação de películas fotográficas.
Nesta nova sede, será instalado um mobiliário deslizante para guarda de documentos do Arquivo de História da Ciência e de equipamentos para tratamento e digitalização de acervo.
"Temos equipamentos hoje que estão sem utilização pela falta de espaço. No prédio novo, as áreas de recepção e higienização, encadernação e acondicionamento, tratamento aquoso e, por último, a área de pesquisa estarão bem definidas espacialmente, facilitando nosso trabalho. Além destas quatro, haverá ainda uma área para quarentena do acervo que deve ser tratado antes de entrar em contato com os demais", explica Ozana Hannesch, chefe do Lapel.
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