
(FUNCAP /O Povo) Um filme onde se tem a sensação de passar por dentro de uma molécula de DNA, outro em que os grandes nomes da história da Astronomia interagem com o telespectador enquanto uma gigantesca animação da órbita dos planetas solares toma toda a tela, tudo isso envolvido por um sistema de som digital de alta fidelidade. Essas são apenas algumas das experiências vividas com o novo equipamento do planetário Rubens de Azevedo, inaugurado oficialmente na semana passada no Centro Cultural Dragão do Mar.
Se algum leigo ainda tiver a ideia de que ciência é um tema monótono e deveria ficar limitado ao ambiente dos laboratórios e dos encontros de pesquisadores, as instalações recém inauguradas do planetário são uma boa oportunidade para rever o conceito.
Trazido da Alemanha, o ZKP4, da fabricante Carl Zeiss, tem um sistema de projeção por fibras óticas que permite qualidade na reprodução do céu estrelado com efeitos como a cintilação e a tonalidade de cor das estrelas. Além disso, o equipamento do planetário cearense é integrado com o sistema digital Spacegate V, um conjunto de cinco projetores que possibilitam a exibição usando toda a cúpula do planetário. O efeito, para o público, é de total imersão no ambiente projetado. Para fazer tudo funcionar de forma integrada, oito computadores são usados: um para cada projetor do Spacegate, um para o ZKP4, um para gerenciar os shows de multimída e, por fim, um servidor com 20 terabytes de memória RAM (um terabyte equivale a 1.024 gigabytes).
De acordo com o professor Dermeval Carneiro, diretor do planetário Rubens de Azevedo, com os novos recursos o espaço passou a ser um instrumento de divulgação científica multidisciplinar e não apenas de áreas ligadas à Astronomia. “Mais de 80 matérias podem ser ensinadas”, afirma ele, lembrando que dos 45 mil visitantes que o local recebe por ano, em média, cerca de 15 mil são crianças - principalmente alunos de escolas públicas, que têm acesso gratuito.
A expectativa, com o novo sistema, é que o planetário continue sendo um local para a realização de pesquisas pedagógicas e científicas, mas também seja usado para seminários, cursos e palestras. Dermeval garante que com o modelo ZKP4, segundo ele um dos poucos no Brasil com toda essa tecnologia (as cidades de Feira de Santana, na Bahia, e Santo André no interior paulista, também adquiriram o equipamento) o planetário do Ceará se posiciona ao lado de outros espaços mundiais de divulgação astronômica que apresentam versatilidade para o uso em outras áreas. “Na Europa, esses locais já são chamados de teatros digitais”, diz.
Ainda no esforço para aumentar a divulgação científica no estado, o modelo anterior que equipava o planetário, o ZKP3, do mesmo fabricante alemão e que projetava apenas imagens estáticas, passou por uma atualização tecnológica que o deixou com os mesmos recursos do ZKP4 e será instalado no Museu do Eclipse, em Sobral.
A cidade foi escolhida, segundo Dermeval, porque é uma referência para a Astronomia do Brasil e do mundo. Foi lá que, há 91 anos, cientistas puderam observar fenômenos que ajudaram a comprovar a teoria da relatividade, desenvolvida por Albert Einstein. A expectativa é de que o planetário de Sobral comece a funcionar em cerca de seis meses.
SERVIÇO
O planetário funciona de terça a domingo e tem quatro sessões diárias com dois temas. 17h e 18h – ABC do sistema solar
19h e 20 h – Explorando o universo
As entradas custam R$ 8 a inteira e R$ 4 a meia > Mais informações: 3488 8600
Se algum leigo ainda tiver a ideia de que ciência é um tema monótono e deveria ficar limitado ao ambiente dos laboratórios e dos encontros de pesquisadores, as instalações recém inauguradas do planetário são uma boa oportunidade para rever o conceito.
Trazido da Alemanha, o ZKP4, da fabricante Carl Zeiss, tem um sistema de projeção por fibras óticas que permite qualidade na reprodução do céu estrelado com efeitos como a cintilação e a tonalidade de cor das estrelas. Além disso, o equipamento do planetário cearense é integrado com o sistema digital Spacegate V, um conjunto de cinco projetores que possibilitam a exibição usando toda a cúpula do planetário. O efeito, para o público, é de total imersão no ambiente projetado. Para fazer tudo funcionar de forma integrada, oito computadores são usados: um para cada projetor do Spacegate, um para o ZKP4, um para gerenciar os shows de multimída e, por fim, um servidor com 20 terabytes de memória RAM (um terabyte equivale a 1.024 gigabytes).
De acordo com o professor Dermeval Carneiro, diretor do planetário Rubens de Azevedo, com os novos recursos o espaço passou a ser um instrumento de divulgação científica multidisciplinar e não apenas de áreas ligadas à Astronomia. “Mais de 80 matérias podem ser ensinadas”, afirma ele, lembrando que dos 45 mil visitantes que o local recebe por ano, em média, cerca de 15 mil são crianças - principalmente alunos de escolas públicas, que têm acesso gratuito.
A expectativa, com o novo sistema, é que o planetário continue sendo um local para a realização de pesquisas pedagógicas e científicas, mas também seja usado para seminários, cursos e palestras. Dermeval garante que com o modelo ZKP4, segundo ele um dos poucos no Brasil com toda essa tecnologia (as cidades de Feira de Santana, na Bahia, e Santo André no interior paulista, também adquiriram o equipamento) o planetário do Ceará se posiciona ao lado de outros espaços mundiais de divulgação astronômica que apresentam versatilidade para o uso em outras áreas. “Na Europa, esses locais já são chamados de teatros digitais”, diz.
Ainda no esforço para aumentar a divulgação científica no estado, o modelo anterior que equipava o planetário, o ZKP3, do mesmo fabricante alemão e que projetava apenas imagens estáticas, passou por uma atualização tecnológica que o deixou com os mesmos recursos do ZKP4 e será instalado no Museu do Eclipse, em Sobral.
A cidade foi escolhida, segundo Dermeval, porque é uma referência para a Astronomia do Brasil e do mundo. Foi lá que, há 91 anos, cientistas puderam observar fenômenos que ajudaram a comprovar a teoria da relatividade, desenvolvida por Albert Einstein. A expectativa é de que o planetário de Sobral comece a funcionar em cerca de seis meses.
SERVIÇO
O planetário funciona de terça a domingo e tem quatro sessões diárias com dois temas. 17h e 18h – ABC do sistema solar
19h e 20 h – Explorando o universo
As entradas custam R$ 8 a inteira e R$ 4 a meia > Mais informações: 3488 8600
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