10 de out. de 2012
Estudantes lançam foguetes em jornada científica
(Mercado da Comunicação) Estudantes e professores de diversas regiões do país vão participar da 4ª edição da Jornada de Foguetes. O evento acontece na semana do dia 15 de outubro na cidade de Barra do Piraí, interior do Rio de Janeiro. São esperadas cerca de 500 pessoas. Além de material didático, os vencedores, esse ano, receberão um troféu em formato do foguete brasileiro Sonda III. Nos anos anteriores, eram réplicas do VLS (Veículo Lançador de Satélites).
A iniciativa é da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e conta com o apoio da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), da Agência Espacial Brasileira (AEB), da Fundação Marcos Pontes, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
O programa ainda contará com palestras de astrônomos e especialistas em astronomia e astronáutica, além de oficinas didáticas. As atividades darão destaque especial à fabricação e à utilização dos foguetes brasileiros na área de pesquisa espacial. Os grupos foram selecionados a partir da Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG), antiga Olimpíada Brasileira de Foguetes (OBFOG). A edição de 2012 recebeu, aproximadamente, 40 mil participantes. A MOBFOG é aberta aos alunos de escolas públicas e privadas. A finalidade é avaliar a capacidade dos jovens de construir e lançar, o mais longe possível, foguetes feitos de garrafa pet ou de canudo de refrigerante.
Somente os participantes do nível 4 (projetos de foguetes de garrafa pet) são convidados para a Jornada. Além da distância dos protótipos, registrados em vídeo, os trabalhos também são avaliados por meio dos relatórios enviados pelos estudantes e professores à coordenação da Mostra. Caso a escola esteja dentro das regras e atinja o objetivo, é indicada.
Gincana científica
Durante o evento, os participantes vão apresentar os foguetes de garrafa pet que construíram para MOBFOG. Os projetos serão lançados numa pista de pouso de um hotel-fazenda. Para a execução da prova, o material é devidamente fixado na base, que deve ser presa ao chão com grampos.
Numa inclinação de 45º, será apontado numa direção livre de pessoas, árvores altas, fios elétricos, móveis, estabelecimentos ou residências, mantendo todos afastados num diâmetro de 10 metros. Antes de lançar o foguete, o grupo deverá promover uma contagem regressiva. Depois, o gatilho, que pode ser usado em forma de barbante, é puxado secamente. A partir desse momento, o foguete sai violentamente da base num movimento parabólico, atingindo entre 100 e 200 metros.
Para o combustível, usa-se a força de empuxo gerada a partir do gás produzido pela mistura química de vinagre com bicarbonato de sódio (fermento em pó). Os vencedores serão definidos a partir da combinação ideal entre o volume do material, a quantidade e o tamanho das aletas, o ângulo de lançamento, a direção do vento e o tamanho e o peso do foguete.
Os foguetes funcionam baseados na Lei de Newton, a lei da ação e reação. Eles consistem, basicamente, em um projétil que leva combustível - sólido ou líquido - no seu interior. Esse material é queimado progressivamente na câmara de combustão, gerando gases quentes que se expandem. Esses, por sua vez, são expelidos para trás por um bocal (abertura na traseira).
Nesse momento, ocorre uma reação na parede interna da câmara oposta ao bocal. Essa reação - à qual damos o nome de empuxo - e a expulsão dos gases empurram o foguete para frente. Tanto na Jornada quanto na Mostra, utiliza-se como combustível uma mistura química de vinagre com bicarbonato de sódio (fermento em pó). Os vencedores serão definidos a partir da combinação ideal entre o volume do material, a quantidade e o tamanho das aletas, o ângulo de lançamento, a direção do vento e o tamanho e o peso do foguete. O júri será composto pelos professores de todas as equipes presentes.
A banca examinadora vai analisar os seguintes pontos: acabamento e originalidade do foguete; acabamento e originalidade da base; segurança e apresentação da equipe participante.
Segundo Pâmela Marjorie Coelho, coordenadora da MOBFOG, o objetivo do evento é estimular a investigação científica na área de Física ligada à Engenharia de Foguetes, Aeroespacial e Astronáutica: “A ideia é envolver os participantes num problema sem solução predefinida e que depende essencialmente da experimentação”. - Toda a física deve ser ensinada aos estudantes através da experimentação e da investigação. Por meio da Mostra e da Jornada de Foguetes, pretendemos instigar o interesse pelas atividades científicas de maneira prática nas escolas. É um erro os jovens “conhecerem a ciência” somente pela teoria - argumenta.
Pâmela acrescenta que as atividades do evento serão basicamente lúdicas e que vão exigir interação entre os grupos: “Os alunos vão usar e desenvolver suas habilidades manuais e trabalhar com a imaginação para construir o foguete e sua base de lançamento e, assim, fazer com que os projetos alcancem a maior distância horizontal possível”. Ficou curioso? Quer aprender a construir um foguete de garrafa pet e participar da próxima MOBFOG? Veja alguns vídeos com dicas e participe da próxima edição:
Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA)
Site: http://www.oba.org.br
Contato: coord.obfog@gmail.com
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Matérias similares no A Voz da Cidade, Exame, Terra e Agência Fapesp
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E mais:
Alunos do SESI representam Rondônia na 4ª Mostra Brasileira de Foguetes no Rio de Janeiro (Rondônia ao Vivo)
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