7 de fev. de 2013

Asteroide vai passar muito próximo da Terra em 15 de fevereiro

(RTP) O asteroide 2012 DA14, com cerca de 50 metros de largura, vai passar a apenas 27 mil quilómetros da Terra no próximo dia 15 de fevereiro. Apesar de não haver qualquer hipótese de colisão, a NASA diz que esta será a maior aproximação de um objeto destas dimensões ao planeta, desde que começou o seu programa de monitorização, chamado Near Earth Object Program.

"Trata-se de uma aproximação recorde", disse Don Yeomans do Near Earth Object Program, da NASA, citado num comunicado de imprensa da agência espacial americana. "Desde que começámos a observação regular do céu nos anos 90, nunca vimos um objeto tão grande tão perto da Terra". O 2012 DA14 é provavelmente constituído por rocha e, segundo Yeomans, um asteroide destas dimensões passa perto da Terra cada 40 anos, mas choca com o planeta apenas uma vez em cada 1200 anos.

O impacto de um asteroide de 50 metros não causa um cataclismo, mas terá sido um objeto destas dimensões, constituído por ferro, a formar a famosa cratera Meteor, no Arizona, há 50 mil anos. Também em 1908, um asteroide do tamanho do 2012 DA14 terá caído na Sibéria, arrasando centenas de quilómetros quadrados de floresta. Ainda hoje os investigadores estudam o chamado "episódio de Tunguska" para tentar conhecer melhor o objeto que o provocou.

A passagem do 2012 DA14 acontecerá numa altitude intermédia entre os satélites geoestacionários (que se encontram a 35 mil quilómetros da Terra) e muitos satélites de observação do planeta (até 2000 quilómetros). Apesar de cruzar a órbita dos satélites geoestacionários, "a possibilidade do impacto com um satélite é extremamente remota", garante Yeomans.

O radar Goldstone da NASA, situado no deserto do Mojave, vai seguir o 2012 DA14 entre 16 e 20 de fevereiro. A ideia é prever melhor futuros encontros com esta asteroide e também estudar as suas características, devendo produzir um mapa a três dimensões desta rocha espacial. Segundo explica a NASA, nas horas de maior aproximação, o asteroide brilhará como uma estrela de oitava magnitude (não visível a olho nu) e deslocar-se-á a grande velocidade (duas vezes o diâmetro da lua cheia por minuto), o que difucultará a sua deteção por pessoas menos experientes.
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Outras informações aqui
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E mais:
Asteróide deve passar de raspão pela Terra em fevereiro (Yahoo), com matérias similares na ÉpocaTerra e Estadão
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Asteroide vai passar muito próximo da Terra em 15 de fevereiro (Terra)
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Informações no blog Infobservador (em espanhol), com matéria similar no El Mundo (em espanhol)
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O Asteróide 2012 DA14 em 2013! (Sky and Observers)
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Asteroide 2012 DA14: saiba como será a aproximação máxima (Apolo11)
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Nasa descarta impacto de asteroide DA14 com a Terra (Terra), com matéria similar no Yahoo
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Asteróide 2012 D14 com risco de bater na Terra? (AstroPT)


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Dia 15 agradeça por não estarmos um pentelhonésimo no lugar errado (Meiobit)

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Matéria no Bom Dia Brasil



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ASTERÓIDE PASSARÁ QUASE RASPANDO NA TERRA

(Nelson Falsarella) No dia 15 desse mês, uma grande pedra estimada em 45 metros , vai rolar na direção da Terra. Pelos cálculos prévios, ele não vai se chocar com o nosso planeta, mas passará a 34.000 km da superfície da Terra. Essa distância é menor que a altitude dos satélites geoestacionários, que estão a 35.800 km , responsáveis pelos sinais de comunicação e análise meteorológica. Embora passe tão perto, ele não poderá ser visto a olho nu. Com uma magnitude estimada em +7, ele terá um brilho pouco além do limite da observação humana à vista desarmada, embora possa ser detectado por binóculos e telescópios pequenos. Mas durante a sua maior aproximação, ele não estará visível do Brasil, mas sim na África e Oceano Índico e um pouco da Austrália. O asteróide rasante foi denominado 2012 DA 14 e foi descoberto no Observatório OAM em La Sagra, Espanha, em fevereiro do ano passado, quando ele já passou perto, a 2,6 milhões de km da Terra.

O tamanho do asteróide torna-o potencialmente perigoso, pois apesar de medir cerca de meio campo de futebol, ele faria grande estrago no choque com a baixa atmosfera e na superfície, seja no mar ou no continente. Atualmente, a ciência já possui noção do poder destrutivo dos asteróides e núcleos de cometas que possam chocar-se com os planetas, inclusive a Terra. Os asteróides, que passam próximos da Terra, possuem velocidade média de 42 km por segundo. Nessa velocidade, o objeto caindo, faria o ar atmosférico afastar-se num fortíssimo deslocamento, para dar espaço para o asteróide, capaz de derrubar tudo que estivesse próximo do epicentro do impacto. O choque com a superfície seria avassalador, abrindo uma cratera de centenas de metros de largura. Podemos considerar que uma rocha de 50 metros poderia destruir uma cidade inteira. Por coincidência, a famosa cratera do meteoro, no Arizona, EUA, possui 1.200 metros de diâmetro e calcula-se que foi causada por um asteróide de 50 metros , há 50 mil anos atrás. O mesmo tamanho de objeto deve ter atingido a distante e deserta de civilização, na região siberiana de Tunguska, em 1908, causando uma destruição de 4.000 Km2, arrancando árvores até com raízes, a 40 km do local do choque. Há relatos que a onda de choque atmosférica deu duas voltas no mundo. O asteróide que gerou a extinção de 75% dos seres vivos na Terra, inclusive dos dinossauros, há 65 milhões de anos atrás, deveria possuir 10 km de diâmetro e criou uma cratera de 180 km de diâmetro na Península de Yucatán, no México.

Essa pequena distância, no qual o asteróide passará, não é recorde, pois já tivemos um caso, em que um asteróide descoberto no espaço, vindo em nossa direção, foram em seguida feitos cálculos do local e data de impacto e finalmente ele caiu da forma como tudo foi previsto. Trata-se do asteróide 2008 TC3, de apenas 3 metros de diâmetro, que caiu na África, mais precisamente numa região desértica do Sudão, numa velocidade de 12,5 km por segundo. Os pedaços do asteróide foram depois recuperados, na forma de meteoritos, sendo depois analisados cientificamente. Curiosamente, esse asteróide foi descoberto apenas um dia antes de sua queda, não deu tempo nem de avisar os meios jornalísticos.

Quando a ciência do impacto se deu conta da grande quantidade de asteróides que passam pela Terra, começou uma preocupação com um possível impacto gigante, podendo gerar destruição de cidades e até continentes, do qual estamos completamente vulneráveis, o que gerou grande especulação científica e também no campo da arte cinematográfica.

Os choques cósmicos são um tipo de fenômeno muito comum no sistema solar. Os corpos celestes são repletos de crateras de impactos. Todas as crateras lunares são de impacto de asteróides, que se preservam devido à ausência de erosão pela falta de uma atmosfera lunar. No nosso planeta, já foram identificadas 815 crateras de impactos. No Brasil, conhece-se dozes crateras, sendo a mais exuberante a da Serra da Cangalha, no estado de Tocantins, de 13 km de diâmetro. A ciência tem detectado choques recentes de cometas com o Sol e outros com os planetas Marte e Júpiter, com certa freqüência.

Atualmente existem programas de observações e monitoramento do céu, com a finalidade de detectar os prováveis asteróides potencialmente perigosos de se chocar com o nosso planeta. Até fevereiro de 2013, a soma de asteróides, maiores que 150 metros , já atingiu o número de 1.376 e continua aumentando com novas descobertas. Esses asteróides passam a ter suas órbitas monitoradas, na tentativa de prever datas de possíveis choques e buscar em seguida alternativas de fuga do local do impacto ou mesmo fazer mudanças na sua direção para afastar-lo da trajetória de colisão.

O asteróide 2012 DA 14, possui órbita típica de uma família de asteróides que cruzam a órbita da Terra, chamada Apollo. Até esse mês, essa família já possui 5.202 asteróides conhecidos, muitos deles com potencial chance de impacto com o planeta Terra.

Analisando os asteróides potencialmente perigosos através do método espectro de reflexão e analisando a trajetória de alguns meteoros, cujos meteoritos foram achados e recuperados depois, foi possível identificar o tipo de rocha que constitui esses asteróides, concluindo-se tratar dos famosos condritos ordinários, que também é considerado como o tipo de meteorito mais freqüente de cair na Terra. Os meteoritos são originados de rochas menores que os asteróides, chamados meteoróides, do tamanho de uma casa ou de um carro, ou menores ainda, que são desgastados e quebrados durante o choque com a atmosfera, durante o fenômeno de meteoro, e caem pequenos e praticamente inofensivos na superfície terrestre. Cerca de 26.000 meteoritos maiores que 100 gramas , caem na Terra por ano. Os condritos, de uma forma geral, são rochas muito antigas, possuem 4,56 bilhões de anos, foram originados durante a fase de formação do Sistema Solar, antes mesmo da formação completa do Sol e dos planetas.

O espectro de reflexão do asteróide 2012 DA 14, já demonstrou ser um condrito ordinário raro, do tipo espectral L, de cor avermelhada.

Devido a esse estudo, conclui-se que os meteoritos condritos ordinários, foram desprendidos dos asteróides potencialmente perigosos, possivelmente por choques no espaço, fato comprovado pela existência de sinais evidentes de alterações térmicas nessas rochas.

Depois eles mantiveram órbitas parecidas aos seus genitores e por serem mais abundantes, possuem uma tendência maior de queda na Terra, como podemos certificar.
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Jornal Hoje:


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Como se dá o nome aos asteróides? (AstroPT)
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¿Cómo es el asteroide que más se ha acercado a la Tierra? (IAC - em espanhol)

2 comentários:

  1. Todos os astrônomos amadores do Brasil deveriam receber incentivos (apoio financeiro), também, (do governo) com o objetivo de conseguir recursos ópticos (adequados) para a procura de asteróides rasantes. Precisamos de mais observadores (caçadores) na área.

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  2. Só deus sabe oq vai acontecer amanha ele decidi !!

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