Masterclasses Internacionais educam jovens investigadores
(Ciência Hoje - Portugal) Institutos de investigação de várias partes do mundo irão abrir as suas portas e convidar estudantes de escolas secundárias a serem físicos de partículas por um dia. Mais de 10 mil jovens participarão nas Masterclasses Internacionais em Física de Partículas, e analisarão dados reais recolhidos pelas experiências instaladas no Large Hadron Collider (LHC), o grande acelerador de partículas alojado no CERN, perto de Genebra, na Suíça. A iniciativa irá decorrer de 26 de Fevereiro a 22 de Março, em 37 países de todo o mundo.
Em Portugal, as masterclasses são co-organizadas desde 2005 pelo Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP) e pelos institutos e universidades anfitriãs, sob a chancela da Agência Ciência Viva. Este ano, terão início em Évora a 27 de Fevereiro, terminando em Faro a 20 de Março, esperando-se a participação de 1500 estudantes.
Os físicos usam o LHC para estudar as partículas mais pequenas que se conhecem – os constituintes fundamentais da matéria. Os resultados das experiências são acompanhados por investigadores.
Estas masterclasses permitem aos estudantes terem um contacto próximo com estas investigações. A ideia básica do programa anual é deixar os estudantes trabalhar tanto quanto possível como cientistas reais.
“As Masterclasses Internacionais em Física de Partículas são uma oportunidade única para os estudantes poderem trabalhar lado a lado com cientistas e adquirirem o gosto pela investigação moderna nesta área”, referiu Michael Kobel, professor de física na Universidade Técnica de Dresden, sede da organização global da actividade.
Os jovens alunos irão trabalhar, pela primeira vez, com dados reais, candidatos a bosão de Higgs – partícula elementar prevista pelo Modelo Padrão.
Cientistas de aproximadamente 160 universidades e laboratórios em 37 países serão anfitriões destes dias internacionais de pesquisa para estudantes nas suas instituições de origem. Novos países no programa provêm do Médio Oriente (Chipre, Egipto, Autoridade Palestiniana e Turquia), bem com da Roménia e da Austrália.
Os estudantes vivenciam este aspecto internacional numa videoconferência concluindo o seu dia de pesquisa. Através de uma ligação audiovisual com alunos de outros institutos e países e com o CERN ou com o Fermilab (Batavia, Illinois, Estados Unidos da América), os participantes apresentam os seus resultados – tal como fazem os físicos de partículas nas colaborações internacionais.

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