14 de mai. de 2013

De menino que gostava de olhar para o céu a cientista/inventor

Geólogo e funcionário do IFGW, Rogério Marcon mantém observatório em sua casa



(Jornal da Unicamp) Se cada menino que já gritou, em brincadeiras, “eu sou um cientista” tivesse o mesmo incentivo recebido por Rogério Marcon para realizar seu sonho, a realidade do país poderia ser outra. Ao lado do pai, em sua oficina, em Paulínia, interior de São Paulo, o geólogo descobriu que sucata não era lixo e qualquer objeto descartado pela vizinhança poderia ter serventia em suas experiências. O pai, também inventor, se foi, e Rogério continua a catar e experimentar coisas, tal qual um menino curioso, mas agora balizado por comprovações científicas. Uma de suas investidas tornou-o um dos homens mais procurados pela imprensa do Estado de São Paulo em caso de abalo sísmico. Durante um terremoto no litoral de São Paulo, em abril de 2008, ele era o único geólogo brasileiro a manter ligado, no banheiro de sua casa, um sismógrafo, construído por ele em grande parte com material alternativo, 15 dias antes do abalo. “Por algum motivo, o sismógrafo de Brasília estava desligado, e eu mantinha meu ‘experimento’ ligado em casa. Foi coincidência.”

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