16 de mai. de 2013

Feira de ciências mobiliza estudantes da Marambaia para a física

(Agência Pará de Notícias) As aulas de física na Escola Estadual Francisco da Silva Nunes, no bairro da Marambaia, em Belém, foram ministradas nesta quarta-feira (15) em uma feira de ciências em que os professores eram os próprios alunos do ensino médio, sob a supervisão de graduandos da Universidade do Estado do Pará (Uepa).

O trabalho é fruto do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência da Uepa, que tem por objetivo incentivar a qualidade da formação inicial de professores nos cursos de licenciatura, promovendo a integração entre a educação superior e básica. Nos últimos dois anos, 20 alunos do curso de ciências naturais, com habilitação em física, vivenciaram a experiência de não apenas dar aulas na escola, mas também de desenvolver novas tecnologias e metodologias de ensino que tornassem mais atrativo o ensino da disciplina.

“Sob a nossa supervisão e da escola, estes alunos da Uepa participaram de todo o processo administrativo, pedagógico e de gestão do ensino, inserindo na prática docente novas metodologias, desenvolvendo tecnologias e atividades que proporcionassem um melhor aprendizado para os estudantes. Eles aprenderam, por exemplo, a construir seus próprios experimentos de física”, explicou o coordenador do projeto, Manoel Reinaldo Elias Filho.

O resultado final do trabalho foi a feira de ciências organizada pelos bolsistas, para que os alunos da escola Francisco da Silva Nunes pudessem compartilhar estes conhecimentos. O espaço teve experimentos de eletricidade e magnetismo, demonstração do funcionamento de dispositivos hidráulicos, física do esporte e até conceitos de astronomia. Tudo feito de forma lúdica e a partir de materiais alternativos.

“Para nós, esta experiência foi uma via de mão dupla; assim como ensinamos muita coisa para os alunos, também aprendemos muito. Foi uma experiência positiva porque nos deu a oportunidade de conviver com o público que vai nos acompanhar na nossa profissão”, afirmou o universitário Victor Takeshi, do quarto ano de física da Uepa.

Para os alunos do ensino médio atendidos pelo projeto, a experiência possibilitou um novo olhar sobre a disciplina, que tradicionalmente costuma ser uma das mais temidas. “É mais difícil aprender física, é muito conteúdo, mas desta forma é diferente. Conseguimos desenvolver bem o conhecimento, aprendendo a fazer as nossas próprias experiências e que agora compartilhamos com os alunos que não conseguiram participar do projeto”, afirmou.

Na avaliação do professor Reinaldo Elias, este tipo de iniciativa proporciona bons frutos para todos os envolvidos. “Ganha o aluno bolsista, que passou por todo o processo da docência, ganha o aluno da escola, que passou a aprender física de uma maneira mais interativa e lúdica, e ganha a escola, que vivencia eventos como estes, de grande mobilização e interesse dos estudantes”, afirmou.

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