14 de mai. de 2013
Física quântica viva
(Ciência Hoje) Ele ajudou a inaugurar o que chama de ‘física quântica in vivo’. Antes do francês Serge Haroche, era impossível olhar para fótons diretamente. A observação das partículas de luz era feita post mortem, era preciso destruí-las para estudá-las. Usando um experimento relativamente simples, com espelhos em uma cavidade bombardeada com átomos, o físico e sua equipe conseguiram, na década de 1990, isolar e estudar fótons individualmente sem interferir em seu estado original. O feito rendeu a Haroche o Prêmio Nobel de Física de 2012, compartilhado com o americano David Wineland, que conseguiu façanha semelhante isolando átomos.
O campo de pesquisa de Haroche, a ótica quântica, chama atenção por sua diferença com o mundo macroscópico. Partículas de luz e átomos se comportam de forma bizarra e imprevisível pelas leis da física clássica. As propriedades quânticas estudadas pelo Nobel abriram caminho para pensar em novas tecnologias ainda hipotéticas, como a computação quântica, que prevê supercomputadores, e outras tecnologias já viáveis, como os relógios quânticos, milhares de vezes mais precisos que os de césio usados atualmente como padrão para medir o tempo.
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