Em 2134 - a.C, dois astrônomos reais do antigo Império Chinês foram decapitados por não terem feito a previsão de um eclipse solar. O motivo pelo descuido fora provavelmente o consumo de álcool
(Victor Alencar - O Povo) Os grandes templos e túmulos também tinham ligações com o céu. Em várias partes da Europa, podemos achar muitos exemplos que tinham tanto um cunho astronômico quanto um cunho religioso ou mortuário. Registros físicos (entalhes e pinturas, por exemplo) e alinhamentos com os astros são algumas das provas da ligação entre essas construções e a Astronomia. Na Irlanda, por exemplo, existe um sítio arqueológico, que é uma espécie de túmulo coletivo chamado de Newgrange, onde o corredor de entrada dessa câmara mortuária está alinhado com o nascer do sol no Solstício de Inverno para o Hemisfério Norte (cerca de 21 de dezembro).
Existem também os chamados monumentos megalíticos (monumentos feitos de pedra). Um famoso exemplo é o círculo de pedras Stonehenge, confeccionado em três fases diferentes de tempo, possui alinhamentos com os Solstícios de Verão e de Inverno, com o nascer e o ocaso da lua. Existem estudos que afirmam que ele pode também fazer a previsão de eclipses. Além do círculo de pedras, o complexo arqueológico também possui valas e buracos no chão onde, pelas interpretações astronômicas, revelam ciclos celestes.
No antigo Império Chinês, o poder e a responsabilidade dos sacerdotes-astrônomos era muito grande. Para os chineses daquela época, o céu era um reflexo dos defeitos e qualidades da administração do Império. Passagens de cometas, chuvas de meteoros, supernovas, eclipses e outros fenômenos podiam ser tanto símbolos de boa sorte, como também de maus presságios.
Um eclipse total do sol, por exemplo, era explicado pelos chineses como um dragão que engolia o sol e, portanto, os eclipses deveriam ser previstos e avisados ao imperador com bastante antecedência, pois assim ele colocava a sua armadura e com o seu arco, atirava inúmeras flechas em direção ao “dragão”. O imperador sempre saía vitorioso desse duelo – afinal, um eclipse tem uma curta duração. Essa “vitória” era, então, celebrada com festas.
Olhar para a lua e vê-la vermelha ou vislumbrar o sol apenas com uma auréola clara ao seu redor durante um eclipse dele com a lua são fenômenos que deixam qualquer pessoa fascinada. Mas, se você souber como funciona o mecanismo desse jogo de luz e sombra, acredito que seu fascínio irar aumentar ainda mais.
Um eclipse ocorre quando o sol, a Terra e a lua estão alinhados, não obrigatoriamente nesta ordem. O grande detalhe é que a órbita da lua em torno da Terra está inclinada em relação à órbita da Terra em torno do sol. Se não houvesse essa inclinação, ou ela fosse muito pequena, teríamos eclipses todo mês.
Para que os eclipses lunares e solares ocorram, é necessário que os três astros estejam em pontos chamados de nodos, que são pontos de intersecção entre as órbitas da lua e da Terra. Mas não basta a lua estar em um dos nodos – o nodo deve estar alinhado com o sol também!
Além disso, temos de considerar outros dois aspectos importantes: o tamanho da lua e sua distância da Terra. Combinando esses dois aspectos, temos que a lua possui aproximadamente o mesmo diâmetro angular do sol, o que faz com que tenhamos ocultações perfeitas entre eles. Se a lua, quando estiver em um dos nodos e também alinhada entre a Terra e o sol, mas estiver na época mais distante da Terra (apogeu), o seu diâmetro angular ficará menor que o do sol. Chamamos esse fenômeno de Eclipse Anular do sol.
Desde as épocas mais remotas, temos os registros de eclipses solares e lunares espalhados pelo mundo inteiro. Em 2134 a.C., dois astrônomos reais do antigo Império Chinês foram decapitados por não terem feito a previsão de um eclipse solar. O motivo pelo descuido fora provavelmente o consumo de álcool.
Em muitas culturas aborígenes, o sol e a lua eram considerados marido e mulher e a ocasião do eclipse total do sol era quando eles puxavam a cortina para terem mais privacidade durante a sua união.
Na região boliviana, a crença popular narra que os cachorros corriam atrás do sol e da lua e estes eram mordidos. Essa era a explicação para que a lua ficasse vermelha durante um eclipse lunar. A solução encontrada pela população era de gritar para afugentar os cachorros.
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