Estima-se que cerca de mil cientistas do mundo inteiro - entre os quais, estarão renomados especialistas internacionais - virão ao Brasil para os sete dias de conferência.
A primeira edição do ICRC - como esse encontro é mais conhecido pela comunidade internacional de física - ocorreu logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, e, desde então, tem acontecido a cada dois anos. Os dois últimos encontros foram em Pequim (China), em 2011, e Lodz (Polônia), em 2009.
Mistérios da Natureza - O ICRC se dedica a tópicos tradicionalmente ligados à física dos raios cósmicos e à astrofísica de altas energias e de partículas. Mas ela também atrai cientistas que trabalham com temas ligados a raios gama e neutrinos.
Este ano, no Brasil, pela primeira vez, haverá a participação da comunidade que estuda a misteriosa matéria escura. Por essa razão, o ICRC adotou o subtítulo 'A Conferência da Física de Astropartículas'.
Estão planejadas mais de 300 palestras científicas - em sessões plenárias e paralelas -, bem como diversas palestras para o grande público.
Organização - A edição brasileira do ICRC está sendo organizada pelo Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) - órgão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) -, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e pela Sociedade Brasileira de Física, com patrocínio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e pelas Fundações de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (FAPERJ) e de São Paulo (FAPESP).
Entrega de Prêmios - No ICRC, são tradicionalmente apresentados os prêmios da IUPAP (União Internacional de Física Pura e Aplicada) para a pesquisa em física de raios cósmicos e astrofísica de partículas.
Tradição - Ano passado, foram comemorados os 100 anos da descoberta da origem dos raios cósmicos. Os experimentos que levaram à conclusão sobre a origem extraterrestre dessa radiação renderam ao físico austríaco Victor Hess (1883-1964) o Nobel de Física de 1936.
O Brasil tem ampla tradição nas áreas relacionadas ao encontro, com pesquisadores envolvidos em diversas colaborações científicas internacionais dedicadas ao estudo das partículas mais energéticas do universo, como o Observatório Pierre Auger, na Argentina (www.auger.org); o laboratório europeu CERN (Centro Europeu de Pesquisas Nucleares), na Suíça (www.cern.ch); e o CTA (Cherenkov Telescope Array ou Rede de Telescópios Cherenkov) (www.cta-observatory.org), o mais importante experimento de astrofísica de altas energias da próxima década e cujas operações devem se iniciar até 2018 - com grande chance de ser instalado na América do Sul.
A física de raios cósmicos teve como um dos seus pioneiros no Brasil o físico César Lattes (1924-2005), fundador do CBPF em 1949 e um dos descobridores, no final da década de 1940, do chamado méson pi, partícula que serve como 'cola' dos prótons e nêutrons, mantendo o núcleo atômico coeso.
Para mais informações sobre o ICRC acesse: http://www.cbpf.br/~icrc2013

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