Estudo enfoca a formação dos planetas no nosso sistema solar
(UNESP/Brazilian Space) André Izidoro, bolsista de pós-doutorado (modalidade recém-doutor da UNESP) sob a supervisão do professor Othon Cabo Winter, da UNESP de Guaratinguetá, recebeu o prêmio internacional DDA Meeting Students Stipend Awards.
A DDA (Division of Dynamical Astronomy) é uma divisão da American Astronomical Society. O prêmio foi dado em função do trabalho apresentado por ele no DDA Meeting 2013, realizado em Paraty – RJ, entre 5 e 9 de maio.
O prêmio é um reconhecimento à pesquisa desenvolvida por estudantes. O trabalho premiado no evento, intitulado como Non-uniform distribution of protoplanetary bodies as a pre-requisite for the formation of Mars, é parte de tese de doutorado de Izidoro.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2009 e março de 2013 na Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá sob a orientação do professor Winter e co-orientação de Masayoshi Tsuchida, da UNESP de São José do Rio Preto.
Parte do trabalho premiado também foi desenvolvida durante o doutorado sanduíche de Izidoro na University of Hawaii - Institute for Astronomy, entre 2011 e 2012, sob a orientação do professor Dr Nader Haghighipour.
O Trabalho
O objetivo da pesquisa foi analisar, através de simulações numéricas, a formação dos planetas terrestres no nosso sistema solar. A maioria das simulações de formação de planetas terrestres reproduz facilmente planetas com massas variando entre as massas de Vênus e da Terra, bem como suas arquiteturas orbitais. Entretanto, esses modelos geralmente falham em produzir objetos similares a Marte.
O corpo formado ao redor de 1.5 UA é, em geral, muito mais massivo do que esse planeta. A fim de estudar esse problema, nós propomos um novo cenário para a formação do Sistema Solar interior considerando uma depleção local de massa na nebulosa solar.
Foi realizado um grande número de simulações numéricas, da formação de planetas terrestres, considerando diferentes escalas de depleção na densidade local de massa do disco protoplanetário e variadas configurações orbitais de planetas gigantes.
“Através desse estudo, nós concluímos que é possível à formação de planetas similares a Marte, ao redor de 1.5 UA, especialmente quando a escala de depleção de massa do disco é moderadamente alta (50-75%). Nesses sistemas, análogos a Marte são formados a partir de embriões planetários originados de fora da região com depleção local de massa”, comenta o pesquisador.
“Nossos resultados também indicam que, nesse novo cenário, planetas com a massa da Terra podem se formar, ao redor de 1 UA, com substanciais quantidades de água, sendo esses valores próximos a quantidade estimada na Terra”, afirma Izidoro.
O trabalho completo está submetido para publicação na revista The Astrophysical Journal.

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