6 de mar. de 2015

Projeto fomenta interesse de estudantes de Cuiabá por astronomia

O projeto 2015 nessa primeira das 12 escolas abordou grupo de 800 alunos entre crianças e adolescentes.



(ExpressoMT) Uma forma de mostrar às novas gerações que o universo vai além do que se vê e que cabe à humanidade buscar conhecer o espaço que, afinal, é de todos nós. Esta é a essência do projeto Planetário nas Escolas, organizado pelo Planetário Via-Láctea e o Sintep-Cuiabá em 24 escolas da Capital desde 2014 sendo 12 naquele ano e 12 a ocorrerem em 2015 e que começou na última semana, na Escola Estadual Cleinia Rosalina Souza, no bairro Residencial Itamarati. O projeto 2015 nessa primeira das 12 escolas abordou grupo de 800 alunos entre crianças e adolescentes e, ao final, com as subsequentes que passam a receber o projeto todas as quartas-feiras a partir do dia 04.03, a expectativa é levar conhecimento astronômico à quase dez mil alunos.

João Guilherme Oliveira Rosa, de 13 anos, um dos que conheceram o planetário, disse que achou a experiência legal. “Aprendi sobre os planetas e como começou a vida na Terra com animais e rochas. Não tinha aprendido isso na escola ainda, por isso gostei muito”, contou.

Da mesma opinião compartilha Gustavo Santos da Cruz, de 11 anos. “A experiência foi legal. A diferença de aprender dessa forma e na sala de aula é que a gente vê os planetas de forma mais real. Na aula é pelos livros e aqui por imagens é melhor”, salientou.

Guillber Nascimento Milhomen, de 10 anos, disse que a experiência foi parecida com assistir a um filme, mas da forma apresentada (cinema imersivo), foi mais real. “‘Gravei’ mais e recomendo o projeto”, avaliou.

O diretor do Planetário Via-Láctea, Carlos Wagner Ribeiro, explica que o projeto tem como diferencial ter uma estrutura inflável que é instalada na quadra da escola durante todo o dia para que todas as turmas tenham acesso a esse conhecimento de forma igualitária. Dentro do planetário o aluno conhece como foi o nascimento do sistema solar e do universo como um todo de forma lúdica por 30 minutos. O cinema imersivo explica de forma diferente da sala de aula, com o quadro negro, em formato 3D observado no teto da cúpula as imagens de onde estamos e como começou o planeta azul.

Avaliação
Ele conta que mede o alcance do conhecimento dos alunos pelos sorrisos e a avaliação dos professores, que se interessam e pretendem continuar o assunto em aula. “O objetivo do projteo é justamente este, fazer com que o professor atue como multiplicador do ensino astronômico com um trabalho continuado”, acrescenta Ribeiro.

Em sua opinião um trabalho como este desperta as futuras gerações para entender mais a astronomia e compreendam que vivemos num pequeno planeta azul que fica em torno do sol e, assim, possamos ter humildade em relação ao universo porque somos, ao mesmo tempo, tão pequenos e tão importantes nesse contexto que não podemos deixar de conhecê-lo para fazer parte da melhor forma possível disso tudo.
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