30 de jan de 2016

Mais do que usina: Itaipu é destino de ecoturismo e aventura

Maior hidrelétrica do Brasil faz parte de complexo turístico que oferece atrações, como trilhas em mata nativa e passeios radicais


(Passo Avanti / Terra) Durante a visita à maior hidrelétrica do Brasil, é possível ficar a poucos centímetros de um casal de onças. Trata-se de Juma e Tonhão, que habitam o Refúgio Biológico Bela Vista, uma área de conservação da mata e das espécies animais da região onde, nos anos 1970, foi construída Itaipu. As onças ficam bem próximas, separadas apenas por uma parede de vidro especial.

No mesmo passeio, que tem como ponto alto uma caminhada de dois quilômetros por uma trilha cercada de floresta nativa, é possível também ver jaguatiricas, jacarés, gaviões, quatis, jabutis, macacos-prego e araras-vermelhas. E também conhecer o Canal de Piracema, uma obra projetada para ajudar os peixes a chegar a um local de reprodução, que fica a 120 metros de desnível entre a barragem da hidrelétrica e o Rio Paraná. O Refúgio é uma unidade de proteção onde foram instaladas todas as espécies desalojadas pelo reservatório da usina – são mais de 960 gêneros de plantas e de 50 tipos de animais.

Parece surpreendente ver uma onça e fazer uma trilha na mata durante um passeio à hidrelétrica instalada no Paraná, na tríplice divisa com o Paraguai e a Argentina. Acontece que Itaipu, do ponto de vista turístico, forma um complexo de atrações muito mais vasto, com possibilidades que vão além da visita à usina – que já é por si só um lugar impressionante.

No local, é possível ainda fazer passeios de barco. Partindo do porto Kattamaram, os turistas navegam pelo lago Itaipu, formado pelo represamento do Rio Paraná, e que tem mais de 60 ilhas, com marinas, parques e praias artificiais, incluindo cinco refúgios e duas reservas biológicas. A embarcação tem convés aberto e capacidade para até 200 passageiros. O porto dispõe também de restaurante, deck e píer.

O Ecomuseu conta a história da construção da usina em um painel com 4.500 fotos dos operários que trabalharam na obra e apresenta, em uma maquete de 76 metros quadrados, a reprodução exata da fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina. E o Polo Astronômico Casimiro Montenegro Filho, com 500 metros quadrados, fornece um planetário, um observatório com aparelhos e um observatório do céu a olho nu, com cadeiras reclináveis.

Existem várias opções de trilhas dentro do parque, que podem ser percorridas a pé ou com bicicleta. Três alternativas são mais procuradas: a trilha da Bananeira, a trilha do Poço Preto e a linha Martin.

O contato com a natureza, em Itaipu, também pode envolver aventura. Dos muitos passeios radicais oferecidos na região, o mais famoso é o Macuco Safari, uma navegação pelo rio Iguaçu usando botes infláveis que passam por debaixo da queda das cataratas.

O Campo de Desafios também apresenta uma combinação de atividades, como rapel a 40 metros de altura e bem próximo da cascata, além de escalada em rocha, rapel, arvorismo e tirolesa. Outros passeios têm como destino algumas das cerca de 300 cachoeiras da região – as mais altas têm até 80 metros de altura.

Turismo de engenharia
O ecoturismo anda lado a lado com as atrações mais tradicionais. O Mirante Central, por exemplo, é parada obrigatória. De lá é possível ver toda a barragem. Nas noites de sexta e sábado, o sistema especial de iluminação, com 747 refletores e 112 luminárias, proporciona um show especial de luzes, que são acompanhadas de trilha sonora integrada.

Já outro mirante, o do Vertedouro, só pode ser visto mais raramente: ele é aberto em época de cheia do rio. Uma terceira atração do gênero, o Mirante da Barragem de Enrocamento, construído com pedras retiradas do leito do rio, também proporciona uma vista impressionante.


Outro local para observação privilegiada da região fica na pista sobre a barragem de concreto. Ali é possível ficar 225 metros acima do rio Paraná, exatamente na divisa entre Brasil e Paraguai. De um lado, o que se vê é o lago Itaipu. De outro, Ciudad del Este, no Paraguai.

Esses passeios são encaixados em dois roteiros de apresentação do complexo da hidrelétrica. Quem faz a visita panorâmica tem contato direto com os aparatos externos da usina, do vertedouro ao topo da barragem, que fica a uma altura de 196 metros, o equivalente a um edifício de 65 andares.

Já o Circuito Especial proporciona o contato com as entranhas da usina, em especial, a sala de comando com técnicos brasileiros e paraguaios monitorando a produção, e as turbinas, para onde se vai depois de atravessar uma galeria de quase um quilômetro de extensão.

Esse conjunto de atrações faz com que a região seja visitada por mais de 1 milhão de turistas todos os anos. Você pode ser o próximo.

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