27 de jan de 2016

Nasa tem 'chefe de defesa planetária' para proteger a Terra de asteroides

(Folha) Parece uma HQ dos Vingadores, mas é a vida real. O mundo pode contar, a partir de agora com um "chefe de defesa planetária". A Nasa (agência espacial americana) criou em janeiro a nova divisão que será responsável por lidar com asteroides e cometas que passem astronomicamente "raspando" a Terra.

O dono da caneta é Lindley Neil Johnson, que queria ser astronauta, mas acabou sendo o homem com o trabalho curioso do mundo. Ele já participou de vários outros programas da agência.

Mais de 13.500 objetos (com variáveis níveis de risco) já foram detectados vagando perto do nosso planeta. Atualmente são 1.500 novos objetos encontrados por ano.

Um dos empreendimentos da "defesa espacial" é a sonda BOPPS, que vasculha o sistema solar buscando cometas.

Entre quarta (20) e quinta (21), por exemplo, quatro objetos passaram a uma distância entre 9,3 e 43,3 distâncias lunares daqui (a Lua fica a 384.000 km da Terra).

Parece longe, mas é os suficiente para o sinal amarelo na sala de comando. Os objetos têm entre 13 e 150 m de diâmetro e poderiam até destruir uma cidade no caso de uma colisão. O tamanho do dano depende tanto do tamanho quanto da velocidade relativa do objeto em relação à Terra.

Os resultados da missão Aida (encarregada de atingir e defletir um asteroide) é uma das apostas da Nasa e da ESA (Agência Espacial Europeia) para salvar o planeta de um cataclismo.

A ideia é parecida com a do filme "Armageddon" (1998), em que os astronautas-heróis usam uma bomba nuclear para tentar afastar um asteroide de sua rota de colisão com a Terra. A realidade é bem menos explosiva e acontecerá longe daqui.

Em 2020 está previsto o lançamento da primeira sonda, a AIM (a sigla significa "mira"), que orbitará o sistema binário de asteroides 65803 Didymos. Em 2021, será lançada a sonda Dart (dardo), cuja missão é colidir com o pedregulho espacial.

Com o impacto (previsto para outubro de 2022), espera-se que os 300 kg da Dart, à altíssima velocidade de 6,25 km/s, sejam suficientes para alterar a velocidade do asteroide menor em 0,4 mm/s.

Quase nada, mas o suficiente para alterar a interação entre os dois objetos. A sonda AIM estará lá orbitando o asteroide grandão (de 800 m de diâmetro), registrando e enviando as informações obtidas para a Terra.

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