3 de mai de 2016

Prefeitura tenta captar R$ 6 milhões para construir novo Observatório Astronômico de Brusque

Obra iniciou em 2007 mas não foi acabada, por problemas jurídicos e de gestão


(Município Dia a Dia) O sonhado Observatório Astronômico de Brusque, cuja obra iniciou em 2007 mas não foi acabada, por problemas jurídicos e de gestão, ainda precisa de recursos para sair do papel.

Os projetos estão prontos desde o fim de 2013, foram apresentados a políticos e órgãos federais, mas, até o momento, nenhuma sinalização da liberação de recursos.

O diretor do Observatório Astronômico, Silvino de Souza, afirma que há meses não recebe mais nenhuma novidade dos órgãos públicos, referentes à possibilidade de se retomar a construção da nova estrutura, no local conhecido como Montserrat, na rodovia Antônio Heil.

Nos anos anteriores, o projeto já foi apresentado a políticos, como o senador Dário Berger, mas nenhuma tratativa com vistas ao financiamento da obra evoluiu em Brasília. Naquela altura, o projeto já não era mais um simples observatório, mas um Centro de Astronomia e Ciências Naturais.

Agora, a prefeitura deverá fazer uma nova ofensiva junto ao governo federal em busca de recursos para financiar o projeto do Centro de Astronomia, cuja execução é estimada em R$ 6 milhões.

Conforme o diretor do Departamento Geral de Infraestrutura (DGI), Júlio Cesar dos Santos, a intenção inicial é aproveitar as fundações da obra existente, mesmo que o resto tenha que ser todo demolido.

Ele explica que o projeto do Centro de Astronomia terá custo mais caro porque serão necessárias obras complementares, por se tratar de um complexo que terá praça e estacionamento, e que necessitará de arborização e obras de contenção do morro.

Ampliação da obra
O projeto atual foi elaborado durante a gestão Paulo Eccel, por arquitetos do DGI, e é considerado “um primeiro estudo” que será utilizado para busca de recursos.

Além do planetário, está prevista no projeto a inclusão de bilheteria, guarda volumes, banheiros e uma cafeteria. Em outro pavimento, biblioteca, museu, uma área de exposições e a área administrativa.

Em uma outra área, seriam abrigados os laboratórios de química, física e biologia, uma copa, uma cozinha, o almoxarifado e um escritório, que pode ser convertido em dormitório, ocasionalmente. Mais uma estrutura avulsa seria o auditório, destinado a palestras e apresentações.

Conforme o diretor do DGI, a ampliação do projeto teve como objetivo aumentar o roll de ministérios possíveis de liberarem recursos. Técnicos da prefeitura consideram que, com a ampliação, o projeto está apto a ser apresentado aos ministérios da Cultura, da Educação e do Turismo.

Fatiamento do projeto
Questionado sobre a possibilidade de fatiamento do projeto para buscar recursos para cada uma das obras separadamente, a direção do DGI diz que essa é uma ideia a ser considerada, mas não a ideal, na visão da prefeitura, a qual prefere um complexo completo.

“Até daria para fazer, a parte do auditório, por exemplo pode ser feita depois, separadamente”, afirma Santos. Ele reconhece, no entanto, a dificuldade de se negociar a liberação de uma verba desta categoria, por causa da crise política.

“Vamos a Brasília, o prefeito vai levar isso para ver se consegue em algum ministério. Temos que encaminhar uma proposta, eles vão avaliar o projeto, ainda não sabemos se vai ter contrapartida do município”.

Caso antigo
A construção do Observatório Astronômico é uma das principais broncas entre as administração de Paulo Eccel e Ciro Roza. Isso porque, segundo a gestão Eccel, Ciro Roza recebeu recursos para fazer a obra, não a concluiu, mas esta foi dada como pronta, o que ele nega veementemente.

Hoje, o caso está na Vara da Fazenda Pública, onde Roza responde a uma ação de improbidade administrativa proposta pela Gestão Eccel. O que é seguro é que a obra não foi realizada, encontra-se deteriorada e há laudos da prefeitura que indicam a necessidade de sua demolição.

Também já houve registros de que as ruínas do observatório servem de abrigo a moradores de rua.
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