24 de out de 2016

Baterias descarregadas fecham portas do Planetário do DF até o fim de 2016

Compra de baterias de equipamento custam R$ 18 mil; licitação leva 2 meses. Diretor enviou projeto à Casa Civil a fim de transformar local em fundação.


(G1) Três anos depois da reinauguração, o Planetário de Brasília voltou a ser fechado para as visitas do público até o fim deste ano. O descarregamento de 62 baterias do projetor digital Powerdome impedem a simulação de visitas ao espaço, como aos planetas Marte e Júpiter. Para comprar novas baterias, o GDF deverá desembolsar R$ 18 mil em uma licitação que demorará, pelo menos, dois meses.

O planetário ficou fechado por 16 anos e foi reaberto em dezembro de 2013, trazendo equipamentos mais modernos, como o projetor digital Powerdome. Por meio desse projetor, é possível observar imagens de como seria uma viagem ao planeta Marte, ver como é o planeta Terra visto do espaço, entre outros detalhes do Sistema Solar.

O local está fechado para o público há um mês e só recebe grupos de estudantes. Eles realizam uma visita guiada, feita com o antigo projetor, Space Master, que é da década de 1970. Esse aparelho transmite imagens que são capazes de ser vistas a olho nu.

O diretor do planetário, Airton Lugarinho, disse que enviou à Casa Civil um projeto para transformar o local em fundação, a fim de cobrar entrada e obter renda para resolver pequenos problemas, como o da bateria descarregada do projetor Powerdome.

"Agilizaria (o processo dos reparos), a gente não precisaria ficar preso a todos procedimentos da compra por serviço público. Se a gente fosse uma fundação, o dinheiro ficaria aqui e essas baterias poderiam ser compradas com dinheiro próprio", afirmou. Em resposta, o GDF afirmou que analisa a proposta.

A reforma do planetário custou R$ 13,4 milhões, sendo R$ 10 milhões em obras de infraestrutura e R$ 3,4 milhões na recuperação do antigo projetor, aquisição de oito aparelhos digitais de alta tecnologia produzidos na Alemanha, compra de poltronas e adequações técnicas.
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Reportagem com vídeo AQUI

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