24 de jan de 2017

Governo americano divulga a foto mais detalhada da Terra até hoje

A imagem foi feita pelo satélite GOES-16, enviado em novembro de 2016 para monitorar o clima do planeta


(Veja) A fotografia mais detalhada da Terra até hoje acaba de ser divulgada pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos – e o resultado é de tirar o fôlego. Com uma resolução quatro vezes maior do que qualquer outra imagem do planeta já feita, o momento foi capturado no dia 15 de janeiro pelo satélite de monitoramento climático GOES-16. Lançado em novembro do ano passado, o satélite envia fotos atualizadas da Terra a cada 15 minutos.

A alta resolução da imagem ajuda meteorologistas a identificar a localização de climas potencialmente perigosos com maior precisão. “Essa imagem é muito mais do que uma bela foto, é o futuro da previsão e observação do clima”, afirma em comunicado Louis W. Uccellini, diretor do Serviço Nacional de Clima da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), uma organização que pertence ao governo americano.

A foto foi tirada a uma altitude de 35.900 quilômetros, em uma posição chamada de órbita geoestacionária – que ocorre quando o satélite acompanha a rotação da Terra em torno da linha do Equador. Essa trajetória permite que o satélite permaneça sempre acima do mesmo ponto, monitorando as mudanças que ocorrem ao longo do tempo na atmosfera, no solo e no oceano.

No final do ano, quando o GOES-16 terminar sua fase de testes, ele vai substituir um dos dois satélites geoestacionários do mesmo tipo que estão em órbita, GOES-15 (também conhecido como GOES Oeste, lançado em 2006) e GOES-13 (ou GOES Este, que foi enviado 2010).

Segundo a NOAA, o GOES-16 consegue captar a luz em mais comprimentos de onda, produzindo imagens com uma resolução quatro vezes maior do que os outros, e enviá-las à Terra com uma frequência cinco vezes maior. Isso significa que os cientistas receberão uma imagem nova do globo terrestre a cada 15 minutos, uma foto do território continental dos Estados Unidos a cada 5 minutos e uma nova visão de eventos climáticos, como furações, a cada 30 segundos.

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