Saturno estará em oposição no dia 22 de Março e será visível toda a noite. Créditos: Miguel Montes, Stellarium(Centro Ciência Viva do Algarve / Astronews) O planeta Saturno ficará em oposição, quando fica exatamente na posição oposta ao Sol no céu da Terra, na próxima segunda-feira, dia 22 de Março. Isso significa que, neste momento, Saturno nasce exatamente no pôr-do-Sol e põe-se exatamente no nascer-do-Sol, ficando visível toda a noite em qualquer lugar do mundo. À meia-noite, Saturno estará bem alto no céu, apenas um pouco para o Norte para quem está no hemisfério Sul e um pouco para Sul para quem estiver no hemisfério Norte.
A maioria dos astrônomos afirma que a primeira vez que se observa Saturno por um telescópio é um dos momentos astronômicos mais emocionantes das suas vidas. Até que se observe os anéis de Saturno com os nossos próprios olhos, é difícil acreditar que algo tão estranho e lindo possa existir.
Que poder ótico é necessário para observar os anéis? Embora haja quem afirme ter conseguido observá-los com menos, uma ampliação de 25 vezes seria o mínimo, segundo os astrônomos. Com esta ampliação, os anéis aparecem bem pequenos, mas inconfundíveis. Observados num bom telescópio com 150 vezes de ampliação, os anéis e os seus detalhes tornam-se fascinantes.
Estranhamente, a oposição é o pior momento para observar os anéis, porque a luz solar incidindo diretamente não projeta sombras. Os melhores momento para observar os anéis são um mês antes e um mês depois da oposição, quando o Sol incide em um ângulo que produz uma sombra dos anéis no globo de Saturno, dando um efeito tri-dimensional.
Além dos próprios anéis, é possível também observarmos alguns detalhes destes com um telescópio amador. Uma banda escura, chamada de Divisão de Cassini, em honra ao seu descobridor Giovanni Domenico Cassini (1625-1712), divide o escuro anel exterior do anel interior mais brilhante. As vezes é possível observar também um tênue anel interior, conhecido como o Anel Crepe.
Enquanto Júpiter tem quatro luas brilhantes, Saturno tem um maior número e maior variedade de luas. A mais brilhante é Titã, a única lua do Sistema Solar grande o suficiente para ter uma densa atmosfera. As imagens de Titã obtidas pela sonda Cassini nos mostram uma paisagem estranhamente familiar, com montes e lagos (mas de metano líquido e não água). Titã é facilmente visível em pequenos telescópios como um pequeno ponto de luz.
Com atenção e uma maior abertura, são visíveis mais luas de Saturno. Grande parte das maiores luas movem-se no mesmo plano dos anéis, inclinados relativamente a um observador na Terra. Um programa que simula um planetário, como o Stellarium, mostra as posições exatas das luas numa dada noite.
Jápeto é particularmente interessante. A sua órbita situa-se num plano diferente do plan dos anéis e de outras luas brilhantes, e está regularmente longe do planeta. Assim torna-se necessária a ajuda de um programa de planetário para a diferenciar das estrelas de fundo. Mas a sua característica mais estranha é a forma como muda de brilho, de um lado da sua órbita para o outro. Quando se encontra na elongação leste, como estará no dia 30 de Março, Jápeto terá magnitude 11,9. Na elongação Oeste, dia 7 de Maio, terá magnitude 10,1, quase duas magnitudes mais brilhante.
A variação no brilho de Jápeto era um mistério até que a Cassini enviou imagens detalhadas da lua, que mostraram que o seu hemisfério principal (que se apresenta na nossa direção a 30 de Março) é escurecido por material recolhido à medida que orbita Saturno, enquanto o seu hemisfério oposto é mais esbranquiçado.
A maioria dos astrônomos afirma que a primeira vez que se observa Saturno por um telescópio é um dos momentos astronômicos mais emocionantes das suas vidas. Até que se observe os anéis de Saturno com os nossos próprios olhos, é difícil acreditar que algo tão estranho e lindo possa existir.
Que poder ótico é necessário para observar os anéis? Embora haja quem afirme ter conseguido observá-los com menos, uma ampliação de 25 vezes seria o mínimo, segundo os astrônomos. Com esta ampliação, os anéis aparecem bem pequenos, mas inconfundíveis. Observados num bom telescópio com 150 vezes de ampliação, os anéis e os seus detalhes tornam-se fascinantes.
Estranhamente, a oposição é o pior momento para observar os anéis, porque a luz solar incidindo diretamente não projeta sombras. Os melhores momento para observar os anéis são um mês antes e um mês depois da oposição, quando o Sol incide em um ângulo que produz uma sombra dos anéis no globo de Saturno, dando um efeito tri-dimensional.
Além dos próprios anéis, é possível também observarmos alguns detalhes destes com um telescópio amador. Uma banda escura, chamada de Divisão de Cassini, em honra ao seu descobridor Giovanni Domenico Cassini (1625-1712), divide o escuro anel exterior do anel interior mais brilhante. As vezes é possível observar também um tênue anel interior, conhecido como o Anel Crepe.
Enquanto Júpiter tem quatro luas brilhantes, Saturno tem um maior número e maior variedade de luas. A mais brilhante é Titã, a única lua do Sistema Solar grande o suficiente para ter uma densa atmosfera. As imagens de Titã obtidas pela sonda Cassini nos mostram uma paisagem estranhamente familiar, com montes e lagos (mas de metano líquido e não água). Titã é facilmente visível em pequenos telescópios como um pequeno ponto de luz.
Com atenção e uma maior abertura, são visíveis mais luas de Saturno. Grande parte das maiores luas movem-se no mesmo plano dos anéis, inclinados relativamente a um observador na Terra. Um programa que simula um planetário, como o Stellarium, mostra as posições exatas das luas numa dada noite.
Jápeto é particularmente interessante. A sua órbita situa-se num plano diferente do plan dos anéis e de outras luas brilhantes, e está regularmente longe do planeta. Assim torna-se necessária a ajuda de um programa de planetário para a diferenciar das estrelas de fundo. Mas a sua característica mais estranha é a forma como muda de brilho, de um lado da sua órbita para o outro. Quando se encontra na elongação leste, como estará no dia 30 de Março, Jápeto terá magnitude 11,9. Na elongação Oeste, dia 7 de Maio, terá magnitude 10,1, quase duas magnitudes mais brilhante.
A variação no brilho de Jápeto era um mistério até que a Cassini enviou imagens detalhadas da lua, que mostraram que o seu hemisfério principal (que se apresenta na nossa direção a 30 de Março) é escurecido por material recolhido à medida que orbita Saturno, enquanto o seu hemisfério oposto é mais esbranquiçado.
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