19 de nov de 2015

Nova lei: "Quem extrair minério num asteroide, fica com ele"

Nova lei deverá impulsionar a iniciativa privada na exploração espacial. Empresas esperam encontrar metais preciosos


(DN - Portugal) "Quem extrair minério em asteroides, fica com ele." Esta é uma das alterações introduzidas pelo projeto de lei sobre o lançamento espacial comercial, aprovado, esta semana, pelo Senado dos Estados Unidos. Numa altura em que surgem cada vez mais empresas interessadas no setor de exploração espacial, o documento, que prevê a regulação da corrida ao minério extraído em asteroides, representa um impulso ao desenvolvimento da indústria.

Várias empresas têm manifestado a intenção de explorar os asteroides, potenciais fontes de riqueza, já que podem conter ouro, platina e outros metais valiosos. A nova legislação prevê, segundo o site Arstechnica, medidas "pró-negócio", como estabelecer direitos legais para os cidadãos norte-americanos obterem esses minerais encontrados no espaço e estende até 2025 as indemnizações relativas aos danos provocados por lançamentos comerciais. Lamar Smith, republicano que preside o Comité da Ciência, Espaço e Tecnologia, disse, citado pelo Arstechnica, que esta legislação representa o impulso que os parceiros privados precisavam para a exploração espacial e que vai manter os EUA na frente da tecnologia aeroespacial, bem como criar empregos, reduzir burocracias, promover a segurança e inspirar a próxima geração de exploradores.

Entre os defensores da mineração especial, a notícia foi bem recebida. Planetary Resources e a Deep Space Industries são duas das grandes interessadas em trazer minério de asteroides. Para Eric Anderson, cofundador e copresidente da primeira, a nova lei representa um "passo importante para a humanidade" e vai promover "o desenvolvimento sustentado do espaço".

Além dos direitos de mineração e indemnização, o projeto de lei estende o chamado "período de aprendizagem", que prevê a atuação da FAA (Federal Aviation Administration), apenas quando suceder um acidente grave, no que diz respeito às naves espaciais comerciais.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comente