24 de mar de 2016

Estação de observação astronômica de Rondonópolis registra 783 'estrelas cadentes' em nove meses


(Olhar Direto) Só de junho de 2015 até o início de março de 2016 foram registradas 783 ‘estrelas cadentes’ (grandes pedaços de rocha espacial - chamados de meteoros - e que, ao adentrarem na atmosfera da Terra, se não se consumirem por inteiro, viram meteoritos) na estação de observação astronômica ‘Brazilian Meteor Observation Network’ (Bramon), localizada em Rondonópolis. Com mais dois pontos de observação em Mato Grosso (uma em São José dos Quatro Marcos e outra em Tangará da Serra) a Bramon deve chegar à capital Cuiabá até junho deste ano.

A entidade é uma organização sem fins lucrativos que busca desenvolver e operar uma rede para o monitoramento de meteoros. As capturas feitas nas estações são fornecidas à comunidade para a produção de dados científicos.

Os responsáveis pelos centros de observação são voluntários apaixonados por astronomia. Em Rondonópolis, por exemplo, a Branom fica nas mãos de Vandson Guedes, astrônomo amador. Segundo ele, a próxima chuva de meteoros – época onde as estrelas cadentes aparecem de forma mais intensa – será a Lyrids, que começa dia 16 de abril e vai até dia 25 do mesmo mês tendo seu pico no dia 22.

De acordo com a assessoria da Branom, normalmente as quedas acontecem aos poucos, mas, numa chuva, como a Lyrids, a taxa de captura é de 15 a 20 meteoros por hora. Isso contando o fato de que a estação consegue abranger somente 1/5 do céu.

Antes de junho de 2015, quando passou a monitorar com a estação, Guedes já observava chuvas de meteoros, porém, sem registrá-las. “Entrei nessa área porque sempre quis contribuir de alguma forma com a ciência, e esse é um campo pouco explorado no Hemisfério Sul, o que instiga ainda mais. Outro fator é a facilidade de contribuição com o meio científico, por usar equipamentos de acesso a todos”, ressalta.

Para monitorá-los, agora, ele utiliza uma câmera de segurança para céu noturno, lente, cabo, placa de captura e um computador. Tudo o que é observado é registrado no banco de dados da rede Bramon para estudos.

Além disso, para aproximar a sociedade das observações astronômicas, Guedes promove atividades de observação da lua e de planetas em locais públicos da cidade: “Ultimamente tenho recebido apoio de uma loja na cidade. Eles me oferecem o espaço, que é o cais da cidade e ali juntamos a Astronomia, com música, dança, teatro, poesia. Cultura como um todo”, afirma.

A observação dos meteoros em si ainda não é possível por todos em tempo real. No entanto, no grupo da Bramon do Facebook são postadas as capturas mais relevantes da noite. Ali, os participantes também discutem sobre de meteoros, meteoritos e astronáutica.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comente