3 de jul de 2016

Terminada construção básica do Supernova do ESO

Uma supernova como um início em vez de um fim


(ESO) A construção da concha de concreto armado do Planetário & Centro de Visitantes Supernova do ESO está concluída, vendo-se agora o design de “sistema estelar binário” do edifício. O Supernova do ESO dará aos visitantes uma experiência imersiva, tanto em astronomia como em desenvolvimentos científicos e tecnológicos do ESO.

O edifício, doado pela Klaus Tschira Stiftung, foi concebido pelos arquitetos Bernhardt + Partner. Outras empresas envolvidas na construção incluem a Bollinger + Grohmann, Grossmann Bau, Frener & Reifer, entre outras.

Desde as linhas fluidas da concha exterior até à tecnologia de ponta que foi integrada na sua construção, cada aspecto do edifício mostra inovação. Em particular, a ausência de qualquer forma retangular tornou-se um desafio no processo de construção.

Cerca de 700 moldes únicos foram concebidos de forma precisa a partir do modelo 3D dos arquitetos. Estas componentes cruciais foram concebidas e fabricadas pela companhia Doka. Inspetores externos verificaram que cada uma destas partes se encontrava colocada na posição correta, mantendo a necessária alta precisão da concha, antes do cimento ser despejado.

De modo a ter-se o processo de construção mais econômico, usou-se um sistema especial chamado “concremote” para se avaliar o processo de endurecimento do concreto. Sensores de temperatura colocados nas paredes enviavam mensagens de texto que permitiam a monitoração cuidadosa dos processos químicos à medida que o cimento endurecia, de maneira a permitir que os moldes fossem retirados o mais cedo possível.

Com o seu planetário de 14 metros e uma exposição interativa, o Centro dará às escolas e às famílias uma experiência de aprendizagem inesquecível, onde os mais abstratos e distantes tópicos de astronomia e física serão explicados e visualizados de modo inovador.

A cerimônia de colocação da primeira pedra do Supernova do ESO ocorreu a 24 de fevereiro de 2015 (ver ann15011), marcando assim o início da principal fase de construção da infraestrutura, a qual deverá estar completa no início de 2017, prevendo-se a sua abertura ao público para o final do mesmo ano.

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Planetário e Centro de Visitantes Supernova do ESO

O Supernova do ESO é um centro de astronomia de vanguarda situado no mesmo local que a Sede do ESO em Garching bei München, que dará aos seus visitantes uma experiência imersiva e deslumbrante do Universo onde vivemos. A partir de 2017, o Centro dará às escolas e famílias uma experiência de aprendizagem inesquecível, onde os tópicos mais abstratos e complexos da astronomia e física serão explicados e visualizados de maneira inovadora.

O Supernova do ESO surge de uma colaboração entre o Observatório Europeu do Sul (ESO) e o Instituto de Estudos Teóricos de Heidelberg (HITS). O edifício foi doado pela Klaus Tschira Stiftung (KTS), uma fundação alemã e o ESO se encarregará de dirigir e operar a infraestrutura.

KTS
A Klaus Tschira Stiftung (KTS) foi fundada em 1995 pelo físico e co-fundador Klaus Tschira e trata-se de uma das maiores fundações europeias financiadas a título privado sem fins lucrativos. A Fundação promove o avanço das ciências naturais, matemática e ciência de computação, pretendendo aumentar o gosto por estas áreas. O empenhamento da Fundação começa no jardim de infância e estende-se pelas escolas, universidades e centros de investigação. A Fundação apadrinha novos métodos de transferência de conhecimento científico e apoia tanto o desenvolvimento como a apresentação cuidada de descobertas científicas. O Supernova do ESO é uma doação da KTS e o ESO encarregar-se-á de operar a infraestrutura.

HITS
O Instituto Heidelberg de Estudos Teóricos (HITS gGmbH) foi estabelecido pelo co-fundador Klaus Tschira e a sua fundação, a Klaus Tschira Stiftung, como uma instituição privada sem fins lucrativos. O HITS realiza pesquisa de base no âmbito do processamento, estruturação e análise de grandes quantidades de dados em ciências naturais, matemática e ciência de computação. As áreas de investigação vão desde a biologia molecular à astrofísica.
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