3 de fev de 2017

Ano que foi, ano que vem. Assim caminha a humanidade

(Nelson Alberto Soares Travnik - Sky and Obsrvers)  Iniciamos neste 1º de janeiro mais uma jornada ao redor do Sol. Nosso planeta irá percorrer nesses 365 dias, 942,4 milhões de quilômetros, algo que em linha reta nos levaria além do planeta Júpiter. Isso permite algumas reflexões sobre vida, tempo e espaço.

No mundo atual, como estranhos em seu próprio habitat, multidões não se interessam em saber afinal o que são, onde estão, para onde vão e seu destino final. A maioria vive porque respiram e se contentam com o preconizado pelas religiões. É mais cômodo viver assim. Infelizmente não se dão conta que estão entorpecidos pelo sistema que as transforma em máquinas de consumismo como símbolo da felicidade. Um sistema inserido na sociedade que as utiliza e descarta como objetos. Seu dia-a-dia é preenchido por infindáveis conquistas tecnológicas que, todavia a prende a um emaranhado de dúvidas sobre sua própria existência. O ser humano vive a Era Espacial de grandes realizações científicas, mas ainda não aprendeu a encontrar a grandeza de sua pequenez e da sua estupidez.

Continuamos a ser um enigma, uma gota num oceano de incertezas que por um instante aparece e dissipa como bolhas de sabão que as crianças fazem flutuar no ar. Poucos são cônscios de que a sabedoria do ser humano não está no quanto ele sabe, mas no quanto ele tem consciência de que não sabe. É preciso portanto, ter humildade para compreender o mundo insondável da psique humana; que somos ínfima partícula na vastidão cósmica e que o universo estará ignorando quando o Sol, nosso habitat e os demais planetas um dia desaparecer sem testemunha do último gemido. No universo, nascimento e morte estão sempre de mãos dadas. Tudo que é belo um dia morre. Não sentimos o perfume das flores que já morreram.

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