1 de fev de 2017

Crise ameaça o Inpe e pode parar supermáquina da previsão do tempo

O supercomputador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, chamado Tupã, está quase parando.


(Bom Dia Brasil) Ninguém duvida da importância do serviço de previsão do tempo. Só que o principal instituto de meteorologia do Brasil está sofrendo com a falta de investimento. O supercomputador do Inpe, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, chamado Tupã, está quase parando.

Essa máquina, que ocupa um bom espaço no prédio do Inpe, em Cachoeira Paulista, faz os cálculos numéricos usados na previsão do tempo de todo o país.

O supercomputador Tupã foi comprado em 2011 e já foi o mais rápido da América Latina.
Hoje, está ultrapassado e ainda este ano acaba a garantia para a troca de peças.
Há dois anos o Inpe espera verba para substituí-lo, mas o custo de aproximadamente R$ 120 milhões não está previsto no orçamento do governo federal para este ano.

A vida útil do supercomputador do CPTEC acabou. E o instituto tem duas alternativas: fazer a atualização ou a compra de um novo equipamento. Até lá, há um grande risco para o serviço de meteorologia e previsão do tempo.

“Se essa máquina parar por algum motivo – e isso pode ocorrer, existe esse risco – a previsão fica extremamente prejudicada, porque a base da previsão do tempo são os modelos numéricos – que são depois interpretados pelos meteorologistas. Mas sem a máquina não há como rodar o modelo numérico, e portanto há problemas de previsão de tempo seríssimos que a gente vai ter que enfrentar”, avisou o chefe do serviço de supercomputação do Inpe, Luiz Flávio Rodrigues.

As informações do Tupã são analisadas pelos meteorologistas do CPTEC, que é o braço do Inpe que cuida da previsão do tempo.

“O CPTEC faz a previsão numérica do tempo e também estudos climáticos, para mudanças climáticas e etc., e fornece dados para muitos usuários. Em qualquer país do mundo que tenha atividades, por exemplo, agrícolas intensas, como tem o Brasil, acesso a esses dados é essencial”, explicou o diretor do Inpe, Ricardo Galvão.

O Ministério da Ciência e Tecnologia informou que este ano já tem recursos para atualizar o supercomputador e prevenir uma possível interrupção no serviço. Mas que uma eventual substituição da máquina só estaria nos planos a partir de 2018.
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