12 de nov. de 2014
Três requisitos para formar uma civilização interestelar
(O Globo)
Vontade
Pode parecer óbvio, mas para a Humanidade chegar a outras estrelas é preciso, antes de tudo, querer fazer isso. E a boa notícia é que já tem muita gente pensando no assunto. É o caso, por exemplo, da iniciativa “A nave de 100 anos”, que desde 2011 reúne cientistas e visionários do mundo inteiro para discutir propostas e soluções para os muitos problemas relacionados às viagens interestelares. O objetivo da iniciativa é construir uma nave capaz de cruzar a vastidão do espaço no prazo de um século.
Velocidade
Veículo mais veloz já construído, a sonda Voyager 2 levaria mais de 80 mil anos para chegar à “vizinha” do Sol, a estrela Proxima Centauri, a 4,2 anos-luz. E, como (ainda) são pura ficção navegar por “atalhos” no espaço-tempo — a exemplo do que ocorre no filme — e outras alternativas para viajar mais rápido, achar um sistema de propulsão que alcance altas velocidades e funcione por longos períodos é o primeiro desafio. Bombas atômicas, reatores de fusão e “velas” espaciais são opções.
Sobrevivência
Mesmo que conseguíssemos encontrar uma maneira de viajar a velocidades próximas à da luz, ainda assim seriam necessários anos para chegar a outras estrelas. Desta forma, uma futura nave interestelar teria que ser tanto autossustentável quanto capaz de manter os ocupantes vivos. Funcionaria como um ecossistema fechado, produzindo e reciclando água, comida e oxigênio consumidos pela tripulação. A nave também teria que ter oficinas capazes de fabricar eventuais peças de reposição.
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