30 de nov. de 2013

Fundação Planetário realiza III Workshop de Produção Fulldome


(Fundação Planetário) Com o intuito de debater ideias e conhecer as novas tecnologias e tendências do setor de produção de filmes e animação para Planetários, a Fundação Planetário, com patrocínio Caixa e apoio da Faperj, realiza a terceira edição do Workshop de Produção Fulldome, de 2 a 6 de dezembro, das 9h30 às 17h. O evento vai contar com a presença de profissionais da área que atuam pelo mundo. A participação é gratuita. Serão disponibilizadas 30 vagas para o público. Aqueles que quiserem participar deverão preencher o cadastro através do site.

Dentro da programação do Workshop está a oficina de astronomia “RSA Cosmos” de manipulação de imagens para o formato fulldome. A atividade será dirigida por Estelle Pacalon, representante da empresa RSA Cosmos. Os participantes poderão observar e pôr em prática as técnicas de produção utilizadas pelos estúdios na produção de filmes para cúpulas de planetário fulldome. Robin Sip também estará presente no evento. O diretor-presidente da empresa Mirage 3D é o autor dos dois programas mais assistidos no mundo: “Dois Pedacinhos de Vidro”, que teve distribuição gratuita durante o Ano Internacional da Astronomia, e “Dawn of the Space Age”, o programa pago mais licenciado do mundo.

Além destes convidados, haverá ainda a participação de Maciej Ligowski, da Polônia. O diretor teve seu filme “Dream to Fly” premiado no Festival de Jena como melhor filme. Já no Festival de Imiloa, a obra ganhou como melhor roteiro. O palestrante Vitor Amaro representará o Espaço do Conhecimento UFMG, e abordará o fulldome e a relação com a linguagem cinematográfica, discutindo sua contribuição com o trabalho nas produções para cúpulas. Eduardo Tavares e Omar Cesar, do Labareda Design, vão falar sobre os processos de elaboração de um programa desse gênero. Antonio Rabello, da Cine Dome, vai ministrar a palestra sobre "Desenvolvimento Full Dome, o desafio". Já Claudia Bolshaw, coordenadora do Núcleo de Arte Digital e Animação PUC-Rio, abordará os processos de elaboração de um programa fulldome.

Paralelamente ao III Worshop de Produção Fulldome acontece o Rio Show Dome 2013, uma mostra de filmes de planetário produzidos por diversos países e inéditos no Brasil, inclusive obras premiadas internacionalmente. De 2 a 6 de dezembro, das 19h às 21h, o público poderá conhecer produções como “Astronaut” (Inglaterra), “Dawn of the Space Age – Rocket Man” (Holanda), “Space Junk” (EUA) e “O Sopro da Vida” (Brasil) em fulldome. O evento é aberto ao público em geral, e acontece na cúpula Galileu Galilei. A entrada é franca.

Sobre o Workshop de Produção Fulldome
O Workshop de Produção Fulldome surgiu com a necessidade da Fundação Planetário adequar e produzir programas para a Cúpula Galileu Galilei, totalmente reformada com modernos projetores digitais e reinaugurada em 31 de agosto de 2011.

O objetivo da realização desses workshops é trocar experiências sobre a produção de filmes para planetários com as maiores autoridades do assunto no mundo. Já é uma tradição da Fundação Planetário produzir seus próprios programas, como “Infinitum” (em parceria com o N.A.D.A PUC-RJ), “A Janela Mágica” e “O Aniversário do Pingo” (parceria com o Estúdio Labareda) e essa iniciativa visa, também, incentivar profissionais de outras instituições a criarem filmes para planetários digitais.

Serviço – Mostra Rio ShowDome 2013
Endereço: Planetário da Gávea: Rua Vice-Governador Rubens Berardo, 100. Gávea.
Data e horário: de 2 a 6 de dezembro, das 19h30 às 21h
Ingresso: Gratuito, sem necessidade de inscrição prévia (limitado a 90 pessoas por dia, capacidade da Cúpula Galileu Galilei).
Informações: (21)2274-0046 ou www.planetariodorio.com.br
Observação: Os filmes estrangeiros serão exibidos em inglês. Não haverá legendas.

Programação dos filmes:
Dia 2/12:
19h – 20h: Cerimônia de Abertura
20h: Dawn of the Space Age (Holanda)
Dinosaurs at Dusk (Holanda)

Dia 3/12:
19h: Cocomong – Space Adventure (Coreia do Sul)
The Life of Trees (Alemanha)
20h: Astronaut (Inglaterra)
Rusty Rocket Last Blast (EUA)

Dia 4/12:
19h: Robot Explorers (EUA)
Flight Adventures (EUA)
20h: White Room (EUA)
Space Junk (EUA)

Dia 5/12:
19h: O Sopro da Vida (Brasil)
The Blind Man with Starry Eyes (França)
20h: A Planet for Goldilocks (Japão)
We are Aliens (Inglaterra)

Dia 6/12:
19h: Trailers (Diversos)
Lamps of Atlantis (EUA)
20h: Dream to Fly (Polônia)
Tango 360 (França)

Apenas um terço dos portugueses diz estar informado sobre assuntos de ciência e tecnologia

Eurobarómetro revela que 53% dos cidadãos da União Europeia (UE) estão interessados nas áreas de ciência e tecnologia. Maioria avalia estas áreas como positivas para a sociedade.


(Público - Portugal) O mini-relatório, elaborado pela Comissão Europeia, sobre a percepção dos cidadãos da UE acerca da importância da ciência e da tecnologia na sociedade, mostra que 77% vêem estas duas áreas como tendo um impacto positivo. Mas só 53% dos europeus dos 27 estados-membros estão interessados nestes dois temas e apenas 40% dizem estar informados nestas áreas.

“Este Eurobarómetro oferece informações valiosas sobre a opinião pública e faz parte de um esforço mais alargado por parte da Comissão Europeia para melhor envolver os cidadãos nas áreas da ciência, da investigação e da inovação e promover a investigação e a inovação responsável”, lê-se no documento de sete páginas.

A nível nacional, apenas 32% dos portugueses dizem estar informados sobre assuntos de ciência, e só 36% estudaram temas de ciência, 23% na escola, 11% no ensino superior. A média da UE é superior: 47% teve alguma formação de ciência, 31% na escola e 14% no ensino superior. Mas 65% dos inquiridos nos 27 países defendem que os governos estimulam pouco o interesse dos mais jovens nos temas de ciência e tecnologia, 59% acreditam que o interesse na ciência melhora as perspectivas de os jovens conseguirem emprego e 68% acham que dominar os temas de ciência e conhecimento melhora a cidadania.

“Há uma necessidade em apoiar a educação formal e informal de ciência, especialmente nos países-membros do Sul e do Leste da UE, onde os níveis de informação das pessoas são relativamente baixos”, lê-se no documento. Segundo os questionários, 65% das pessoas diz que a informação sobre ciência chega pela televisão, 35% e 33% dos questionados defendem que as fontes são, respectivamente, a Internet e os jornais.

Apesar disso, há uma confiança generalizada em certos actores da sociedade envolvidos na ciência e na tecnologia. Cerca de 80% dos inquiridos vêem tanto os cientistas das universidades e dos governos, como as associações de protecção ambiental como agentes que se comportam de uma forma responsável para com a sociedade quando toca a decisões sobre a ciência e a tecnologia.

Já os representantes dos governos são vistos como os menos responsáveis, com apenas 44% da população a confiar neles. E apenas uma fracção de 6% diz que são os mais qualificados para explicarem o impacto na sociedade de inovações científicas e tecnológicas. Aliás, 55% dos europeus defende a necessidade de um diálogo público quando estão em causa decisões sobre temas de ciência e tecnologia.

Segundo o documento, a Comissão Europeia alocou um orçamento de 462 milhões de euros até 2020 enquadrado no programa "Ciência com e para a Sociedade" para fomentar o conhecimento científico, a participação cívica nas questões da ciência e promover o nascimento de uma nova geração de investigadores.

29 de nov. de 2013

“Música nas Estrelas" é atração do Observatório Jean Nicolini no domingo

(Prefeitura de Campinas) O Observatório Municipal de Campinas “Jean Nicolini” recebe neste domingo, dia 1º de dezembro, às 18h30, o Projeto Orion Factor (ou Música nas Estrelas). A apresentação faz parte de uma programação especial, que ocorre simultaneamente com a palestra realizada pelo astrônomo do Observatório, Júlio Lobo. O convidado especial para o evento será o instrumentista e compositor Paulinho de Almeida e seu grupo, que trazem o espetáculo multimídia The Big World Show. A entrada no sítio astronômico é de R$4 a inteira e R$2 a meia entrada.

Durante a conferência serão apresentadas palestras de video-arte com imagens de educação científica. O tema do espetáculo exposto por Almeida é o ser humano e a busca de suas fronteiras mostradas através de música, imagens e textos que evocam em diversas culturas no mundo todo.

O espetáculo foi composto e produzido pelo artista na cidade de Berlim e apresentado na Europa entre os anos de 2007 e 2011. O The Big World Show é realizado por meio de violão, guitarra e viola caipira, utilizando recursos digitais da música eletrônica, projeções baseadas em imagens coletadas nas viagens de Almeida pelo mundo e textos que foram compostos especialmente para o espetáculo, pelo dramaturgo alemão Karl-Heinz Haase.

Além da atração, os visitantes poderão observar o céu pelo telescópio com a orientação do Júlio Lobo.

Anunciado o resultado do concurso "Imagem de seu Objeto Astronômico Favorito com o Telescópio SOAR"



(LNA) A Comissão Julgadora e a Comissão Organizadora têm o prazer de anunciar a escolha da proposta melhor apresentada e que melhor atendeu aos requisitos de interesse científico e de apelo visual do objeto:

Galáxia NGC 1232 de Danilo Oliveira Imparato, 17 anos, estudante do 3º ano do E.M. do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte, em Natal, apoiado pelo professor de física Gilberto Morel de Paula e Souza

Mais informações aqui

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E mais:

Estudante de Natal vence concurso de astronomia

O estudante Danilo Oliveira, de Natal (RN), venceu o concurso de astronomia realizado pelo Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA/MCTI), pela Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e apoiado pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB). A atividade foi voltada para estudantes a partir do 8º ano do ensino fundamental.

Para participar, os jovens deviam selecionar um objeto do universo interessante e justificar a decisão com base no interesse científico e no apelo visual. O vencedor teria o seu local escolhido para ser fotografado digitalmente pelo Telescópio Soar, projetado para produzir imagens de qualidade melhor que as de qualquer outro observatório do mundo em sua categoria. Administrado por um consórcio internacional, incluindo o Brasil, o Soar fica em Cerro Pachón, uma montanha dos Andes Chilenos, a 2.700 metros acima do mar.

O lugar escolhido por Danilo foi a galáxia espiral NGC 1232 (http://zip.net/bplH1n), que fica cerca de 100 milhões de anos-luz da Terra. Segundo a explicação do estudante que cursa o 3º ano do ensino médio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFRN), a NGC 1232 precisa ser estudada de maneira mais ampla. “Podemos observar toda a sua extensão e a interação dela com outra galáxia, percebendo claramente os aglomerados de estrelas, poeira e gases”.

O prêmio consiste na oportunidade de observar o objeto astronômico escolhido com o telescópio Soar. As imagens serão colhidas remotamente e vão ser feitas entre fevereiro e maio de 2014. A escola ainda vai receber um quadro com a imagem impressa da galáxia e a visita de um astrônomo do LNA, que vai palestrar sobre o local escolhido vencedor. Além disso, a organização da OBA irá promover, aos vencedores, uma visita às instalações do Telescópio Soar.

Além disso, os três estudantes mais bem classificados vão receber um certificado de Honra ao Mérito pela escolha de um objeto interessante cientificamente e belo, com justificativa original. Todos os estudantes ganharam certificados de participação e seus professores receberam kits de material de divulgação dos institutos de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Subsecretaria de Coordenação das Unidades de Pesquisa (SCUP).

Ao todo, foram aceitas 195 propostas, envolvendo 269 estudantes entre 13 e 18 anos e quatro adultos de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Ainda foram envolvidos no processo 93 professores de escolas públicas e particulares, de 19 estados do país. O julgamento foi realizado por uma comissão formada por astrônomos do LNA, da organização da OBA e representantes da comunidade astronômica brasileira.

Serviço:
Concurso “Imagem de seu Objeto Astronômico Favorito” com o Telescópio Soar.
http://www.lna.br/soar/concurso.html

Foto da galáxia NGC 1232:
http://www.flickr.com/photos/28572871@N07/8984058420

Boletim Observe! - Ano IV - Número 12 - Dezembro de 2013

 


Boletim Informativo do Núcleo de Estudos e Observação Astronômica "José Brazilício de Souza" (NEOA – JBS)  (clique no banner para acessar)

Poluição luminosa, o desperdício de energia que estraga a beleza do céu noturno


(Sulinformação) Poucas pessoas ouviram falar na poluição luminosa, mas esta apresenta inconvenientes de vária ordem que atingem o cidadão no bolso, no descanso e na qualidade de vida. Poderiam poupar-se 40 por cento dos custos energéticos se a luz fosse doseada e orientada para onde e quando interessa.

O que é a poluição luminosa?
A poluição luminosa (PL) é o efeito produzido pela luz exterior mal direcionada, que é dirigida para cima, ou para os lados, em vez de iluminar o solo e as áreas pretendidas. Na maioria dos casos resulta de candeeiros e projetores de conceção inadequada ou instalação incorreta, que emitem luz para além do seu alvo, sem qualquer efeito útil. Muitas vezes até emitem luz para as nuvens. E essa luz também se paga. Muitas pessoas, para conseguirem dormir, têm de fechar os estores porque o candeeiro da rua faz entrar luz pela janela, mesmo quando esta fica acima desse candeeiro!

Aluna do SESC é Selecionada Para Acampamento Internacional de Astronomia


(SESC-DF / Brazilian Space) A aluna do terceiro ano do Ensino Médio do SESC de Taguatinga Norte Marcella Fernandes Reginato, de 17 anos, foi selecionada para participar do acampamento de astronomia promovido pelo Observatório Europeu do Sul (ESO, sigla em inglês) - maior organização europeia para pesquisa astronômica do mundo. Ela enfrentou candidatos de 19 países. No Brasil, apenas duas estudantes foram selecionadas. O curso, realizado de 26 a 31 de dezembro deste ano, reunirá 56 estudantes de várias partes do mundo no Observatório Astronômico do Vale Aosta, situado em Saint-Barthelemy, na Itália.

Marcella sempre se interessou pelo universo astronômico. “Quando meu professor de física, Demetrius Leão, falou em sala sobre o concurso, não pensei duas vezes em me inscrever”, conta a menina. Apoiados pelo colégio, tanto a aluna quanto o professor participarão do curso que incluirá palestras, atividades práticas, observações noturnas do céu com telescópios e instrumentos no observatório, atividades sociais, esportes de inverno e excursões aos Alpes italianos.

“Meu sonho é ser astrônoma. Estou inscrita no Programa de Avaliação Seriada (PAS) da UnB para o curso de Física/Bacharelado para alcançar o objetivo”, conta Marcella. “Participar do acampamento será muito importante para o meu futuro. Aprenderei muito lá e entrarei na faculdade sabendo um pouco mais sobre a profissão que escolhi”, completa.

Demetrius é professor da Escola do SESC desde 2010 e usa a astronomia para incentivar seus alunos no ensino de Física. “Estou muito contente com a conquista da Marcella. A ESO é a maior organização intergovernamental europeia para pesquisas em Astronomia e o mais produtivo observatório astronômico do mundo. A experiência será interessante”, conta.
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Matéria similar no Correio Braziliense

6 aplicativos sobre astronomia

Você se interessa por planetas, missões espaciais e foguetes? Veja uma lista com 6 aplicativos para saber mais sobre astronomia




(Universia) Você gosta dos mistérios das estrelas, pesquisas espaciais e foguetes, mas sempre achou que isso não era bem explorado pelos aplicativos de celular e tablets? Aqui vai uma lista com 6 aplicativos que com certeza farão você mudar de opinião:

28 de nov. de 2013

Inscrições para pós na Univap vão até dia 30

(Planeta Universitário) A Universidade do Vale do Paraíba (Univap) está com inscrições abertas, até 30 de novembro, para o processo seletivo dos cursos de pós-graduação. São oferecidos seis cursos de mestrado e dois de doutorado, todos coordenados pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento (IP&D) da Univap, que é o órgão encarregado de executar programas e projetos de pesquisa e desenvolvimento, além do ensino de pós-graduação stricto sensu, assessoria técnica científica e prestação de serviços à comunidade.

Física e Astronomia e Engenharia Biomédica são as áreas com opções de mestrado e doutorado. As áreas de Ciências Biológicas, Bioengenharia, Planejamento Urbano e Regional e Materiais e Catálise oferecem somente opção para o mestrado.

Os cursos de mestrado devem ser finalizados em um período de 24 meses, e os de doutorado, em 48 meses. Cada uma das áreas possui um programa específico e um processo seletivo que pode incluir avaliação da documentação apresentada, prova escrita e entrevista.

A entrevista é individual e tem por objetivo a avaliação do candidato, de suas potencialidades, pretensões, disponibilidade de tempo para dedicação ao programa e discussão de sua proposta de pesquisa.

A documentação necessária para inscrição inclui o formulário de inscrição, cópia do histórico escolar de graduação, currículo Lattes e duas cartas de referência. O envio deve ser feito para o e-mail ivone@univap.br ou via postal, para o endereço Avenida Shishima Hifumi, 2911, Bairro Urbanova - CEP 12244-000, em São José dos Campos (SP).

Mais informações sobre cada um dos programas podem ser conferidas em www.univap.br/pdfs/Processo_seletivo_2014.pdf

Dia Nacional da Astronomia e Lançamento do 13o Didascálico - 2014


Desde 1984 as associações, planetários e clubes de astronomia amadora no Brasil adotam o dia 2 de dezembro como referência para comemoração do dia da astronomia. Esta data é uma homenagem a data de nascimento de D. Pedro II considerado o patrono da astronomia no Brasil. Atualmente tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei nº 5.931, de 2009, com o objetivo de instituir definitivamente o Dia Nacional da Astronomia em 2 de dezembro. No Rio de Janeiro o dia 2 de dezembro já é considerado pela Lei nº 4.835 como o Dia do Astrônomo.

No IFSC, o Núcleo de Estudo e Observação Astronômica José Brazilicio de Souza (NEOA - JBS) do Campus Florianópolis/IFSC marcará esta data com duas palestras: “Contextualizando o dia nacional da astronomia” e “O céu e a arte: Vicent van Gogh”, a partir das 17h30min na sala multimídia da eletrônica (SMM1).

Além das duas palestras será lançado oficialmente o 13º Didascálico (mostra de arte e cultura/IFSC realizada anualmente na semana de aniversário da instituição - 23/09) - cujo tema do evento em 2014 será “Espaço e Tempo: entre o céu e a arte”.

Após o evento será realizada uma sessão de observação astronômica no pátio do Campus de Florianópolis. Em caso de céu nublado ou parcialmente nublado as observações serão suspensas.

PROGRAMAÇÃO
17h30 – Contextualização do Dia Nacional de Astronomia. Alexandre Amorim (membro da REA e coordenador de observação do NEOA-JBS)
18h00 – O céu e a arte: Vincent van Gogh. Prof. Marcos Neves (Coordenador geral do projeto de extensão “Ora direis ouvir estrelas!” e do NEOA-JBS) 18h30 – Lançamento do 13º DIDASCÁLICO 2014 cujo tema é “Espaço e Tempo: entre o céu e a arte” – Profª. Gizely Cesconetto (Professora de artes e Coordenadora geral do 13º Didascálico – Mostra de cultura e arte/IFSC) 19h00 - Observação astronômica 20h30 - Encerramento das observações
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E mais:
Câmpus Florianópolis tem programação especial para o Dia Nacional de Astronomia (IFSC)

Cientistas detectam água em meteorito de Chelyabinsk


(Voz da Rússia) Especialistas do Instituto de Geologia, da Filial dos Urais da Academia das Ciências da Rússia, encontraram ferrugem no interior de um fragmento do meteorito que tinha caído na região de Chelyabinsk, em 15 de fevereiro de 2013.

A descoberta sugere que em certa altura no passado, dentro do detrito havia certa quantidade de água que causara a corrosão.

“As amostras foram encontradas só poucos dias depois da queda e, portanto, a ferrugem não poderia ser formada por causa da água da Terra. Isso poderia ser causado apenas por uma água extraterrestre”, afirmam os cientistas.

Os cientistas já encontraram anteriormente meteoritos que levavam cristais de água em seu interior, mas as rochas contendo água em estado líquido são muito raras. A descoberta inspira nova esperança de descobrir uma vida extraterrestre.

European Space Expo em Lisboa! (AstroPT)


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Astrônomo amador Ricardo Tolentino identificou novas crateras no satélite terrestre

Observações do céu foram feitas de sua cobertura no bairro São Lucas


(Veja BH) Dezenove vasos de planta, uma churrasqueira, brinquedos espalhados pelo chão e a calopsita Passarinha, que presta atenção em tudo. O espaço de 25 metros quadrados no bairro São Lucas parece uma cobertura comum de apartamento. Ali, porém, funciona o observatório astronômico particular do engenheiro civil Ricardo José Vaz Tolentino. Desde 2011, ele concilia o trabalho de diretor da Faculdade de Ciências Empresariais da Universidade Fumec com a selenografia, área da astronomia que estuda a Lua. Do seu ponto de observação, nosso Copérnico já conseguiu fotografar quatro crateras lunares não catalogadas pela União Internacional de Astronomia, associação responsável por esse registro, localizada na França. O feito ganhou repercussão em sites científicos da Austrália e dos Estados Unidos.

Tolentino tem catorze telescópios em casa, avaliados entre 2 000 e 10 000 reais. Quando ele está com seus equipamentos, a mulher, Renata, sabe que é hora de deixá-lo concentrado. Ela e o filho caçula, Rodolfo, de 2 anos, ficam longe. Só o primogênito, Rodrigo, de 6, às vezes tem autorização para acompanhá-lo. As imagens capturadas diariamente são armazenadas no site www.vaztolentino.com.br, que recebe cerca de 65 000 visitas mensais provenientes de cinquenta países. “A observação espacial como hobby é comum no exterior, mas ainda engatinha no Brasil”, diz ele. Com o objetivo de disseminar a atividade por aqui, Tolentino está à frente de um projeto de introdução à astronomia na Fumec. “Quando têm a chance de ver toda a beleza da Lua, as pessoas se apaixonam.”

Globo Ciência: É possível observar planetas a olho nu?


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27 de nov. de 2013

Astro Ao Vivo News - Hangout de terça-feira (26/11/2013)

Astrônomo é como um policial do CSI, diz pesquisador


(Terra) Florianópolis sedia neste mês o maior evento de astronomia da América Latina. O Encontro Regional da União Astronômica Internacional (LARIM) reúne 450 trabalhos de pesquisadores apresentados por alguns dos mais importantes nomes da área. E para alguns desses cientistas, o astrônomo ou astrofísico tem como função principal buscar responder questões e identificar casos que aparecem contidamente durante uma observação - um detetive do espaço.

“Neste caso das pedras de Marte, por exemplo, somos como aqueles policiais dos seriados de CSI”, afirma o astrofísico espanhol Jose Ignacio Garcia de La Rosa, natural das Ilhas Canárias e que atualmente trabalha no Rio de Janeiro, se referindo ao famoso seriado americano que desvenda crimes pela ciência forense.

“Buscamos simples sinais para entender o que está acontecendo. É como se estivéssemos diante de peças de um quebra-cabeças, mas sem saber qual será a imagem final. Isso quando não montamos tudo e um outro astrônomo desmancha tudo o que havíamos feito com novas descobertas.”

Quando fala em "pedra de Marte", La Rosa se refere a um meteorito de origem marciana, como o divulgado na semana passada e que pode conter fortes pistas sobre como era o planeta vermelho em sua infância.

ESO
Marcada para a próxima quinta-feira, uma das palestras mais aguardadas é do pesquisador chileno Andreas Kaufer, que irá abordar o presente e o futuro do Observatório Europeu do Sul (, ESO, na sigla em inglês). O observatório opera ao norte do Chile alguns dos maiores e mais importantes telescópios do planeta, como o VLT, o Alma e o futuro E-ELT, que será o maior olho da humanidade para o espaço.
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E mais:
Astrônomo: Brasil já esteve há anos-luz do Chile e outros países (Terra)

Museu vai à Feira (RJ)

O Museu de Astronomia promoverá, nos dias 29 e 30 de novembro e 1º de dezembro (sexta, sábado e domingo), atividades lúdicas de divulgação da ciência numa tenda montada na entrada da Feira de São Cristóvão. Uma mistura de ciência, cultura e diversão!



Que tal aprender ciência de forma descontraída num espaço onde tem artesanato, gastronomia, música, cultura e diversão? É dessa maneira que o Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST) irá realizar o Museu vai à Feira, um evento de divulgação da ciência que acontecerá nos dias 29 e 30 de novembro (sexta-feira e sábado) e 1º de dezembro (domingo) no Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas – A Feira de São Cristóvão.

Os visitantes se surpreenderão com uma tenda de 100 m² que estará montada no estacionamento do Pavilhão de São Cristóvão. E dentro dela, estarão vários aparatos interativos, feitos a partir de material de baixo custo, e instrumentos científicos que visam despertar a curiosidade pela ciência. O público poderá observar o sol utilizando telescópios e filtros e ainda assistir a sessões do planetário inflável digital.

Quem visitar a Feira terá a oportunidade de aprender as ciências brincando. Dentre as atividades, organizadas pelo MAST, teremos o já tradicional Brincando com a Ciência, que apresenta fenômenos científicos de forma divertida e criativa, e os desafios do Brincando de Matemático, que apresenta curiosidades sobre a aritmética, estimulando a resolução de pequenos quebra-cabeças numéricos e desafios lógicos.

No planetário inflável, será possível observar o movimento aparente do Sol, da Lua, dos planetas, das estrelas, que normalmente são de longa duração e, por isso, de difícil percepção. Nas sessões, que acontecerão de hora em hora, imagens do céu noturno serão projetadas em uma cúpula inflável, oferecendo ao espectador um céu sempre limpo, faça chuva ou faça Sol no céu de verdade!

Durante o evento, os curiosos poderão observar o sol, de forma segura, através de filtros ou de três telescópios que estarão montados ao lado da tenda do MAST na Feira de São Cristóvão. Neles é possível ver o Sol com um aspecto alaranjado e observar as manchas solares, observadas pela primeira vez com uma luneta por Galileu Galilei, no século XVI. Estas manchas são regiões do Sol mais frias que aquelas de seu entorno.

A Feira vai ao Museu
A Feira de São Cristóvão fica bem pertinho do Museu de Astronomia e Ciências Afins. Durante os três dias do evento, quem estiver na Feira poderá visitar as instalações do MAST, e os visitantes que estiverem no Museu poderão visitar a tenda montada na Feira. Para isso, poderão utilizar transporte gratuito oferecido pelo Instituto TIM que, neste ano, está apoiando o Museu vai à Feira, como parte do Projeto de Inclusão Científica por meio da Popularização da Ciência e ações educativas realizado no MAST.

No Museu, guiados por mediadores, os visitantes vão conhecer o sistema solar em escala, o segundo maior meteorito encontrado no Brasil, as exposições do MAST e o conjunto arquitetônico do Museu: o prédio sede que abriga a coleção de instrumentos científicos, e os pavilhões com as centenárias lunetas utilizadas para observação celeste, exemplos típicos da arquitetura e da engenharia para a astronomia dos primórdios do século XX.

No sábado, às 16h, acontecerá a atividade “Contando Mitos”, que são divertidas esquetes teatrais sobre mitos construídos ao longo da história da humanidade, relacionados com a astronomia, física e outras ciências. Destacam-se as figuras da mitologia grega e os mitos indígenas brasileiros. Desta vez, o tema será “Pedro II e a Astronomia”, e os visitantes poderão participar de uma visita mediada pelo Imperador.

E na atividade “Observação do céu”, o público poderá observar o planeta Vênus e o aglomerado globular 47 Tucano (NGC 104) utilizando uma luneta centenária e telescópios modernos. A atividade é precedida de vídeo e da apresentação da Carta Celeste, com o céu de novembro. Nos dias do evento, o cometa C/2012 S1 ISON estará passando perto ao Sol, e o público terá chances de aprender mais sobre esse objeto com os astrônomos do MAST.

SERVIÇO

PROGRAMAÇÃO

Local: Feira Centro Municipal Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas - Feira de São Cristóvão

Horário de Funcionamento
Sexta (29/11) das 10 às 21h
Sábado (30/11) das 10 às 21h
Domingo (01/12) das 10 às 20h

Atividades

Brincando de Matemático
Sexta (29/11) das 10 às 21h
Sábado (30/11) das 10 às 21h
Domingo (01/12) das 10 às 20h

Brincando com a Ciência
Sexta (29/11) das 10 às 21h
Sábado (30/11) das 10 às 21h
Domingo (01/12) das 10 às 20h

Observação do Sol
Sexta (29/11) das 10 às 21h
Sábado (30/11) das 10 às 21h
Domingo (01/12) das 10 às 20h

Planetário Inflável Digital
Sexta (29/11) das 10 às 21h
Sábado (30/11) das 10 às 21h
Domingo (01/12) das 10 às 20h

Local: Museu de Astronomia e Ciências Afins - MAST

Horário de Funcionamento
Sexta (29/11) das 9h às 17h
Sábado (30/11) das 14h às 21h
Domingo (01/12) das 14h às 18h

Exposições

Meteorito Santa Luzia de Goiás
Olhar o Céu, Medir a Terra
As Estações do Ano, a Terra em Movimento
A Química na história do Universo, da Terra e do Corpo
Fotografia: ciência e arte
Faz Tempo
Espaço Espectroscopia

SÁBADO

Visita Guiada
15h | 17h

Contando Mitos
16h

Céu do Mês
17h30

Observação do Céu
18h30 às 21h


DOMINGO

Planetário Inflável Digital
15h | 16h | 17h

O espaço e a cultura científica (Portugal)


(Astropolítica - Portugal) A Ciência Viva convida à participação no evento O Espaço e a Cultura Científica no Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva dia 29 de Novembro às 16h.

A propósito da reedição do livro Como Respiram os Astronautas, da Colecção Ciência Aberta da Gradiva, Manuel Paiva e Carlos Fiolhais debatem com o público O Espaço e a Cultura Científica. O evento é dedicado a estudantes do ensino secundário e a todo o público interessado pelo Espaço. Esta conversa está integrada na programação da European Space Expo em Lisboa.

Devido ao número limitado de lugares do auditório é necessária inscrição prévia. Caso seja professor pode inscrever-se com a sua turma ou participar individualmente. Para se inscrever aceda à página da Ciência Viva.

Bolsa de Pós-Doutorado PNPD na Pós-graduação em Astronomia do Observatório Nacional



(ON) Estão abertas as inscrições para uma bolsa de Pós-Doutorado (Programa Nacional de Pós-Doutorado/CAPES 2014 PNPD/CAPES) para pesquisadores interessados em desenvolver projetos de pesquisa nas áreas afins do Programa de Pós-Graduação em Astronomia do Observatório Nacional a partir de Fevereiro de 2014.

O candidato interessado deve encaminhar os seguintes documentos para o e-mail dppg@on.br até o dia 10 de Janeiro de 2014:

a) Projeto de Pesquisa (máximo 2 páginas);
b) Currículo Lattes atualizado;
c) Cópia do título ou comprovante de conclusão de doutorado.

Caso não haja candidatos inscritos, o prazo de inscrição será prorrogado automaticamente por 30 dias.

A Bolsa terá duração de 56 meses, sujeita a uma avaliação ao final de 24 meses para confirmação do período total. O Valor da Bolsa é R$ 4.100,00 com verba adicional de custeio.

Com base na lista de candidatos inscritos, será nomeada uma comissão constituída por dois membros docentes do programa de pós-graduação em Astronomia do ON mais um membro externo, que procederão a seleção do candidato com base no mérito da proposta e do currículo. O resultado será divulgado 15 dias após o encerramento das inscrições.

Mais informações aqui

Um gigante no céu

"Essas três estrelas, alinhadas quase que em uma reta, são umas das maiores referências para os entusiastas. Essas estrelas pertencem a um grupo maior de estrelas chamado de Constelação de Órion"


(Victor Alencar - O Povo) O fim do ano começa a se aproximar e aos poucos você vai notando uma presença famosa no céu: as Três Marias. Essas três estrelas, alinhadas quase que em uma reta, são umas das maiores referências para os entusiastas. Essas estrelas pertencem a um grupo maior de estrelas chamado de Constelação de Órion.

Órion é certamente uma das constelações mais antigas de que se tem registro. Desde os homens das cavernas, o céu já era representado através de pinturas em cavernas, esculturas como no caso da escultura em pedra, de apenas

3,8 cm de comprimento, descoberta em 1974 em uma caverna perto de Blaubeuren, na Alemanha, e estudada pelo pesquisador Michael Rappenglück. Essa pequena peça de pedra tem uma idade de 32 mil anos e está esculpida em baixo relevo. De um lado, temos o desenho de um homem e do outro, 86 furos - o mesmo tempo em dias que a estrela principal de Órion (Betelgeuse) fica visível no céu.

Pelo fácil reconhecimento no céu, a figura resultante do grupamento das estrelas daquela região geralmente é associada a uma figura humana e de grande prestígio (afinal, para as culturas, o céu é o principal dos altares e não se “ia” parar lá à toa). No Egito antigo, o desenho representava o deus Osíris, que, depois de morto e esquartejado pelo seu irmão Set, teve juntados os pedaços por Isis e imortalizado no firmamento.

Na mitologia grega, dentre os vários mitos que envolvem Órion, um deles conta que Órion era um gigante caçador e havia cometido alguma injúria contra Gaia que, enfurecida, enviou um escorpião enorme para matá-lo. Zeus, então, vendo a cena, para que não houvesse mais destruição, decidiu colocá-los no céu.

Essa seria a explicação também para que as constelações de Órion e Escorpião fiquem diametralmente opostas no céu.

Há outra versão na qual o escorpião feriu Órion e, então, Asclépio (deus da medicina) fez um soro. Os três foram representados no céu: Asclépio portando uma serpente é uma constelação chamada Ofiuco, que está entre o escorpião e Órion.

Temos registros de Órion e de suas estrelas nas mais diversas culturas: chinesas, vedas, húngaras, escandinavas e muitas outras que vão desde a gélida Sibéria até a América do Sul.

A constelação de Órion tem as Três Marias como o cinto do gigante caçador. Por isso elas também são conhecidas como “cinturão de Órion”. Fazem parte desse “cinturão” as estrelas Alnitak, Alnilan e Mintaka. A constelação tem ainda mais cinco estrelas importantes: Rigel (a mais brilhante da constelação), Betelgeuse, Belatrix, Saiph e Meisa. Além desse grupamento de fácil identificação, a constelação tem também nebulosas famosas como, por exemplo, a M42 que pode ser facilmente identificada por ser um ponto borrado embaixo das Três Marias.

Por ser bastante icônica, a constelação já foi citada diversas vezes em livros e filmes. Na saga de Harry

Potter, uma das bruxas que tenta destruir o protagonista leva o nome de uma das estrelas: Belatrix. Essa foi uma prática recorrente da autora em nomear os personagens, já que temos também Sírius e Regulus como nomes de personagens e são as estrelas principais das constelações de Cão Maior e Leão, respectivamente.

Já no universo de Senhor dos Anéis, o autor J.R.R. Tolkien chamou a constelação do Órion de “O Espadachin Celeste” para os habitantes da Terra-Média.

A Constelação de Órion além de ser facilmente reconhecível está cercada de várias constelações de fácil visualização como as constelações do Cão Maior, Cão Menor, Gêmeos, Touro e Lebre. A sua posição no céu fica na divisa entre os hemisférios celestes norte e sul. Por isso ela pode ser visível nos dois hemisférios, diferentemente de outras constelações, como o Cruzeiro do Sul, que pode ser visto em todo o hemisfério sul e no hemisfério norte apenas para latitudes até a cidade de Miami. Para latitudes acima dela, a constelação fica abaixo da linha do horizonte.

26 de nov. de 2013

Videocast "Céu da Semana" - 25 de novembro a 01 de dezembro de 2013



LAbI - Laboratório Aberto de Interatividade para Disseminação do Conhecimento Científico e Tecnológico - da UFSCar

Nasa cria imagem de Terra formada por mosaico de fotos do público

Sonda Cassini fez imagens da Terra e de Saturno em julho. Nasa pediu para público acenar no momento em que sonda tirava fotos.


(G1) A Nasa divulgou, nesta sexta-feira (22), imagens da Terra e de Saturno formadas por um mosaico de fotografias enviadas pelo público para o projeto "Acene para Saturno" (Wave at Saturn).

Em 19 de julho, a sonda espacial Cassini, da Nasa, conseguiu fazer imagens raras de Saturno e seus anéis e também do planeta Terra, de acordo com a agência Associated Press. Nesse dia, Saturno ficou alinhado entre a sonda e o sol, fazendo com que o planeta cobrisse a forte luz solar e pudesse ser observado com mais detalhes. Na mesma ocasião, a sonda também aproveitou para fazer uma imagem da Terra.

Esse tipo de imagem da Terra, feita de um ponto mais distante do sistema solar, é rara e só havia sido atingida com sucesso em duas ocasiões anteriores. Isso porque, nessa distância, as câmeras são sempre ofuscadas pelo brilho solar.

Nesse dia especial, a Nasa pediu que os "terráqueos" saíssem de suas casas e acenassem em um horário determinado para o fotógrafo que orbitava Saturno. A agência pediu também que os observadores lhe enviassem as fotos dos acenos.

Agora, a Nasa fez uma montagem das imagens tiradas pela sonda Cassini da Terra e de Saturno composta por um mosaico dos retratos enviados pelo público.


App permite rastrear estação espacial internacional

Criado pelo Centro Aeroespacial Alemão, aplicativo para celular permite acompanhar a trajetória da ISS pelo céu. Objetivo é despertar o interesse dos jovens pela ciência


(DW/Terra) O Centro Aeroespacial Alemão (DLR, na sigla original) uniu-se a várias empresas e instituições científicas e lançou seu próprio aplicativo para smartphones. Batizado DLR_next, o app permite aos usuários conhecer a localização exata da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla original) a qualquer hora e até mesmo acompanhá-la pelo céu noturno.

"É possível ver a ISS a olho nu. Quando a estação está iluminada pelo Sol, mas o céu está escuro, ela é mais brilhante do que qualquer estrela e atravessa o horizonte, a partir do oeste, em três ou quatro minutos", explica Volker Kratzenberg-Annies, coordenador de educação e desenvolvimento de jovens talentos do DLR.

O app rastreia a ISS e coloca o plano de voo da estação espacial no celular do usuário, garantindo que qualquer pessoa possa acompanhar o movimento dela em noites de céu estrelado, explica Kratzenberg.

Além de seguir a estação internacional, uma outra função faz com que o aplicativo seja usado como um interessante instrumento educativo: basta o usuário apontar o telefone para uma estrela e obter informações sobre ela.

Porta de entrada para a ciência
"Nossa intenção com o aplicativo é usar o fascínio causado pelas estrelas, pelo espaço e pelo universo para mostrar aos jovens as muitas oportunidades oferecidas pelas ciências naturais e pela tecnologia", diz Kratzenberg.

Ele detalha que o app uniu informações levantadas por especialistas do DLR nas mais diversas áreas – incluindo astrofísica, energia e transporte – de uma maneira compacta e fácil de entender.

"Criamos o aplicativo de maneira a atrair jovens que não são exatamente interessados nesses temas porque queremos empolgá-los também", afirma o diretor, lembrando que a ideia era produzir algo para aparelhos que são populares entre esse público.

O aplicativo está disponível para smartphones que usam o sistema Android e em breve ganhará também uma versão para iPhone.

Uso educativo
Segundo o especialista Steve Vosloo, da Unesco, apps para celulares podem ser uma boa maneira de ampliar o interesse de alunos pelas áreas de ciência e de pesquisa, pois fazem com que o aprendizado ocorra também fora da sala de aula.

"Aplicativos bem feitos – tanto da perspectiva da aprendizagem como da facilidade de uso – podem apresentar princípios científicos de forma interativa e participativa, especialmente na física, e assim ajudar na compreensão", afirma.

"Os apps podem ser usados em qualquer lugar, a qualquer hora, e também podem ajudar a levar a ciência para o mundo real, onde os princípios são aplicados e compreendidos em termos práticos", completa.

Apps bem feitos
Assim como qualquer outro aplicativo, os científicos precisam ser bem feitos e ter uma boa aparência, serem fáceis de usar e permitir às pessoas compartilhar o que acabaram de aprender, explica o blogueiro Sören Schewe, do site SciLogs.de. Só assim, afirma, eles podem despertar o interesse das pessoas pela ciência e pela pesquisa.

"Se o app tem uma aparência legal, funciona bem e contém boa informação, acho que pode despertar o interesse das pessoas para a área", opina Schewe. "Basta instalar no aparelho e o aplicativo estará lá, não é difícil."

O blogueiro ainda não testou o DLR_next, mas acumula larga experiência com outros aplicativos científicos, incluindo um que apresenta a tabela periódica dos elementos, feito pela empresa química e farmacêutica alemã Merck. "Ele é muito colorido, tem um visual ótimo e é perfeito para o meu Nexus 7. É um dos aplicativos que uso várias vezes por semana", comenta.

Há uma grande quantidade de aplicativos científicos voltados para pessoas que já têm intimidade com a ciência e apenas buscam informações mais detalhadas em seu campo de estudo. Um deles é o ArXiv, da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, que provê acesso a uma base de dados de pesquisas científicas. "Você escolhe suas categorias favoritas e recebe informações quando há novos papers", explica Schewe.
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E mais:
Feliz Astro App Novo (Fundação Planetário)

Queda de meteorito preservou vestígios de vida (AstroPT)


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Saiba como adicionar cometas e asteroides ao Stellarium - VIDEO

25 de nov. de 2013

Astronomia ao Vivo! - HANGOUT de domingo (24/11/13)

Brasil está em projeto de supertelescópio


(Tribuna do Norte) Com graduação em Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em 1994, e doutorado em Astronomia no Observatório de Genebra, na Suíça, o astrônomo natalense Cláudio Henrique de Figueiredo Melo trabalha há uma década no deserto do Atacama, no Chile, local mais privilegiado da terra para pesquisas astronômicas e observação do universo.

Cláudio Melo falou para a TRIBUNA DO NORTE a respeito dos avanços que a construção de um novo telescópio, com a participação do Brasil como 15º membro de um consorcio europeu, pode trazer para a Ciência no mundo. Ele participa ao lado de outros astrônomos de 18 países, da conferência “400 anos de rotação estelar”, que começou na última quinta-feira e terminará na terça (26), no Ocean Palace, Via Costeira.

Atualmente, os astrônomos têm à disposição para observação do universo dos telescópios Hubble, Newton e Fermi, em órbita e o VLT e Gemini, em terra. O telescópio a ser construído no Atacama, o terceiro em solo chileno, terá 42 metros de espelho e poderá registrar espectros óptico e infravermelho próximo da luz. O projeto custará 1 bilhão de Euros e o Congresso Nacional ainda precisa ratificar acordo feito em 2010 para que o Brasil entre com R$ 1,1 bilhão e se torne membro do Observatório Europeu do Sul (ESO), consórcio de 14 países que vai construir o novo telescópio.

O que vem a ser esse seminário sobre Astronomia que vai até o dia 26 em Natal?
Esse seminário chama-se “400 anos da Rotação Estelar” é uma conferência internacional na área Astrofísica estelar, entender como rodam o sol e todas as estrelas. Qual o interesse em saber esse processo?Porque a rotação das estrelas vão influenciar e é influenciada por muitos outros fenômenos, desde as manchas solares, da atividade magnética, que interfere nas comunicações da terra, até na formação de planetas, a fabricação de elementos químicos nas estrelas. Então, a rotação parece uma coisa simples, mas ela influencia em muitos aspectos da Astrofísica. Todas as áreas da Ciência, de tempos em tempos funciona assim, reúne-se com seus pares para ver os avanços, os últimos resultados e atualizar um pouco o seu conhecimento naquele campo que ele domina. É isso que está ocorrendo aqui.

A escolha de Natal tem alguma relação com o avanço da Astronomia aqui, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)?
O grupo do professor Renan Medeiros e lá da UFRN é muito forte nessa coisa, da rotação estelar, há 20 anos ou mais ele fez a tese de doutorado dele nessa área e continua trabalhando nela. Recentemente, o Brasil e a UFRN participaram do satélite Corrot, um telescópico pequeno, mas colocado no espaço para estudar a rotação das estrelas. A participação foi direta e institucional, o Brasil deu dinheiro e é parte dos parceiros e também tem outra missão parecida, americana da Nasa, chama-se Kepler, em que o Brasil não participa oficialmente, mas pode usar os dados. A conferência além de atualizar a parte científica, é um marco nessa relação que começa entre o Brasil e o consórcio de países, que antes era só europeu e agora o Brasil vai ser o 15º membro do Observatório Europeu do Sul (ESO), o primeiro não europeu.

O Brasil precisa, ainda, avançar muito nesse campo, a Astronomia?
Essa entrada num projeto desse porte para o Brasil é uma coisa fantástica. O Brasil está num patamar de desenvolvimento intelectual com as universidades e desenvolvimento de tecnologia industrial, onde pode começar a usufruir de um projeto desse tamanho, não só porque coloca dinheiro, mas, também, porque pode contribuir e aprender com os outros parceiros que estão mais envolvidos. Uma coisa que o Brasil vai colocar um esforço grande e a UFRN também, no sentido de construir os instrumentos que se usa para fazer as observações astronômicas, é um campo que o país pode crescer muito, tem capacidade tecnológica, mas ia fazer um instrumento pra que, não tinha onde colocar, mas agora existe essa possibilidade de participar do consórcio da ESO e da construção do telescópio no Chile. Essa é a graça do consórcio, imagine, por exemplo, quero ter uma piscina, uma sala de ginástica, um salão de festa, seu vizinho pode ter, o outro vizinho pode ter outro, mas vamos fazer o seguinte, uma coisa melhor e num clube. A localização desse clube é no local mais privilegiado do mundo para a Astronomia, no Chile.

Por que a escolha do deserto do Atacama para a construção desse telescópio?
O Chile tem uma geografia muito particular. É um país comprido, de um lado da fronteira com a Argentina tem a Cordilheira dos Andes, que é uma muralha de sete mil metros de altura e do outro lado tem o Oceano Pacífico, que devido às correntes marinhas, que vêm do sul, da Antártica, é extremamente frio, aqui a gente é acostumado com essa água quente, que passa o dia todo na praia, lá no Chile a temperatura do mar chega a 13, 15 graus. Então, de um lado a umidade que vem do lado da Argentina fica bloqueado pelos Andes, não se vê nuvem e do outro lado, as nuvens que viriam do Pacífico ficam presas no mar, porque o mar é muito frio, condensa ali em cima da água. Então, tem-se um corredor na área norte do Chile, onde fica o Atacama, o deserto mais árido do mundo, onde chove uma vez a cada 100 anos, então o céu é fantástico, entra nuvens, de todo jeito, mas 90% do tempo é de céu limpo e a umidade é muito baixa, isso facilita muito a qualidade das observações astronômicas.

Mas, voltando à questão da rotação estelar, a conferência reporta também as descobertas de Galileu Galilei há 400 anos?
A primeira palestra foi histórica, falando do contexto da Astronomia antes de Galileu observar o sol. Demorou muito pra as pessoas entenderem que o sol era uma estrela comum, ele quando fez o seu próprio telescópico em Florença, na Itália, observou o céu, o satélite de Júpiter, manchas solares, fez um mapa da superfície da lua, tudo isso com uma luneta que ele tinha construído. É aquela coisa, ele construiu uma luneta, observou, e publicou os resultados, mas ao mesmo tempo, como os dispositivos óticos já estavam se popularizando na Europa, outras pessoas tiveram as mesmas ideias e rapidamente começaram a construir seus próprios instrumentos. É como foi dito na palestra, falou-se que ele recebeu correspondências de outros estudiosos.

E esse novo telescópio, a ser construído no Atacama será o mais moderno e potente do mundo, que avanço ele pode trazer para a humanidade?
A Astronomia e a Astrofísica querem entender de um modo geral o céu, isso aqui é muito vago, mas quer entender desde como se formou o sol até como se formou o universo. E cada um tem o seu campo e procura dar uma contribuição naquela coisa, o seu saber está vinculado com o instrumento que se tem à sua disposição. Na época de Galileu, tinha-se um instrumento simples, mas foi um salto enorme. O que mudou na vida de dona Maria o fato do sol rodar? Mas, veja que conceitualmente, começa-se a entender o seu lugar no universo, como as coisas funcionam. Muito do desenvolvimento tecnológico e teórico da Física, das Ciências de um modo geral, mas também da Astronomia, faz-se com o objetivo puramente científico pra resolver uma coisa, muitas vezes acaba voltando para a sociedade. Um paralelo fácil de entender, é um pouco como a Fórmula 1. A Ciência também funciona desse jeito. O GPS, o wirelles, wifi, tudo isso veio da Astronomia. Essa tecnologia desenvolvida na sua época para resolver uma questão astrofísica, as pessoas hoje estão conectadas o tempo todo no restaurante, no hotel, foi criado o chip que permite fazer isso para captar pulsações de buracos negros no espaço. O que isso tem com a minha vida, e está aí. Esse novo telescópio vai ter um espelho muito maior do que o de oito ou dez metros, o máximo que se tem hoje, faz com que se possa observa muito mais longe, galáxias que estão no começo do universo e que a luz está chegando só hoje. Esse novo telescópio vai ter 42 metros, a capacidade de coletar luz é muito maior, vamos ter 25 vezes mais capacidade de captar luz. Uma das coisas que mais incomoda pessoas hoje, é que o entendimento do universo hoje contempla 75% de uma coisa que chama energia escura, a gente sabe que o universo anda e está em expansão, mais 20% de uma coisa que a gente chama matéria escura, que não se sabe o que é, e finalmente, quase 5%, a matéria que a gente vê, que é matéria bariônica. Isso incomoda muito a gente, esse tipo de questão a gente quer entender. Outra questão fundamental, é se existe vida em outro planeta? Já se encontraram mais de mil planetas fora do sistema solar, mas vida, mesmo simples, celular, bacteriana, acho que só conhece aqui, o novo telescópio vai permitir que se estude a atmosfera desses planetas e vendo a composição química da atmosfera, pode se deduzir pelos processos químicos, se aqueles gases estão sendo produzidos por sistema biológico ou não.

Encontro reunirá em Florianópolis cerca de 500 especialistas em Astronomia

Entre os dias 25 e 30 de novembro, Florianópolis sediará pela primeira vez um dos mais tradicionais eventos na América Latina sobre Astronomia, o Larim/2013, sigla para Encontro da Regional Latino-americana da União Astronômica Internacional.


(Portal da Ilha) O Larim teve início há 35 anos em Santiago (Chile) e desde então tem se caracterizado por debater os mais diversos temas em Astronomia, como sistemas planetários e estelares, galáxias, cosmologia, astrofísica, história, e ensino, entre outros. Esta edição é coordenada pelo professor Roberto Cid Fernandes, do Departamento de Física da Universidade Federal de Santa Catarina. Fazem parte da programação sessões plenárias, apresentação de pesquisas e palestras voltadas ao público não especializado.

Um dos destaques será a palestra de Andreas Kaufer (Chile), que irá abordar o presente e o futuro do Observatório Europeu do Sul (European Southern Observatory, ESO). O ESO opera ao norte do Chile dois dos maiores observatórios astronômicos do mundo, o de La Silla e Paranal. Kaufer falará sobre os projetos deste consorcio que reúne 14 países, que representam aproximadamente 30% dos astrônomos do mundo. O Brasil assinou com o ESO um acordo de cooperação em 2010, mas que até o momento não foi aprovado pelo Legislativo.

O evento também promoverá atividades paralelas, entre elas o curso de Astronomia para professores da Educação Básica. Com atividades presenciais e a distância, o curso terá aulas teóricas, práticas, além de oficinas sobre softwares educacionais voltados à astronomia e sessões no Planetário e no Observatório da Universidade Federal de Santa Catarina. Os participantes também irão debater sobre a educação em astronomia, experiências e contribuições para a prática pedagógica.

Serviço
O quê: Larim/2013 - XIV Latin American Regional IAU Meeting - LARIM/2013 - Encontro da Regional Latino-americana da União Astronômica Internacional

Quando: 25 a 30 de novembro de 2013

Onde: Oceania Park Hotel e Centro de Convenções, Rua dos Mariscos, 550 - Ingleses – Florianópolis (SC)

Mais informações: http://www.larim2013.org.br
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Matéria similar no Terra

Boletim Cygnus X-3 - Ano XXIII - nr. 180



À disposição dos leitores o Boletim Cygnus X-3, do Grupo de Estudos de Astronomia referente ao quarto trimestre de 2013:

http://www.gea.org.br/boletim.doc

Outros números podem ser acessados aqui:

Câmera fotográfica usada pela Nasa na década de 80 vai a leilão

'Nikon F3 Nasa 250' foi modificada para ir ao espaço. Equipamento vai ser vendido em leilão de câmeras antigas em Viena.


(AFP/G1) Um modelo de câmera fotográfica desenvolvida pela Nikon na década de 1980 para ser usada pela Nasa, a agência espacial dos EUA, vai ser vendida em um leilão na Galeria WestLicht. O equipamento tem o preço inicial de 26 mil euros, pouco mais de R$ 80 mil.

Outras câmeras antigas também poderão interessar colecionadores, como a milésima Leica M3 produzida em 1960, com preço inicial de venda de 200 mil euros, aproximadamente R$ 620 mil. Um dos equipamentos mais antigos a venda é uma câmera daguerreótipo datada de 1842 que poderá ser comprada por 40 mil euros, quase R$ 124 mil.
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Mais imagens aqui

Pos-Doutorando do Programa Ciência sem Fronteiras Jovem Talento, Junta-se ao LIneA


Nicolas Busca nas dependências do LIneA.

(LINEA / Brazilian Space) Em fins de outubro deu início a suas atividades de pesquisa no LIneA, apoiado através de uma bolsa do programa Ciência sem Fronteiras – Jovens Talentos nível A, Nicolas Busca (ver Fig. 1) que desenvolvia suas pesquisas em cosmologia na Universidade de Paris. Nicolas foi o líder de um estudo envolvendo observações efetuadas pelo projeto BOSS do levantamento Sloan Digital Sky Survey III (SDSS-III).

Utilizando espectros de quasares distantes, ele pode medir a taxa de expansão do universo em uma época em que sua expansão ainda não era dominada pela energia escura, e portanto a expansão ainda não se dava de forma acelerada. Na Fig. 2 mostramos como estas medidas, feitas de objetos que emitiram sua luz há mais de 11 bilhões de anos, indicam uma fase ainda de expansão acelerada do nosso universo.

Nicolas Busca continuará suas atividades no projeto SDSS-III ao mesmo tempo em que junta-se ao time brasileiro participante do levantamento Dark Energy Survey (DES).

Diagrama mostrando a taxa de expansão do universo – No eixo
horizontal temos o Tempo, medido em bilhões de anos; no eixo
vertical a taxa de expansão do universo (acelerada mais para o alto,
e desacelerada mais para baixo). O ponto vermelho é o resultado da
determinação feita por Nicolas e colaboradores. Quando a energia
escura passou a dominar, ao que tudo indica por volta de 5 bilhões de
anos atrás, o universo passou a se expandir de forma acelerada. Este
foi mais um importante passo para se entender os mistérios que
cercam a “energia escura”, suposta responsável por este efeito.

Fórum Mundial de Ciências 2013 com transmissão pela internet


(FAPERJ/Inovação Tecnológica) Um dos eventos internacionais mais importantes no campo da ciência, tecnologia e inovação ocorre no Rio de Janeiro, entre os dias 24 e 27 de novembro.

O Fórum Mundial de Ciências 2013 é realizado pela primeira vez fora de seu país sede, a Hungria.

O Fórum Mundial de Ciência 2013 conta com a presença de mais de 600 líderes mundiais de mais de 120 países. Com o tema "Ciência para o Desenvolvimento Sustentável Global".

O principal objetivo do evento é discutir formas viáveis de empregar o conhecimento científico para propor políticas globais que facilitem a construção de um futuro sustentável, ou seja, com capacidade de suprir necessidades, sem esgotar os meios produtivos.

A ciência e os problemas do mundo
Como a ciência pode assumir um papel ativo no desenvolvimento global e ajudar a resolver as problemáticas do século XXI?

Essa é a pergunta principal que pesquisadores do mundo inteiro tentarão responder durante o Fórum Mundial de Ciência 2013.

Os temas tratados incluem o uso da tecnologia para lidar com recursos naturais renováveis e não renováveis; medidas para o enfrentamento da desigualdade social e econômica internacional; alternativas sustentáveis para alavancar o crescimento produtivo no mundo, entre vários outros.

O físico brasileiro Luiz Davidovich, da UFRJ, explica que serão discutidas formas de colaboração entre os grupos científicos internacionais visando estabelecer diretrizes comuns para a condução das políticas internacionais adotadas para o enfrentamento de diversas questões de interesse global, como desastres naturais, disponibilidade de água, alternativas energéticas, aquecimento global.

"É fundamental que a sociedade global seja familiarizada não só com os termos científicos, mas também entenda como o desenvolvimento da ciência pode trazer aplicações práticas para a melhoria da qualidade de vida. Cada vez mais a população, por meio de seus representantes legais, é convidada a aprovar ou não algumas etapas do processo de pesquisa básica e aplicada. Dessa forma, promover a educação científica facilita que essas tomadas de decisão atendam o interesse da maioria", explica Davidovich.

Além da Academia de Ciências da Hungria e da Academia Brasileira de Ciências, a comissão organizadora do fórum conta com o apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), do International Council for Science (ICSU), da American Association for the Advancement of Science (AAAS), da Academy of Sciences for the Developing World (TWAS) e do European Academies Science Advisory Council (Easac).

O Fórum Mundial de Ciência não é um evento aberto, podendo participar apenas convidados, mas será transmitido ao vivo pela internet, no endereço www.sciforum.hu/index.html.
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E mais:
Rio sedia encontro internacional de cientistas (Folha)
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O futuro da ciência (Pesquisa Fapesp)

11 características que aliens devem possuir, de acordo com a ciência


(Hypescience) Se você acredita no que Hollywood nos diz sobre as formas de vida alienígenas, você provavelmente deve supor estes seres seriam gigantes, viscosos e nem um pouco amigos da raça humana. E como cientistas não fazem um monte de filmes, e produtores de cinema não são lá muito incríveis em ciência, esse não é um retrato muito preciso da vida interestelar que poderia chegar à Terra.

Provavelmente ainda não acabaria bem para a gente, mas os rostos das criaturas que iriam mudar nosso mundo para sempre são muito diferentes do que imaginamos. Para esclarecer as coisas, grandes mentes como Stephen Hawking e seus contemporâneos deram suas opiniões sobre que traços uma raça alienígena deveria possuir para que pudessem atravessar a galáxia e fazer uma visita à terra natal dos humanos.

23 de nov. de 2013

Elas transgrediram o machismo e fizeram a ciência avançar

Mostra conta a história de mulheres que contribuíram para o avanço do mundo desde o século 17


(The New York Times/O Tempo) Florence Nightingale foi estatística? Marie Curie esteve em um fronte de batalha em plena Primeira Guerra Mundial para fazer radiografias de soldados feridos? A resposta é sim para essas duas perguntas.

Muitos desses detalhes impressionantes e pouco conhecidos fazem parte de uma exposição sobre a vida de 32 mulheres que deram contribuições importantes à física, química, astronomia, matemática, computação e medicina do século 17 ao 20. Algumas das mulheres são famosas; muitas outras não. Nove chegaram a ganhar prêmios Nobel.

A exposição celebra as realizações delas e deixa claro que todas se mostram ainda mais extraordinárias se considerarmos os preconceitos profundamente arraigados que tiveram de superar. Muitas tiveram pais que achavam impróprio ou inútil educar meninas, passaram por universidades e associações profissionais que não admitiam mulheres ou tiveram de lidar com empregadores que não as contratavam ou que não pagavam um salário justo.

No entanto, elas encontraram também orientadores e apoiadores que lhes abriram as portas e lhes deram crédito quando buscavam a afirmação num mundo que era ainda mais machista do que o atual. A exposição levou cerca de três anos para ficar pronta, fruto do trabalho de três estudiosos da história da ciência que colecionam livros, manuscritos e objetos de pesquisa:

Ronald K. Smeltzer, um engenheiro elétrico aposentado; Paulette Rose, uma negociante de livros raros; e Robert J. Ruben, professor da Faculdade de Medicina Albert Einstein.

Origem. Muitos dos itens em exposição vêm de coleções pessoais dessas mulheres, embora alguns tenham sido emprestados de bibliotecas e museus. Esboços biográficos bem redigidos, publicados no catálogo da exposição, descrevem o trabalho científico das mulheres, associando-o ao contexto de sua vida pessoal e à época em que viviam.

Um dos capítulos mais envolventes trata de Hertha Ayrton, nascida na Grã-Bretanha em 1854, que, quando era adolescente, abriu mão do nome que lhe foi dado, Phoebe, para adotar o de uma deusa.

Ela se tornou engenheira elétrica especializada em arcos elétricos e sistemas de iluminação e publicou uma série de artigos e um livro sobre o assunto. Porém, em uma reunião da Real Sociedade de Londres, em 1902, ela não foi autorizada a apresentar o seu próprio trabalho; sua fala teve que ser lida por um homem. A Real Sociedade também a declarou inelegível para ser um de seus membros, vindo a aceitar o ingresso de uma mulher apenas em 1945.

Ayrton esteve envolvida no movimento sufragista, e entre os tesouros da exposição está uma cópia de um formulário do censo realizado na Inglaterra e no País de Gales em 1911 que foi enviado a ela. A engenheira o mandou de volta em branco, apenas com a sua assinatura e um comentário corajoso e elegante: “Como posso responder a todas essas perguntas se eu não tenho inteligência para votar entre dois candidatos para o parlamento? Não vou fornecer essas informações até ter meus direitos como cidadã. Viva o voto feminino”.

Genética. Outro documento de valor inestimável em exposição é um saco de papel longo, estreito e marrom, do tipo que os cientistas usam para cobrir plantações de milho para impedir que elas fertilizem os parceiros errados. O catálogo da exposição descreve esse saco como um “manuscrito”. De fato, ele tem anotações e um esboço feito pela geneticista Barbara McClintock quando ela descobriu a solução para um enigma cromossômico dos mais complicados. McClintock ganhou o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1983.

Guerra. Embora a maioria das pessoas associe Florence Nightingale à enfermagem, ela tinha outro lado, mais experimental. Obcecada com a coleta de dados, Florence inventou técnicas gráficas e usou estatísticas para provar seus argumentos e pressionar o governo por reformas de saúde que até hoje são discutidas nos Estados Unidos. Por exemplo, ela demonstrou a partir de números e estatísticas que, na Guerra da Crimeia, em 1850, o número de soldados britânicos que morreram em decorrência de doenças causadas pela falta de saneamento nos frontes foi maior do que o daqueles que vieram a óbito por conta de ferimentos causados pelos combates de guerra em si.

Desdenhada, astrônoma fez história em Harvard
A Universidade de Harvard era menos respeitosa com outras mulheres. Cecilia H. Payne-Gaposchkin é reconhecida hoje como uma das fundadoras da astrofísica moderna. Em 1923, contudo, o departamento de física de Harvard a rejeitou como estudante de pós-graduação, já que as mulheres não tinham permissão para cursar doutorado.

Ainda assim, ela encontrou um orientador, que a aceitou como aluna. Em dois anos, publicou seis artigos e concluiu uma tese considerada a mais brilhante da época.

Não obstante, Harvard ainda a tratou com desdém. Cecilia só foi efetivada como professora em 1956, quando se tornou chefe do departamento de astronomia e entrou para a história como a primeira mulher a chefiar um departamento na universidade.

Grolier
Onde? A exposição “Mulheres Extraordinárias em Ciência e Medicina” está sendo feita desde o fim de outubro no Clube Grolier, em Nova York. Há diversos registros das cientistas: de fotos até teses de doutorado.

Viagem aos Limites do Universo - Documentário

22 de nov. de 2013

Astrônomos capturam 28 neutrinos alienígenas

Base externa do IceCube, cujos sensores estão congelados entre 1.350 e 2.350 metros de profundidade. [Imagem: Felipe Pedreros/IceCube/NSF]


Telescópio astrofísico
(Inovação Tecnológica) Pesquisadores detectaram 28 neutrinos de energia muito alta, o primeiro indício experimental de que neutrinos astrofísicos oriundos dos chamados aceleradores cósmicos realmente existem.

A descoberta está sendo aclamada como o início de uma nova era nas pesquisas de astrofísica: a "era da astronomia de neutrinos".

Os neutrinos de alta energia foram detectados pelo Observatório de Neutrinos IceCube, um tipo muito especial de telescópio instalado nas profundezas do gelo no Pólo Sul.

"O IceCube é um telescópio astrofísico maravilhoso e único. Ele está instalado nas profundezas do gelo da Antártida, entre 1,4 e 2,4 km de profundidade, mas olha para todo o Universo," disse Vladimir Papitashvili, membro da equipe.

Neutrinos
Bilhões de neutrinos passam através da Terra a cada segundo, mas a grande maioria se origina ou no Sol, devido ao seu processo termonuclear interno, ou na atmosfera da Terra, como um subproduto dos raios cósmicos que interagem com moléculas de ar e íons.

Muito mais raros são os neutrinos dos confins da Via Láctea, ou fora dela, que a teoria afirma que poderiam fornecer informações sobre os poderosos objetos cósmicos onde os raios cósmicos de alta energia provavelmente se originam: supernovas, buracos negros, pulsares, núcleos ativos de galáxias e outros fenômenos extragalácticos extremos.

Como elas raramente interagem com a matéria, acredita-se que essas partículas subatômicas quase sem massa possam transportar informações sobre o funcionamento desses fenômenos.

Até agora, os cientistas já haviam detectado neutrinos de baixa energia, que se originam na atmosfera da Terra, ou fora da Terra mas dentro do Sistema Solar, além dos neutrinos de uma supernova próxima, chamada 1987A.

Este é o sinal do neutrino de mais alta energia detectado - 1,14 PeV. Os cientistas batizaram-no de Ernie. [Imagem: IceCube Collaboration]


Neutrinos de alta energia
Os neutrinos observados pelo IceCube são diferentes.

Eles estão em um nível significativamente maior de energia, partindo dos 30 TeV e indo até mais de 1 PeV (peta-elétron-Volt).

Não se sabe ainda a origem desses neutrinos super-energéticos, embora os níveis de energia apontem para fenômenos da magnitude dos aceleradores cósmicos - lembre-se que só agora a "astronomia dos neutrinos" foi inaugurada.

Os 28 neutrinos de alta energia foram detectados de maio de 2010 a maio de 2012, mostrando a raridade dos fenômenos envolvidos.

"Agora que temos o detector completo, temos a sensibilidade [necessária] para ver esses eventos. Depois de ver centenas de milhares de neutrinos atmosféricos, nós finalmente encontramos algo diferente," comentou Francis Halzen, coordenador científico do IceCube. "Estávamos esperando por isso há muito tempo."

IceCube
O Observatório de Neutrinos IceCube é formado por 5.160 módulos ópticos digitais suspensos ao longo de 86 cordas, que foram todas enfiadas em buracos perfurados no gelo, compondo um detector de um quilômetro cúbico.

Outros 344 módulos compõem o IceTop, um detector complementar instalado na superfície, necessário para filtrar os eventos causados pela interação dos raios cósmicos com a atmosfera terrestre.

O observatório detecta neutrinos através de pequenos flashes de luz azul, chamada radiação Cherenkov, produzida quando os neutrinos interagem com o gelo.
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Matérias similares no G1UOLEstado de MinasPúblico - PortugalCorreio Braziliense e Hypescience

Bela conjunção planetária em 26 de novembro


(Carlos Adib - REA) Ao amanhecer, no leste, Mercúrio (mag -0,6) e Saturno (+ 0,6) vão estar afastados cerca de 20 min. de arco, menor do que o tamanho da Lua.

Um pouco acima dos planetas, a estrela dupla da Alfa da Libra; duplicidade visivel com instrumento.

Como os 2 planetas vao estar em baixa altura, o observador deve estar com com horizonte leste desimpedido.

A altura dos 2 planetas vai depender do lugar de observaçao; os estados sulinos serão favorecidos.

Laboratório natural para o ensino de ciências

Embora seja destaque na mídia, a astronomia ainda não é bem compreendida pela maioria dos brasileiros. Educadora defende a inclusão dessa área do conhecimento no currículo básico.


(Ciência Hoje) Abra a página de uma agência de notícias ou de um grande jornal na internet e faça um teste simples: verifique quais são os temas em destaque sobre ciência. Provavelmente, você encontrará aqueles relacionados à astronomia e à astrofísica.

Em uma mesma semana (a passada, por exemplo), pelo menos quatro notícias estavam diretamente ligadas a essas áreas do conhecimento: a tocha olímpica dos jogos de inverno 2014 chegou à Estação Espacial Internacional (ISS) a bordo de uma nave russa; a Índia lançou um foguete em direção a Marte, iniciando um arrojado projeto espacial; as revistas Science e Nature publicaram artigos com os resultados das análises do asteroide que explodiu violentamente sobre a cidade russa de Chelyabinsk em fevereiro deste ano; e a agência espacial norte-americana (Nasa) divulgou análises das observações feitas com o telescópio Kepler que permitiram estimar que uma em cada cinco estrelas similares ao Sol na Via Láctea é orbitada por um planeta do tamanho da Terra e potencialmente habitável.

A corrida espacial entre os Estados Unidos e a extinta União Soviética acabou. Os tempos políticos e econômicos mudaram. Mas ainda é plenamente possível perceber, pelo noticiário, como a astronomia e a astrofísica continuam a se desenvolver e o quanto o conhecimento gerado nessas áreas ainda é atraente para o público (se não fosse, notícias desse tipo não teriam o destaque que costumam ter).

Mais e mais avançamos, enquanto humanidade e construção social e coletiva, no conhecimento dos astros e de nossa posição no espaço cósmico. O mesmo não acontece, no entanto, em termos individuais, na construção pessoal e na disseminação ampla desses conhecimentos, processo que deveria começar a ocorrer no ensino básico. Dito de outra forma, “a humanidade já pisou na Lua enquanto a maioria dos brasileiros nem sabe se orientar geograficamente”.

Triste constatação
Essa triste constatação, do astrônomo e astrofísico Augusto Damineli, pesquisador do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP), encontra-se no prefácio do livro Educação em astronomia: repensando a formação de professores, de Rodolfo Langhi e Roberto Nardi. Pode, no entanto, também ser facilmente constatada em qualquer sala de aula ou, mesmo, em nossas casas, com filhos ou sobrinhos.

O fato é que nossas crianças e jovens sabem menos, bem menos do que as gerações anteriores, sobre as questões básicas e essenciais que permitem compreender o significado e conferir importância às descobertas e façanhas astronômicas e astrofísicas que têm sido obtidas pela humanidade.

Analisando essa situação, Langhi e Nardi fizeram um amplo e detalhado levantamento sobre o ensino de astronomia no Brasil e no exterior, procurando identificar as causas do “sumiço” dos conteúdos relacionados a essa área do conhecimento dos currículos do ensino fundamental e médio em nosso país.

A conclusão a que chegaram não é propriamente uma novidade e continua a ser lamentável. Segundo os autores, a ausência de conteúdos elementares de astronomia reflete, basicamente, a formação insuficiente ou deficiente oferecida aos professores de ciências em nosso país.

De modo geral, os nossos cursos de formação, sejam os de pedagogia ou licenciaturas em ciências, não incluem conteúdos de astronomia ou, quando o fazem, não o trabalham de maneira adequada e significativa. O resultado são professores sem domínio dos conteúdos mínimos de astronomia e, pior que isso, inseguros quanto ao que e como ensinar.

Falta de clareza
Sem conhecimentos científicos elementares e consistentes, o que impera nas aulas de ciências, quando o tema está relacionado à astronomia, são as concepções espontâneas, o que, por sua vez, não colabora e até dificulta a construção de uma cosmovisão mais científica, seja por parte dos professores ou de seus alunos.

Outros fatos agravam ainda mais a situação. Entre eles, a falta de clareza quanto aos conteúdos mínimos e os conceitos centrais que devem nortear o ensino de astronomia no ensino básico e as metodologias mais apropriadas para fazê-lo. Isso, apesar de luzes terem sido lançadas sobre essas questões há mais de 10 anos, quando, nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) para o ensino de ciências naturais, se fez a defesa de uma organização curricular que contemplasse um eixo temático específico sobre Terra e universo (e que envolvesse, portanto, temáticas elementares de astronomia e geociências) e se enfatizou o potencial interdisciplinar e prático-observacional dos conteúdos relacionados à astronomia.

O que impera atualmente em nossas escolas, no entanto, ainda é o currículo e a visão tradicional, com conteúdos ditados por propostas curriculares e metodologias com mais de 30 anos de história, consolidadas por meio dos livros didáticos ou sob a influência de programas de conteúdos de exames vestibulares também tradicionais.

A discussão sobre o ensino de astronomia desejável fomentada por Langhi e Nardi nos leva à questão de qual seria o mínimo indispensável ou o conteúdo essencial para a formação docente e para a educação astronômica de nossas crianças e jovens?

A resposta inclui aqueles temas e ações que permitam a compreensão e o pleno domínio das explicações referentes à forma da terra, ao campo gravitacional, à alternância entre dia e noite, às fases da Lua, à órbita terrestre e às estações do ano. Há ainda, segundo os autores, um sétimo item, de caráter eminentemente prático também indispensável, que deveria estar sendo apresentado para os alunos, de maneira correta e significativa, já nas séries iniciais do ensino básico: a astronomia observacional.

Observar é preciso
Por meio de observações diretas, as crianças deveriam se tornar capazes de fazer o reconhecimento da Lua, de algumas estrelas importantes, de planetas facilmente identificáveis a olho nu e de constelações características de nosso céu. Além disso, com a produção artesanal de um telescópio simples, nossos alunos deveriam ter a possibilidade também de realizar observações indiretas simples, como a de crateras e montanhas da Lua, nebulosas, aglomerados de estrelas e estrelas duplas.

E com relação à metodologia a ser adotada, qual a indicação?

Com base no amplo levantamento realizado por Langhi e Nardi sobre o ensino de astronomia voltado às crianças e aos jovens no país e no exterior, torna-se evidente a importância das atividades práticas e experimentais. Segundo o currículo de diferentes países e na opinião de diferentes especialistas em ensino de ciências, o enfoque prático e experimental permite “mobilizar o interesse” e “minimizar dificuldades de aprendizagem”. Mas não se limita a isso.

Ensinar astronomia, assim como as demais disciplinas científicas, sob o viés investigativo e na perspectiva da resolução de problemas, permite desenvolver habilidades ou competências que são típicas das ciências e essenciais em sua realização, como a curiosidade, a admiração e a imaginação. Ou, ainda, o próprio senso de iniciativa, de exploração e de descoberta, tão característico da atividade científica.

Nem sempre nos damos conta disso, mas trabalhar com base no desenvolvimento de habilidades é o foco para o qual se encontram, atualmente, mais justificativas no ensino de ciências. Afinal, em tempos de informação amplamente disseminada, o que cabe ao professor? Manter-se no papel tradicional de divulgador dos conhecimentos já estabelecidos ou estimular o desenvolvimento de habilidades e atitudes, necessárias, inclusive, para que os alunos analisem (e até superem) criticamente o conhecimento disponível?

Com todos esses propósitos a (re)introdução do ensino de astronomia em nosso currículo básico pode colaborar. Afinal, é difícil pensar em exemplo de disciplina científica que comporte tantos ‘problemas’ e possibilidades de investigação. A astronomia, como ressaltam os autores, é interdisciplinar, vale-se de um laboratório natural, está enraizada na história e nas culturas, apresenta uma diversidade de problemas, apela à curiosidade das pessoas, motiva, permite desenvolver habilidades, propicia a formulação de modelos explicativos próprios (e sua superação), oferece oportunidade de visão global, promove o conhecimento científico, contribui para a criticidade e, ainda, gera prazer estético.

Parafraseando o verso de Olavo Bilac “Ora (direis) ouvir estrelas!", é de se perguntar, portanto: ora (direis) por que não ensinar astronomia?
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