30 de set. de 2014

Superinteligência

(Mensageiro Sideral - Folha) Comecei a ler o livro "Superintelligence", do filósofo Nick Bostrom, professor na Universidade de Oxford e diretor do Instituto do Futuro da Humanidade. (Isso sim é título!) Bostrom é conhecido pelo seu famoso argumento sobre a possibilidade de que vivemos numa simulação de computador ou, ainda mais dramaticamente, de que somos uma simulação de computador.

Da mesma forma com que, hoje, jogamos videogames nos quais personagens se parecem cada vez mais reais, é possível imaginar um futuro onde computadores serão tão sofisticados que as simulações (os "jogos") serão essencialmente indistinguíveis da realidade. Nesse caso, pergunta Bostrom, como saber se não estamos já numa simulação, desenvolvida por seres muito mais avançados do que nós?

A ideia é popular em filmes de ficção científica, como o famoso "Matrix", com Keanu Reaves no papel de Neo, um redentor da nossa escravidão virtual.

O interessante da ideia é que, de fato, nossa percepção da realidade vem de impulsos externos, captados pelos nossos órgãos sensoriais, para então serem integrados pelo cérebro: o que chamamos de realidade, como explico em meu livro "A Ilha do Conhecimento", é a soma total dessa integração. Portanto, se esses impulsos podem ser fabricados artificialmente, podemos "enganar" o cérebro.

Sabemos que isso é possível devido ao efeito do álcool e de outras drogas que podem deformar a percepção do real. Imagine, então, um cérebro conectado a máquinas que fabricam impulsos. Esse cérebro seria incapaz de distinguir a realidade da simulação. O virtual seria real.

Em seu novo livro, que espero resenhar aqui em breve, Bostrom explora um outro cenário, não menos inquietante. Se nossos esforços de criar computadores cada vez mais poderosos continuar –e não há dúvida de que a direção é essa– poderemos chegar à máquinas superinteligentes, inteligências artificiais com uma capacidade intelectual muito superior à nossa. A questão, portanto, é como se certificar de que elas não serão, também, o nosso fim.

Bostrom dá dois exemplos logo no início do livro. Da mesma forma que o futuro dos gorilas, hoje, depende muito mais da gente do que deles, nosso futuro dependerá dessas máquinas. Continuando com esse exemplo, sabemos das divisões que existem entre a caça predatória, de um lado, e a preservação das espécies, do outro. O que garante que nós não seremos os objetos de caça dessa nova "espécie"?

Num outro exemplo, Bostrom conta a fábula dos tico-ticos que, cansados de fazer seus ninhos, discutem se devem procurar uma coruja para cuidar deles: sendo mais forte, ela faria esses ninhos facilmente; poderia, também, achar comida e proteger o grupo de predadores, como o gato do vizinho. Enquanto a maioria dos passarinhos acha a ideia genial, uma minoria se opõe, dizendo que não sabe como domesticar as corujas e que, antes de trazer uma para o meio deles, seria melhor aprender a domesticá-las.

Mas quem sabe como domesticar uma coruja? Como aprender sem ter uma "em mãos"? A fábula termina incompleta, com os tico-tico procurando um ovo de coruja para criar. Como a dos tico-ticos, nossa fábula também está incompleta. A questão é que fim escolheremos para ela.

Campus Araras da UFSCar promove 11ª edição da Jornada das Estrelas

Atividade conta com Circo da Ciência, palestra sobre Astronomia e observação do céu com telescópios

(Maxpressnet) O Centro de Ciências Agrárias (CCA) do Campus Araras da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) promove nos próximos dias 1, 2 e 3 de outubro a 11ª Jornada das Estrelas. O evento é uma atividade de extensão do curso de Física e é aberto a todo o público interessado.

A programação conta com o "Circo da Ciência", uma tenda contendo demonstrações de experimentos interativos nas áreas de Biologia, Física e Química; "Palestra sobre Astronomia", uma exposição sobre o tema voltado para o público leigo; e com a "Observação do céu com telescópios", que conta com sessões de observação astronômica utilizando os telescópios da UFSCar. No caso de chuva ou tempo nublado, a observação não será realizada.

Cada uma das três atividades terá duração máxima de 25 minutos, fazendo com que o circuito completo seja realizado em até 1 hora e 15 minutos. As escolas interessadas devem fazer inscrição pelo site blog.cca.ufscar.br/astronomia. Para manter o controle do ciclo durante o evento, haverá duas opções de horário: das 19 às 20h15 ou das 20h30 às 21h45. As escolas que não puderem participar deverão cancelar o agendamento com antecedência para liberar horário para outras escolas interessadas. Serão aceitos, no máximo, 45 alunos para cada grupo, sendo que pelo menos um professor responsável deverá acompanhar os alunos durante a atividade. Podem ser agendados no máximo três grupos simultaneamente em cada um destes dois intervalos. As escolas que forem até o campus em grupos que não tiverem sido agendados não poderão participar do evento, mantendo também a regra para escolas que chegarem atrasadas em relação ao horário agendado, que poderão perder alguma das atividades da programação, sendo direcionadas para a atividade seguinte desde que dentro do período agendado.

O agendamento só é necessário para escolas e grupos de mais de 20 pessoas.

O CCA está localizado na Rodovia Anhanguera, km 174. Mais informações pelo telefone (19) 3543-2585 ou pelo site www.cca.ufscar.br/astronomia.

ASTROLEP - Observações astronômicas em Pelotas


Dilatação temporal tem medidas mais precisas

Íons de lítio foram usados para testar o efeito de dilatação temporal prevista por Einstein


(Scientific American Brasil) Físicos verificaram uma previsão fundamental da Teoria da Relatividade Especial com uma precisão sem precedentes. Experimentos realizados em um acelerador de partículas na Alemanha confirmam que o tempo se move mais lentamente para um relógio em movimento do que para um relógio estacionário.

O trabalho é o teste mais rigoroso já realizado do efeito de “dilatação temporal” previsto por Einstein. Uma das consequências desse efeito é que uma pessoa que viajasse em um foguete de alta velocidade envelheceria mais lentamente que as pessoas que ficassem na Terra.

Poucos cientistas duvidam que Einstein estivesse certo. Mas a matemática que descreve o efeito de dilatação temporal é “fundamental para todas as teorias físicas”, declara Thomas Udem, físico do Instituto Max Planck de Ótica Quântica em Garching, na Alemanha, que não se envolveu na pesquisa. “É de extrema importância realizar essa verificação com a maior precisão possível”.

O artigo foi publicado em 16 de setembro, na Physical Review Letters. Ele é a culminação de 15 anos de trabalhos realizados por um grupo internacional de colaboradores, incluindo o Prêmio Nobel Theodor Hänsch, diretor do instituto de ótica Max Planck.

Para testar o efeito de dilatação temporal, físicos precisam comparar dois relógios – um estacionário, e um em movimento. Para fazer isso, os pesquisadores usaram o Experimental Storage Ring (Anel de Armazenagem Experimental, literalmente) em que partículas de alta velocidade são armazenadas e estudadas no Centro GSI Helmholtz para pesquisas com íons pesados em Darmstadt, na Alemanha.

Para produzir o relógio em movimento, os cientistas aceleraram íons de lítio até um terço da velocidade da luz. Então mediram um conjunto de transições dentro do lítio enquanto elétrons saltavam entre vários níveis energéticos. A frequência das transições serviu como o ‘tic-tac’ do relógio. Transições dentro de íons de lítio que não se moviam fizeram o papel de relógio estacionário.

Os pesquisadores mediram o efeito de dilatação temporal com mais precisão que qualquer estudo anterior, incluindo o que foi publicado em 2007 pelo mesmo grupo de pesquisa. “Esse resultado é quase cinco vezes melhor que o anterior, e de 50 a 100 vezes melhor que qualquer outro método usado por outras pessoas para medir a dilatação temporal relativística”, explica o coautor Gerald Gwinner, físico da University of Manitoba em Winnipeg, no Canadá.

Compreender a dilatação temporal também tem aplicações práticas. Satélites do Sistema de Posicionamento Global (GPS) são essencialmente relógios em órbita, e o software do GPS precisa calcular minúsculas alterações temporais enquanto analisa informações de navegação. A Agência Espacial Europeia planeja testar a dilatação temporal no espaço quando enviar seu experimento Atomic Clock Ensemble in Space (ACES), para a Estação Espacial Internacional em 2016.

A velocidade de íons em movimento rápido significa que experimentos com aceleradores podem testar a dilatação temporal com mais precisão que quaisquer experimentos na órbita terrestre, explica Matthew Mewes, físico da Universidade Estadual Politécnica da Califórnia em San Luis Obispo, que não é parte da equipe.

Mas o grupo de pesquisa está desmembrando sua colaboração de longo prazo, já que não existe um acelerador maior para realizar testes mais potentes. “Foram muitas horas em porões, em salas protegidas com equipamentos barulhentos, e no final você consegue apenas um número”, conclui Gwinner. “Estamos trocando vários emails nostálgicos”.
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Encontro sobre planetários deve valorizar segmento

(Jornal Opção) O município anapolino é sede do 19° Encontro Anual da Associação Brasileira de Pla­netários/Goiânia e Anápolis. O evento, que começou na sexta-feira, 26, continua até o dia 30, com destaque para o cenário das novas tecnologias. Além de debates, por exemplo, sobre as políticas brasileiras de financiamento de ações e divulgação científica e apoio aos planetários ou sobre aspectos profissionais e operacionais nos planetários, a edição realiza oficinas e observação astronômica aberta para o público em geral. “Após a inauguração do planetário, recebemos esse importante evento com importância internacional. As pessoas poderão acompanhar debates sobre o assunto e interagir mais com as programações do planetário”, diz o secretário municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação, Fabrízio Ribeiro.

Terça é último dia para inscrição no Encontro Nacional de Astronomia

17ª edição do evento será realizada no campus da Ufal em Maceió de 7 a 9 de novembro



(Tribuna Hoje) Entre as coisas mais belas da natureza, muitas acontecem todos os dias, sobre nossas cabeças. Quem quiser saber mais sobre o céu, as estrelas, os planetas e tudo o mais que se conhece do espaço sideral tem uma excelente oportunidade: de 7 a 9 de novembro, a capital alagoana sediará o 17º Encontro Nacional de Astronomia (Enast), com palestras de astrônomos e outros cientistas de todo o Brasil e do Mundo.

O Enast é aberto a todos os públicos, sejam estudantes, professores, pesquisadores, astrônomos profissionais e amadores ou simplesmente pessoas interessadas no assunto. Além de palestras sobre temas como astronomia, astrofísica e astronáutica, o encontro vai disponibilizar um espaço para exposição de astrofotografias, astropinturas e astropoesias dos participantes.

Já os professores de ciências que queiram incrementar suas aulas poderão participar do 56º Encontro Regional de Ensino de Astronomia (Erea), que ocorrerá simultaneamente ao Enast. O Erea é direcionado a professores e estudantes de licenciatura das áreas de geografia, biologia, química, física e matemática. Nele haverá oficinas e palestras cujo objetivo é contribuir para a formação continuada e atualização dos profissionais, além de doação de livros e material didáticos.

Inscrições
Haverá atividades específicas para cada encontro e momentos em comum, como é o caso das palestras principais, mas só é possível se inscrever em um deles. A inscrição para o Enast e o Erea encerram-se no dia 30 de junho e devem ser feitas nos sites do evento nacional e regional. O valor para o Enast é R$ 25; já o Erea é gratuito, mas a condição de estudante de licenciatura ou professor em exercício deverá ser comprovada.

O evento será sediado na Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e dispõe de 60 vagas para alojamento gratuito. A realização é do Observatório Astronômico Genival Leite Lima (Oagll), Centro de Estudos Astronômicos de Alagoas (Ceaal) e Usina Ciências.

Galleria Shopping recebe planetário e oficina de astronomia (SP)


(Paulínia VIP) Abrindo a programação em comemoração ao Mês das Crianças, o Galleria Shopping, em Campinas, receberá de 25 de setembro a 19 de outubro o evento "Planetário - Oficina de Astronomia".

Realizada em parceria com a Oficina do Estudante, a atração terá como cenário um planetário inflável, que será instalado no Palco Central, localizado no primeiro piso do empreendimento.

Além de observar o céu, adultos e crianças a partir de 3 anos de idade assistirão a uma explanação didática e interativa sobre o universo, tendo acesso a conceitos básicos de astronomia e aprendendo a se orientar por meio das estrelas.

O projeto tem diversos objetivos, como incentivar a observação do céu, mostrar que a Terra é o único planeta conhecido onde a vida é possível e despertar a reflexão sobre os mistérios do Universo.

"Queremos proporcionar cultura e entretenimento e ainda desenvolver a curiosidade científica das crianças", afirma a gerente geral do shopping, Alessandra Furtado.

As sessões serão gratuitas e acontecerão em quatro horários por dia, às 16h, 17h, 18h e 19h. Ao entrar no planetário, o público será recebido pelo monitor responsável pela simulação da viagem. Lua, Sol, Marte, Júpiter, Saturno com seus intrigantes anéis e outros planetas do Sistema Solar fazem parte do roteiro. A duração média das apresentações é de 40 minutos.

Serviço

Evento "Planetário - Oficina de Astronomia"
Onde: Palco Central, localizado no primeiro piso do Galleria Shopping (Rodovia D. Pedro I, km 131,5, Jardim Nilópolis, Campinas, SP)
Quando: de 25 de setembro a 19 de outubro
Horários: sessões às 16h, 17h, 18h e 19h
Entrada gratuita

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6 invenções incríveis que foram esquecidas


(Super) A obsolência programada já faz parte do nosso vocabulário quando pensamos nas novas tecnologias. A produção tecnológica é tão intensa que as inovações acabam suprimindo as tecnologias anteriores (algumas bem recentes), que logo são deixadas para escanteio. Mas ao longo da história esse esquecimento é ainda mais expressivo. Muitas invenções e processos simplesmente desapareceram – e alguns não são nem mais compreendidos. Confira 6 invenções incríveis que esquecemos e hoje lembramos como lendas:

29 de set. de 2014

Cápsula do tempo, pitada de asteroide




(Mensageiro Sideral - Folha) A Nasa está preparando uma missão robótica de retorno de amostras de um asteroide e, embarcada na espaçonave, viajará uma pequena cápsula do tempo, destinada a retornar à Terra somente em 2023. E o que haverá dentro dela? Talvez uma mensagem ou uma foto sua!

A agência espacial americana estará recolhendo sugestões até a próxima terça-feira, 30 de setembro, e o conteúdo escolhido estará embarcado na sonda Osiris-Rex, que vai partir em 2016, visitar o asteroide Bennu em 2018 e retornar à Terra em 2023 com amostras desse objeto.

Como participar? Não é preciso ser cientista de foguetes ou algo do tipo! Para submeter uma mensagem de texto à apreciação da comissão julgadora, basta escrevê-la no Twitter, usando a hashtag #AsteroidMission. Se for sua opção enviar uma foto, ela precisa ser postada na rede social Instagram, também com a hashtag #AsteroidMission.

Empresas querem transformar asteroides em estações de reabastecimento

Inciativa pode baratear missões espaciais, mas ausência de lei internacional específica pode gerar conflitos de interesses.


(BBC/G1) Chris Lewicki está tentando tirar água de pedra. Na verdade, uma grande pedra que está a milhares de quilômetros da Terra.

Ele é o presidente da Planetary Resources, uma empresa de mineração que já participou de missões à Marte realizadas pela Nasa, a agência espacial americana. Agora, Lewicki aposta alto em asteroides.

Esses pedaços de rocha que vagam pelo espaço são ricos em minerais valiosos, diz o executivo, mas encontrar água em algum deles pode ser equivalente a achar ouro.

"A partir de observações feitas com telescópios, vemos que certos tipos de asteroides podem ter água em relativa abundância, além de outros minerais contidos nela", afirma ele.

Alto custo
Mas por que a água, que cobre a maior parte de nosso planeta, é tão valiosa no espaço?

O custo atual de enviar água suficiente para seis astronautas da Estação Espacial Internacional gira em torno de US$ 2 bilhões (R$ 4,4 bilhões), segundo Lewicki.

Além disso, a água pode ser transformada em ar e combustível - hidrogênio líquido e oxigênio formam o tipo mais eficiente de combustível para foguetes conhecido pelo homem.

Atualmente, as naves espaciais precisam carregar todo o combustível necessário para uma missão, o que aumenta seu peso e os custos de cruzar a atmosfera terrestre. Uma vez no espaço, equipamentos caros precisam ser abandonados, porque o custo para trazê-los de volta seria muito alto.
Mas "imagine se fosse possível reabastecer a espaçonave no espaço", questiona Lewicki?

Ideia lucrativa
A Planetary Resources não está sozinha nessa nova missão. Outras empresas também querem extrair combustível de asteroides e transformá-los em estações de reabastecimento no espaço.

Como asteroides têm pouca gravidade, pousar e decolar deles não exige muita energia. Esses corpos rochosos existem em grande número e estão próximos da Terra, o que os tornam uma potencial e valiosa estação de reabastecimento para missões mais longas.

Michael López-Alegría, um ex-astronauta da Nasa e atual presidente da Federação de Voos Espaciais Comerciais, diz que empresas estão interessadas nestas ideia "muito lucrativa" de mineração espacial, que vai além dos asteroides.

"Há uma grande quantidade de água congelada nas regiões polares da Lua", ele acrescenta. "É mais fácil chegar à Lua do que a um asteroide e também é mais simples nos comunicarmos com um robô ou pessoa que esteja lá."

Quem é o dono
Um projeto de lei no Congresso americano pode ajudá-las nessa iniciativa, ao conferir a essas companhias direitos de propriedade sobre o que encontrarem nos asteroides. No entanto, se aprovada, pode enfrentar resistência internacional.

Um tratado de 1966 da ONU proíbe a apropriação de recursos espaciais. Assim, explorar a Lua estaria fora dos limites legais.

Mas especialistas dizem que há dúvidas sobre o fazer com asteroides, particularmente em relação a recursos que permaneceriam no espaço, algo que não foi previsto quando a legislação foi criada.

Na medida em que a indústria espacial comercial cresce, com bilhões de dólares já investidos no setor, empreendedores argumentam que deveriam se tornar donos do que encontrarem.



Concorrência
Lewicki diz que a incerteza quanto à legalidade da apropriação desses recursos por empresas gera desconfiança nos investidores e já está afetando o crescimento de sua empresa.

Não são apenas outras companhias que fazem parte da concorrência. Lewicki diz que a China lançou missões não-tripuladas para explorar asteroides e a Lua, e a Nasa trabalha em uma missão tripulada para coletar amostras de asteroides próximos à Terra na década de 2020.

Se os Estados Unidos querem que sua indústria espacial privada faça parte dessa movimentação, diz López-Alegría, legisladores precisam criar um "ambiente mais previsível" no qual empresas possam "ter direitos à exploração sem interferência".

Projeto de lei
Em julho, o congressista Bill Posey, do Partido Republicano, apresentou o chamado Ato de Tecnologia Espacial para Exploração de Oportunidades de Recursos no Espaço Profundo (ASTEROIDS, na sigla em inglês)

O documento, de apenas cinco páginas, propõe permitir que empresas detenham a propriedade sobre "qualquer recursos obtido de um asteroide no espaço".

Lewicki foi um dos especialistas ouvidos na elaboração do projeto de lei. Apesar de algumas pessoas o considerarem vago demais, ele argumenta que a resolução estabelece linhas gerais para uma nova indústria.

A congressista Donna Edwards, do Partido Democrata, discorda. Na sua visão, é arriscado aprovar de forma apressada uma lei tão ampla e duradoura.

"Nosso trabalho não é criar leis para atender os interesses de certos negócios", afirma ela. "Nosso trabalho é elaborar um plano e um protocolo para o programa espacial americano e para a forma como interagimos internacionalmente."

Riscos
Em uma recente audiência no Congresso sobre o assunto, Joanne Irene Gabrynowicz, professora de Direito espacial da Universidade do Mississippi, alertou que o projeto pode ter um impacto político "considerável" em tratados internacionais.

"Se for transformado em lei, devemos esperar que esse projeto seja questionado legal e politicamente", acrescentou ela.

Edwards diz que parceiros internacionais, como a Agência Espacial Europeia e a Agência de Exploração Aeroespacial do Japão, além de China e Rússia, precisam estar envolvidos no debate sobre a propriedade de recursos espaciais desde o início.

"Não estamos sozinhos neste jogo", afirma ele. "Temos a obrigação de entender como será esse novo cenário e garantir que estejamos todos seguindo as mesmas regras."

"Não começaremos a minerar asteroides amanhã, então, temos tempo para estabelecer este contexto", acrescenta.

Mas Lewicki diz que a Planetary Resources lançará sua primeira nave espacial no início de 2015 e já tem planos para muitas outras.

"Se o Congresso encontrar uma forma de colocar a mineração espacial nos termos da lei, isso nos permitirá acelerar nossos esforços e buscar essa estratégia de forma mais agressiva do que fazemos hoje", afirma ele.

"Isso vai se tornar realidade muito antes do que as pessoas imaginam. Não será daqui a décadas. Há empresas prontas para fazer isso agora", conclui.
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Boletim Observe! - Ano V - Número 10 - Outubro de 2014

 


Boletim Informativo do Núcleo de Estudos e Observação Astronômica "José Brazilício de Souza" (NEOA – JBS)  (clique no banner para acessar)

Planetário comprado em 2009 continua encaixotado

(Tribuna do Norte) O sonho de conhecer o espaço sem sair do chão ainda está longe para as crianças de Natal. O planetário que o Governo do Estado comprou ainda não tem instalações adequadas para funcionar. Em 2009 o Governo do Rio Grande do Norte gastou 787 mil dólares (quase 2 milhões de reais) na compra de um planetário que, na época, era de última geração.

Depois de cinco anos, o equipamento nunca foi utilizado por falta de local adequado para a implantação do projeto Cidade da Ciência. Elaborado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Rio Grande do Norte (Fapern), a proposta inclui ainda a criação de um Museu de Ciência e Tecnologia e de um Parque do Conhecimento (ao ar livre).

Se o projeto tivesse saído do papel naquele ano, seria o planetário mais moderno do Brasil, e o primeiro com tecnologia digital do nordeste. A tecnologia digital permite além de viagens ao espaço, simulações em ambientes aquáticos e dentro do corpo humano, também é possível produzir vídeos.

Uma planta de como devem ser as instalações do planetário foi elaborada pela Fapern, mas nunca houve licitação para a compra de terreno e contratação de construtora.

José Roberto Vasconcelos, assessor de Projetos Especiais da Fapern e membro da Associação Brasileira de Planetários, afirma que o Governo não tem dado o devido valor ao projeto. “Participei da elaboração do projeto e torço para que o próximo Governo se sensibilize e o planetário finalmente saia”, afirmou.

Hoje o equipamento está guardado em galpões do Governo. “As instalações são adequadas para o armazenamento, mas quando se guarda por muito tempo, são necessárias atualizações”, afirma Vasconcelos, frisando que o sistema de computação precisará ser atualizado, o que vai gerar ainda mais custos para os cofres públicos. Periodicamente são feitas vistorias no local para garantir que os equipamentos continuam funcionando.

Quando a revitalização da Cidade da Criança foi iniciada, cogitou-se colocar todos os equipamentos da Cidade da Ciência no local, sem alterar a planta de instalações do planetário. Novamente o plano não saiu do papel. O equipamento precisa de uma cúpula de 12 metros para funcionar, e tem capacidade para 100 pessoas.

Licitações para compra de terreno e contratação de empresas construtoras não tem data para sair e devem ficar para o próximo Governo. “Hoje no Brasil existem mais de 80 planetários que, quando bem planejados e geridos, fazem a diferença na educação das cidades. Espero que em breve Natal possa contar com o seu”, finaliza Vasconcelos.

O primeiro e único planetário do Estado fica localizado em Parnamirim, na Grande Natal, e foi inaugurado em 30 de dezembro de 2008. Com tecnologia de ponta, o equipamento tem capacidade para 60 pessoas e funciona mediante agendamento. Hoje Fortaleza (CE), Parnamirim (RN), João Pessoa (PB), Olinda (PE), Aracaju (SE) e Feira de Santana (BA) são as cidades no nordeste que possuem planetários.

Número
2 milhões de reais foi quanto o Governo gastou na compra do planetário que seria instalado em Natal.

Planetário do Pará incentiva a busca pelo conhecimento

(Agência Pará) O olhar de 30 crianças e jovens da Escola Estadual de Ensino Fundamental Tancredo de Almeida Neves, do bairro Castanheira, em Belém, sobre as ciências, certamente não será mais o mesmo depois da manhã desta quarta-feira (24). Isso porque, em visita ao Planetário do Pará Sebastião José da Gama, eles puderam desvendar os mistérios do universo se divertindo. A visita ocorreu em meio à programação de comemoração pelos 15 anos de história do Planetário, que vem, ao longo do tempo, contribuindo para a divulgação científica no estado, integrando professores e pesquisadores, técnicos e alunos da Universidade do Estado do Pará (Uepa).

João Victor Neves Teixera cursa a quinta série e, a partir da visita, já decidiu qual profissão seguir. “Há muito tempo eu gostava de astronomia e, aqui, foi o espaço mais legal para mim. Tudo isso nos ajuda muito a aprender e a ganhar mais conhecimento, a gente vê como acontece, vê os exemplos. É por isso que já sei que vou ser astrônomo”.

No espaço, que também abriga o Centro de Ciências, os visitantes podem conferir as sessões de cúpula, com projeções sobre o sistema solar, além de ações práticas, como as oficinas, experiências de química e física, e outras atividades, que têm na ludicidade e na interatividade, as suas marcas. “Somos a única instituição desta natureza em todo o Norte do Brasil, e, por isso mesmo, somos referência. Nós procuramos aproximar a população em geral e o público escolar, com a preocupação de fazer com que todo esse conhecimento disponível seja atrativo àqueles que nos visitam”, afirma a diretora do Planetário, Sinaida Vasconcelos.

A professora de João Victor, Lígia Ramos, destacou a importância de espaços e ações como as desenvolvidas pelo Planetário para o processo de ensino-aprendizagem dos alunos. Para ela, “é sempre bom que os alunos saiam da sala de aula. Lá estamos mais atrelados à teoria e, em locais como este, os alunos veem como tudo acontece. Eles voltam para a sala mais interessados e curiosos. Isso tudo resume no que eu costumo dizer: que educação se completa com teoria e prática”.

Todas as atividades oferecidas aos visitantes contam com a atuação dos monitores, alunos da Uepa e de outras instituições, que, sob a orientação dos professores, exercitam e compartilham seus conhecimentos com o público. Regiram Reis conheceu o mundo da física ainda quando criança em visita ao Planetário. Hoje, ele está no oitavo semestre do curso de Licenciatura em Ciências Naturais, com habilitação em Física na Uepa, e já trabalha, desde 2012, na monitoria do espaço. “Fiquei interessado quando ainda era muito pequeno e, desde então, me dediquei nos estudos. Consegui ser aprovado no vestibular e hoje estou aqui, no lugar que me fez decidir a minha carreira. Ver essas crianças é incentivador, porque, além de trabalhar com o público, eu ajudo a inspirar novas cabeças divulgando a ciência”, conta.

A programação de comemoração dos 15 anos do Planetário seguirá até o dia 30 deste mês, dia exato do aniversário do espaço, quando haverá uma sessão solene de homenagens a servidores, professores e alunos que ajudaram e ajudam a contar essa história. Veja a programação completa no site www.uepa.br.

Constelação de Escorpião estará em evidência no céu desta segunda-feira

Fenômeno astronômico acontece a cada dois anos; aparente alinhamento dos astros pode ser vista a partir das 21h de hoje


(Agência Brasil/iG) Logo ao escurecer, haverá a conjunção entre o planeta Marte, a Lua e a estrela Antares, da constelação Escorpião. Isso permitirá que o grupo de estrelas seja facilmente identificado a olho nu. Escorpião é uma das 12 constelações zodiacais clássicas da antiguidade.

Segundo o astrônomo Jair Barroso, do Observatório Nacional, a Lua passará "perto" do Planeta Vermelho.

"Essa conjunção se torna ainda mais interessante porque Marte atravessará a constelação Escorpião e ficará a poucos graus de sua estrela mais brilhante, Antares", explica Barroso, que é membro da comissão da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica.

Ele diz ainda que Marte e Antares têm a cor avermelhada por razões físicas diferentes, mas seus brilhos serão praticamente idênticos hoje.

"A cada dois anos, Marte passa perto de Antares, mas não necessariamente com o mesmo alinhamento em relação à Lua. Nosso satélite estará na fase 'nova', uma fase favorável, pois não ficará muito brilhante. Isso permitirá a fácil observação desses astros, além da identificação da constelação Escorpião", explica.

Escorpião vai se pôr a oeste, com a cauda para cima e as garras para baixo, como um ponto de interrogação invertido. Com uma observação atenciosa, o fenômeno poderá ser identificado a olho nu, mas o uso de equipamentos, como telescópio e binóculos, pode ajudar.

A população mais a oeste do país, no centro-oeste e Amazonas por exemplo, terão melhor visão do alinhamento aparente dos astros, que ocorrerá por volta das 21h (horário de Brasília).

O astrônomo explica ainda que a "andança" da Lua pelas constelações zodiacais ocorre devido à translação em torno da Terra, combinada com a própria translação da Terra em torno do Sol.

"Com esse movimento, ela passa por estrelas brilhantes pertencentes a essas constelações, como a Espiga (da Virgem), Aldebarã (de Touro) e, em nosso evento de hoje, de Antares (a mais brilhante do Escorpião). Então, a Lua é referência para conhecermos outros astros porque é facilmente observável a olho nu e passa uma vez por mês nas ‘proximidades’ de estrelas do zodíaco e dos planetas também, pois esses caminham da mesma forma pelo Zodíaco", disse Barroso.
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Astronomia Indígena: Céu Ticuna e Céu Tupi-Guarani


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Museu Ciência e Vida abre exposição sobre astronomia indígena (Baixada Fácil)

Nota de falecimento: Henrique Wykrota



HENRIQUE WYKROTA (1915 - 2014)

Faleceu no domingo, dia 21, o senhor Henrique Wykrota. Odontólogo, Sócio Fundador e Presidente do CEAMIG - Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais por quase duas décadas.

Dr. Henrique Wykrota, natural de São Paulo-SP nasceu em 14 de agosto de 1915 e uma vez residente e domiciliado em Belo Horizonte, contraiu matrimônio com a Sra. Profª. Maria da Conceição de Carvalho Lanna Wykrota (já falecida).

Ambos apaixonados e levados pelo amor comum à astronomia, não pouparam esforços pessoais em prol do fomento dessa ciência em Minas Gerais, participando ativamente de acontecimentos como o Eclipse de 20 maio de 1947 (Eclipse de Bocaiúva), fundação do Centro de Estudos Astronômicos "Cesár Lattes" de Minas Gerais em 1954 (Atual CEAMIG, que neste ano completa 60 anos de atividades), investigação da queda do Meteoríto de Ibitira (30 de julho de 1957) e inauguração do Observatório Astronômico Frei Rosário em 09 de novembro de 1972, que ligam de forma indelével o nome de Henrique Wykrota e sua esposa à ciência astronômica no Brasil.

Em homenagem a este insigne casal o asteroide 29845, descoberto na noite de 22 de março de 1999 no observatório que leva seu nome foi denominado 29845 Wykrota (1999 FE21).

Astronomia para Crianças: Game Viagem pelo Sistema Solar



(Mspontocom) Astronomia para crianças do Mspontocom traz esta semana a Viagem pelo Sistema Solar.

Venha ser o comandante da nave Escola Games e viaje pelos 8 planetas do nosso Sistema Solar: Mercúrio, Venus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.

Seja cauteloso e guie a nave pelo Sistema Solar para conhecer mais sobre cada um dos planetas.
Jogo educativo com os planetas do Sistema Solar.

Boa diversão!

clique no link abaixo:

http://www.escolagames.com.br/jogos/sistemaSolar/

28 de set. de 2014

28/SET/2015 – Super Eclipse Lunar / Eclipse da Super Lua / Eclipse da Lua no Perigeu - FALTA 1 ANO


PROJETO RESSURREIÇÃO DOS CLUBES DE ASTRONOMIA

Falta 1 ANO para o eclipse lunar que será visível de todo o Brasil. Este eclipse coincidirá com a Lua Cheia no perigeu, quando alcançará sua menor distância da Terra em 2015.

O eclipse cairá num DOMINGO (27/9), com a parcialidade iniciando por volta das 10 horas da noite e sua totalidade acontecendo cerca de uma hora depois.

Através desse fenômeno propomos uma grande mobilização em prol da divulgação da Astronomia no país.

- Que tal reativar aquele Clube de Astronomia que parou de funcionar? Você tem 1 ano para se programar e captar novos membros. Atualize a papelada, convoque novos sócios, reveja estatutos e regimentos ou comece tudo novamente do zero.

- Está sem tempo? Existem clubes que se reúnem apenas uma vez por mês e outros que programam atividades apenas uma vez por ano!

- Seu clube era do tempo da escola ou universidade? Você tem 1 ano para reunir novamente seus (ex)colegas. Buscar os perfis deles em redes sociais tem sido uma tarefa bastante eficiente!

- Está faltando incentivo para criar seu grupo de Astronomia? Que tal fundá-lo em cuja data será a do eclipse acima? Seu grupo começará em grande estilo!

- Não tem instrumentos? Você tem 1 ano para adquirir um. Lembre-se que com eclipses não há necessidade de instrumentos potentes e caros.

- Que tal reviver o clima do Ano Internacional da Astronomia? 2015 será o Ano Internacional da Luz (http://pt.wikipedia.org/wiki/Ano_Internacional_da_Luz),

- Quer algo mais? Após esse eclipse, a oposição de Urano cairá num FERIADO (12/OUT). Dias depois haverá mais um máximo da chuva de meteoros Orionídeos, com radiante próximo das famosas 3 Marias.

ATENÇÃO OBSERVATÓRIOS, PLANETÁRIOS E ENTIDADES DE ASTRONOMIA EM PLENO FUNCIONAMENTO:
Você está autorizado a compartilhar esta proposta e convidado a participar dessa mobilização.

Você tem 1 ANO! Seja a referência de divulgação astronômica em sua região.

Céus limpos...sempre!

GaeA – Grupo de Apoio em Eventos Astronômicos

Referências:
- Circunstâncias do eclipse de 28/SET/2015:
http://www.geocities.ws/lunissolar2003/2015Sep28.htm

- Mapa do eclipse lunar de 28/SET/2015:
http://eclipse.gsfc.nasa.gov/LEplot/LEplot2001/LE2015Sep28T.pdf

- Efemérides astronômicas 2015:
http://serviastro.am.ub.edu/twiki/bin/view/ServiAstro/AgendaAstronomica2015es

- Super Luas: 2014 a 2050:
http://oal.ul.pt/documentos/super-luas-entre-2014-e-2050.pdf

Quarks, léptons e o big bang - VIDEOS







27 de set. de 2014

Fenômeno astronômico reúne Marte e Lua na constelação do Escorpião

(Mercado da Comunicação) A noite de 29 de setembro será especial para os amantes da astronomia. Logo ao escurecer, um lindo fenômeno poderá ser observado no céu: a conjunção entre Marte, a Lua e a estrela Antares da constelação do Escorpião.

Segundo Jair Barroso, astrônomo do Observatório Nacional e membro da comissão da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), nosso satélite natural passará “perto” do planeta vermelho. “Essa conjunção se torna ainda mais interessante porque Marte atravessa a constelação do Escorpião, uma das 12 constelações zodiacais clássicas da antiguidade, e se encontrará a poucos graus de Antares, a sua estrela mais brilhante”, explica.

Ainda de acordo com Barroso, Marte e Antares têm a cor avermelhada por razões físicas diferentes, porém seus brilhos serão praticamente idênticos nessa ocasião. “A cada dois anos, Marte passa "perto" de Antares, não necessariamente com o mesmo alinhamento em relação à Lua. Nosso satélite estará numa fase favorável, pois não contribuirá com brilho excessivo. Isso permitirá a fácil observação desses astros, além da identificação da constelação do Escorpião”, revela.

A constelação se parecerá com um ponto de interrogação invertido quando o “escorpião” se puser a oeste. As pessoas poderão reconhecer as estrelas que a compõem com uma observação atenciosa e um pouco de imaginação.

- O “escorpião” estará se pondo com a cauda para cima e as garras para baixo. No correr da noite, o movimento da Lua, em consequência de sua translação em torno da Terra, levará a um alinhamento aparente dos astros (perto das 21h de Brasília), que será melhor apreciado por aqueles situados a oeste no Brasil, com o satélite natural numa posição mais alta em relação ao horizonte - relata.
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E mais:
Sugestão para hoje: A dança dos planetas (O Guardador de Estrelas)

Carência de recursos e burocracia são entraves para ciência e tecnologia

Presidente da SBPC, Helena Nader, afirma que houve expansão da universidade pública brasileira e a compreensão de que ciência não é gasto, é investimento

(JC) A carência e a descontinuidade de recursos, além da burocracia excessiva para o desenvolvimento de pesquisas são apontadas por especialistas ouvidos pela Agência Brasil como os maiores entraves e desafios a serem enfrentados pelo setor de ciência, tecnologia e inovação (CT&I).

Embora os benefícios para a saúde ainda sejam os mais lembrados quando se fala no assunto, a presidenta da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, diz que o setor está presente em praticamente tudo no dia a dia das pessoas. Segundo ela, os últimos 20 anos foram de crescimento para a área. “O Brasil começou tarde como educação e como ciência e, em poucos anos, conseguimos dar um salto. Conseguimos a estabilidade econômica que nos permitiu olhar para outros gargalos do país. Houve a expansão da universidade pública brasileira e a compreensão de que ciência não é gasto, é investimento”, disse a professora.

O interesse dos brasileiros pela área também vem aumentando ao longo dos anos, destaca a pesquisa Percepção Pública da Ciência e Tecnologia no Brasil, realizada pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégico. Os últimos dados do estudo apontavam crescimento do interesse pelo setor, de 41% para 65%, de 2006 para 2010. O estudo com dados de 2014 deve ser divulgado ainda este ano.

Para o presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), Sérgio Gargioni, o próximo governante do país terá de pensar estrategicamente no aumento do orçamento para a pesquisa no Brasil. “O orçamento em geral tem valor razoável, mas sempre há contenção ou encargos adicionais. Pelo número que se vê, o orçamento do ano que vem é pífio, então precisamos que ele seja ampliado e que os recursos sejam para atender o interesse dos pesquisadores”, disse Gargione.

O Projeto de Lei Orçamentária Anual, enviado para aprovação pelo governo federal ao Congresso Nacional, tem previsão de destinar R$ 7,234 bilhões para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação em 2015, o que representa um aumento de R$ 365 milhões se comparado ao reservado para 2014.

O presidente da Academia Brasileira de Ciência (ABC), Jacob Palis, defende que os investimentos no setor alcancem o percentual de 2% do Produto Interno Bruto. “Atualmente esse percentual fica em torno de 1,2%, já houve a intenção de aumentar, mas o país tem tantas necessidades que às vezes esses investimentos ficam perdidos. Países como a China já estão atingindo 2%, com bons projetos. E a ciência brasileira está madura para fazer boas propostas e competente para desenvolver os projetos, para que nossos produtos tenham valor agregado e o país não exporte apenas produtos primários”, disse Palis.

A Academia Brasileira de Ciências apresentou um documento aos presidenciáveis com propostas e contribuições para a área. O documento foi subscrito pela Confap e pela SBPC. Além do aumento dos investimentos, a entidade sugere a ampliação da cooperação internacional, a criação de condições favoráveis para aproveitamento dos jovens do programa Ciência sem Fronteiras, a criação de novos institutos para interação da ciência com o setor empresarial, o fortalecimento do papel do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT) como órgão assessor da Presidência, a criação de incentivos ficais para empresas doadoras, como já é feito na área cultural e a equiparação dos salários entre os professores do ensino básico e os dos colégios federais.

A presidenta do SBPC destaca outro “problema gravíssimo” em relação ao financiamento. Segundo ela, os principais recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) vinham do CT-Petro, o primeiro fundo setorial do Brasil, para estimular a inovação na cadeia produtiva do setor de petróleo e gás natural. “Com a aprovação da nova lei do petróleo, o CT-Petro deixou de existir como tal e o dinheiro vai para o Fundo Social do Pré-Sal, de onde sairá 50% dos recursos para saúde e educação. Então o FNDCT vai minguar, mas estamos lutando pelo restante do fundo social, por pelo menos 10% para ciência, tecnologia e inovação”, disse Nader.

“Só temos esse dinheiro porque cientistas brasileiros, ao longo de quatro décadas, junto com a Petrobras, desenvolveram uma tecnologia, que não foi importada, para perfurar e achar a camada pré-sal. Então nada mais justo do que ter uma porcentagem da receita. O clamor das ruas foi por saúde e educação e estávamos brigando por isso. Mas saúde também depende de ciência e tecnologia e se o Brasil quer apostar e ser uma nação de primeiro mundo tem que investir em ciência, tecnologia e inovação”, disse Helena Nader.

Nesse caminho, a inovação ocorre quando os resultados de uma produção científica chegam ao mercado, quando eles são incorporados à sociedade. Para o presidente da Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação (Abipti), Cláudio Violato, movimentos positivos podem ser vistos nesse campo, como os programas que estimulam a pesquisa e o desenvolvimento no ambiente empresarial e a criação dos fundos setoriais há alguns anos, para alocação de recursos específicos em 16 áreas, como biotecnologia, engenharia de transportes e informática e automação.

Violato diz que o contingenciamento de recursos por parte da União interfere na continuidade das pesquisas. Para ele, o futuro do Brasil depende da capacidade de inovar, de empreender, e o governo é um instrumento importante de promoção e financiamento. “Quando ele [o governo] suspende os recursos, prejudica e retarda um processo de pesquisa, tudo o que foi feito até então está perdido. Então, às vezes, se gasta o dinheiro sem chegar a um resultado”, disse Violato.

Além do contingenciamento, outro entrave citado pelos especialistas para garantir recursos públicos é a legislação sob a qual os centros de pesquisa precisam trabalhar. A Lei 8.666, de 21 de junho de 1993, que normatiza as licitações e os contratos públicos, na avaliação dos especialistas, é burocrática e atrasa os trabalhos. “Essa lei é totalmente incompatível com pesquisa e desenvolvimento. Ciência não é como um projeto de engenharia, temos que considerar alternativas”, disse Violato.

Os especialistas defendem o Regime Diferenciado de Contratações (RDC) para atividades de pesquisa e desenvolvimento. Segundo Sérgio Gargione, o tempo desperdiçado com burocracia acaba se refletindo no atraso das pesquisas. “Ciência não é como uma obra, com resultados pré-determinados. A pesquisa pode demorar dois anos, cinco anos, dez anos e há um entendimento errôneo em controlar compras e despesas de insumos, quando o investimento principal é o pesquisador”, disse o presidente da Confap.

O chamado Código de CT&I, em tramitação no Congresso Nacional, é constituído pelo Projeto de Lei (PL) 2.177/2011, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 290, o RDC para o setor e a elaboração da Lei da Biodiversidade, a cargo do Ministério do Meio Ambiente. Esta última será tratada em um segundo momento, para não travar as demais propostas.

Entre as modificações previstas no código, estão uma abertura maior na relação com a iniciativa privada, a flexibilização dos recursos, com a definição do que é custeio e o que é investimento em pesquisas e a definição dos conceitos de atividade meio e atividade fim.

Para Sérgio Gargione, é preciso um entendimento de que as questões emergenciais do país não vão sair da pauta se não os problemas estruturais não forem revistos. “A visão de que uma empresa tem que ser sustentável e competitiva também serve para o país. Para fazer todo o sistema funcionar, é preciso continuidade de recursos, sem burocracia e com agilidade de decisão. A comunidade científica produz menos do que deveria porque esse aparato não funciona. Em qualquer outro país o 1% [do PIB] rende muito mais.”

O presidente da Abipti, Cláudio Violato, defende a existência de uma forma de avaliar a produção dos grupos de pesquisa. “Não adianta aplicar os recursos, com incentivos fiscais ou diretos, apenas porque o grupo existe, tem que ver também se ele está produzindo, gerando resultados e tramitando no mercado”.

Para Violato, o empreendedorismo precisa estar presente no dia a dia da educação. “Precisamos desenvolver o clima de inovação, começar a incutir nos jovens a possibilidade de empreender, de desenvolver novas tecnologias. O brasileiro é muito criativo, mas na hora de arriscar, o ambiente brasileiro não favorece de fato. A Lei de Inovação já criou esse ambiente dentro da universidade e agora há que se medir os resultados e fazer as correções de rumo”, disse Violato.

Sancionada em 2004, a Lei de Inovação contempla diversos mecanismos de apoio e estímulo à alianças e ao desenvolvimento de projetos cooperativos entre universidades, institutos tecnológicos e empresas nacionais.
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E mais:
Confira as propostas dos candidatos à Presidência para ciência e tecnologia (JC)
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Desenvolvimento científico, propostas eleitorais (Ciência Hoje)

26 de set. de 2014

Grupo de Astronomia do Estado do Rio de janeiro De Olho Nos Astros - VIDEO

Revista 'Science' elege os ‘Kardashians da Ciência'

Para descobrir quem são as 50 maiores estrelas científicas, periódico elaborou um "Índice K", inspirado na socialite americana Kim Kardashian


(Veja) Nesta semana, a revista Science elencou as cinquenta celebridades da ciência. O "Índice K", inspirado na socialite Kim Kardashian, uma das estrelas mais populares no Twitter, foi elaborado por meio de uma relação entre os seguidores dos cientistas e suas citações no Google Scholar, uma plataforma de citações científicas.

A lista foi feita em resposta ao geneticista britânico Neil Hall, da Universidade de Liverpool, na Inglaterra, que, em um comentário no periódico Genome Biology, publicado no fim de julho, criou o Índice K e criticou os cientistas que perdem muito tempo nas redes sociais, sugerindo que eles trabalhem mais em artigos científicos.

A Science resolveu, então, elaborar sua própria lista, com uma metodologia que está “longe de ser científica”, como explica no texto em seu site. Seu "Índice K" revelou que os primeiros lugares são ocupados não por pesquisadores apenas “famosos por serem famosos”, mas por cientistas relevantes no meio acadêmico que usam grande parte do seu tempo com divulgação científica, usando as plataformas sociais para expandir o alcance da ciência ao público leigo.

"Pode ser prematuro, em todo caso, que a comunidade científica se preocupe com os ‘Kardashians da Ciência’, quando enfrenta o desafio de permanecer relevante em discussões públicas. Até mesmo a popularidade do Twitter de Tyson [o primeiro da lista] é anulada pela Kim Kardashian real, que ostenta 10 vezes mais seguidores que ele”, critica a Science.

Conheça os sete primeiros colocados da lista de celebridades do Twitter, segundo a Science: Acesse aqui
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Matéria similar na Exame

Observação da Conjunção ARES X ANTARES em Maceió/AL



O CEAAL fará observação da conjunção de Marte com a estrela Antares no mirante da Usina Ciência (UFAL).
Sábado, 27 de setembro, a partir das 18:30.

"Não existe preconceito por ser brasileira, existe admiração"

Confira aqui os melhores momentos do #FaceToFace GALILEU com Duilia de Mello, pesquisadora da Nasa


(Galileu) Nesta terça-feira (23), a GALILEU promoveu um bate-papo com Duilia de Mello, pesquisadora brasileira da Nasa, através de um #FacetoFace. Com a ferramenta no Facebook, nossos leitores puderam enviar suas dúvidas diretamente a ela.

Duilia também é professora do Departamento de Física da PUC de Washington-DC. Ela trabalha em um dos centros de estudo mais importantes da agência americana, o Goddard Space Flight Center (GSFC). Lá, a sua função é analisar as fotos tiradas pelo telescópio Hubble. E, em 2013, ela foi eleita a profissional brasileira da área de ciências que mais de destacou em 2013. Saiba mais sobre sua carreira aqui.

Perdeu a conversa? Separamos os melhores momentos abaixo, confira:

Emaranhamento quântico cria novo estado da matéria

Meio milhão de átomos ultrafrios foram conectados no primeiro “spin singlet macroscópico” da história



(Scientific American Brasil) Físicos usaram uma conexão quântica que Albert Einstein chamava de “ação fantasmagórica à distância” para unir 500 mil átomos, de modo que seus destinos ficassem conectados.

Os átomos foram unidos por meio do “emaranhamento”, o que significa que uma ação executada em um dos átomos reverberará em qualquer átomo emaranhado com ele, mesmo que as partículas estejam muito distantes. A imensa nuvem de átomos emaranhados é o primeiro “spin singlet macroscópico”, um novo estado da matéria que foi previsto mas nunca produzido.

O emaranhamento é uma consequência das estranhas regras probabilísticas da mecânica quântica, e parece permitir uma misteriosa conexão instantânea por longas distâncias que desafia as leis de nosso mundo macroscópico (daí a observação “fantasmagórica” de Einstein).

Um spin singlet é uma forma de emaranhamento em que os spins de várias partículas – seu momento angular intrínseco – somam zero, o que significa que o sistema tem um momento angular total zero.

Os cientistas trabalharam com átomos de rubidío, que têm spin de valor constante igual a 1. (Todas as partículas têm um valor imutável de spin, uma característica quântica é sempre dada em números sem unidades.) A única maneira de um grupo desses átomos ter spins que somam zero – a exigência para um spin singlet – é se as direções de seus spins se cancelarem. E uma vez que dois ou mais átomos estejam emaranhados em um singlet de spin, seus spins sempre serão iguais a zero.

Isso significa que, bizarramente, se a direção do spin de um átomo for alterada, seus companheiros emaranhados mudarão seus spins da maneira adequada, e instantaneamente, para preservar a soma total zero de spin.

Emaranhar um grupo tão grande de átomos dessa forma não foi fácil.

Primeiro, os pesquisadores resfriaram os átomos a 20 milionésimos de kelvin – uma temperatura baixíssima, necessária para manter os átomos quase perfeitamente parados; quaisquer colisões entre eles perturbariam seus spins.

A seguir, para determinar o spin total dos átomos, os pesquisadores realizaram uma “medida quântica de não demolidora” – uma maneira passiva de aprender sobre um sistema quântico que evita alterar seu estado. (Isso é necessário porque medidas ativas de sistemas quânticos tendem a perturbar seus membros, mudando de maneira incorrigível o próprio objeto da medida.)

Para produzir a medida não demolidora, cientistas enviaram um pulso de aproximadamente 100 milhões de fótons (partículas de luz) pela nuvem de átomos. Esses fótons tinham energias precisamente calculadas para que não excitassem os átomos, mas apenas passassem através deles.

Os próprios fótons, porém, foram afetados pelo encontro. Os spins dos átomos agiram como ímãs para girar a polarização, ou orientação, da luz. Ao medir o quanto a polarização dos fótons havia mudado após passar pela nuvem os pesquisadores puderam determinar o spin total da nuvem de átomos.

Ainda que a medida não tenha mudado o estado de spin das partículas, ela teve o efeito de emaranhar muitas delas entre si. Os pesquisadores supõem que os átomos começaram com spins apontando em direções aleatórias.

Em alguns casos, porém, a medida “travou” o resultado líquido zero, de certa forma garantindo que as medidas subsequentes continuassem a encontrar o spin total igual a zero. “De alguma maneira, a própria medida criou o estado de singlet”, observa Naeimeh Behbood do Instituto de Ciências Fotônicas em Barcelona. “Ela criou um estado emaranhado a partir de um estado sem emaranhamento. Como isso acontece ainda é um profundo mistério da mecânica quântica”.

O experimento envolveu uma nuvem com aproximadamente um milhão de átomos de rubídio, mas as medidas passivas não foram capazes de quantificar exatamente quantos desses átomos se tornaram emaranhados.

Para que o spin total do sistema seja igual a zero, porém, os limites quânticos da medida garantem que pelo menos metade deles – 500 mil átomos – estavam emaranhados. Esse é um número recorde para um spin singlet, e a primeira vez em que átomos inteiros são emaranhados em um sistema macroscópico com spin líquido zero. (Experimentos anteriores conseguiram fazer isso com prótons.)

O estudo foi publicado em 25 de agosto, no periódico Physical Review Letters. “Eu considero esse resultado impressionante, tanto para a pesquisa fundamental quanto aplicada”, elogia o físico Marco Koschorreck, da University of Bonn, que não se envolveu no estudo. Como os spins dos átomos são muito sensíveis à manipulação magnética, explica ele, o spin singlet macroscópico poderia ser usado para identificar campos magnéticos.

No futuro próximo, os pesquisadores gostariam de compreender melhor o novo estado de matéria que foi criado. Como só conhecem o spin total da nuvem, por exemplo, eles não sabem quais são as contribuições de átomos individuais. “Quais átomos estão emaranhados?”, pergunta Behbood. “São os vizinhos mais próximos [pares de átomos que ficam próximos uns dos outros] ou os átomos mais distantes – ou isso é aleatório?

Os átomos formam singlets em pares ou em grupos maiores?”. Essas perguntas poderiam ajudar os cientistas a melhor compreender como a medida quântica não demolidora produz o emaranhamento e como usar [esses resultados] para propósitos práticos. Quanto mais compreendemos o emaranhamento, menos “fantasmagórico” ele se torna.

Videocast "Céu da Semana" - 22 a 28 de setembro de 2014

Curso de Introdução em Astronomia e Astrofotografia (CE)


Inscrições aqui

Universidade de Sheffield traz fotos da superfície da lua feitas com telescópio



(Kioskea) Uma universidade apresentou as primeiras fotografias tiradas por um telescópio de £100, o qual foi construído com partes feitas por uma impressora 3D.

Pesquisadores da Universidade de Sheffield afirmam que a qualidade da imagem do aparelho, o qual é chamado de PiKon, pode ser comparada a modelos que custam cerca de dez vezes mais.

Os planos estão disponíveis online, assim permitindo que qualquer um baixe e imprima os elementos necessários para construir o dispositivo.

As imagens do telescópio foram mostradas como parte de um festival científico da cidade. Durante seu primeiro uso, foram capturadas diversas fotos da superfície da lua.
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Matéria similar no Diário Digital

Observação do céu em João Pessoa/PB


Haverá observação pública, com telescópio, da conjunção de Antares com o planeta Marte no terraço da Torre Mirante da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura & Artes, promovido pelo Laboratório de Astronomia da ECB. Domingo (28/9), das 18:30 às 20:30.

Surpresas de uma chuva de meteoros

(Ulisses Capozzoli - Scientific American Brasil)  Se você gosta de observar o céu, mesmo a olho nu, mas não tem programação, nem uma ideia clara do que observar, aqui vai uma dica. E com algum tempo de avanço, exatamente para você poder se preparar.

Em 17 de novembro próximo ocorre o pico de intensidade da chuva de meteoros Leonídeos, conhecida por esse nome porque parece emergir do interior da constelação zodiacal do Leão.

Leonídeos é a chuva de meteoros ˗˗ essas chuvas são popularmente conhecidas como “estrelas cadentes” ˗˗ mais importante do ponto de vista da astronomia meteorítica. Entre outras razões porque foi a primeira observada cientificamente. E quem fez isso não foi um astrônomo, mas o geógrafo, naturalista e explorador alemão Alexander von Humboldt (1769-1859).

Foi ele quem se deu conta, ao menos para os registros científicos, que essa chuva produzida por material liberado no espaço pelo cometa Temple-Tuttle, provém do interior da constelação do Leão.

Na realidade, as coisas são ligeiramente diferentes.

Leonídeos e outras chuvas não emergem exatamente de um ponto do céu, agora chamado radiante. A sensação de que isso ocorre deve-se a um efeito de perspectiva para um observador na superfície da Terra.

O que ocorre de fato é que as chuvas de meteoros são produzidas por meteoroides, corpos que circulam pelo espaço e que podem ter, do porte de um grão de arroz ou menos, até vários quilômetros de diâmetro. Ainda que um corpo de grande porte neste caso seja, frequentemente, referido como asteroide.

Como um cometa libera material no espaço?

Cometas, na definição do astrônomo americano Fred Whipple (1906-2004) não passam de “bolas de gelo sujo”. Assim, cada vez que se aproximam do Sol em suas órbitas elípticas (como um anel achatado) se aquecem e experimentam reações químicas em seu interior.

As reações químicas, por estímulo térmico do Sol, produzem efeitos interessantes no corpo de um cometa.

Um desses efeitos é a formação de jatos de gases, atuando como se fossem pequenos foguetes, que podem, por exemplo, influir na rotação do cometa.

Sujeira dos cometas
As reações também liberam partículas sólidas, que podem ser blocos maiores ou os grãos de poeira cósmica do porte de um grão de arroz, por exemplo. É esse material que entra na atmosfera da Terra à velocidade (chamada velocidade cósmica) de 72 km/s e, reagindo com os gases atmosféricos, deixa rastros luminosos a elevações em torno de80 km/s, os chamados meteoros.

Então, para dissiparmos uma confusão muito frequente, temos três termos para distinguir uma coisa da outra e que, quase sempre, são confundidas:

Meteoro é a luz produzida por um meteoróide que entra na atmosfera da Terra. Se o meteoroide, após produzir um meteoro (o risco luminoso), sobrevive ao atrito e pousa na superfície, então temos um meteorito.

As pessoas se perguntam se um dia desses vamos ser atingidos por um bólido vindo do espaço profundo em alta velocidade.

A resposta é que isso acontece o tempo todo. A diferença está no porte desses bólidos. Em vez de um corpo do tamanho de um ônibus médio, como o que caiu recentemente na Rússia, somos atingidos por objetos menores: coisas que variam de um pedregulho aos, mais frequentes, grãos de areia cósmica.

As estimativas são de que, a cada ano, pelo menos 100 mil toneladas de material pousam na Terra vindo do espaço profundo. E não incluem apenas meteoróide.

Cometas, que normalmente abrigam reservatórios congelados de água, também podem liberar blocos que mergulham na atmosfera, onde são vaporizados. E isso significa que, a cada dia, recebemos um pouco mais de água na Terra.

Ocorre que a Terra também perde água para o espaço.

Como isso ocorre?

Certos tipos de nuvens, de elevadas altitudes, sofrem bombardeio intenso de radiação ultravioleta do Sol. Com isso, moléculas de água são fotodissociadas, ou seja, tem suas ligações atômicas entre dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio (H20) quebradas. Com isso temos os dois átomos de hidrogênio e um único de oxigênio liberados em suas formas atômicas.

Como oxigênio é mais pesado, mergulha em direção à superfície da Terra, por atração gravitacional. Já o hidrogênio, levíssimo, voa para o espaço e forma uma cabeleira que se estende até as proximidades da órbita da Lua.

Perdas compensadas
Então, a água que chega, trazida por cometas, de alguma maneira compensa a água perdida por fotodissociação em nuvens de elevada altitude.

Água é algo abundante no Universo. E mais que isso: a água se formou muito precocemente no Universo.

Como isso aconteceu?

Aconteceu quando as estrelas, depois de produzir oxigênio (a partir de hidrogênio) na chamada síntese dos elementos químicos, liberaram em meio a uma enorme explosão de supernova todo esse material no espaço.

O que a Natureza faz, por atrações físico-químicas, é compor átomos de hidrogênio e oxigênio e formar água. Enorme quantidade de água, elemento fundamental para a vida como é conhecida na Terra.

Agora, duas outras considerações que podem influenciar você na observação de Leonídeos.

Antes disso, talvez seja interessante dizer que, para observar essa chuva, basta sair da iluminação urbana. Forrar o chão com uma lona ou plástico para se proteger da picada de insetos e deitar com os olhos voltados para a posição nordeste.

Antes mesmo que o Leão fique muito elevado no céu você verá os meteoros associados a essa chuva.

Leve uma câmara fotográfica e deixe o diafragma aberto em direção ao radiante da chuva. Toda vez que um ou mais meteoros passarem, mude para a próxima gravação.

Com o diafragma aberto você gravará o movimento das estrelas produzidos, na verdade, pela rotação da Terra. Em meio ao rastro das estrelas você terá um ou mais meteoros.

A última vez em que Leonídeos se manifestaram com abundância foi em 1999, logo em seguida ao periélio (passagem próxima ao Sol) do cometa Tempel-Tuttle. O cometa, agora, está se aproximando do seu afélio (o máximo distanciamento do Sol) de onde inicia mais um retorno para o periélio.

E, agora, a revelação que adiamos, algumas linhas atrás, com suas considerações:

A primeira é que a quase totalidade de água da Terra foi trazida para cá por cometas que se chocaram com o planeta.

A segunda leva em conta que aproximadamente 60% da massa do corpo humano é formada por água.

A essa altura você já deve ter chegado à conclusão de que a maior parte do seu corpo já foi cometa no passado.

25 de set. de 2014

Observatório Municipal Jean Nicolini tem programação especial “Astro Folk”


(Prefeitura de Campinas) A chegada da primavera será celebrada pelo Observatório Municipal de Campinas "Jean Nicolini" com programação especial neste sábado, 27 de setembro, das 15h às 22h. Será a primeira edição do evento batizado de “Astro Folk”, com palestras de Astronomia, observação de constelações, música e barracas de alimentação. Um dos destaques é a aproximação do planeta Marte com a estrela Antares, que poderá ser visto a olho nu.

No domingo, 28 de setembro, o Observatório também abrirá, como já ocorre usualmente, das 17h às 21h, e também será possível observar o encontro dos astros Marte e Antares. Ainda no domingo, o renomado astrônomo Nelson Travnik fará uma palestra sobre a “Conquista da Lua” e, em seguida, haverá a observação da Lua pelo telescópio.

O astrônomo Júlio Lobo explica que este fim de semana será especial porque acontecerá o evento raro de aproximação entre o planeta Marte e a estrela Antares. O período da Lua Nova, cuja luminosidade é menor, é propício para melhor observação do fenômeno.

Além disso, o astrônomo mostrará ao público as principais constelações e narrará mitos e lendas que envolvem as estrelas. “Os visitantes vão saber um pouco sobre os costumes e as curiosidades de alguns povos antigos, que dependiam dos astros para atividades como plantio e colheita”, comenta o astrônomo Júlio Lobo.

A programação musical de sábado contará com o grupos 'Taberna Folk' e o Folia de Reis 'Azes do Brasil'. O 'Taberna Folk' tem no repertório temas tradicionais celtas e medievais, com composições próprias que remetem ao clima das antigas tabernas medievais da Europa antiga.

A Companhia 'Azes do Brasil' tem 103 anos e é capitaneada pelo mestre-embaixador Sebastião Vitor Rosa, folião desde os três anos de idade, e orgulhoso de dar continuidade à tradição familiar de celebrar os Reis Magos.

A gastronomia também terá lugar no “1º Astro Folk”. Barracas servirão lanches de pernil, de linguiça, cachorro-quente, porções de batata frita e mandioca. E a noite pode terminar com o tradicional doce de abóbora com coco. Serão aceitos cartões de débito.

Sobre o encontro de Marte e Antares
Sábado e domingo, 27 e 28 de setembro, em noite estrelada, haverá o encontro do planeta Marte com a estrela Antares. O planeta Marte foi denominado inicialmente pelos gregos com o nome de Ares, o deus da guerra.

Depois, com a latinização da mitologia grega, passou a ser chamado de Marte. Como os dois astros possuíam a mesma coloração avermelhada, a estrela foi chamada de Ant-Ares, ou Antares, a rival de Marte.

Antares é uma estrela gigante, vermelha, 800 vezes maior que nosso Sol, e se encontra na constelação do Escorpião a 600 anos-luz de distância da Terra.

Marte é um planeta com 6.500 km de diâmetro e gira ao redor do Sol a cada 700 dias. Os dois poderão ser observados a olho nu.

Nos dois dias, até às 19h30, também será possível observar, pelo telescópio, o planeta Saturno, e seus inúmeros anéis.

1º Astro Folk
Data: 27 de setembro, sábado
Horário: das 15h às 22h.
Local: Observatório Municipal de Campinas “Jean Nicolini” - Monte Urânia, Joaquim Egídio.
Ingressos: R$ 4,00(inteira) R$ 2,00(estudante /professor e de 6 a 12 anos de idade), isento(até 6 anos e maiores de 60 anos de idade).
Informações: (19) 3298-6566

Conheça os projetos bastante curiosos da Nasa

Agência espacial norte-americana possui testes interessantes em andamento


(R7) A Nasa, agência espacial norte-americana, é conhecida por trazer grandes investimentos e novidades ao mundo científico e tecnológico. Confira os dez projetos mais curiosos nessas áreas financiados e testados pela Nasa! Acesse aqui

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Observatório abre ao público no próximo fim de semana


(Jornal de Vinhedo) O Observatório IAG da USP abre ao público entre os dias 26 e 28 novamente para sediar visita guiada, palestra e observação dos corpos celestes.

As atividades são todas gratuitas, porém, é necessário agendar com antecedência pelo telefone (19) 3876-1444, que funciona de segunda a sexta, das 8h às 12h e das 13h às 17h.

O ‘Noite com as estrelas’ será administrado em dois horários de sexta a domingo, às 19h e 20h30. Neste evento, o público terá à disposição dois telescópios Meade de 12 polegadas, o Prometeu e o Asterix.

Por meio desses equipamentos, os visitantes poderão observar a Lua, suas crateras e montanhas, os planetas que estiverem visíveis, incluindo Vênus, Marte, Júpiter e Saturno, aglomerados estelares, nebulosas, estrelas múltiplas, entre outros corpos celestes. Ao mesmo tempo, quem estiver presente receberá uma aula ao ar livre, de reconhecimento do céu de astronomia.

Na ocasião, se o céu estiver encoberto, as observações serão substituídas por uma palestra, filme com tema astronômico ou visita aos instrumentos do Observatório.

Já no sábado, 27, às 14h30, será promovida uma visita guiada pelo Observatório. Os visitantes vão passear pelo local e conhecer os equipamentos utilizados pelos astrônomos. Neste dia, os presentes também poderão observar o Sol.

No sábado também haverá, às 16h30, uma palestra sobre eclipses solares com monitores do Observatório.

Palestra, visita e observações

Observatório da USP
R. do Observatório
Livre
Gratuito
Dias 26 a 28
(19) 3876-1444

Inmarsat patrocina a Semana Mundial do Espaço



(Maxpress) Desde a sua declaração pelas Nações Unidas (ONU) em 1999, a Semana Mundial do Espaço (World Space Week) se tornou o principal evento para celebrar as contribuições da tecnologia e da ciência espacial para a melhoria da condição humana. A edição deste ano acontecerá entre 4 e 10 de outubro sob o tema "Espaço: Guiando seus Caminhos", e terá foco em como as comunicações por satélite e sistemas de navegação ajudam a encontrar os nossos caminhos e se comunicar com os outros, seja no mar, em terra ou no ar. A Semana ainda oferece educação espacial e divulgação de eventos realizados por agências espaciais, escolas, empresas aeroespaciais, planetários, museus e clubes de astronomia ao redor do mundo, simultaneamente.

A Inmarsat, líder global em serviços de comunicação móvel por satélite e patrocinadora da Semana Mundial do Espaço deste ano, está participando de várias atividades para demonstrar o papel crucial das comunicações via satélite aqui na Terra. A empresa é parceira oficial da Volvo Ocean Race na comunicação global por satélite, permitindo que todas as sete tripulações participantes fiquem conectadas em todos os momentos durante os 3700 km de jornada pelo mundo, que incluirá a cidade de Itajaí, no Brasil, como uma das paradas. Os serviços de dados e de voz da Inmarsat permitirão que os marinheiros publiquem posts em blogs, além de fotos e vídeos da corrida; façam e recebam ligações telefônicas; e tenham seus progressos e posições rastreados online por fãs durante a corrida.

Sobre a Inmarsat
A Inmarsat plc é a provedora líder global de serviços de telecomunicação móvel por satélite. Desde 1979, a Inmarsat oferece confiabilidade em comunicação de voz e dados de alta velocidade para governos, empresas e outras organizações, com uma gama de serviços que podem ser utilizados em terra, mar ou ar. A Inmarsat emprega cerca de 1.600 funcionários em mais de 60 instalações no mundo inteiro, e está presente nos maiores portos e centros de comércio em cada continente. As ações da Inmarsat são negociadas na Bolsa de Valores de Londres (LSE:ISAT.L). Para mais informações, visite o site www.inmarsat.com.

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OASA DINAMIZA ACTIVIDADES PARA A SEMANA MUNDIAL DO ESPAÇO (Local - Portugal)

Cientistas teletransportam partícula de luz por 25 km

Equipe de Genebra consegue feito em longa distância e confirma que estado quântico do fóton pode ser mantido enquanto é transportado para um cristal sem que os dois entrem diretamente em contato


(O Globo) Uma equipe da Universidade de Genebra conseguiu teletransportar o estado quântico de um fóton para um cristal ao longo de 25 quilômetros de fibra óptica, mostrando que a informação pode ser teletransportada da luz para a matéria.

De acordo com o comunicado dos cientistas à imprensa, os resultados provam “que o estado quântico de um fóton pode ser mantido enquanto é transportado para um cristal sem que os dois entrem diretamente em contato”.

O teletransporte quântico envolve o movimento de pequenos bits de dados de um lugar para outro instantaneamente, através de um fenômeno conhecido como emaranhamento quântico — quando duas partículas ligadas agem como gêmeas, mesmo depois de separadas, o que significa que a informação pode ser instantaneamente passada de uma para outra sem toque.

Os pesquisadores são fascinados pelo teletransporte quântico porque ele pode revolucionar a maneira como carregamos e transmitimos dados. Mas até agora os cientistas lutavam para descobrir qual informação quântica armazenada na luz poderia ser usada nos sistemas de comunicação existentes, baseados em matéria.

Nesse experimento, os físicos pegaram dois fótons emaranhados e enviaram um deles, via fibra óptica, por 25 quilômetros, enquanto o outro foi enviado a um cristal, que armazenou sua informação. Um terceiro fóton foi então enviado como uma bola de bilhar para colidir com o primeiro fóton, apagando ambos.

Só que os cientistas descobriram que a informação do terceiro fóton não tinha sido destruída, mas transferida para o cristal que continha as informações do segundo fóton emaranhado. O resultado do estudo foi publicado na revista “Nature Photonics”.

Isso mostra que “o estado quântico dos dois fótons emaranhados, que são como gêmeos siameses, é um canal que empodera o teletransporte da luz para a matéria” explicou o coautor da pesquisa, Félix Bussieres.
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Estudantes conhecem o Equinócio através do Planetário Móvel Maywaka

(Amazônia Brasil Radio Web) Os pequenos estudantes da Escola Estadual Silvio Camilo, localizada na zona rural da Rodovia JK, ficaram encantados ao observar uma simulação do céu no espaço reservado à demonstração do Planetário Móvel Maywaka do Museu Sacaca e Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa).

A visita fez parte da programação do Equinócio da Primavera no Monumento Marco Zero do Equador. Os alunos participaram da sessão de cúpula Planetário, local projetado com material inflável com seis metros de diâmetro e 4,5 metros de altura, cujo sistema projetivo simula o céu noturno onde se podem observar constelações, planetas e outros astros.

Para o professor Sirley Melo, a visita ao ponto turístico durante a programação do Equinócio também representa a execução do projeto de Ciência e Meio Ambiente, desenvolvido na escola. "Esse momento é único, trabalhamos a teoria e agora passamos para a prática, o que ajuda os alunos a assimilar ainda mais o que aprenderam em sala de aula", ressaltou.

Aos 10 anos, a estudante Paula Maria Costa, disse que ainda não conhecia o planetário e se surpreendeu com a atividade. "Gostei bastante da visita e, a partir de agora, vou pesquisar mais sobre o fenômeno e tudo o que aprendi nessa visita ao monumento", comentou.

Observação do céu em Aracaju/SE


Observação astronômica em Buritama/SP


Noite Europeia dos Investigadores a 26 de Setembro em Lisboa (Portugal)


(Diário Digital - Portugal) A Universidade de Lisboa, a Universidade de Coimbra e a Câmara Municipal de Lisboa formam um consórcio vencedor para a organização da Noite Europeia dos Investigadores em 2014 e 2015, com o projecto «Ciência Cidadã». A Universidade de Lisboa, através do Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC), com a colaboração da CML, coordena o projecto, cujas actividades este ano decorrerão na noite do próximo 26 de Setembro.

Em Lisboa a Noite Europeia dos Investigadores será organizada numa parceria entre a Universidade de Lisboa e a Câmara Municipal de Lisboa. As actividades terão o seu expoente máximo na área do Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC) e do Jardim do Príncipe Real, estendendo-se até ao Largo Camões para uma Corrida que chamará a atenção de todos os que se queiram envolver.

O público poderá assim circular em todo este espaço e participar nas diversas actividades preparadas por inúmeras universidades, laboratórios, centros de investigação, museus e associações científicas de Lisboa.

Às 19:00 será dada a partida para a «Corrida pela Investigação», uma estafeta entre o Largo Camões e o Jardim Príncipe Real, onde, até às 24:00, a animação será permanente e diversificada sempre ligada à divulgação da ciência, investigação com um grande enfase para a realidade da nossa Cidade e a importância para a sustentabilidade e o ambiente.

Às 20:30, o debate «Ágora Ciência Cidadã», com a participação de personalidades da ciência e de diversos outros sectores da sociedade mobilizará os mais interessados e curiosos. No Jardim passará o filme «Lisboa Investiga», haverá circo matemático, conversas com investigadores e apontamentos culturais.

No MUHNAC, entre as 18:00 e a 01:00 da madrugada, demonstrações, workshops, concursos, world cafe, jogos, apresentação de projectos de investigação, visitas guiadas e experiências de laboratório são apenas algumas das mais de meia centena de actividades de ciência a não perder nesta noite.

Uma oportunidade única para saber mais, a divertir-se num dos museus mais bonitos da cidade de Lisboa: provar vinhos e petiscos, jogar com um robot ou em jogos de tabuleiro, cozinhar com ciência, conhecer a ciência por trás da cosmética, saber como participar activamente na investigação científica, perceber como se estudam pegadas de dinossáurios, construir indicadores de humidade atmosférica, preparar colecções de borboletas ou utilizar instrumentos de navegação.

Para o público com especial interesse pelos astros, o Observatório Astronómico de Lisboa, na Tapada da Ajuda, associou-se também a esta iniciativa e preparou um programa inteiramente dedicado à astronomia entre as 18:00 e as 02:00.

A participação é livre.

Mais informações no site oficial, em www.noitedosinvestigadores.org.